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13 de dezembro de 2010
11 de dezembro de 2010
Ainda sobre a entrevista de Tarso com blogueir@s do RS
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Foto: Eduardo Seidl/Agência Cel3uma de Imagens |
Escreve Cris Rodrigues no blog Somos Andando:
Tarso Genro se compromete com a democratização da comunicação e deixa a mídia gaúcha de cabelo em pé
Na entrevista coletiva concedida pelo governador eleito Tarso Genro, teve um pouco de tudo. Assuntos diversos foram tratados, com crítica à oposição, à imprensa e à base aliada. Essas menos que aquelas, e identifico dois motivos para isso. Primeiro, o óbvio, de que os blogueiros eram de esquerda e, portanto, mais identificados ideologicamente. E outro fator de peso, o fato de o PT, até agora, ser oposição no RS. É muito mais fácil fazer perguntas críticas a quem é governo e já teve bastante oportunidade de errar do que a quem vai assumir, cheio de propostas para fazer tudo lindo.
A ideia de que a crítica deve orientar as perguntas é lógica, parte do pressuposto de que o fulano entrevistado não vai dizer por livre e espontânea vontade coisas de que não gosta. Cabe a quem está de fora perguntar. Mas acho que a ideia de uma entrevista coletiva não é fazer crítica. Como qualquer entrevista, ela vem com a proposta de obter informações. Assuntos pouco tratados podem ser aprofundados, temas nem tocados durante a campanha podem ser esclarecidos. E informações foram obtidas.
Tarso falou de economia solidária, relações internacionais, movimentos sociais, ambientalismo, economia, comunicação, corrupção, alianças, PPPs, transversalidade, saúde, agricultura, transição, educação, rádios comunitárias.
Tarso já tinha chamado a atenção durante a campanha e essa entrevista confirmou: além de um grande orador, fala com muito conteúdo, preocupado em acertar, com um discurso de fato de esquerda, sem ranço. E mostra, acima de tudo, que aprendeu demais durante seu período como ministro no governo Lula.
E, importante, aproveitou o evento para prestar uma deferência às novas mídias e fazer dos blogueiros o público para o anúncio de sua mais nova secretária, Vera Spolidoro, para a Comunicação e Inclusão Digital, além do jornalista Pedro Osório para a presidência da Fundação Piratini, que agrega TVE e FM Cultura. É um ato simbólico, a informação já tinha vazado, mas é significativo porque mostra que o governador está disposto a prestar atenção ao mundo da internet e, o fundamental, à democratização da comunicação de um modo geral.
Economia Solidária
Disse que economia solidária não é política social, mas política econômica. Usou uma expressão que se repetiu mais adiante com relação a mídia alternativa: não fará políticas paternalistas. Disse que é bem diferente de políticas sociais, que deverá implementar nesse segundo caso, mas que “paternalismo é humilhação”. Economia solidária, apesar de ter sido pouco valorizada no governo Lula, entrou no Pronasci, programa criado e desenvolvido por Tarso no Ministério da Justiça, e que terá atenção especial.
Relações Internacionais
Respondeu que a viagem feita à Europa não significa que os países do Norte serão privilegiados, como questionei, em detrimento da integração regional e do fortalecimento das relações Sul-Sul, mas que a integração regional tem que ser feita através de uma visão universal, e que as relações triangulares incluindo a Europa (principalmente Espanha e Portugal por causa da relação com os países da América do Sul) são fundamentais para o crescimento regional, até porque, com a crise, a relação se inverte e eles se tornam mais dependentes da gente do que a gente deles, segundo Tarso.
Movimentos sociais
Tarso deve ter deixado a imprensa tradicional de cabelo em pé ao afirmar que deve tratar o MST da mesma forma que trata a Farsul, com respeito, diálogo e negociação e que vai valorizar a agricultura familiar em detrimento de grandes empresas exportadoras que não gerem desenvolvimento e renda no estado, sempre respeitando o meio ambiente. Afinal, “o Brasil ainda deve uma reforma agrária”.
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Foto: Dialógico |
Comunicação
Mas deve ter arrepiado principalmente nas questões específicas sobre comunicação. Disse que vai trabalhar pela criação de um conselho de comunicação, embora tenha ficado devendo a especificação da atuação e da composição desse conselho, e pela democratização da comunicação. Classificou nossa imprensa de “mídia uníssona neoliberal, dentro da qual transitam valores que têm sido derrotados” com a eleição de Lula e agora de Dilma. Enfatizou que o conselho não fará controle da opinião ou da informação, mas um passo para a efetiva democratização das fontes de produção e de reprodução, em busca do equilíbrio. E afirmou que temos liberdade de imprensa, que deve ser intocável, mas que não temos o “direito de livre circulação da opinião”.
Tarso criticou a prisão de Assange mostrando a incoerência entre prendê-lo e deixar soltos os donos dos veículos que divulgaram os documentos. Todos fizeram a mesma coisa, divulgação, ou seja, “se foi crime, e eu não acho que foi, foi um concurso criminal”. E o mais incrível para Tarso é a falta de protesto da grande imprensa, “ninguém está reclamando”.
Especificamente sobre uma nota que gerou controvérsia, publicada na coluna de Rosane de Oliveira há alguns dias que dizia “Se for suspensa sem um argumento convincente, a revitalização do Cais Mauá corre o risco de se transformar na Ford de Tarso Genro” e sobre o tratamento que o governo dará à imprensa, Tarso disse que recebe esse tipo de informação “com respeito, mas com certa ironia”, porque a nota foi uma espécie de ameaça, que diz para se cuidar, senão vai ser massacrado como foi o Olívio. Acrescentou que essa é uma informação ideologizada e foi muito feliz ao criticar a postura da imprensa, crente que detém isenção e “pureza”, que fica distante da relação do Estado com a sociedade, como se assistisse de longe e não participasse, não sofresse influência do processo de formação ideológica que cada um sofre com sua vivência cotidiana. Mostrou-se sereno diante da crítica, afirmou respeitá-la, mas não orientar sua ação política por esse tipo de manifestação.
Onde faltou
Senti falta de uma resposta mais firme no questionamento sobre o Cais Mauá. Tarso falou que não é contra as PPPs, com a ressalva de que não podem ser uma atitude do estado para proporcionar acumulação privada, que a do Cais está sendo revista juridicamente, mas não se comprometeu a revisar o mérito da parceria, o projeto em curso. Fará isso apenas se houver algum impedimento jurídico, para não ter que quebrar contrato e trazer prejuízo econômico. Resta saber se o prejuízo ambiental e urbanístico trazido pela realização da obra não será maior que o econômico.
Também deixou a desejar na resposta à questão sobre o código florestal e o gerenciamento dos órgãos do estado voltados ao meio ambiente. Mostrou não ter domínio sobre o tema, afirmou não saber exatamente o conteúdo das mudanças no código florestal, não sabia que ele seria votado já em plenário na próxima terça-feira e ficou de se informar melhor.
Por fim, é importante não confundir, como aconteceu na entrevista com Lula (vide a matéria d’O Globo), blogueiro com jornalista. Pesem algumas ausências e algumas presenças, havia alguns jornalistas formados e que atuam como tal, mas havia pessoas de várias formações, perguntando sobre a área de interesse do seu blog.
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Sobre a entrevista de Tarso Genro com blogueir@s
Escreve Marco Weissheimer em seu blog RSurgente:
Tarso Genro: “Teremos políticas de Estado para democratizar a Comunicação”
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), entrou no bolicho do Centro de Treinamento da Procergs, para a entrevista coletiva com blogueiros e blogueiras, anunciando dois nomes chave de sua equipe de comunicação: Vera Spolidoro assumirá a Secretaria de Comunicação e Pedro Osório a Fundação Piratini. Ambos acompanharam a entrevista que se desenrolou por aproximadamente uma hora e meia. Definitivamente, não foi uma “entrevista chapa-branca”, como alguns críticos chegaram a afirmar. Tarso Genro foi questionado sobre propostas de governo e sobre temas polêmicas como a presença no governo de representantes de partidos envolvidos em denúncias de corrupção, a relação com o MST e demais movimentos sociais, o destino dos investimentos das papeleiras, o projeto do Cais do Porto, na capital, e a relação com a mídia, entre outros temas.
Transmitida ao vivo pela internet e também pelo twitter, a entrevista marca um novo tipo de relacionamento entre governo e sociedade no Estado. Embora não sejam representativos de toda a sociedade, os blogs consolidaram uma posição no debate público que não pode mais ser negada. A exemplo do que aconteceu na entrevista do presidente Lula, abriu-se um espaço de interlocução com o poder estatal que até então estava restrito aos grandes meios de comunicação. A coletiva realizada na tarde desta sexta-feira no centro da Procergs mostrou que a famosa “democratização da comunicação” pode assumir formas concretas que não tiram pedaço de ninguém. Pelo contrário, tem o potencial de aproximar os governantes da sociedade e de exigir maior transparência por parte do Estado. Foi apenas a primeira experiência desse tipo e provavelmente deve ser reeditada ao longo do governo, com a ampliação e diversificação do número de participantes.
“Não teremos postura paternalista na Comunicação”
A pauta da entrevista foi diversificada. Tarso Genro respondeu a perguntas sobre temas que foram da economia solidária à prisão de Julian Assange, do Wikileaks. O governador repetiu posição expressa ontem pelo presidente Lula que cobrou dos grandes meios de comunicação e de suas entidades de classe uma posição condenando a prisão de Assange e ao cerceamento à liberdade de expressão. Para Tarso, o silêncio sobre a prisão de Assange expressa um cinismo radical de setores da grande mídia. Ainda no terreno da comunicação, ele anunciou que o debate sobre a criação do Conselho Estadual de Comunicação se dará no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e que seu governo não adotará uma postura paternalista em relação à chamada “mídia alternativa”. “Teremos políticas de Estado visando a democratização das fontes de produção e reprodução de informação e de opinião pública. Não existe hoje no Brasil o direito da livre circulação da opinião”. Seu governo buscará avançar nesta direção.
Uma ideia organizou quase todas as respostas de Tarso: inspirado nas experiências do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do governo Lula, e do Orçamento Participativo no RS, ele promete adotar o diálogo entre os diferentes setores sociais como mecanismo de resolução de conflitos e de elaboração de propostas para os problemas do Estado. Isso ficou claro, por exemplo, quando foi indagado sobre a relação com o MST, os movimentos sociais e os sindicatos que, como se sabe, no governo Yeda foram tratados como um caso de polícia. “A polícia não deve ser uma polícia de classe, de nenhuma classe em particular, mas sim uma polícia de Estado, uma instância republicana responsável pelo cumprimento da lei”, resumiu. Tarso disse que pretende conversar com o MST e outros movimentos para adotar uma estratégia de antecipação e resolução prévia de possíveis conflitos. “Queremos nos antecipar a qualquer confronto, usando a via do diálogo”, afirmou. Por outro lado, ainda falando sobre o MST, lembrou que o Estado brasileiro ainda deve uma Reforma Agrária à sociedade.
“Decisões da governadora Yeda vale até o fim de seu mandato”
Indagado sobre a presença, no governo, de partidos envolvidos em denúncias de corrupção, Tarso respondeu que nenhuma pessoa indicada para o governo estaria impedida pelos termos da Lei da Ficha Limpa. Ele anunciou que o governo terá uma Comissão de Ética Pública e que a Secretaria de Segurança terá um departamento especial para tratar do tema da corrupção. Por outro, defendeu uma alteração no foco desse debate, propondo que a sociedade passe a se preocupar também com os agentes corruptores do setor privado.
Tarso também falou sobre a polêmica envolvendo a direção do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). A pouco menos de um mês do final de seu governo, Yeda Crusius (PSDB) indicou um nome para presidir o órgão, apoiado por 76 arrozeiros do Estado, contra a vontade do governador eleito que indicou para o cargo o nome do prefeito de Santa Vitória do Palmar, Cláudio Pereira. “O Irga é uma instituição do Estado e a função do presidente do órgão é conduzir políticas de Estado e não atender a interesses de um grupo de arrozeiros, com todo o respeito que tenho a esse setor produtivo. As decisões da governadora Yeda valem até o fim do seu mandato. A vontade de 76 arrozeiros deve valer mais que a vontade de um governador eleito com milhões de votos?” – indagou.
Órgãos ambientais serão recuperados
O governador anunciou, por fim, que pretende recuperar os órgãos ambientais do Estado, fortemente sucateados nos últimos anos, reaparelhando suas estruturas e realizando concursos públicos para remontar as equipes que foram desmontadas. Indagado sobre as divergências envolvendo a legislação ambiental e o novo Código Florestal, Tarso admitiu que há problemas que ele ainda não sabe como vai resolver aqui no Estado. Citou como exemplo a preocupação de pequenos agricultores com certos dispositivos da legislação que poderiam inviabilizar sua atividade produtiva. “Vamos ter que debater isso com todos os setores envolvidos”, avisou.
Foto: Caco Argemi para o rs13.
10 de dezembro de 2010
Entrevista de Tarso com blogueir@s
Acompanhe, a partir das 15h30min, AQUI ou na página www.rs13.com.br.
Blogueir@s, via Somos Andando:
Café & Aspirinas – @carlakunze
Blog do Julio Garcia – @juliocsgarcia
Cel3uma – @fototaxia
Brasil Autogestionário – @luciouberdan
Dialógico – @claudiapoa
Cloaca News – @cloacanews
RS Urgente – @rsurgente
Diário Gauche – @Cristovao_Feil
Luiz Muller – @luizmuller
Blog do Mirgon – @mirgonkayser
Centro de Estudos Ambientais – @CintiaBarenho
Somos Andando – @criprodrigues
Sátiro Hupper
Carlos Carvalho – @mesa_de_luz
@danihammes
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Wikileaks: os casos Couso e Khaled O-Masri, ou até que aconteça com você
Assim que começaram os últimos vazamentos do Wikileaks, alguns articulistas, ingênuos ou alinhados, tentaram caracterizar os tais cabos diplomáticos dos EUA como meras fofocas.
Abaixo, seguem dois exemplos dessas fofocas. Gostaríamos de saber, como reagiriam tais articulistas, se algum de seus parentes aparecessem, de repente, no Afeganistão?
E que ninguém se iluda: num total estado de ilegalidade em que se vive, ninguém está salvo como prova o caso de Khaled O-Masri.
Escreve Amy Goodmann, publicado especialmente em Estratégia e Análise:
Uma vez mais WikiLeaks tem publicado uma enorme quantidade de documentos. Desta vez, trata-se de correspondência diplomática do Departamento de Estado estadunidense. O site de revelação de dados secretos anunciou que publicará gradualmente mais de duzentos e cinqüenta mil documentos durante os próximos meses. Desta maneira, os documentos poderão ser analisados e receber a atenção que merecem. Os “cabos” são comunicações internas escritas entre embaixadas dos Estados Unidos de todo mundo e também com o Departamento de Estado (correspondência diplomática interna). WikiLeaks fala do vazamento como “o maior conjunto de documentos confidenciais que jamais se tenham dado a conhecer, que proporcionam uma visão sem precedentes das atividades no exterior do governo estadunidense.”
Os críticos sustentam, assim como fizeram quando vazaram documentos secretos referidos a Iraque e Afeganistão, que terá vítimas fatais como resultado destas vazamentos. No entanto, se poderia, em realidade, salvar vidas, dado que a forma em que os Estados Unidos fazem diplomacia se encontra mais exposta que nunca – bem como a aparente facilidade com a qual o governo dos Estados Unidos cumpre (ou não) com o dito do jornalista pioneiro I.F. Stone: “Os governos mentem.”
Observemos o caso de Khaled O-Masri. O-Masri foi seqüestrado na Macedônia no marco do chamado "programa de rendição extraordinária" da CIA, por meio do qual o governo dos Estados Unidos seqüestra pessoas em qualquer parte do mundo e a entrega secretamente a um terceiro país, onde possam ser objeto de torturas. Khaled O-Masri conta o que lhe sucedeu: “Levaram-me a uma habitação, estava algemado e me vendaram os olhos. Quando a porta se fechou, fui golpeado em todas as partes do corpo. Então fui humilhado. Pude ouvir que tiravam fotos durante o processo de tortura, quando já estava completamente nu. Depois amarraram as minhas mãos atrás das costas, puseram-me correntes nos tornozelos e um saco plástico na cabeça. Depois fui atirado brutalmente em um avião e no aeroporto me jogaram no chão. Quando acordei, estava no Afeganistão. Sacaram-me brutalmente do avião e puseram-me no porta-malas de um automóvel.”
Khaled O-Masri esteve prisioneiro e foi torturado em um cárcere secreto no Afeganistão durante meses até que a CIA o deixou abandonado em uma estrada deserta da Albânia. Isto aconteceu apesar de que a CIA sabia já de algum tempo que tinha seqüestrado ao homem equivocado. O-Masri, cidadão alemão, tentou que se fizesse justiça nos tribunais alemães e tudo indicava que treze agentes da CIA enfrentariam processos. Nesse momento interveio a embaixada dos Estados Unidos em Berlim e realizou, segundo um dos cabos diplomáticos, a seguinte ameaça: “a emissão de ordens de captura internacional teria um impacto negativo nas relações bilaterais.” Nunca se apresentaram denúncias na Alemanha, o que sugere que a ameaça diplomática funcionou. Mesmo assim, os treze agentes enfrentam ainda denúncias legais e processos na Espanha, onde os promotores gozam de um pouco mais de liberdade com respeito às pressões políticas.
Ou ao menos nisso acreditávamos. De fato, a Espanha também se destaca nos documentos vazados. Entre os cabos-diplomáticos, há um datado de 14 de maio de 2007 escrito por Eduardo Aguirre, um banqueiro cubano-estadunidense conservador que fora nomeado embaixador em Espanha por George W. Bush. Na correspondência, Aguirre escreveu: “Para nós, terá conseqüências importantes que se continue propondo o caso Couso, pelo qual três soldados estadunidenses enfrentam denúncias em relação à morte do câmara espanhol José Couso, ocorrida durante a batalha por Bagdá em 2003.”
Couso era um jovem operador câmara da corrente espanhola de televisão Telecinco que estava filmando da sacada da varanda do Hotel Palestina em Bagdá, no dia 8 de abril de 2003, quando um tanque do exército estadunidense disparou sobre o hotel, onde estavam alojados principalmente jornalistas, causando a morte a Couso e a um da agência de notícias Reuters. O Embaixador Aguirre tentava invalidar o julgamento iniciado pela família Couso na Espanha.
O irmão de José Couso, Javier Couso, iniciou o processo judicial em nome de seu irmão José, e o fez em conjunto com a sua mãe. Ainda que um tribunal espanhol tenha reaberto a causa recentemente, Javier Couso reagiu ante o cabo-diplomático vazado nestes dias pelo WikiLeaks e disse: “Nós estamos em primeiro lugar indignados e horrorizados; horrorizados porque não podemos achar que o governo de meu país e a promotoria atuem conspirando com um governo estrangeiro para impedir a investigação do que lhe passou a um cidadão espanhol; e indignados porque mentiram-nos continuamente, nos reunimos com todas essas pessoas do governo e da promotoria e eles diziam que não iam a obstaculizar o caso.”
Ademais, o embaixador estadunidense pressionou ao governo espanhol para que desistisse de realizar um julgamento, que abriria precedente, contra o ex-Secretário de Defesa Donald Rumsfeld e outros servidores públicos do governo de Bush. No mesmo memorando Aguirre escreve: “O Vice Ministro de Justiça disse também que o governo espanhol se opõe firmemente à acusação apresentada contra o ex Ministro Rumsfeld e tratará de que seja desestimada. O juiz que é titular na causa nos disse que tem iniciado já os procedimentos para desestimar o caso.”
Estas revelações têm convulsionado ao governo de Espanha, já que os cabos-diplomáticos mostram claramente as tentativas dos Estados Unidos para incidir no sistema de justiça desse país.
Há vários anos, o Embaixador Aguirre declarou ao jornal espanhol O País: “Sou o bombeiro de George Bush, vou resolver todos os problemas que George ponha em minhas mãos.”
Em outra série de cabos-diplomáticos, o Departamento de Estado dos Estados Unidos ordena a seu pessoal das Nações Unidas e do resto do mundo que espionem a servidores públicos governamentais, e incrivelmente, também dá instruções de que consigam informação biométrica dos diplomatas. O cabo-diplomático diz textualmente: “Os dados devem incluir endereços de correio eletrônico, números de telefone e fax, impressões digitais, imagens faciais, escaneio de íris e de DNA.”
WikiLeaks segue associada a um grupo de meios de comunicação de todo mundo: o jornal inglês The Guardian; El País, da Espanha; o New York Times; a revista alemã Der Spiegel e o jornal francês Le Monde. David Leigh, editor de investigações do jornal The Guardian me disse: “Esta série de revelações não acabou ainda. Desde o jornal The Guardian e outras cadeias de notícias do mundo iremos fazendo revelações, a partir de agora e dia a dia, possivelmente durante toda a semana próxima e quiçá mais. Pelo qual, ainda não temos visto nada.” Restam ainda mais de 250 mil cabos-diplomáticos que ainda não vieram a ser conhecidos publicamente.
Faz quarenta anos, Noam Chomsky, reconhecido analista político e lingüista, professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), ajudou a Daniel Ellsberg, o primeiro informante dos Estados Unidos, a revelar os Documentos do Pentágono. Perguntei-lhe a Chomsky a respeito das correspondências diplomáticas recentemente publicados por WikiLeaks e ele me respondeu: “A principal importância dos cabos-diplomáticos que têm sido publicados até agora radica no que nos dizem sobre a liderança ocidental. O que revelam é um profundo ódio à democracia.”
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Denis Moynihan colaborou na produção jornalística desta coluna.
© 2010 Amy Goodman
Texto traduzido da versão em castelhano e revisado do original em inglês por Bruno Lima Rocha; originalmente publicado em português em Estratégia & Análise. É livre a reprodução de conteúdo desde que citando a fonte.
Amy Goodman é a âncora de Democracy Now!, um noticiário internacional transmitido diariamente em mais de 550 emissoras de rádio e televisão em inglês e em mais de 250 em espanhol. É co-autora do livro "Os que lutam contra o sistema: Heróis ordinários em tempos extraordinários nos Estados Unidos", editado por Le Monde Diplomatique Cono Sur.
Abaixo, seguem dois exemplos dessas fofocas. Gostaríamos de saber, como reagiriam tais articulistas, se algum de seus parentes aparecessem, de repente, no Afeganistão?
E que ninguém se iluda: num total estado de ilegalidade em que se vive, ninguém está salvo como prova o caso de Khaled O-Masri.
Escreve Amy Goodmann, publicado especialmente em Estratégia e Análise:
WikiLeaks e o fim da “diplomacia” estadunidense
The one click group No mundo da globalização corporativa, o criminoso é quem pratica o ato justo. Julian Assange, editor e fundador do WikiLeaks, de caçador de segredos inconfessos oriundos dos núcleos mais sórdidos do poder planetário, torna-se caça através de um alerta vermelho dado pela Interpol contra a sua pessoa. Quem supor esta virada como armação do Departamento de Estado do Império, estará muito perto da verdade a ser revelada. |
Uma vez mais WikiLeaks tem publicado uma enorme quantidade de documentos. Desta vez, trata-se de correspondência diplomática do Departamento de Estado estadunidense. O site de revelação de dados secretos anunciou que publicará gradualmente mais de duzentos e cinqüenta mil documentos durante os próximos meses. Desta maneira, os documentos poderão ser analisados e receber a atenção que merecem. Os “cabos” são comunicações internas escritas entre embaixadas dos Estados Unidos de todo mundo e também com o Departamento de Estado (correspondência diplomática interna). WikiLeaks fala do vazamento como “o maior conjunto de documentos confidenciais que jamais se tenham dado a conhecer, que proporcionam uma visão sem precedentes das atividades no exterior do governo estadunidense.”
Os críticos sustentam, assim como fizeram quando vazaram documentos secretos referidos a Iraque e Afeganistão, que terá vítimas fatais como resultado destas vazamentos. No entanto, se poderia, em realidade, salvar vidas, dado que a forma em que os Estados Unidos fazem diplomacia se encontra mais exposta que nunca – bem como a aparente facilidade com a qual o governo dos Estados Unidos cumpre (ou não) com o dito do jornalista pioneiro I.F. Stone: “Os governos mentem.”
Observemos o caso de Khaled O-Masri. O-Masri foi seqüestrado na Macedônia no marco do chamado "programa de rendição extraordinária" da CIA, por meio do qual o governo dos Estados Unidos seqüestra pessoas em qualquer parte do mundo e a entrega secretamente a um terceiro país, onde possam ser objeto de torturas. Khaled O-Masri conta o que lhe sucedeu: “Levaram-me a uma habitação, estava algemado e me vendaram os olhos. Quando a porta se fechou, fui golpeado em todas as partes do corpo. Então fui humilhado. Pude ouvir que tiravam fotos durante o processo de tortura, quando já estava completamente nu. Depois amarraram as minhas mãos atrás das costas, puseram-me correntes nos tornozelos e um saco plástico na cabeça. Depois fui atirado brutalmente em um avião e no aeroporto me jogaram no chão. Quando acordei, estava no Afeganistão. Sacaram-me brutalmente do avião e puseram-me no porta-malas de um automóvel.”
Khaled O-Masri esteve prisioneiro e foi torturado em um cárcere secreto no Afeganistão durante meses até que a CIA o deixou abandonado em uma estrada deserta da Albânia. Isto aconteceu apesar de que a CIA sabia já de algum tempo que tinha seqüestrado ao homem equivocado. O-Masri, cidadão alemão, tentou que se fizesse justiça nos tribunais alemães e tudo indicava que treze agentes da CIA enfrentariam processos. Nesse momento interveio a embaixada dos Estados Unidos em Berlim e realizou, segundo um dos cabos diplomáticos, a seguinte ameaça: “a emissão de ordens de captura internacional teria um impacto negativo nas relações bilaterais.” Nunca se apresentaram denúncias na Alemanha, o que sugere que a ameaça diplomática funcionou. Mesmo assim, os treze agentes enfrentam ainda denúncias legais e processos na Espanha, onde os promotores gozam de um pouco mais de liberdade com respeito às pressões políticas.
Ou ao menos nisso acreditávamos. De fato, a Espanha também se destaca nos documentos vazados. Entre os cabos-diplomáticos, há um datado de 14 de maio de 2007 escrito por Eduardo Aguirre, um banqueiro cubano-estadunidense conservador que fora nomeado embaixador em Espanha por George W. Bush. Na correspondência, Aguirre escreveu: “Para nós, terá conseqüências importantes que se continue propondo o caso Couso, pelo qual três soldados estadunidenses enfrentam denúncias em relação à morte do câmara espanhol José Couso, ocorrida durante a batalha por Bagdá em 2003.”
Couso era um jovem operador câmara da corrente espanhola de televisão Telecinco que estava filmando da sacada da varanda do Hotel Palestina em Bagdá, no dia 8 de abril de 2003, quando um tanque do exército estadunidense disparou sobre o hotel, onde estavam alojados principalmente jornalistas, causando a morte a Couso e a um da agência de notícias Reuters. O Embaixador Aguirre tentava invalidar o julgamento iniciado pela família Couso na Espanha.
O irmão de José Couso, Javier Couso, iniciou o processo judicial em nome de seu irmão José, e o fez em conjunto com a sua mãe. Ainda que um tribunal espanhol tenha reaberto a causa recentemente, Javier Couso reagiu ante o cabo-diplomático vazado nestes dias pelo WikiLeaks e disse: “Nós estamos em primeiro lugar indignados e horrorizados; horrorizados porque não podemos achar que o governo de meu país e a promotoria atuem conspirando com um governo estrangeiro para impedir a investigação do que lhe passou a um cidadão espanhol; e indignados porque mentiram-nos continuamente, nos reunimos com todas essas pessoas do governo e da promotoria e eles diziam que não iam a obstaculizar o caso.”
Ademais, o embaixador estadunidense pressionou ao governo espanhol para que desistisse de realizar um julgamento, que abriria precedente, contra o ex-Secretário de Defesa Donald Rumsfeld e outros servidores públicos do governo de Bush. No mesmo memorando Aguirre escreve: “O Vice Ministro de Justiça disse também que o governo espanhol se opõe firmemente à acusação apresentada contra o ex Ministro Rumsfeld e tratará de que seja desestimada. O juiz que é titular na causa nos disse que tem iniciado já os procedimentos para desestimar o caso.”
Estas revelações têm convulsionado ao governo de Espanha, já que os cabos-diplomáticos mostram claramente as tentativas dos Estados Unidos para incidir no sistema de justiça desse país.
Há vários anos, o Embaixador Aguirre declarou ao jornal espanhol O País: “Sou o bombeiro de George Bush, vou resolver todos os problemas que George ponha em minhas mãos.”
Em outra série de cabos-diplomáticos, o Departamento de Estado dos Estados Unidos ordena a seu pessoal das Nações Unidas e do resto do mundo que espionem a servidores públicos governamentais, e incrivelmente, também dá instruções de que consigam informação biométrica dos diplomatas. O cabo-diplomático diz textualmente: “Os dados devem incluir endereços de correio eletrônico, números de telefone e fax, impressões digitais, imagens faciais, escaneio de íris e de DNA.”
WikiLeaks segue associada a um grupo de meios de comunicação de todo mundo: o jornal inglês The Guardian; El País, da Espanha; o New York Times; a revista alemã Der Spiegel e o jornal francês Le Monde. David Leigh, editor de investigações do jornal The Guardian me disse: “Esta série de revelações não acabou ainda. Desde o jornal The Guardian e outras cadeias de notícias do mundo iremos fazendo revelações, a partir de agora e dia a dia, possivelmente durante toda a semana próxima e quiçá mais. Pelo qual, ainda não temos visto nada.” Restam ainda mais de 250 mil cabos-diplomáticos que ainda não vieram a ser conhecidos publicamente.
Faz quarenta anos, Noam Chomsky, reconhecido analista político e lingüista, professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), ajudou a Daniel Ellsberg, o primeiro informante dos Estados Unidos, a revelar os Documentos do Pentágono. Perguntei-lhe a Chomsky a respeito das correspondências diplomáticas recentemente publicados por WikiLeaks e ele me respondeu: “A principal importância dos cabos-diplomáticos que têm sido publicados até agora radica no que nos dizem sobre a liderança ocidental. O que revelam é um profundo ódio à democracia.”
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Denis Moynihan colaborou na produção jornalística desta coluna.
© 2010 Amy Goodman
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Amy Goodman é a âncora de Democracy Now!, um noticiário internacional transmitido diariamente em mais de 550 emissoras de rádio e televisão em inglês e em mais de 250 em espanhol. É co-autora do livro "Os que lutam contra o sistema: Heróis ordinários em tempos extraordinários nos Estados Unidos", editado por Le Monde Diplomatique Cono Sur.
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Entenda o caso AQUI e AQUI.
Um processo inédito na história da Internet e do jornalismo brasileiro // Um blog de paródia censurado pela primeira vez na história do país, abrindo precendente para agressões de outras empresas // O maior jornal do país querendo arrancar dinheiro de dois irmãos como “indenização por danos morais”, mostrando total incompreensão sobre o que é internet e democracia // Apoio de Gilberto Gil, Marcelo Tas e centenas de blogueiros // Comentários e discussões em todas as redações, da Folha inclusive.
A gente podia tá roubando, podia tá matando, mas tamo aqui pedindo: por favor escreva para uns gringos!
Mesmo assim, nenhum veículo chamada grande imprensa (ou “velha imprensa”, ou “mídia tradicional”) noticiou o caso. Até a ombudsman da Folha, que já afirmou várias vezes que o jornal tem que “ser corajoso para noticiar as críticas que recebe”, ignorou nossos apelos.
Por isso lançamos hoje uma campanha internacional de denúncia da censura da Folha, que na verdade é um atentado grotesco contra toda a internet brasileira. No topo da página há links para textos em inglês, espanhol, francêse italiano. Foram escritos pensando no público estrangeiro, contextualizando a criação do blog na realidade do país e explicando, de forma didática, porque é mais do que um simples processo e porque “não é notícia” aos olhos da tradicional imprensa brasileira.
Ao longo da semana, vamos subir os vídeo de Gil legendado para inglês e francês e também o mesmo texto-denúncia em alemão. O original, em português, está disponível no botão “divulgue” acima, e é bom para ser repassado a jornalistas de Portugal e outros países lusófonos.
É A SUA GRANDE CHANCE DE AJUDAR! Por favor escreva para TODOS os contatos que tiver no exterior, jornalistas ou não, repassando os links. Se você é jornalista, por gentileza repasse para os colegas da mídia estrangeira. Se você não tem contatos, nos ajude buscando na internet emails de jornais, rádios, sites, TVs ou revistas para os quais você possa enviar os textos.
POR FAVOR PERCA UNS MINUTOS HOJE MESMO NOS AJUDANDO A DENUNCIAR ESSA PALHAÇADA QUE AMEAÇA TODA A INTERNET BRASILEIRA!
MUITO OBRIGADO MESMO!
Entenda o caso AQUI e AQUI.
9 de dezembro de 2010
Entrevista de blogueir@s com Tarso Genro
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Foto: Pesacada do blog Com Texto Livre |
Tarso Genro será entrevistado por blogueiros
Um Rio Grande do Sul, do Brasil e conectado ao mundo é uma das propostas do governo Tarso. Nesta sexta (10), às 15h30, o governador eleito Tarso Genro será entrevistado por blogueiros gaúchos, no Centro de Treinamento da Procergs – local que onde ocorre a transição de governo.
O evento faz parte de uma série de iniciativas que retratam o caráter de um governo aberto ao diálogo. A inclusão digital e participação da sociedade no governo por meios eletrônicos constam como itens no programa de governo. Tarso promoveu ações durante a campanha voltadas à web, como o twitarso (que chegou a ser um dos assuntos mais comentados do país no dia) e reuniu-se com internautas, no almoço com tuiteiros, realizado no dia 1º de setembro. As iniciativas inspiraram outros candidatos, como Aloizio Mercadante, candidato petista ao governo de São Paulo. Há algumas semanas, o presidente Lula recebeu no Palácio do Planalto blogueiros de todo o país.
“Essas inovações trazidas pelas novas tecnologias colocam a democracia em um outro patamar, e esse grupo social que representa milhares e milhares gaúchos é a grande novidade no processo de formação de opinião e de interferência no processo político democrático aqui no Estado”, enfatiza o governador eleito.
A entrevista será transmitida pelo site da transição de governo e comentada através do twitter. Do microblog serão selecionados algumas perguntas para serem respondidas por Tarso Genro.
Fonte: rs13
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1 de dezembro de 2010
Por dentro do Wikileaks: a democracia passa pela transparência radical
Por Natália Viana*, SP, Operamundi
Fui convidada por Julian Assange e sua equipe para trazer ao público brasileiro os documentos que interessam ao nosso país. Para esse fim, o Wikileaks decidiu elaborar conteúdo próprio também em português. Todos os dias haverá no site matérias fresquinhas sobre os documentos da embaixada e consulados norte-americanos no Brasil.
Leia também:
Stédile: EUA são os maiores terroristas do planeta
Wikileaks: documento diz que MST e movimentos sociais são obstáculos a lei antiterrorismo no Brasil
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Por trás dessa nova experiência está a vontade de democratizar ainda mais o acesso à informação. O Wikileaks quer ter um canal direto de comunicação com os internautas brasileiros, um dos maiores grupos do mundo, e com os ativistas no Brasil que lutam pela liberdade de imprensa e de informação. Nada mais apropriado para um ano em que a liberdade de informação dominou boa parte da pauta da campanha eleitoral.
Buscando jornalistas independentes, Assange busca furar o cerco de imprensa internacional e da maneira como ela acabada dominando a interpretação que o público vai dar aos documentos. Por isso, além dos cinco grandes jornais estrangeiros, somou-se ao projeto um grupo de jornalistas independentes. Numa próxima etapa, o Wikileaks vai começar a distribuir os documentos para veículos de imprensa e mídia nas mais diversas partes do mundo.
Assange e seu grupo perceberam que a maneira concentrada como as notícias são geradas – no nosso caso, a maior parte das vezes, apenas traduzindo o que as grandes agências escrevem – leva um determinado ângulo a ser reproduzido ao infinito. Não é assim que esses documentos merecem ser tratados: “São a coisa mais importante que eu já vi”, disse ele.
Não foi fácil. O Wikileaks já é conhecido por misturar técnicas de hackers para manter o anonimato das fontes, preservar a segurança das informações e se defender dos inevitáveis ataques virtuais de agências de segurança do mundo todo.
Leia mais:
A guerra de Obama
Uma guerra ao Wikileaks?
A Globalização da revolução
Obama e o meio do mandato
Um continente, muitas diferenças
A vitória dos moralizadores e a depressão nos EUA
Assange e sua equipe precisam usar mensagens criptografadas e fazer ligações redirecionados para diferentes países que evitam o rastreamento. Os documentos são tão preciosos que qualquer um que tem acesso a eles tem de passar por um rígido controle de segurança. Além disso, Assange está sendo investigado por dois governos e tem um mandado de segurança internacional contra si por crimes sexuais na Suécia. Isso significou que Assange e sua equipe precisam ficar isolados enquanto lidam com o material. Uma verdadeira operação secreta.
Documentos sobre Brasil
No caso brasileiro, os documentos são riquíssimos. São 2.855 no total, sendo 1.947 da embaixada em Brasília, 12 do Consulado em Recife, 119 no Rio de Janeiro e 777 em São Paulo.
Nas próximas semanas, eles vão mostrar ao público brasileiro histórias pouco conhecidas de negociações do governo por debaixo do pano, informantes que costumam visitar a embaixada norte-americana, propostas de acordo contra vizinhos, o trabalho de lobby na venda dos caças para a Força Aérea Brasileira e de empresas de segurança e petróleo.
O Wikileaks vai publicar muitas dessas histórias a partir do seu próprio julgamento editorial. Também vai se aliar a veículos nacionais para conseguir seu objetivo – espalhar ao máximo essa informação. Assim, o público brasileiro vai ter uma oportunidade única: vai poder ver ao mesmo tempo como a mesma história exclusiva é relatada por um grande jornal e pelo Wikileaks. Além disso, todos os dias os documentos serão liberados no site do Wikileaks. Isso significa que todos os outros veículos e os próprios internautas, bloggers, jornalistas independentes vão poder fazer suas próprias reportagens. Democracia radical – também no jornalismo.
Leia mais:
A contaminação informativa
O obsceno poder da imprensa chilena
Ensinamentos das ultimas eleições na Venezuela
O dia em que a mídia foi à CIA pedir um golpe no Chile
Impressões
A reação desesperada da Casa Branca ao vazamento mostra que os Estados Unidos erraram na sua política mundial – e sabem disso. Hillary Clinton ligou pessoalmente para diversos governos, inclusive o chinês, para pedir desculpas antecipadamente pelo que viria. Para muitos, não explicou direto do que se tratava, para outros narrou as histórias mais cabeludas que podiam constar nos 251 mil telegramas de embaixadas.
Ainda assim, não conseguiu frear o impacto do vazamento. O conteúdo dos telegramas é tão importante que nem o gerenciamento de crise de Washington nem a condenação do lançamento por regimes em todo o mundo – da Austrália ao Irã – vai conseguir reduzir o choque.
Como disse um internauta, Wikileaks é o que acontece quando a superpotência mundial é obrigada a passar por uma revista completa dessas de aeroporto. O que mais surpreende é que se trata de material de rotina, corriqueiro, do leva-e-traz da diplomacia dos EUA. Como diz Assange, eles mostram “como o mundo funciona”.
O Wikileaks tem causado tanto furor porque defende uma ideia simples: toda informação relevante deve ser distribuída. Talvez por isso os governos e poderes atuais não saibam direito como lidar com ele. Assange já foi taxado de espião, terrorista, criminoso. Outro dia, foi chamado até de pedófilo.
Wikileaks e o grupo e colaboradores que se reuniu para essa empreitada acreditam que injustiça em qualquer lugar é injustiça em todo lugar. E que, com a ajuda da internet, é possível levar a democracia a um patamar nunca imaginado, em que todo e qualquer poder tem de estar preparado para prestar contas sobre seus atos.
O que Assange traz de novo é a defesa radical da transparência. O raciocínio do grupo de jornalistas investigativos que se reúne em torno do projeto é que, se algum governo ou poder fez algo de que deveria se envergonhar, então o público deve saber. Não cabe aos governos, às assessorias de imprensa ou aos jornalistas esconder essa ou aquela informação por considerar que ela “pode gerar insegurança” ou “atrapalhar o andamento das coisas”. A imprensa simplesmente não tem esse direito.
É por isso que, enquanto o Wikileaks é chamado de “irresponsável”, “ativista”, “antiamericano” e Assange é perseguido, os cinco principais jornais do mundo que se associaram ao lançamento do Cablegate continuam sendo vistos como exemplos de bom jornalismo – objetivo, equilibrado, responsável e imparcial.
Uma ironia e tanto.
*Natália Viana é jornalista e colaboradora do Opera Mundi
Buscando jornalistas independentes, Assange busca furar o cerco de imprensa internacional e da maneira como ela acabada dominando a interpretação que o público vai dar aos documentos. Por isso, além dos cinco grandes jornais estrangeiros, somou-se ao projeto um grupo de jornalistas independentes. Numa próxima etapa, o Wikileaks vai começar a distribuir os documentos para veículos de imprensa e mídia nas mais diversas partes do mundo.
Assange e seu grupo perceberam que a maneira concentrada como as notícias são geradas – no nosso caso, a maior parte das vezes, apenas traduzindo o que as grandes agências escrevem – leva um determinado ângulo a ser reproduzido ao infinito. Não é assim que esses documentos merecem ser tratados: “São a coisa mais importante que eu já vi”, disse ele.
Não foi fácil. O Wikileaks já é conhecido por misturar técnicas de hackers para manter o anonimato das fontes, preservar a segurança das informações e se defender dos inevitáveis ataques virtuais de agências de segurança do mundo todo.
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Assange e sua equipe precisam usar mensagens criptografadas e fazer ligações redirecionados para diferentes países que evitam o rastreamento. Os documentos são tão preciosos que qualquer um que tem acesso a eles tem de passar por um rígido controle de segurança. Além disso, Assange está sendo investigado por dois governos e tem um mandado de segurança internacional contra si por crimes sexuais na Suécia. Isso significou que Assange e sua equipe precisam ficar isolados enquanto lidam com o material. Uma verdadeira operação secreta.
Documentos sobre Brasil
No caso brasileiro, os documentos são riquíssimos. São 2.855 no total, sendo 1.947 da embaixada em Brasília, 12 do Consulado em Recife, 119 no Rio de Janeiro e 777 em São Paulo.
Nas próximas semanas, eles vão mostrar ao público brasileiro histórias pouco conhecidas de negociações do governo por debaixo do pano, informantes que costumam visitar a embaixada norte-americana, propostas de acordo contra vizinhos, o trabalho de lobby na venda dos caças para a Força Aérea Brasileira e de empresas de segurança e petróleo.
O Wikileaks vai publicar muitas dessas histórias a partir do seu próprio julgamento editorial. Também vai se aliar a veículos nacionais para conseguir seu objetivo – espalhar ao máximo essa informação. Assim, o público brasileiro vai ter uma oportunidade única: vai poder ver ao mesmo tempo como a mesma história exclusiva é relatada por um grande jornal e pelo Wikileaks. Além disso, todos os dias os documentos serão liberados no site do Wikileaks. Isso significa que todos os outros veículos e os próprios internautas, bloggers, jornalistas independentes vão poder fazer suas próprias reportagens. Democracia radical – também no jornalismo.
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A reação desesperada da Casa Branca ao vazamento mostra que os Estados Unidos erraram na sua política mundial – e sabem disso. Hillary Clinton ligou pessoalmente para diversos governos, inclusive o chinês, para pedir desculpas antecipadamente pelo que viria. Para muitos, não explicou direto do que se tratava, para outros narrou as histórias mais cabeludas que podiam constar nos 251 mil telegramas de embaixadas.
Ainda assim, não conseguiu frear o impacto do vazamento. O conteúdo dos telegramas é tão importante que nem o gerenciamento de crise de Washington nem a condenação do lançamento por regimes em todo o mundo – da Austrália ao Irã – vai conseguir reduzir o choque.
Como disse um internauta, Wikileaks é o que acontece quando a superpotência mundial é obrigada a passar por uma revista completa dessas de aeroporto. O que mais surpreende é que se trata de material de rotina, corriqueiro, do leva-e-traz da diplomacia dos EUA. Como diz Assange, eles mostram “como o mundo funciona”.
O Wikileaks tem causado tanto furor porque defende uma ideia simples: toda informação relevante deve ser distribuída. Talvez por isso os governos e poderes atuais não saibam direito como lidar com ele. Assange já foi taxado de espião, terrorista, criminoso. Outro dia, foi chamado até de pedófilo.
Wikileaks e o grupo e colaboradores que se reuniu para essa empreitada acreditam que injustiça em qualquer lugar é injustiça em todo lugar. E que, com a ajuda da internet, é possível levar a democracia a um patamar nunca imaginado, em que todo e qualquer poder tem de estar preparado para prestar contas sobre seus atos.
O que Assange traz de novo é a defesa radical da transparência. O raciocínio do grupo de jornalistas investigativos que se reúne em torno do projeto é que, se algum governo ou poder fez algo de que deveria se envergonhar, então o público deve saber. Não cabe aos governos, às assessorias de imprensa ou aos jornalistas esconder essa ou aquela informação por considerar que ela “pode gerar insegurança” ou “atrapalhar o andamento das coisas”. A imprensa simplesmente não tem esse direito.
É por isso que, enquanto o Wikileaks é chamado de “irresponsável”, “ativista”, “antiamericano” e Assange é perseguido, os cinco principais jornais do mundo que se associaram ao lançamento do Cablegate continuam sendo vistos como exemplos de bom jornalismo – objetivo, equilibrado, responsável e imparcial.
Uma ironia e tanto.
*Natália Viana é jornalista e colaboradora do Opera Mundi
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24 de novembro de 2010
Assista ao vivo entrevista de Blogueiros [Sujos] com o Presidente Lula
Blogueiros brasileiros terão um encontro inédito com o presidente Lula nesta quarta-feira (24) no Palácio do Planalto, em Brasília, para uma entrevista coletiva que você poderá acompanhar, ao vivo a partir das 9 horas. Clique aqui e veja a página especial do encontro desenvolvida pelo Blog do Planalto.
Nessa página especial da entrevista, é possível incorporar o vídeo do encontro em sua página ou blog pessoal. Basta copiar o código e colar no post desejado. E mais do que apenas acompanhar a entrevista ao vivo, você poderá também enviar sua pergunta pelo twitter, utilizando a hashtag #lulablogs. A#Dilmanarede acompanha o encontro e convoca uma grande #coberturacolaborativa.
O evento acontecerá às 9h da manhã, no Palácio do Planalto, e será transmitido ao vivo pelo Blog do Planalto. Se quiser, você também poderá acompanhar o encontro por meio da tela abaixo.
Solicitada por um grupo de blogueiros progressistas, a entrevista já tem as presenças confirmadas de: Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Conceição Lemes (Viomundo), Cloaca News (Cloaca News), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasilia, Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).
A coletiva é um momento de celebração da diversidade informativa. Ao abrir sua agenda à blogosfera o presidente demonstra estar atento às transformações que acontecem no espaço midiático, e ao mesmo tempo atesta a importância dessa nova esfera pública da comunicação.
Assista ao vídeo!
Acompanhe no Twitter: http://twitter.com/
Utilize a hashtag: #lulablogs
Conheça a página especial da entrevista: http://entrevista.blog.planalto.gov.br/
Leia as perguntas que o Tsvakko elaborou AQUI e o post do Somos Andando AQUI.
Atualizado em 27/11/2010 às 8h23min.
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18 de novembro de 2010
Proteja seu cérebro
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12 de novembro de 2010
Encontro de blogueir@s no Paraná
Primeiro Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas do Paraná – I EEBPPR
O Primeiro Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas do Paraná é uma conseqüência direta da participação de blogueiros paranaenses no Primeiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que aconteceu entre os dias 20 e 22 de Agosto p.p., em São Paulo (SP) e uma ação preparatória para o Segundo Encontro Nacional, a realizar-se em Maio de 2011.
Naquela oportunidade, criou-se o comitê para organizar o I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas no Paraná (I EEBP-PR).
Este evento está marcado para ocorrer na Sede Campestre do SINDIJUS, em Curitiba, nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010, em Curitiba.
O tema do Primeiro Encontro será: “A cidadania ativa na Internet: o caráter revolucionário dos blogs. O desafio do Paraná”.
O encontro estadual terá como objetivos disseminar o fenômeno dos blogs no Paraná e ampliar o número de agentes ativos na blogosfera como forma de aprofundar o conteúdo de cidadania da internet.
Além do I EEBP-PR, ficou definido que sindicatos e partidos políticos progressistas serão convidados para fazer parte do “Movimento Paranaense pelo Direito à Comunicação” – organizado pela recém-criada Associação, como resposta à perseguição à mídia livre e independente e aos blogueiros progressistas, em especial, ao jornalista Esmael Morais, que foi eleito diretor da entidade.
Na mesma direção, a diretoria provisória resolveu realizar um “Ato em Defesa da Liberdade de Expressão e da Mídia Alternativa”, em respeito ao artigo 220 da Constituição Federal, a ser realizado no próximo dia 21, às 19h, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor), na capital paranaense.
Esse ato foi muito concorrido, contando com a presença de mais de 50 pessoas, entre as quais vários representantes da sociedade civil, entidades estudantís e sindicais.
A diretoria provisória da Associação dos Blogueiros Progressistas do Paraná é a responsável por realizar as primeiras eleições da entidade e está assim definida:
Presidente: Sérgio Luís Bertoni (www.tie-brasil.org)
Vice-Presidente: Mário Candido de Oliveira (www.porumparanamelhor.com/mariocandido)
Secretário Geral: Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni
(www.porumparanamelhor.com/mariocandido)
Diretora de Finanças: Nelba Maria Nycz de Lima (http://midiacrucis.wordpress.com)
Diretor de TI: Walter Koscianski (www.engajarte-blog.blogspot.com)
Diretor de Comunicação: Edson Osvaldo Melo (http://blogdoedsonmelo.blogspot.com)
Diretor Jurídico: a definir
Diretor de Mobilização: Esmael de Morais (www.esmaelmorais.com.br)
Conselho Fiscal: Paulo Afonso Nietsche (www.naluta.net), Robson Jamaica (http://protesto-jamaica.zip.net/)
O blog oficial da ABPP é o www.paranablogs.wordpress.com
Programação do I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas
Palestrantes ainda por confirmar
26/11/2010
Sexta-Feira
19:00 Abertura Festiva
19:45 – I Festival de Blogo-violeiros do Paraná
27/11/2010
Sábado – Exposição dos Temas
08:30 hs Liberdade de Expressão e Internet
Campanha Eleitoral de 2010 e a Manipulação via TV, Rádio . Jornais e Internet
10:00hs A internet, a cidadania e Mov Sociais
A experiência de entidades sindicais com internet
12:00 hs Almoço
13:30 hs Papel dos Blogs, Twitter e outras
O risco da censura jurídica, tecnológica e regulatória da Internet
Palestrante: Associação de Blogueiros Progressista do Paraná
15:00 hs Estratégias de formação de cidadãos ativos e conectados na internet – Sistemas de formação de quadros para o movimento social
Palestrante: Associação de Blogueiros Progressista do Paraná
17:00 hs Conteúdo prioritário para os Blogs:
O papel da Narrativa, da Pesquisa, da Informação e da Opinião
19:00 hs Janta
28/11/2010 Domingo Grupos por Tema
08:30 – Inicio Discussão nos Grupos
12:00 Almoço
13:30 Plenária Aprovação dos Relatórios
16:00 Encerramento
16:30 Reuniões por Região
Fonte: Paraná Blogs
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25 de outubro de 2010
Se você realmente pretende eleger Dilma
Na reta final um recado à militância: Se você realmente pretende eleger Dilma
Por Conceição Oliveira em seu blog:
O Maria Frô sempre falou em política, vai continuar falando depois das eleições. O twitter @maria_fro idem. Aos amigos que decidiram pelo voto nulo, eu só tenho a lamentar, aos que deixaram de me seguir porque acham que estou over, aviso que não viram nada. Eu vou eleger Dilma Presidente, para mim não há escolha ou é Dilma ou exílio, eu não aguentarei ver meu país entregue nas mãos de uma extrema-direita que joga na lata do lixo os direitos humanos, os direitos civis, os avanços na pesquisa científica, os avanços em políticas sociais, o crescimento com inclusão.
Vejo alguns militantes petistas feito baratas tontas dando tiro no pé: repassam link do PIG, fazem spam no twitter sem conteúdo nas mensagens; repassam mentiras da campanha suja sem desmenti-las quando tem dezenas de blogs com vários posts desmentindo a campanha da direita conservadora mais suja da história. Isso é burrice.
Neste blog e via twitter está blogueira aqui já está com os dedos doendo de tanto avisar incautos que: se você recebeu um mail ou link ou pegou um trolleiro safado que se faz passar por Dilma você deve denunciar por mail ou diretamente no site do espalhe a verdade qual é a calúnia que estão espalhando. No twitter bloqueie e reporte spam o trolleiro detrator.
Pense comigo, vc leu a mentira se indignou e passa ela pra frente, dando RT ou espalhando o mail com a palavra DENÚNCIA! Isso não é lá muito inteligente, não é? Você está contribuindo para espalhar a mentira e não a verdade.
Você é blogueiro, os trolleiros vão no seu blog e xingam Dilma, Lula etc., você aprova os comentários? Transforma o espaço dos comentários do seu blog em lixo exposto? Você realmente acha isso inteligente?
Na reta final desta campanha tente, ao menos esta semana, parar de dar tráfego para UOL, Veja, Estadão, O Globo e afins. Cada vez que você lê e linka uma matéria mentirosa e partidária destas famiglias que monopolizam a mídia no país, que agem como partido da oposição, você justifica a existência deste tipo de jornalixo que estas empresas praticam; estimula os anunciantes a continuarem financiando-os, afinal você os lê. Que tal pegar essas matérias e lê-las de forma crítica, já que você parece não conseguir deixar de lê-las? Mas me faça um favor não me mande esses links nem por mail, nem no meu twitter. Vou começar a radicalizar, se você me mandar eu vou bloqueá-lo.
Se você realmente pretende eleger Dilma seja um militante consciente, tenha na ponta da língua os argumentos que te convenceram a apoiar o governo Lula e a dar continuidade ao projeto político do PT. No Maria Frô tá cheio de manifestos, de textos próprios ou de bons autores que sabem com clareza porque o governo Lula merece ser defendido e merece ter continuidade com a eleição de Dilma Rousseff.
Se você realmente pretende eleger Dilma a cada e-mail detrator que receber, especialmente se for de pessoas amigas e conhecidas, faça o seguinte: além de denunciar para o espalhe a verdade (faça uma busca com a expressão aqui no maria frô que vc encontra todos os dados necessários para fazer a denúncia) responda às pessoas, usando a verdade, se não sabe pesquise no site espalhe a verdade e também no site seja dita a verdade. Ambos vêm fazendo um excelente trabalho para desmentir a campanha suja da extrema-direita.
Se você realmente pretende eleger Dilma não fique o dia inteiro no twitter, vá pra outras redes sociais e dê visibilidade às propostas de Dilma e às realizações do governo Lula. Entre em comunidades de viagens e explique às pessoas que no governo Lula podemos entrar em 27 países europeus, ficar 3 meses sem exigência visto. Na época de FHC até ministro tirava sapato em aeroportos. Explique como o governo Lula fez o Brasil ganhar respeitabilidade no exterior. Explique que no governo Lula a classe C está andando pela primeira vez de avião. Reflita e escolha diferentes comunidades de diferentes temas de grande número de pessoas quais assuntos você pode abordar para convencer os indecisos ou desinformados, sempre mostrando as realizações de um governo que tem 82% de aprovação.
Se você realmente pretende eleger Dilma esqueça os trolls, dê block e reporte spam, não perca seu tempo com cretinos, use-o para convencer indecisos com paciência, delicadeza, generosidade, simpatia.
Se você realmente pretende eleger Dilma visite os blogs que produzem bom conteúdo e argumentos, há muitos na rede com vídeos, fotos, bons textos e os espalhe entre os seus amigos por mail, nas redes sociais, use-os em suas conversas no trabalho, na faculdade, com parentes e amigos.
Se você realmente pretende eleger Dilma ligue para seus parentes e amigos e argumente em favor da sua candidata.
Se você realmente pretende eleger Dilma saia às ruas e vá para os bares, butecos, igrejas, praças, ônibus, metrô, exiba com orgulho a sua candidata e converse com as pessoas. Imprima os belíssimos e bem feitos cartazes comparativos do @ilustrebob e converse com as pessoas.
E saiba de uma vez por todas, esqueça a vantagem das pesquisas, trabalhe como se a sua candidata estivesse em segundo lugar. Você tem uma semana para lutar com toda a sua força e amor pelo Brasil para que o nosso país continue avançando em políticas públicas inclusivas, para que cresça com justiça, para que o pré-sal realmente continue um patrimônio dos brasileiros e seus rendimentos sejam aplicados em educação, saúde, cultura e preservação do meio ambiente, para que o Brasil amplie sua infra-estrutura, invista em transportes públicos, para que façamos as Olimpíadas e a Copa mais bonitas da história, para que todos sejamos efetivamente cidadãos.
Eu estou na luta, bóra?
Hoje vou para a USP neste ato aqui e estarei em todos os demais que puder estar em minha cidade e estou fazendo tudo que disse pra vocês nos parágrafos anteriores, mas tenho certeza que não estou sozinha.
Atualizado às 21h21min.
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Eleições para o Conselho Gestor da Internet: informe-se e participe!
Eleições CGIbr: Precisamos mobilizar todas as entidades comprometidas com a liberdade na rede
Por EVERTON RODRIGUES no blog Brasil Autogestionário
Chegamos a mais um processo eleitoral do Comitê Gestor da Internet no Brasil. O processo de gestão da internet até aqui praticado, tem sido uma experiência positiva quando observamos a escolha dos conselheiros através do voto por entidades previamente cadastradas. Em sua proposta inicial, o Cgibr é inovador e devemos lutar para manter esse princípio.
É fato que essa experiência poderia e deveria ter avançado ainda mais. O CGibr é frágil porque não foi regulamentado através de lei, apenas por decreto. Esse processo fica a mercê de quem ganhar as eleições presidenciais,ou seja; corremos o risco de retrocesso na causa da liberdade da rede.
O Brasil passa por um momento delicado e o resultado das eleições certamente terá implicações em nossa causa. A direita está articulada e corremos o risco iminente de desarticulação da nossa causa. Ao que tudo indica, Dilma irá ganhar essas eleições, mas temos que ter claras as implicações do resultado das eleições.
As pautas do Cgi são fechadas, e a sociedade brasileira não sabe como é o funcionamento da instituição, e muitas vezes os próprios conselheiros não informam o que acontece. É importantíssimo trabalhar para avançar nesses pontos e em muitos outros.
As grandes batalhas da internet ainda estão por vir. Vencemos parcialmente e derrotamos o ai5-digital, mas nossa vitória ainda não está consolidada. Temos que aprovar o marco civil da internet.
Outro assunto fundamental é o plano nacional de banda larga que no governo Dilma, será uma prioridade, mas nós devemos estar atentos para garantir que a internet seja pública, e não controlada por corporações que ameaçam quebrar o princípio da neutralidade da rede. Grandes corporações estão tentando passar cima desse princípio, como no caso do acordo do Google com empresas de telecomunicações. Veja detalhes aqui:http://pauloteixeira13.com.br/2010/08/paulo-teixeira-alerta-internet-esta-sob-perigo/Nesse momento precisamos mobilizar todas as entidades comprometidas com a liberdade na rede para defender a internet, para garantí-la de modo verdadeiramente livre.
Para isso, as organizações (sindicatos, associações de moradores, ong’s, etc) interessadas em participar das eleições do Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGiBr) deverão, até 03 de novembro de 2010, preencher formulário no site (https://registro.br/eleicoes-cg/cadastro) e enviar documentação para:
Endereço para envio de documentos:
Por e-mail: eleicao2010@cgi.br
(indicar o número de inscrição)
(indicar o número de inscrição)
Por via postal:
CGI.br – A/C Comissão para Escolha de Representantes – (indicar o número de inscrição)
Av. das Nações Unidas, 11.541, 7° andar-
CEP: 04578-000 -São Paulo – SP
Av. das Nações Unidas, 11.541, 7° andar-
CEP: 04578-000 -São Paulo – SP
A inscrição da Entidade no colégio eleitoral dependerá de homologação pela Comissão para Escolha de Representantes e obedecerá as regras descritas a seguir, decorrentes do estabelecido no Decreto nº 4.829, de 3 de setembro de 2003 e na Portaria Interministerial nº 620/MCT/CC/MC, de 17 de agosto de 2010:
I – A Entidade só poderá realizar uma inscrição;
II – A Entidade só poderá designar um Representante Legal;
III – A Entidade só poderá selecionar um setor ou segmento para representação; e
IV – A Entidade deverá ter, no mínimo, dois anos de exercício de sua atividade na data de publicação da Portaria nº 620/MCT/CC/MC, de 17 de agosto de 2010.
2.2.3. Em caso de dúvida, a Comissão para Escolha de Representantes poderá requerer comprovação adicional das exigências aqui previstas.
2.3.- Após o preenchimento do formulário descrito no item 2.1, a entidade receberá por e-mail o número de sua inscrição, esse número deverá sempre ser informado no envio de documentos. Todas as entidades inscritas deverão encaminhar ao CGI.br, por via postal registrada ou e-mail paraeleicao2010@cgi.br, até o dia 03 de novembro de 2010, ou protocolar na sede do CGI.br até as 17:00 hrs do mesmo dia, horário de Brasília, os seguintes documentos:
I – Cópia simples do CNPJ da Entidade (impressão do site da Secretaria da Receita Federal);
II – Cópia simples do estatuto de formação da Entidade, com comprovação de registro desse documento no órgão competente;
III – Cópia simples da última alteração estatutária ocorrida até a data de envio dos documentos, com comprovação de registro no órgão competente;
IV – Cópia simples da última ata de assembléia de eleição e da posse da diretoria, com comprovação de registro desse documento no órgão competente;
V – Procuração, se necessário for, designando o Representante Legal da Entidade para fins deste processo de seleção; e
VI – Cópia do CPF e da Identidade do Representante Legal.
2.3.1 – Para os documentos encaminhados por via postal será considerada a data do carimbo da postagem na correspondência e para os documentos encaminhados via e-mail será considerada a data de envio da mensagem.
Calendário do processo eleitoral CGI.br 2010 (Etap e Datas)
Apresentação dos documentos e preenchimento do formulário para formação dos colégios eleitorais – até 03 de novembro de 2010
Divulgação COMPLETO das Entidades Homologadas pelo Comitê de Escolha – 19 de novembro de 2010, às 20hrs
Recurso sobre lista das Entidades Homologadas – até 26 de novembro de 2010
Apreciação dos recursos – até 03 de dezembro de 2010
Divulgação da lista definitiva – 03 de dezembro de 2010, às 20 hrs
Indicações de candidatos pelas Entidades Homologadas – até 10 de dezembro de 2010
Envio de declaração de idoneidade e de aceitação de sua indicação para participação nesse processo eleitoral + CV – até 15 de dezembro de 2010
Relação dos Candidatos indicados e homologados – 16 de dezembro de 2010
Recursos sobre decisões da Comissão Eleitoral referentes à indicação de candidatos – até 20 de dezembro de 2010, às 17 hrs
Apreciação dos recursos – até 22 de dezembro de 2010, às 17hrs
Divulgação da lista de candidatos – 22 de dezembro de 2010, 20hrs
Campanha eleitoral – até 30 de janeiro de 2011
Votação – de 31 de janeiro a 04 de fevereiro de 2011
Divulgação dos resultados finais – 04 de fevereiro às 20hrs de 2011
Recursos sobre o resultado da votação – até 11de fevereiro de 2011
Resultado definitivo da votação – até 18 de fevereiro de 2011
ACESSE TODOS OS DETALHES – http://www.cgi.br/eleicao2010/,
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