Mostrando postagens com marcador twitter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador twitter. Mostrar todas as postagens

7 de novembro de 2010

Twitter e eleição 2010

Nem Huck, nem Sato, nem robôs, nem trolleiros preconceituosos venceram militância pró-Dilma no Twitter

Por Conceição Oliveira no Maria Frô


Bastante interessante o artigo que reproduzo a seguir analisando o comportamento das hashtags sobre Dilma e Serra no twitter dia 31/10, dia da votação do segundo turno.
Lembrando que todas as webcelebrities – indivíduos que têm alta exposição na tevê em diferentes canais e vão para o twitter disputar entre si a fogueira das vaidades e uns trocos em publicidade -, são pró-Serra.
Marcelo Tas do CQC e seu meninos* amestrados e preconceituosos, por exemplo, além de  se declararem pró-Serra  na timeline, têm episódios clássicos de campanha detratora em relação à candidata, a seus partidários, aos políticos do PT e até mesmo ao presidente da República,  acusando-os de corrupção, censura e  os tornando alvos de toda a sorte de preconceitos. Danilo Gentili, por exemplo, tem um vídeo no youtube que poderia ser facilmente enquadrado pelo MP: da aparência da candidata até sua sexualidade tudo é posto à prova com piadas sexistas e, como tal, de extremo mau gosto. O presidente é ‘corrupto’, ‘analfabeto’, ‘cachaceiro’… Mas as críticas ao seu vídeo são tidas por eles como críticas de petistas que não entendem ‘humor’, como de gente comunista que é a favor de ‘censura’.
Há ainda os que se tornaram famosidades via twitter como @OCriador que igualmente declarou seu voto a Serra. Há os fakes criados pela campanha de Serra imitando celebridades como o que se passou por Ronaldo, jogador do Corinthians e que durante a campanha enganaram incautos e ajudaram a bombar tags negativas com o nome de Dilma. E houve ainda vários jornalistas que abertamente fizeram campanha diária contra a candidata e também contra os jornalistas que não embarcaram na onda de detratação.
Pensando que a campanha de Serra no twitter foi coisa de profissional, planejada muito antes de Serra sequer ser candidato ( Serra um ano antes da campanha já estava no twitter), que Graeff, Soninha Francine e outros  que coordenaram na rede uma campanha agressiva e detratora contra a candidata Dilma Rousseff seu partido e aliados, é realmente surpreendente que  a presidenta eleita tenha tido resultado positivo no twitter.
Ponto para a militância e ponto para o projeto político defendido por Dilma Rousseff que mobilizou uma militância espontânea de não filiados e até mesmo de não petistas. Ponto para a blogosfera progressista sempre atenta que denunciou todas as tentativas de ataques desonestos disseminados no twitter.
Infelizmente o mesmo não podemos dizer para a campanha oficial do PT na rede, sem investimento, sem coordenação, sem foco. Espero imensamente que o PT, para as próximas campanhas, tenha aprendido que o mundo off line e o mundo on line estão conectados. #ficaadica.
*PS. Eu havia visto a declaração de Rafinha Bastos no twitter de que não votaria em Serra, não vi a de que ele disse que a vida dele e dos brasileiros melhoraram nos últimos oito anos. De todo modo, não vi sua declaração explícita de que votaria em Dilma, como fez, por exemplo, Tas e outras famosidades twitteiras tucanas que declararam abertamente seu voto em Serra.


Dilma venceu Serra também no Twitter
Por: Risoletta Miranda, no IdgNow
Na espera do início da campanha e entre elaborações de projetos e trabalhos, tinha uma certeza: o Twitter seria a rede “estrela” das Eleições 2010.
Não era uma dedução difícil: os políticos estavam adotando, os jornalistas idem (usando e se pautando) e a curva de adesão no Brasil cresce em números impressionantes (23% de penetração) mundial). Também há a parte conceitual, pois o microblog faz uma interessante mistura de rede social (há divergências) com uma rede de informação em tempo real. Bons ingredientes para a campanha.
O fato é que assim o foi. Esses itens combinados e potencializados pela convergência com a imprensa clássica deram para o Twitter um papel de protagonista. Tenho lido boas análises sobre isso, e as mais recentes foram do blog Interney, escrita por Gilberto Consoni , que fala sobre a preocupação quanti, quali e a presença de hashtags no Trending Topics. Da mesma forma a pesquisa de Marcelo Coutinho quando mostra que o microblog foi o segundo meio de informação mais importante na campanha para mobilizar o eleitorado, logo depois da televisão.
O que eles abordam são duas boas questões. Neste momento, a primeira é mais instigante para mim é: funcionou o “barulho” feito pela veiculação de hashtags? No Twitter prevalece o “fale bem ou mal mas falem de mim”?
Novamente fomos (a equipe da @fsprdigital) a campo com ferramentas e recursos humanos atrás de algumas respostas. Escolhemos a trajetória das hashtags no dia do voto, 31/10.
Quando as urnas estavam liberadas para o voto, a campanha de Dilma Rousseff pedia para que a militância e eleitores da candidata usassem as hashtags #dilmaday e #13neles. Do lado da campanha de José Serra houve um foco maior em #euquero45. A hashtag #bra45il também foi divulgada, mas não “pegou”.
A seguir, o resultado quantitativo quando comparamos #dilmaday e #euquero45, considerando o que foi postado apenas no dia 31/10, entre 8 e 17 horas:
1. #dilmaday teve 127 mil tweets postados por 43 mil pessoas. Essa atividade de postagem alcançou 3,7 milhões de pessoas e foi repetida na rede 73 milhões de vezes. Lembrando que exposição pode contar mais de uma vez.
2. No caso do #euquero45 foram 43 mil tweets postados por 24 mil perfis. O alcance foi 4,4 milhões e o número de impressões ficou em 24 milhões de vezes.
Pelos números dá para dizer que Dilma ganhou na “disputa” das hashtags? Que isso contribuiu para a qualidade das mensagens que falavam sobre ela? Afinal, ela teve quase 3 vezes mais tweets do que Serra e quase o triplo em exposição (número de impressões).
E sobre Jose Serra? Quem contribuiu para sua divulgação no dia da eleição o fez como? Que tipo de mensagem usou? Quem foram os multiplicadores mais ativos?
A avaliação da qualidade desses tweets é bem interessante. Tirem conclusões pelos dados abaixo. Consideramos os 50 maiores multiplicadores das mensagens dos candidatos. Ou seja, aquelas pessoas que possuem elevado número de seguidores, que, por sua vez, fazem retweets de suas mensagens:
• Dilma teve 51% de exposição negativa contra 5% de Serra.
• Todos os 51% dos perfis negativos usam palavrões ou expressões preconceituosas contra a candidata. Foi o que se chama na rede de “trollagem” pesada.
• Serra teve 69% de multiplicadores que possuem características de robots ou fakes (classificamos no gráfico abaixo como “neutros”).
• Dilma teve 39% de exposição positiva e Serra 26%. Eram mensagens de apoio.
• No caso de subtrair os 51% de presença negativa de Dilma – provocada pelos eleitores e militantes do outro candidato -, ainda assim seus apoiadores teriam feito uma campanha mais positiva no Twitter. Inclusive porque não identificamos o uso de robots ou fakes no caso do #dilmaday.
• Os 10% de “neutros” alocados na conta do #dilmaday foram pessoas que fizeram apenas piadas sem tomar partido.
• O perfil de Luciano Huck – com um tweet pedindo para dar RT’s em #euquero45, por volta de 12h – gerou quase 3 milhões de exposição para Serra. Ele é uma espécie de horário nobre do Twitter, nesse quesito. Foi assim no 1º turno.
• Embora nos principais influenciadores de audiência de José Serra o principal fato tenha sido os robots/fakes, nos tweets negativos sobre ele não há ofensas como no caso de Dilma. Mas foi muito veiculado e com grande exposição uma possível indicação (fake) de que Marina Silva, do PV, teria dito para não votar em Dilma.
twitterEleicao
Entre tantas, uma conclusão possível: os “tuiteiros” contra Dilma foram muito hostis (audiência negativa de 51%) e entre os de Serra parece que prevaleceram os robots (69%). Sobre as celebridades (caso de @sabrinasatoreal e @huckluciano): eles realmente alavancam qualquer idéia que publicam.
Ainda assim, o saldo de 39% positivo de #dilmaday (muita militância partidária) e 26% de #euquero45 (idem militância) podem ser retirados desse contexto e mostrar um dado peculiar: o Twitter espelhou o mundo real, pois a diferença entre um e outro ficou muito parecida com a diferença nas urnas: 13% na web e 12,1 nos votos.
Fontes:
Os dados apresentados neste artigo foram coletados e analisados com a ferramenta TweetReach no dia 31/10/10.

5 de novembro de 2010

"Era algo para atingir outro foco"*


*Qual seria o outro foco no pedido de desculpas dessa moça? 

Como não tenho o endereço dessa moça, Mayara Petruso, permito-me enviar esse texto na forma de carta aberta.

A ela, que transformou-se numa espécie de musa daquilo que há de mais obscuro na sociedade brasileira, digo, inicialmente, o seguinte: que preste atenção no seu próprio nome. Mayara, q pode ser uma corruptela de Maíra, é um nome de origem indígena. O sobrenome Petruso, deve ser de origem italiana, como o de muitos que apoiaram seu "manifesto". Vê-se pois, uma mescla tipicamente brasileira, bem longe daqueles padrões de "pureza" racial, tão ao gosto de quem advoga em favor dessas idiotices. Na pesquisa que fiz na internet, alguém afirmou que ela é "detentora de olhinhos com traço nipônico". Então, dá para ver como pode-se ir longe nessa polêmica que envolve as questões raciais.

Seria interessante que Mayara e seus apoiadores (ao que parece, muitos descendentes de imigrantes), passassem os olhos sobre a história das várias populações que imigraram para o Brasil nos diversos períodos da nossa história e que acabaram formando o que se conhece hoje como povo brasileiro. Verão q, com algumas exceções, a maioria dos imigrantes, vieram para o Brasil, como se diz por aqui, com uma mão na frente e outra a atrás. Primeiro foram os degredados, depois os pobres de Portugal e alguns de seus senhores, que trouxeram para cá, à força, os negros africanos. Mais tarde, os pobres de várias partes da Europa e de outras partes do mundo.

Não dá para dizer que esses "colonos" foram recebidos com rosas. Tiveram que lutar duramente pela sobrevivência, até conseguir ascender socialmente e desfrutar de uma certa estabilidade econômica. Alguns prosperaram de tal forma que isso seria inimaginável se tivessem permanecido em seus países de origem. Mas, convenhamos, se essas pessoas vieram para cá nas condições que bem conhecemos, não foi pela cor dos olhos dos nossos nativos. Ninguém sai de sua pátria para enfrentar agruras além fronteiras por nada. Vieram, porque em seus países de origem eram considerados a escória da sociedade, eram discriminados da mesma forma como hoje seus descendentes discriminam os "nordestinos" que "afundam o país de quem trabalha...". Esses "colonos" eram o sub produto de intermináveis crises e guerras que sempre varreram o mundo. E ainda varrem: lembrem a barbárie na Iugoslávia, no coração da Europa "civilizada". Eram o excedente populacional, a reserva de mão de obra semi escrava que a economia não consegue absorver, os bucha de canhão, que as classes dominantes e os donos do capital utilizavam a seu bel prazer para garantir a acumulação de sua riqueza.

Aqui, talvez, eu esteja falando grego para Mayara e seu seguidores, pois eles não tem repertório para entender os processos históricos que estão por trás das crises que levam a esses movimentos populacionais e que, também, explicam a sua visão de classe, a sua pretensiosa ilusão de pertencimento a uma "elite" a qual estão muito longe de pertencer. Até porque, se fossem capazes de entender isso, jamais teriam escrito as barbaridade que escreveram.

Mas como sempre é tempo de recuperar o tempo perdido escrevendo barbaridade nos "orkuts", Mayara e seus seguidores poderiam começar lendo "A Ferro e Fogo", romance de Josué Guimarães, que pode lhes esclarecer, não de uma forma meramente técnica, mas a partir de uma visão humanista, o que significa ser um imigrante. O autor, falando pela boca de seus personagens, dá uma visão do que foi o traumático processo da colonização alemã no Rio Grande do Sul e que, de certa forma, guardadas as especificidades, é o que acontece com todas as pessoas que são deslocadas (ou se deslocam) de seus lugares de origem em busca de melhores condições de vida. Quem, em sã consciência, deixaria suas raízes, sua cultura, as coisas com as quais tem afinidade, para lançar-se gratuitamente em tantas dificuldades? Salvo um que outro, com espírito de aventura, as pessoas só fazem isso em situações extremas.
Claro, poderíamos dizer que os imigrantes nordestinos que "infestam" São Paulo são vítima da miséria e da ignorância que os levam as mas escolhas políticas, que num ciclo vicioso, produzem mais ignorância e miséria ou vice-versa, o que nos enredaria numa interminável discussão sobre o que é causa e o que é efeito.

Mas, se os "ignorantes" tem a desculpa da miséria para suas más escolhas, Mayara e seus seguidores, que fazem parte da "elite" letrada não tem desculpa nenhuma para votar num "coiso" como Serra. Qual é a justificativa para dar voto a alguém que tem aliados como os neonazistas, militares golpistas e religiosos fanáticos? Querem eles instaurar no Brasil um regime nazi teocrático? Mayara quer usar burka?

Penso ser fundamental Mayara e seus simpatizantes entenderem que não podem impedir as pessoas de buscarem melhores condições de vida e que os governos tem a obrigação de criar políticas públicas para que isso aconteça. Ainda mais no caso dela, uma estudante de direito. Como alguém pode advogar se não reconhece o direito mais elementar, que é o direito do outro a sobrevivência? Como alguém pode advogar sem ter a menor noção sobre o papel do estado como instância protetora e provedora dos cidadãos e reguladora das relações sociais?

Tenho certeza absoluta q cada uma dessas pessoas que comungam com as "idéias" de Mayara, que ela "brilhantemente" sintetiza numa frase, essas mesmas pessoas que se sentem roubadas por que o governo usa o dinheiro dos impostos "para sustentar vagabundos", estariam sadicamente satisfeitas se o governo gastasse o triplo ou mais desse valor, para construir presídios e equipar a polícia a fim de por esse mesmo número de "vagabundos" na cadeia. Para vigiar e punir a "negrada que não conhece o seu lugar", não há dinheiro mal gasto, no entender dessa "elite" herdeira da mentalidade escravagista. Mesmo que, contraditoriamente, educar e prover seja muito mais barato em todos os sentidos.
A contabilidade dessa direita proto fascista é fantasticamente mesquinha e rasa, só se equiparando a sua capacidade de sintetizar numa única frase toda a complexidade do mundo. O que sempre nos obriga a escrever laudas e laudas para demonstrar a falácia dessas "sínteses".

Mas, o que seria uma aparente contradição, pode ter uma explicação óbvia, que de tão óbvia jamais seria admitida por Mayara e seus pares, nem nos seus mais sombrios delírios. Para exemplificar, recorrerei a um episódio ocorrido quando o PT era governo em porto Alegre. Uma área em que esta administração atuou com firmeza foi a da habitação popular. Muitos regiões da cidade com sub habitações foram reconstruídas e urbanizadas. O entorno de tais áreas, ao contrário do que era esperado, reagiu mal a tais melhorias, pois a "prefeitura deu casa de graça para vagabundos". Intui, na época, que o custo monetário de tais melhorias não era realmente o que importava. O que subjazia, não perceptível racionalmente aos críticos, era o custo simbólico dessa ação da prefeitura. Mesmo as favelas sendo uma vizinhança incômoda dentro de bairros classe média, ainda assim isso era usado como uma espécie de "medidor" social. Os moradores mais bem situados economicamente, sempre poderiam abrir suas janelas e constatar como estavam "bem de vida", pois logo alí ao lado eles podiam ver os que "estavam na pior". Isso trazia um certo conforto íntimo, por não estarem na mesma situação. Bastou a prefeitura agir sobre tais áreas e aquele "medidor" desapareceu, mostrando as "pessoas de bem" que a diferença que os separava dos favelados não era tão grande assim. Bastavam algumas melhorias aqui e ali e tudo ficava muito parecido e o que antes distingua, agora não distinguia mais. (Hoje, paradoxalmente, ao passar-se alí, essas habitações construídas por um programa habitacional de um partido progressista, estão com suas janelas tomadas por adesivos de partidos de direita.)

Para minha surpresa, durante a campanha recebi um texto de Marilena Chauí onde ela afirma:

"A classe média urbana, que está apavorada com a diminuição da desigualdade social e que apostou todas suas fichas na idéia de ascensão social e de recusa de qualquer possibilidade de cair na classe trabalhadora. Ao ver o contrário, que a classe trabalhadora ascende socialmente e que há uma distribuição efetiva de renda, se apavorou porque perdeu seu próprio diferencial. E seu medo, que era de cair na classe trabalhadora, mudou. Foram invadidos pela classe trabalhadora."

Então pode ser isso: Mayara, mesmo inconscientemente, já não se sente tão diferente, aquilo que a diferenciava da ralé agora a iguala, aquele celular que parecia exclusivo, agora qualquer "empregadinha chinelona tem". Aquele tênis exclusivo está ao alcance de muitos. A diferença q Mayara buscava no outro, claro q sempre com um saldo positivo para ela, desapareceu ou ficou difícil de encontrar. Mayara é só mais uma moça da classe média remedada que busca a todo custo manter o seu stados social em meio a uma horda de "bárbaros" que buscam ascender socialmente, disputando com ela espaços e símbolos de poder e prosperidade que antes eram exclusivos de uma minoria.

Essa incapacidade da maioria das pessoas de porem-se no lugar do outro, sempre me impressiona. E todas esquecem muito rápido o que se passou em uma ou duas gerações. Melhorando sua condição de vida, ao invés de lançarem um olhar solidário as pessoas que estão numa situação em que elas próprias estiveram há pouco tempo, discriminam e segregam. Como sou um tanto pessimista sobre a natureza humana, não me surpreenderia em nada, se esses mesmos nordestinos, ao melhorarem de vida, não passariam eles próprios a discriminarem seus conterrâneos menos afortunados.

A única maneira de evitar isso é impor (a palavra é essa mesma), um processo educativo que vá além da formação de alfabetizados funcionais, com é o caso de Mayara e sua turma. Impor um processo educativo onde a sociologia, a filosofia, a formação política e os direitos humanos sejam disciplinas obrigatórias desde as séries iniciais, a fim de garantir uma formação cidadã na acepção da palavra. Claro que sempre haverão os refratários e os recalcitrantes, nos quais ter-se-á que empurrar goela abaixo os conceitos de cidadania. Então que seja, pois se não for por outro motivo, pelo menos para que o estado possa agir com a consciência tranquila sobre esses fascistas empedernidos, já que forneceu todas as condições para que cada pessoa entenda que não pode fazer apologia da violência e do preconceito. Para que nunca possam alegar em sua defesa que o "preconceito acabou saindo fora de controle" ou que "era algo pra atingir outro foco", como disse Mayara.

Nosso presidente operário, também ele um nordestino retirante, que já garantiu com folga seu lugar na história, por tudo o que fez pelo Brasil, de certa forma esqueceu seu passado e se deixou contaminar por uma espécie de vaidade frívola, ao enterrar uma babilônia de dinheiro em projetos duvidosas como copas e olimpíadas. Lula parece preferir passar para a história como patrono desses eventos megalômanos do que como alguém que fez uma verdadeira revolução educacional e cultural no Brasil. Sim, por que não basta inaugurar escolas técnicas para formar mão de obra qualificada a fim de atender as demandas do capital. É preciso ir muito além e entender por que uma parte importante da juventude alienou-se da política, por que está disposta a atropelar os princípios civilizatórios mais elementares, a pondo de dedicar-se com tanto empenho a essa cruzada fascista desencadeada pela campanha de Serra. Ou participar, com entusiasmo, de certos "eventos" universitários, como perseguições a alunas de minissaias e "rodeios de gordas". Isso é extremamente preocupante.

Se a disputa com Serra produziu algo de útil, foi fazer emergir das profundezas da nossa sociedade ilusoriamente pacífica e que mal disfarça seu racismo, o monstro da intolerância que muitos supunham extinto. Isso só mostra o quanto precisamos andar, o quanto uma democracia formal, por si só, não dá conta de neutralizar essas forças antediluvianas que estão em permanente prontidão a espera de uma oportunidade de voltar ao poder. A disputa eleitoral deixou escancarado o quanto é necessária uma grande campanha nacional de formação cidadã, o quanto cada recurso de que dispomos deve ser aplicado no que é absolutamente necessário, a fim de criar uma barreira efetiva contra o retrocesso e o fascismo.

Talvez fosse interessante nosso presidente dar um mergulho em suas lembranças de retirante, para recordar o quanto sua vida foi difícil e de como ele precisou e conseguiu superar tais dificuldades, para tornar-se aquele que hoje comanda a maior transformação social e política do Brasil, desde que esse país se conhece como tal. Lula precisa dar esse mergulho na sua antiga vida de pobre, para recuperar aquele sentido de prioridade que a pobreza dá, onde cada centavo tem a sua destinação e mesmo assim sempre falta algum para atender todas as necessidades. E fazer com que Dilma entenda isso também, entenda o quanto é preciso investir cada precioso centavo dessa babilônia de dinheiro que ela precisará aplicar no "bolsa cidadania". Mas não para acabar com a pobreza dos nordestinos, pois isso já está sendo feito com os recursos destinados ao bolsa família, mas para debelar a pobreza de espírito das mayaras da vida, dessa classe média arrogante e desnorteada, açulada pelos capangas da mídia e os neonazistas, preza fácil que é de qualquer tucano/picareta/messiânico/carola.

Talvez isso nos saia infinitamente mais caro do que o bolsa família, consuma boa parte daquilo que vamos ganhar no pré-sal, pois o preconceito e a ignorância são infinitamente mais difíceis de erradicar do que a fome. Mas tem que ser feito. É fundamental o enfrentamento aos ignorantes, os que se pretendem letrados, essa falsa "elite" que olha com desprezo aqueles que não pertencem a classe a que ela supõe pertencer. Assim, Lula e Dilma, deixemos de lado certas "manias de grandeza" e vamos ao que é essencial, sob pena de que tudo isso que foi construído ao longo dos oito últimos anos seja transformado em pó. Se a esquerda não tem os sentidos da prioridade e da urgência, a direita os tem. Se a direita voltar ao poder, possibilidade que não é remota, ela correrá contra o tempo e num único mandato acabará com o que sobreviveu a devastação neoliberal da era FHC. Entraremos aceleradamente num processo de mexicanização. O estado brasileiro será de tal forma destruído, que não terá mais estrutura e nem recursos para impor qualquer política pública. Será um retrocesso a condição de colônia dos EUA, de uma forma nunca vista até aqui.

Assim, nós também devemos trabalhar em regime de urgência, para criar uma certeza inabalável na sociedade sobre quem realmente tem um projeto político para o Brasil. De tal forma que nunca mais precisemos passar por uma campanha eleitoral tão sórdida como essa última. Não resolver no primeiro turno uma disputa com um adversários tão desqualificados, deve nos fazer meditar profundamente. O surgimento de candidaturas diversionistas, como a de Marina Silva, e a sobrevida de Serra no segundo turno, só foi possível graças a um fator que impediu a população de reconhecer claramente qual era a proposta real para o pais e que no caso de Mayara, atingiu as raias do absurdo: a brutal falta de formação política do povo brasileiro.

Apesar de todas as realizações, o governo Lula avançou muito pouco em relação a sua capacidade de fazer a população entender a gritante diferença entre os projetos em disputa. Isso pode ser explicado pela vacilação de Lula em confrontar a mídia, que no final das contas, acabou funcionando como a viga mestra da campanha serrista. Foi dalí que partiram os golpes mais baixos, as articulações mais sórdidas, a pregação golpista descarada, muito além daquilo que já tinha emoldurado as campanhas anteriores. Se Dilma não tomar as rédeas dessa questão, ela pode fazer o melhor governo que fizer e mesmo assim será arrastada para outra disputa suja, onde as propostas e o projeto político serão escamoteados para dar lugar a toda a vilania que a mídia/braço/armado da direira puder engendrar.
A Dilma não basta fazer, ela precisa convencer as pessoas que fez, mesmo que suas realizações estejam alí, visíveis e ao alcance da mão. Num mundo midiatizado, o simulacro da realidade é mais importante que a própria realidade. O único antídoto para isso é a formação política, que permita a população desenvolver um senso crítico de tal forma que ela saiba, pelo menos, que não deve colocar nas janelas de suas casas, adesivos dos seus inimigos de classe.

De tudo o q Dilma pode deixar para o futuro, além das realizações materiais, o que contará mesmo, é fazer o povo entender o que é real e o que é obscurantismo. Isso é a garantia do nosso próprio futuro e o que nos salvará das mayaras desse país.

E quanto a Mayara...bem, agora ela sentirá o q é ser discriminada. Ficará "marcada na paleta", por ser tão voluntariosa e ir atrás de um Lacerda tardio e dizer claramente o que Serra dizia nas entrelinhas. Serra fez a campanha mais suja que esse país já viu e não teve tanta sutileza assim ao, por exemplo, responsabilizar os imigrantes pela deplorável situação do ensino em São Paulo, durante seu mandato. Mas quem responsabilizará criminalmente Serra como xenófobo ou racista? Ele está lá, bem protegido, ao lado de seus pares, da tal elite quatrocentona, perversa e parasitária, descendente dos capitães de mato que massacravam e escravizavam índios.
Já Mayara, pelos bons serviços prestados, perdeu seu emprego e está tomando um processo pelas fuças. E o pior é que nem pode esperar solidariedade do Serra, que não foi capaz de defender a própria mulher quando Dilma, num dos debates da campanha, cobrou, de Mônica Serra, a denúncia de que ela, Dilma, era "assassina de criancinha".
Mayara aprenderá, agora, que a distancia que a separa de "ralé" e bem menor do que ela imaginava.

Eugênio Neves

Atualizado em 5 de novembro de 2010 às 21h09min.

9 de outubro de 2010

Histórica vitória de @tarsogenro sobre a governadora do RS e o prefeito da capital

Agradecimento de Tarso Genro à militância 2.0, que muito fez pelo candidato da Unidade Popular pelo Riogrande no período eleitoral.

A vitória em 1º turno foi, nada mais, nada menos, do que a vitória sobre a governadora do RS e do prefeito de Porto Alegre. Derrotas escandalosas, para governos escandalosos e desastrosos. Conforme o ditado, "aqui se faz, aqui se paga"!

3 de outubro de 2010

48horasdemocracia.com.br

Acompanhe a eleição aqui!



13 de setembro de 2010

Hoje é dia de #twitarso


Nesta segunda-feira (13), a campanha Tarso13 está promovendo um #Twitarso no Twitter. O nome vem da combinação do nome do candidato com uma prática que tem se tornado comum na rede social, um twitaço, quando muitos internautas disparam uma mesma hashtag (expressão para situar o usuário sobre determinado assunto). Neste caso, a deixa é # twitarso.
A ideia de promover um twitarso partiu dos próprios internautas logo após o almoço de Tarso com tuiteiros, ocorrido no dia 1º de setembro. O evento foi tão bem sucedido que a campanha decidiu promover outras novidades para interagir com os seguidores no twitter.
A data escolhida para o twitarso não foi à toa, 13 é o numero de Tarso Genro nas eleições. A promoção começou a meia noite dessa segunda-feira e vai até às 23h59 de hoje.

7 de setembro de 2010

#DilmaFactsbyFolha: Crônica da Desmoralização de um Jornal

Por Idelber Avelar em seu blog e na Revista Fórum

Muita gente costuma dizer que o século XVIII terminou em 1789, que o século XIX terminou em 1914 e que o século XX terminou em 1991 (ou em 11/09/2001, segundo como se veja a coisa). Claro que não são afirmações a serem tomadas literalmente. São alegorias do movimento real da história.

É neste sentido, alegórico, não literal, que poderíamos dizer que no dia 05 de setembro de 2010, o jornal Folha de São Paulo morreu no Twitter. Continuará existindo, claro, enquanto suas fontes de financiamento permitirem e enquanto existirem jornalistas dispostos, ou obrigados por necessidade, a se submeter àquilo. Mas ele morreu como veículo de comunicação ao qual se possa atribuir um mínimo farrapo de credibilidade.

O mote foi a assombrosamente mentirosa manchete de ontem, que não guardava qualquer relação com a verdade, ou sequer com a própria matéria: Consumidor pagou R$ 1 bi por falha de Dilma. Quem sabe ABC sobre política, concluiu na hora: a manchete não tinha nada a ver com informação. Era algo para Serra usar em seu programa. Como o jornal morreu, não tem sentido refutá-lo com fatos. Dilma já o fez com elegância:



No meio da tarde de ontem, o Flávio Gomes, especialista em automobilismo, lançou esta, a partir de uma tuitada do @eduu27: Vamos criar o #DilmaFactsByFolha. "Dilma serviu o café de Ronaldo no dia da final da Copa de 1998" via @eduu27. Logo a Cynara Menezes, este atleticano blogueiro e outros tuiteiros começamos a elaborar possíveis manchetes para que a Folha servisse de bandeja ao programa eleitoral do Serra. Sucediam-se hilárias tuitadas como:


@flaviogomes69: Dilma a padre no Sul: "Enche os balõezinhos que dá". #DilmaFactsByFolha

@Lau_Roces A Al-Qaeda era só um grupo de árabes nerds fãs de RPG e aeromodelismo. Até conhecerem a Dilma. #DilmaFactsbyFolha

@alexcastrolll Antes de Dilma mergulhar no Mar Morto, ele não estava nem doente! #DilmaFactsByFolha

@ocachete Folha Informa: Dilma cortou a cabeça do último Highlander #DilmaFactsByFolha

@tuliovianna Dilma embebedou o Jeremias #DilmaFactsByFolha

@ludelfuego Dilma Roussef atirou o pau no gato #DilmaFactsbyFolha

@botecoterapia O fuzil chama-se AK-47 por imposição da Dilma que vetou o AK-45. #DilmaFactsByFolha

@estadodecirco Dilma para John: "Querido, deixa eu te apresentar uma amiga, esta é a Yoko..." #DilmaFactsByFolha

@drrosinha: 'Padre irlandês que agarrou maratonista brasileiro em Atenas era filiado ao PT' #DilmaFactsByFolha

@camilalpav Folha revela: Dilma seria dona do circo que separou Dumbo da mãe. #DilmaFactsByFolha

@rayssagon Dilma vendia Marlboro para bebê fumante. #DilmaFactsByFolha

@lelo13: Descoberta a identidade dá louca que gritava "Pedro, me dá meu chip": Era Dilma Rousseff #DilmaFactsByFolha

@la_simas Sociológo Demetrio Magnoli afirma que Dilma era o contato da VPR com os Panteras Negras #DilmaFactsbyFolha

@andersonscampos Repórteres da Folha apuraram junto a moradores do condomínio de Dilma que ela peida no elevador #DilmaFactsByFolha

@eduardohomem41 O Ministério da Saúde adverte: camisinhas da marca Dilma arrebentam! #dilmafactsbyfolha

@zedutra13: Exclusivo: Dilma é quem escreve as colunas do Merval. #DilmaFactsByFolha

@Katoui Folha Informática: O Twitter é Totalitário? Uma análise surpreendente dos analistas a favor do Brasil.

@jeffrodri Dilma escreveu o rascunho do AI-5. Costa e Silva deu uma amenizada. #DilmaFactsByFolha


Algumas das minhas próprias contribuições foram :

@iavelar Confirmado que Dilma é a autora das receitas médicas de Vanusa.

@iavelar Dilma disse a Bush: "em seis meses você resolve esse negócio no Iraque".

@iavelar Dilma disse ao Ronaldo: "aquela ali é mulher mesmo".

@iavelar Em Jerusalém, 1948, Dilma disse à ONU: "É só repartir isso aqui que dá tudo certo.

@iavelar Dilma disse ao Covas em 89: "chega lá em PoA e diz que torce pro Grêmio e pro Inter, os gaúchos adoram isso"

@iavelar Escavação da Folha revela: Dilma comprou vibrador com dinheiro do mensalão, seduziu Capitu e corneou Bentinho.

@iavelar Confirmado: Dilma Rousseff é culpada pela maior humilhação que a internet já impôs a um jornal

@iavelar Dilma quebrou o sigilo do catálogo telefônico. Dados podem estar em comitê petista.

Para quem não conhece o Twitter: o caractere #, quando anteposto a qualquer palavra, a transforma numa “hashtag”, ou seja, num link que te permite encontrar todas as outras mensagens com o mesmo assunto, desde que o internauta se lembre de incluir o # colado à palavra. Programas como o Tweetdeck te permitem ler ao mesmo tempo, em três colunas, as atualizações daqueles a quem tu segues, as menções a ti mesmo por qualquer pessoa e todas as tuitadas que incluem uma determinada hashtag. Eu recomendo.

Em um par de horas, as tuitadas se sucediam numa velocidade frenética, que leitor nenhum conseguia ler na totalidade, com alusões a tudo, desde o Gênesis (Dilma criou intrigas entre Abel e Caim, por exemplo) até a Copa de 50 (Dilma levantou a saia e atrapalhou o goleiro Barbosa). Sem nenhuma coordenação, de forma espontânea e anárquica, sem qualquer orientação da campanha de Dilma ou participação de sua coordenação de internet, o #DilmafactsbyFolha ia subindo nos Trending Topics (a ferramenta que mede a popularidade de um determinado tema no Twitter) até chegar ao topo dos TT brasileiros e ao segundo lugar dos TTs mundiais. O importante site What the Trend repercutiu, com matéria em inglês. No começo da noite, eu já recebia emails de amigos norte-americanos e até o telefonema de um jornal dos EUA, perguntando: What's #DilmaFactsbyFolha?

Era a Folha de São Paulo internacionalmente humilhada no Twitter.

Evidentemente, a desonestidade da Folha permite que, na edição de segunda-feira, ela tenha ignorado dezenas ou centenas de milhares de tuitadas que correram o mundo virtual e foram comentadas em redações até aqui nos EUA, mas fizesse alusão a um tuíte de Roberto Jefferson. Tanta distração só pode ser culpa da Dilma.


PS: Se, depois desta, tu ainda não te animas a fazer uma conta no Twitter, eu não sei o que te dizer. Além de usar esta caixa para comentar o que queiras, façamos também duas coisas: selecionar alguns dos tuítes favoritos dos leitores do Biscoito (é só clicar na tag e ir descendo a página) e dirimir dúvidas para quem quer se juntar ao microblog e ainda não sabe como ele funciona. Se você ainda não me segue no Twitter, é só ir lá e clicar no "follow". Estou circulando notícias da campanha com certa regularidade por lá.

Atualização: Para a seleção de tuítes citada acima, contei com o auxílio luxuoso de Alex Castro. Valeu.

5 de setembro de 2010

Frias entra numa fria com manchete fajuta sobre apagão da Dilma

Apagão cerebral na redação da Folha de São Paulo expõe a Família Frias ao ridículo

É sucesso no Twitter a hastag #DilmaFactsbyFolha. O motivo é a manchete de capa do jornalixo:


Saiba mais no Somos Andando, Cloaca News, Luis Nassif, Brizola Neto.

E ainda se queixam, quando perdem leitores!

Crie sua conta no Twitter!

2 de setembro de 2010

“Grupos virtuais são a grande novidade no processo de formação da opinião”, destaca Tarso durante almoço com tuiteiros

O almoço de Tarso Genro com os seus seguidores no Twitter, ocorrido nesta quarta-feira (01), reuniu centenas de pessoas no clube Caixeiros Viajante em Porto Alegre. O evento serviu para aproximar o candidato da Unidade Popular com os militantes ou simpatizantes virtuais. Tarso adotou o Twitter em abril deste ano e já conquistou quase 9 mil seguidores.
Além de confraternizar e interagir com os tuiteiros, Tarso apresentou o seu programa de governo e ações na área de Tecnologia da Informação e inclusão digital.

“Vocês formam a nova geração de pessoas que se agrupam no espaço virtual e são capazes de transformar a política no país. Essas inovações trazidas pelas novas tecnologias colocam a democracia em um outro patamar. E esse grupo social que representa milhares e milhares gaúchos é a grande novidade no processo de formação de opinião e de interferência no processo político democrático aqui no Estado”, ressaltou Tarso.
Propostas da Unidade Popular para inclusão digital e controle do governo:
Para a realização de um governo aberto e digital utilizaremos todas as ferramentas da Tecnologia da Informação (TI) que possibilitem o acesso democrático a todas as informações sociais e de governo priorizando as políticas da inclusão digital.
Criaremos o Programa Governo em Casa, com políticas de Governança Eletrônica, utilizando as redes sociais e das tecnologias da informação para aproximar governo e sociedade, com transparência e controle público. Garantiremos três níveis de acesso digital: 1) Informação e Controle Público. 2) Prestação de Serviços Públicos. 3) Participação, interação e fóruns de debate.
Vamos criar o Programa Inclusão Digital e Cidadania que amplie o acesso via Banda Larga em todas as regiões e implante uma rede de telecentros em todo o Estado.
Estabeleceremos uma política que combine a ampliação do acesso à tecnologia, através do Programa da Rede de Telecentros RS, a parceria com o Governo Federal no Projeto “Um Computador por Aluno”, além da criação de CRCs (Centros de Recondicionamento de Computadores), de linhas de crédito para aquisição de computadores e de parcerias com programas de inclusão digital promovidos no âmbito da sociedade civil.
Proveremos o Estado de infraestrutura tecnológica. Criaremos um Programa de Conectividade Estadual, articulado com as iniciativas do governo federal.
Criaremos Polos regionais de hardware e software, visando atender o Programa de Conectividade Estadual.
Estimularemos a implementação de Parques Tecnológicos e Incubadoras voltados para o desenvolvimento da Indústria de Software.
Ampliaremos a utilização de Softwares Livres, a utilização de programas de código aberto pode cumprir um importante papel na redução da dependência tecnológica e na diminuição dos custos das políticas de TI.
Incluiremos as Ciências da Computação no Ensino Básico.
Fortaleceremos a PROCERGS, resgataremos o papel estratégico da empresa, recuperando seu papel como instrumento de implementação de políticas de TI. A PROCERGS pode cumprir um papel essencial na elaboração de um Plano Diretor de Informática para o RS.
“Vamos criar uma vasta esfera pública virtual, em torno do governo, de controle, de indução, de critica, de observação da transparência para que essa energia não se dissolva. Para que ela continue sendo uma energia positiva sobre o governo, controlando o governo, criticando e abrindo o governo para as opiniões’, garatiu o candidato da Unidade Popular. O evento foi transmitido ao vivo pelo site www.tarso13.com.br.

Fonte: Tarso13 



A Dialógica foi a apresentadora do encontro. :-)

31 de agosto de 2010

Almoço com tuiteiros será nesta quarta-feira

Será nesta quarta-feira (01) o almoço do candidato Tarso Genro com os internautas que participaram da mobilização promovida no dia 24 de agosto pelo Twitter. A atividade inicia ao meio-dia no Clube Caixeiros Viajantes (rua Dona Laura, 646, em Porto Alegre). Centenas de pessoas retuitaram a mensagem postada às 19h51 daquela terça-feira com o convite: Quero almoçar com @tarsogenro Voto Tarso! voto @dilmabr! voto 13!
O evento será um ato de aproximação entre o candidato e a comunidade do Twitter, ferramenta que Tarso adotou em abril deste ano. Ele já conquistou 8.864 seguidores. Além de confraternizar com o tuiteiros, Tarso falará sobre o seu programa de governo e ações na área de Tecnologia da Informação e inclusão digital.
Os selecionados, conforme lista publicada abaixo a partir da identificação de usuário do Twitter, deve confirmar participação pelo e-mail almoco@tarso13.com.br e combinar a retirada e pagamento de R$ 15. O convite é indispensável para a participação no almoço. Confira a lista dos selecionados [AQUI]: #almococomtarso

11 de fevereiro de 2010

STJ e o caso Arruda

Via Twitter:

@julianacastro
O pleno acaba de acatar a ordem SIM!!! Podem repercutir, STJ acata pedido de prisão do Governador! Agora! #arrudanapapuda

@redebrasilatual Sem pressa, ministros ainda votam caso arruda

@redebrasilatual #foraarruda A prisão ainda não está decretada http://bit.ly/ctgvRy

@agenciabrasil Ministro do STJ diz que grupo de Arruda está apagando "vestígios de sua atuação criminosa" http://tinyurl.com/yg3yr27

Atualizado: 16h43min - 16h44min - 16h45min

7 de junho de 2009

JornalismoB Debates apresenta...


Desde o dia 01 de abril deste ano o Recurso Extraordinário 511961, que decidirá pela obrigatoriedade ou não de diploma de jornalista para profissionais da área, está cozinhando em banho-maria no Supremo Tribunal Federal. Ao invés de esperar que saia a fornada pronta, que tal colocar a mão nessa massa? Antes de tomar qualquer posição, é preciso buscar compreender do que estamos tratando, quais são as forças envolvidas, por que alguns optam pela moldura e outros pela caixa de fósforos.


Estaremos fazendo isso na segunda-feira, 15 de junho, na livraria-café Letras & Cia. Nessa troca de tiros e declarações de amor, além da equipe do blog Jornalismo B e de seus leitores, estarão presentes Tiago Jucá, editor manda-chuva da revista O Dilúvio, e José Maria Nunes, presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS. Coloque seu poncho e venha conosco.


Serviço:
Debate “Jornalista precisa de diploma”, com Tiago Jucá e José Maria Nunes
Dia 15 de junho, segunda-feira; às 18h30m
Livraria Letras & Cia (Osvaldo Aranha, 444 – PoA/RS)
*para vocês que estão longe e/ou não podem sair do trabalho, estaremos fazendo a já tradicional cobertura minuto-a-minuto pelo blog e pelo twitter.