
Foi muito bacana o debate promovido pela turma do Jornalismo B Bloguismo ou Jornalismo: um novo caminhou ou mais do mesmo?, com os painelistas Marco Aurélio Weissheimer, Roger Lerina e Adriano Santos.
Em tempo real, o Ale Lucchese publicava frases dos painelistas [ler AQUI] no blog.

Impressionou o público diversificado: homens e mulheres de todas as idades, de produtores[as] de conteúdo a leitores [as]. Para quem está acostumada a freqüentar atividades que tratem da mídia, nas quais costuma-se ver as mesmas pessoas, tal dado é muito positivo: já estamos indo mais além; estamos atingindo novo público.
Apesar da aceleração tecnológica, na qual hoje tratamos de blogues, amanhã poderá ser outro meio de produção de conteúdos, os painelistas deixaram claro que a credibilidade é o sustentáculo do jornalismo, credibilidade esta voltada à defesa do público em detrimento do privado.Ainda que, como princípio, o bloguismo não se contraponha ao jornalismo, e que os painelistas não diferenciaram bloguismo e jornalismo como categorias estanques, arriscamos a defender a tese, de que o bloguismo diferencia-se do jornalismo:
- pela possibilidade de interatividade imediata, via comentários;
- pela produção de conteúdo escrito e áudio-visual, pois a Internet, mais do que um espaço de baixar arquivos, é o espaço para subir produção intelectual e cultural;
- tem, na credibilidade, seu maior compromisso. Um blog perde leitor e leitora, na medida em que a sua seriedade é posta à prova, i) caso algum fato seja publicado sem nexo com a realidade, ii) a orientação ideológica seja escamoteada, iii) uma opinião seja defendida sem argumentos razoáveis [ainda que haja discordância de uma tese ou outra].
- o bloguismo, por ser exercido na Internet, permite a diversidade e a pluralidade de opiniões e pautas, expressões da democracia, com baixo custo operacional.
Os grandes desafios do bloguismo são, sem preocupação de estabelecer prioridades [entre outros]:
- aumentar o público leitor;
- instigar novos produtores de conteúdo;
- trabalhar em rede;
- fidelidade canina à realidade factual [Mino Carta];
- aplicação de ferramentas variadas;
- criar massa crítica;
- formação de opinião;
- manter a Internet livre. Não sabemos até quando teremos liberdade de opinião, ou de pautar conteúdo que se contraponha ao status quo do capital.
Valeu Cris e Alexandres pela possibilidade de reflexão proporcionado pelo painel do dia 16 de abril de 2009!
Imagens: Dialógico