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6 de agosto de 2010

Lei Arizona: Evo Morales lembra a Obama origem migratória de seus pais

Fonte: Adital
Por Tatiana Félix *


Em dura crítica à Lei Arizona (SB 1070), que criminaliza a presença de imigrantes no Arizona, Estados Unidos, o presidente da Bolívia, Evo Morales, publicou uma carta ontem (5), dirigida ao presidente estadunidense Barack Obama, na qual ressalta a origem migrante dos pais de Obama. Na carta, Morales também acusa a norma de promover um tipo de apartheid.

Classificando esta como a mais dura lei migratória do território norte-americano, Evo Morales fez questão de relembrar ao presidente Obama, que como defensor de políticas sociais, ele não deve esquecer a "origem migrante de seus pais". "Você não pode permitir que o racismo se mantenha em seu país", enfatizou.

O líder boliviano segue descrevendo a história da família Obama, já que os pais do atual presidente estadunidense iniciaram sua vida "em um país que não era deles", onde puderam ter oportunidades para se desenvolver. "Eu não sei o que pensaria seu pai, que foi migrante, se sentisse que agora não poderia viver e trabalhar nos Estados Unidos", disse.

Morales criticou o discurso do governo estadunidense, ressaltando que o país "prega a justiça social, fala de livre circulação, negócios e mercado, no entanto, castiga aos seres humanos, neste caso aos latino-americanos, que tanto esforço e trabalho oferecem para contribuir e apoiar o desenvolvimento de seu país".

"Os Estados Unidos é um país de migrantes", afirmou Morales, defendendo ainda que foram os migrantes quem contribuíram para a prosperidade e o desenvolvimento da nação mais forte do planeta. O chefe da Bolívia acusou a Lei Arizona de ser uma tentativa de promover o "apartheid da discriminação política, econômica, cultural, social e racial contra os irmãos latino-americanos".

Para Evo Morales, a vigência da Lei Arizona, somada à diretiva do retorno voluntário, promovida pela União Europeia, submete a uma situação difícil, milhões de pessoas que se esforçaram para estabilizar uma condição de trabalho. "Senhor presidente, está em suas mãos evitar que em seu país retorne os dias obscuros de perseguição por cor de pele e de origem racial", finalizou.

Lei anti-imigração

A Lei Arizona entrou em vigor no último dia 29 de julho. Por conta de uma decisão judicial, alguns de seus pontos mais polêmicos foram retirados, como a permissão para que policiais detivessem pessoas suspeitas de estarem sem documentos e a abordagem a pessoas suspeitas de estarem ilegais.

* Jornalista da Adital

Imagem: Internet

7 de dezembro de 2009

NYT investe contra Evo Morales


O Viomundo publica artigo [traduzido] do New York Times [NYT] sobre as eleições na Bolívia, em que Evo Morales obteve uma vitória consagradora nas urnas nesse domingo [6 de dezembro de 2009].

Azenha, ao inserir ótimos comentários no meio do texto, auxilia na leitura de mais uma "obra" desrespeitosa, mistificadora, preconceituosa e mentirosa, muito bem acolhida pelo NYT, cultuando seu ódio de classe.

E não podemos esquecer, que este jornal divulgou a mentira das armas de destruição em massa no Iraque, bem como artigo de Larry Hoter que chamou o Presidente Lula de bêbado.


New York Times: Evo é Stalin indígena (eleição, qual eleição?)

O texto abaixo serve como exemplo da cobertura tosca, sem pé nem cabeça e cheia de preconceitos que a mídia americana faz da América Latina. Aí eles lá em Washington ficam sem entender porque a grande maioria vota em Evo Morales:

Na Bolívia, uma força pela mudança persiste

por SIMON ROMERO e ANDRES SCHIPANI, no
New York Times

Published: December 6, 2009

LA PAZ, Bolivia — Apesar dos slogans e posters de Che Guevara, não estamos em Havana, 1969 ou Manágua, 1979. Em vez disso, o fervor nos escritórios do vice-ministro de Descolonização só poderiam existir na Bolívia do presidente Evo Morales, que parece navegar para a vitória nas eleições de domingo.

Os escritos em uma parede, literalmente em dois idiomas nativos -- Quechua e Aymara -- oferecem sinais de um movimento político que chacoalhou as instituições dessa nação empobrecida.

“Jisk’a Achasiw Tuq Saykat Taqi Jach’a P’iqincha", diz a mensagem na sala de Monica Rey, que explica que se trata de Aymara para o nome do novo escritório que ela dirige, a Diretoria para a Luta contra o Racismo.

"Estamos no processo de conquistar as mentes de nosso país e, ainda mais desafiador, seus medos", diz Rey, listando uma variedade de projetos, inclusive com a troca dos retratos que aparecem na moeda da Bolívia, tirando os homens brancos que sempre governaram para colocar heróis como Túpac Katari e Bartolina Sida, líderes de um revolta contra os espanhóis no século 18.

[Nota do Viomundo: Aqui o jornal espanta os leitores americanos com referências à -- horror!!! -- troca de homens brancos por índios na moeda boliviana.]

Com uma oposição profundamente enfraquecida e sua conexão visceral com a maioria indígena -- que representa mais de 60% da população -- Morales, 50, é provavelmente o mais forte líder nacional em décadas.

Ele venceu facilmente a reforma constitucional deste ano que deu a Morales o direito de concorrer a um novo mandato de cinco anos. Agora as pesquisas mostram Evo e seus apoiadores bem adiante na eleição de domingo. Está próximo de obter sólidas maiorias legislativas que dariam a ele o poder de moldar a nação como o primeiro presidente indígena.

A votação parecia transcorrer em calma na maior parte da Bolívia domingo, de acordo com entrevistas com eleitores aqui e reportagens de rádio nos centros de votação. "Evo deve ficar para terminar o que começou", disse Juan Carlos Garcia, 24, um vendedor ambulante de El Alto, o bairro pobre que cerca La Paz, antes de votar em uma seção eleitoral na manhã de domingo. "Os que não concordam devem ceder à vontade da maioria", ele acrescentou.

O sr. Morales votou no domingo de manhã na vila 14 de setembro, uma comunidade em Chapare, nas florestas centrais da Bolívia, uma região de plantio de coca que é um bastião de apoio ao presidente. Ele disse que os eleitores tinham o direito de decidir entre "o processo de mudanças ou o neoliberalismo", o termo que ele usa para atacar as políticas econômicas de mercado.

[Índio que tem apoio onde se planta coca!!! Perigo!!!]

Mas o domínio de Morales deu a ele alguns rivais inesperados, além das faces da oposição das elites tradicionais das terras baixas do leste. A crescente influência de Evo também parece opressiva para uma coleção de líderes políticos indígenas que estão tentando emergir da sombra de Evo.

[Evo, a sombra ameaçadora!!!]

"Esse governo existe para gastar dinheiro nas campanhas de Evo às custas do resto de nós", diz Felipe Quispe, 67, um índio Aymara que entrou na política depois de liderar uma insurgência guerrilheira nos anos 80 e de ser preso nos anos 90. "Evo é um índio vestido com roupas chiques, cercado por homens brancos e mestiços".

O icônico Quispe, que lidera um grupo radical com uma pequena porcentagem de eleitores, diz que os Aymaras, que representam um quarto da população da Bolívia de 9,8 milhões, deveriam rejeitar a ideia de a Bolívia formar uma Nação com os povos que falam Aymara do planalto do Peru. "Devemos nos desbolivianizar", ele disse.

[Os autores deixam implícito que Evo Morales seria o autor da ideia de juntar os Aymara da Bolívia e do Peru!!! Índio, cocaleiro e traidor da Pátria!!!]

Ricardo Calla, um antropólogo e ministro para assuntos indígenas em um governo anterior [Ops, que "governo anterior"? O do FHC], disse que assim como o sr. Quispe estava à esquerda do presidente, líderes indígenas emergiram em todo o espectro ideológico, sugerindo uma classe política mais variada do que a apresentada pela mídia estatal daqui.

No centro, por exemplo, está Savina Cuéllar, um governadora de província do sul da Bolívia. À direita está Victor Hugo Cárdenas, um ex-vice-presidente cuja casa foi atacada por uma multidão pró-Morales este ano. Ainda mais à direita está Fernando Untoja, um intelectual Aymara que disputa o Congresso na coalizão de Manfred Reyes Villa, um ex-capitão do Exército que está bem longe de Evo Morales, em segundo lugar na disputa.

[O New York Times acaba de se desmentir. Primeiro o jornal tentou nos convencer de que Evo fazia sombra a outros líderes indígenas. Depois, apresentou líderes indígenas de todos os partidos, nenhum dos quais fantoche de Evo!!! Mas só faz isso para poder culpar a mídia estatal boliviana -- que é minoritária -- de distorcer a realidade!!! Nem Ali Kamel faria melhor]

"O Evo em si", disse o sr. Calla, o antropólogo, "poderia ser considerado de esquerda autoritária". Contribuindo para essa classificação, ele argumentou, está a resistência de Morales em cooperar com outros partidos, ameaças de prender adversários e a celebração de seu governo em publicidade paga. O sr. Calla chamou a exuberante demonstração das conquistas de Morales "um culto à personalidade" em andamento.

[Simon Romero, o Cesinha da Bolívia: o índio cocaleiro e apátrida, insuflador da rebelião indígena, é um novo Stalin!!!]

Cambio, um jornal diário controlado pelo estado como o Granma em Cuba, criado por Morales este ano, oferece um exemplo dessa fanfarra. No principal artigo deste domingo, descreveu Porto Evo Morales, uma acampamento pioneiro no norte do país. Num caderno à parte um gibi contava "Evo: Do Povo e para o Povo", mostrando a ascensão de Evo da pobreza.

[O cara tirou o Granma do arquivo!!!]

Há razões concretas para a popularidade de Morales. [Os dois parágrafos seguintes explicam tudo!!!] O maior pode ser o crescimento sustentado da economia da Bolívia, aplaudido por economistas que estão impressionados com as reservas de mais de 7 bilhões de dólares em moeda forte, apesar do país enfrentar persistentes níveis de extrema pobreza.

Apesar da crise financeira e de uma queda nos ganhos com a exportação de gás, a economia da Bolívia deve crescer até 4% este ano, uma das taxas mais altas da região, ajudada pelo estímulo dos gastos em programas sociais para crianças, muheres grávidas e os mais velhos.

"Até o FMI está feliz com a economia da Bolívia; imagine a ironia disso", afirmou Gonzalo Chávez, um economista educado em Harvard [Isso acalma o leitor americano], se referindo às duras críticas de Morales às instituições multilaterais de Washington, como o Fundo Monetário Internacional.

Ainda assim, as tensas relações diplomáticas de Washington com o sr. Morales podem ser as piores do hemisfério, com exceção de Cuba, mesmo com o novo governo Obama. A Embaixada dos Estados Unidos aqui permanece sem embaixador depois da expulsão no ano passado de Philip S. Goldberg e as operações conjuntas para combater as drogas foram suspensas quando o sr. Morales acusou a Drug Enforcement Administration de espioná-lo.

O sr. Morales passou boa parte de uma entrevista coletiva com jornalistas estrangeiros esta semana criticando o acordo militar do governo Obama com a Colômbia e o apoio dos Estados Unidos às eleições presidenciais em Honduras. E ele parecia cético quanto a uma reconciliação, dizendo que um encontro com o presidente Obama seria "desejável mas não decisivo".

[Alguém já viu um candidato elogiar os Estados Unidos em véspera de eleição???}

A marca do sr. Morales na sociedade é evidente na cidade de Warisala, onde outro experimento, a universidade indígena Túpac Katari, se descortina no planalto da Nação.

[Índio cocaleiro, apátrida e ditador, faz "experimentos"]

O campus, com sua linda vista do pico Illampu coberto de neve, enfatiza a instrução em Aymara e ecoa o sentimento do partido do sr. Morales, o Movimento pelo Socialismo. Colocada em uma porta, uma nota diz que é compulsório para integrantes da equipe acadêmica e administrativa participar de um curso sobre "O Capital", de Karl Marx; correm o risco de serem punidos se não participarem.

[Onde é que já se viu estudar? Índio cocaleiro, apátrida e ditador, quer forçar as pessoas a estudar e ainda mais em um idioma exótico!!! Pelo banimento de Marx, já!]

"O que foi trazido pelos invasores europeus e seu sistema colonial", perguntou David Quispe, 37, que dá um curso sobre a visão de mundo andina.

"A exploração capitalista e racista", um grupo de estudantes responde em coro, tendo nas mãos o livro didático "Tese Indígena", de Fausto Reinaga.

"Aqui jovem indígenas estavam acostumados a ficar em silêncio", o sr. Quispe disse depois da aula. "Agora é hora deles começarem a falar".

[Nota do Viomundo: Antes do climax desse artigo os gestores do site correram para se esconder embaixo da cama. Chamem o general Custer]

Imagens: Evo Morales por Javier Mamani/EFE e George Armstrong Cluster por Mathey Brady.

19 de abril de 2009

Bolívia: dois mercenários foram presos

Fonte: Agencia Boliviana de Información

Dos mercenarios vivos y la punta del ovillo

Parte del arsenal descubierto en el almacén de Cotas, en el campo de la Expocruz (ABI)

Coco Cuba


La Paz, 17 abr (ABI) – Dos supuestos mercenarios, parte de la célula de terroristas desarticulada en la ciudad de Santa Cruz (900 km al este de La Paz), eran la punta del ovillo que las autoridades bolivianas exploraban el viernes en busca de despejar un sin número de incógnitas sobre la existencia de una compleja red irregular con contactos en Europa.

La información que se pueda extraer del boliviano Mario Fardig Astorga, un militar en retiro que frisa los 60 años y que se formó en centros castrenses croatas, y del húngaro Iedad Votel Toazo, dos de los cinco miembros de una facción irregular interceptada en un hotel de Santa Cruz, resulta vital para establecer el tamaño y las extensiones de lo que se supone un plan para desestabilizar Bolivia, o matar al presidente Evo Morales, que viene a ser lo mismo.

Fardig y Toazo salieron indemnes de una feroz balacera que siguió a una poderosa explosión que voló por los aires 30 habitaciones del cuarto piso del Hotel Las Américas, donde fueron abatidos el rumano Mayarosi Ariad, el irlandés Duayer Michael Martin y el boliviano Eduardo Rózsa Flores, primariamente identificado como Jorge Hurtado Flores.

Fardig y Toazo permanecen detenidos bajo un extraordinario dispositivo de seguridad en los calabozos de la Fiscalía de La Paz y, según el ministro de Gobierno, Alfredo Rada, que habló en el consulado boliviano en Río de Janeiro, ya admitieron su participación en los atentados terroristas a las residencias del viceministro Saúl Avalos, en marzo, y del jerarca de la iglesia católica boliviana Julio Terrazas, el pasado miércoles.

En poder de los caídos en el hotel, uno de ellos descoyuntado por la explosión del artefacto, se encontró una computadora que era objeto de un minucioso estudio por peritos en La Paz. El ordenador portátil era, a estas alturas del día, una caja de Pandora y su información podría trazar el curso de las pesquisas.

En la cómoda de Rózsa Flores, la policía encontró una Uzis, metralleta livianísima que es capaz de percutar 20 balas por segundo y que el boliviano, que comandó un batallón de 380 soldados en la guerra secesionista en la exYugoslavia, en la década de los ‘90, a favor de las fuerzas croatas, no alcanzó a blandir impedido por el fuego nutrido que se desató entre las 4h30 y 5h00 del jueves en el cuarto piso del hotel Las Américas, reveló el comandante de la Policía, general Víctor Hugo Escóbar.

El palmarés de Rózas Flores daba para confundir a los más esclarecidos, pues detrás del guerrero por Croacia, este hijo de húngaro comunista convencido y de boliviana ferviente católica nacido en Santa Cruz en 1960, había un corresponsal, nada menos que de la BBC y de la Vanguardia española.

Este hombre contactado en Croacia por el “Viejo”, un personaje, por el momento sin rostro ni nombre y que supuestamente opera desde algún punto de Bolivia, estuvo en la resistencia al dictador Augusto Pinochet en el Chile del primer presidente marxista de Latinoamérica, el inmolado Salvador Allende, en setiembre de 1973, y hasta compuso grupos humanitarios y, para plantear el rompecabezas, adscribió El Corán.

Miembro de una familia de artistas reconocida en Santa Cruz, Rózsas Flores, que ha sido filmado en traje de fajina, llegó a realizarse, también de cineasta.

Los cuerpos de los abatidos fueron levantados 14 horas después de la balacera, lapso en el que autoridades bolivianas tomaron todas las pistas que podrían conducir a la captura de otros miembros de la célula o integrantes de otra facción irregular que opera en Bolivia.

El vicepresidente Alvaro García Linera reveló que en el depósito de la privada telefónica Cotas, en el campo de la Expocruz, en el centro de Santa Cruz, se encontraron cajas vacías de armas de guerra y explosivos, lo que hace suponer que uno o varios grupos se han apoderado de rifles de alta precisión y metralletas de último generación.

“No estamos sólo ante una célula. Deducimos que hay otras, por la cantidad de armas encontradas en este stand y por las cajas vacías de armamento que deben ser encontradas”, argumentó.

Los suposiciones se han regado, pues la Policía halló en el almacén de Cotas C-4, un devastador explosivo de exclusivo uso militar que había sido combinado con gasolina. Este cóctel, por la cantidad de C-4 encontrado pudo haber volado por los aires el barrio en que se encuentra enclava la Expocruz.

En el depósito de Cotas también se hallaron planos, croquis y documentos con datos sobre los movimientos del presidente Evo Morales, García Linera y los ministros de Estado. En una lista de muerte recabada por la Policía de manos de los supuestos terroristas, estaba también el prefecto Rubén Costas, según informó el viceministro de Interiores, Marcos Farfán.

García Linera denunció que la célula de mercenarios planificaba un magnicidio en Bolivia.

En la madeja que las autoridades deben desenvolver con cuidado sumo figura el origen del financiamiento del plan y el establecimiento en las próximas horas de quién o quienes contactaron a los sicarios.

“Quién paga, quien contrata a estos extranjeros”, se preguntó Morales durante la cumbre de la Alternativa Bolivariana para Latinoamérica y El Caribe, celebrada en la ciudad venezolana de Cumaná.

“En Bolivia la derecha intentó sacarme con el voto del pueblo mediante el voto del pueblo(en julio último) y fracasaron; intentaron sacarme con un golpe de Estado cívico prefectural (en agosto y setiembre siguientes) y fracasaron, y ahora planificaban con mercenarios, fracasaron. Ojalá fracasen para siempre”, hizo votos el mandatario boliviano.

·El ascendiente croata Rózsas percutaba las miradas hacia el ex presidente del Comité Pro Santa Cruz, Branco Bora Marincovic, el poderoso empresario agropecuario convertido en el más fiero de los opositores de Morales, mientras un senador oficialista, Ricardo Díaz, afirmaba que la célula neofacista Ustasha opera en Bolivia, “no sólo de ahora, está trabajando esta organización hace ya tiempo”.

Los hallazgos en el depósito de Cotas, han puesto a la telefónica en el ojo de la tormenta, también por la composición de su plana gerencial, su poder económico y sus vinculaciones con una serie de cooperativas de servicios en Santa Cruz, todas vinculadas al político empresarial Comité Pro Santa Cruz, la oposición más radical a Morales.

“No tenemos ningún nexo, no tenemos la menor vinculación con este caso, esta es una cooperativa de telecomunicaciones que presta servicios a toda la población de Santa Cruz, ese es su fin y no tiene otro”, agregó el asesor jurídico de Cotas, Roberto Paz.

La envergadura del asunto llevó a García Linera a declarar a las investigaciones antiterroristas como prioridad de la seguridad del Estado.

“Estos actos han dejado de ser un tema meramente delincuencial para convertirse un tema de seguridad de Estado y de los bolivianos”, manifestó.

Las investigaciones policiales pasarán por esclarecer las interrogantes sobre quién o quiénes trajeron a los terroristas del extranjero; quién o quiénes los trajo de Croacia y de Irlanda a Santa Cruz; quién pagó sus pasajes; quién los mantenía; quién les daba el dinero para que vivieran en un hotel y contrataran casas; quién les daba información sobre el desplazamiento de las autoridades, quién los mantenía informados y protegidos y quién les proporcionó el armamento.

También cómo llegó a Bolivia el explosivo C-4; quién y a quién o quienes lo compraron.

García Linera pidió esclarecer los móviles ideológicos que impulsaron los actos terroristas que “estarían vinculados, por la documentación que hemos podido observar, a una ideología de extrema derecha fascista”.

1 de fevereiro de 2009

E tudo começou em Porto Alegre...

Crónica de un acto público en el Foro Social de Belem con Correa, Lugo, Morales y Chávez

Cuatro presidentes y otro mundo posible

por Pascual SerranoÚltima modificación 01/02/2009 00:57

Foto: Eduardo Seidl

El pasado 29 de enero algo cambió para siempre en el Foro Social Mundial. El encuentro que nació como una iniciativa de la sociedad civil que debatía y elaboraba propuestas frente a los gobiernos se encontró ese día con que cuatro presidentes se daban cita en el IX Foro Social Mundial de Belem (Brasil) en el denominado “Diálogo sobre la integración popular de nuestra América”. Se trataba de Rafael Correa (Ecuador), Evo Morales (Bolivia), Fe

rnando Lugo (Paraguay) y Hugo Chávez (Venezuela). En el reducido espacio de un gimnasio, con unas mil personas representantes de numerosas organizaciones sociales, los cuatro participaron en un acto público junto a líder del Movimiento de los Sin Tierra de Brasil, Joan P

edro Stedile.

Primero, poco antes de las dos de la tarde llegarían Correa y Lugo, para poco después incorporarse Chávez y Morales. Mientras tanto, diferentes cantautores interpretan desde canciones de Pablo Milanés y Silvio Rodríguez, hasta boleros, raps y performances. Rafael Correa no deja de proponer temas, cantar e incluso acercarle el micrófono a Fernando Lugo para que se una a la canción. En conclusión, que ya no es solo Chávez es el que canta en los

actos públicos, los medios y analistas que ridiculizaban al venezolano y se escandalizaban van a tener que dedicar ahora mucho tiempo y espacio a este asunto.

Rafael Correa: el error del socialismo real fue no cuestionar al modelo de desarrollo del capitalismo

El primero de los presidentes en intervenir es Rafael Correa. Como muchos de los que allí se encontraban, se pregunta quién iba a decir hace diez años que cuatro presidentes estarían participando en el Foro Social. Recordó que “como un castillo de naipes f

ueron cayendo los gobiernos seguidistas del Consenso de Washington y levantándose los pueblos”. La gran aportación de Correa en su intervención fue marcar algunas lineas sobre lo que consideraba el socialismo del siglo XXI, mucho se ha hablado sobre él, pero pocos dirigentes se han atrevido a definir sus características. Correa afirmó que “el socialismo del siglo XXI habla de acción colectiva, se expresa a nivel comunitario en los barrios pero también en la economía, en la vida social y en las instituciones”. El presidente ecuatoriano, a pesar de ser economista por la Universidad de Chicago, reivindicó la necesidad de “rescatar el Estado para atender los problemas colectivos y la necesidad de planificar”. Marcó sus distancias con lo q

ue denominó el socialismo tradicional porque su “forma de competir era precarizando condiciones laborales y sociales”. Sin embargo, según Correa, hay elementos del socialismo del siglo XXI que coinciden con ese socialismo tradicional, y es “el énfasis en los valores de uso en lugar de los valores de cambio”. Puso como ejemplo la selva amazónica: “Debemos ser responsables con ella, los países que generen bienes ambientales deben exigir a los países ricos por ese gran valor medioambiental que están generando y que los ricos ya han dilapidado”. S

eñaló el ejemplo de Ecuador, que tiene un gran yacimiento petrolífero sin explotar pero que su extracción supondría un gran daño medioambiental, por lo que ha renunciado e ello. Ecuador, dijo Correa, ha lanzado el reto a la comunidad internacional para que le compense por ese dinero que dejará de conseguir por un medida que beneficia a todo el planeta.

Otra característica del socialismo del siglo XXI, según el ecuatoriano, es la reivindicación de justicia en todas las direcciones: justicia social, justicia intergeneracional, justicia de género, justicia étnica. “No puede ser que los indígenas sean los más pobres de cada un

o de nuestros países”, afirmó.

También consideró otra característica de ese socialismo que “no hay recetas, es necesaria la autocrítica, el socialismo no es único ni estático, no creemos ni en manuales ni en dogmas”. Otra más es que “las armas son los votos, rechazamos la violencia”.

No evitó el presidente ecuatoriano señalar las críticas del denominado socialism

o real en el siglo XX. “Su mayor error es que no cuestionó el modelo de desarrollo del capitalismo, en cambio el socialismo del siglo XXI plantea vivir bien, pero no mejor que nadie, sino la equidad, garantizando la supervivencia de todas las culturas. Si todos los chinos buscaran el nivel de vida de los ricos, el mundo estallaría”, afirmó.

Siguió Correa desgranando propuestas: el Banco del Sur, el Fondo del S

ur, la moneda regional. “Una primera fase de integración -añadió- es la Unasur que supera el concepto de amplía mercados”.

Tuvo duras palabras para la Organización de Estados Americanos. “Qué sentido tiene discutir nuestros problemas en una OEA con sede en Washington, que excluye a

Cuba mientras mantuvo al Chile de Pinochet”, afirmó despertando grandes aplausos. Reivindicó una “organización de estados americanos” que excluya a países ajenos pero que incluya a todos los latinoamericanos y del Caribe”.

Fernando Lugo: el otro mundo no solo es posible, sino que está siendo real

El presidente de Paraguay tuvo palabras para recordar que “estamos aquí con la voz esperanzadora de los movimientos sociales, ellos han permitido la posibilidad re

al de cambio, no es un cambio que se fue generando en los grandes laboratorios de la política, sino que se fue repensando y discutiendo debajo del árbol, en la calle, con derrotas y victorias. Por eso nuestros gobiernos estamos convencidos de que la lucha de los movimientos sociales es el gran aporte que garantiza el avance continuo”.

Según Lugo, “antes había persecución y represión a los movimientos sociales, pero a pesar de ello consiguieron acumular suficiente fuerza para derrotar a los conservadores, si bien eso no es suficiente para construir una nueva sociedad”.

“Esta es una época que nos exige ir construyendo una sociedad más justa e frat

ernal -señaló-. Es el momento de volver a la profecía del pueblo guaraní: la tierra sin mal. No creemos que un tratado de Itaipú (en referencia a un acuerdo con Brasil para la distribución de la electricidad en la central del mismo nombre y que Paraguay considera injusto), firmado en tiempos de la dictadura pueda tener vigencia. Paraguay debe volver a conquistar su dignidad. Mientras no consigamos eso nuestra alma no descansará en paz”.

Respecto a la integración latinoamericana afirmó tener fe en que “las fronteras no sean más importantes que la integración”. “Que triste es que Paraguay y Bolivia no tengan acceso al mar por donde navegaron nuestros ancestros -añadió-, pero la integración para ser genuina debe venir desde abajo”.

Terminó afirmando que, aunque dicen que para navegar por el A

mazonas hay que tener paciencia, “yo creo que hay que tener impaciencia en América Latina para lograr los cambios necesarios. El otro mundo no solo es posible, sino que está siendo real”.

Evo Morales: no quiero que me inviten al Foro Social, quiero que me convoquen

El presidente de Bolivia comenzó su intervención recordando que en el For

o Social ha encontrado a los profesores que le ayudaron a llegar a la presidencia: “He llegado a la conclusión de que si hay aquí cuatro presidentes es gracias a la lucha de ustedes. Me llaman invitado, no quiero que me inviten quiero que se me convoque a seguir luchando”.

Habló de su país y del reciente referéndum para aprobar la Constitución: “Hay grupos que no aceptan que haya igualdad, pero frente a ellos, los indígenas y la Central Obrera Boliviana siguen adelante y, pesar de que los grupos oligarcas no querían la Constitución Bol

iviana, el pueblo se ha impuesto. Aparecieron además nuevos enemigos, no sólo los grandes medios de comunicación, también los jerarcas de la Iglesia Católica, por eso yo digo que otra Iglesia también es posible”. Morales recordó algunos principios de la recién aprobada Constitución: “Los servicios básicos como el suministro eléctrico o de agu

a, son ahora un derecho y por tanto no pueden ser privatizados. La Constitución establece también que no se permite ninguna base militar extranjera”.

Morales señaló las responsabilidades a las que deben responder los gobiernos y las agrupó en cuatro: la vida, la justicia, la soberanía y el planeta Tierra. También hizo r

eferencia a las guerras que Estados Unidos está llevando en varios lugares del mundo: “antes los pueblos se levantaban en armas contra el imperio, ahora el imperio se levanta en armas contra los pueblos”.

Asimismo hizo un llamado a la ética individual. “Si queremos cambiar el

mundo antes debemos cambiar nosotros, no debemos ser individualistas, ambiciosos ni sectarios. A veces alguno habla de cambio, pero ese señor no ha cambiado todavía”. Terminó parafraseando al subcomandante Marcos en su principio de que los gobiernos progresistas de América Latina han aprendido a mandar obedeciendo.

Hugo Chávez: un mundo nuevo está naciendo, quien quier a verlo que venga a América Latina

El presidente venezolano tuvo numerosas referencias a Fidel Castro y a la revolución cubana, inspiradora de muchos de los principios y valores defendidos por los cuatro gobernantes. Recordó que “mientras se imponía el Consenso de Washington, se derrumbaba la URSS y con ella tantas ilusiones hace veinte años, en Venezuela se estaba moviendo la tierra, se es

taba despertando un movimiento revolucionario”. Fue por entonces cuando conoció personalmente a Fidel Castro, diez años después Chávez llegaría al gobierno de Venezuela. Bromeó diciendo que ahora allí estaban un militar, un obispo (Lugo), un Chicago boys que invirtió la lección (Correa) y un descendiente de Tupac Amaru (Morales). Ese repaso muestra el carácter atípico de los nuevos gobernantes tan alejados de los partidos políticos tradicionales que se han mostrado incapaces de atender a los movimientos regeneradores en Am

érica Latina.

Chávez también tuvo palabras para el significado del Foro Social en la revolución bolivariana: “Ese año del primer foro, el 2001, Venezuela estaba siendo sacudida por el plan contrarrevolucionario, ese año llegaba al gobierno de Estados Unidos el presidente que ahora se ha ido al basurero de la historia. El imperio quería apagar la llama que se había encendido en Venezuela y que acompañaba a la llama siempre encendida de Cuba. Yo

tengo varias demandas ante la Corte Penal Internacional, pero quien debería ser allí juzgado es el expresidente de Estados Unidos”. Se refirió también al nuevo presidente Barack Obama, “ojalá marque un cambio en el horizonte mundial, nosotros, desde Venezuela, sólo pedimos respeto. Yo no me hago muchas ilusiones, el imperio está intacto, pero en Venezuela estamos dispuestos a resistir diez, veinte y cien años más”. “Nos ha parecido acertada la decisión sobre el cierre de la prisión de Guantánamo -añadió-, pero hay que devolver esa bahía al pueblo cubano. Si quiere dar señales positivas hacia el continente, que Obama retire las tropas de

Guantánamo”.

También tuvo palabras para la crisis económica actual. “Hasta el 2008, 800 millones de personas sufrían hambre, este año se estima que llegarán a mil millones, y la mayor parte de la culpa es del capitalismo global, pero nosotros también tenemos parte de culpa porque quienes nos gobernaron ayudaron y cooperaron con la economía capitalista mundi

al”, afirmó.

Para finalizar, Chávez repasó la importancia que han tenido los foros sociales en el diseño de sus propuestas políticas. “Fue en un Foro de Porto Alegre donde yo vine a decir que la revolución venezolana tomaba el camino del socialismo, fíjense todo lo que les debemos. Ya no debemos decir solamente que un mundo nuevo es posible, sino añadir que es necesario y añadir más, un mundo nuevo está naciendo, quien quiera verlo que venga a Améri

ca Latina”, afirmó. Como ejemplos de ese nuevo mundo señaló la disminución de la mortalidad infantil en Venezuela y la erradicación del analfabetismo en su país y en Bolivia. Terminó afirmando que “si ustedes tuvieron la osadía de parir la idea de un mundo nuevo cuando parecía que no había esperanza, ahora siguen siendo fundamentales los foros sociales para seguir empujando”.

Joao Pedro Stedile: queremos más, queremos cambios estructurales, no medicinas para el capital

Tras los presidentes tomó la palabra el líder del Movimientos de los Sin Tierra (MST) Joao Pedro Stedile. Amistoso pero no complaciente, afirmó que “el proceso revolucionario lleva diez años de resistencia, pero no hemos logrado el movimiento de masas que cambie la correlación de fuerzas. La lucha de clases depende no de discursos sino de la fuerza que el pueblo pueda acumular, debemos dar un paso más, el pueblo debe avanzar más allá de las elecciones”. Dirigiéndose a los presidentes les dijo: “ustedes han andado muy flojos, tienen sus reunion

es, cuentan sus cosas de coyunturas, pero nosotros queremos más, queremos cambios estructurales, no medicinas para el capital. Ojalá en la próxima cumbre de sus gobiernos sean invitados los movimientos sociales”. Hizo también un llamamiento a la unidad y la acción: “Es el momento de la unidad popular, no podemos perder tiempo con nuestras diferencias, hay que unificar las luchas populares para enfrentar la crisis del capital. La búsq

ueda del socialismo del siglo XXI puede durar un siglo, lo necesitamos para mañana. Aquí se habló de recuperar nuestra soberanía y romper la dependencia, lo que hay que hacer es hablar de la nacionalización de la banca, con su control financiero nunca llegará la hora de los pueblos”.

Y así, rodeados de pueblo, rodeados de agua con una torrencial lluvia amazónica, rodeados de selva, y rodeados de vida, cuatro presidentes llegaron al Foro Social e iniciaron una nueva era en la que, por fin, aparecen gobiernos dispuestos a poner en práctica las propuestas que durante ocho años ha estado elaborando la sociedad civil . No es casual que se trata de presidentes que ya habían participado en el Foro a lo largo de su trayectoria política, antes de alcanzar el gobierno.

Imagens: Livro "O Cartum no I Fórum Social Mundial" [RS, Corag] e cartum de Eugênio Neves