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6 de dezembro de 2009

Documento da CPI para guardar


A CPI da Corrupção disponibilizou, no blog Zero Corrupção, o arquivo da apresentação sobre as Fraudes em Licitações no RS, produto de suas investigações.

É para baixá-lo AQUI e guardá-lo!

21 de novembro de 2009

O fim do mito do PMDB diferente


Por Ayrton Centeno para Brasília Confidencial

Nós, os gaúchos, temos uma predileção especial pelas mitologias. Fervilham criaturas lendárias no nosso rico folclore: salamanca, negrinho do pastoreio, mãe do ouro... Nossa própria História está impregnada pelo além do real. Basta ver a recriação mítica do tipo do gaúcho. De vagamundo, peão ou mesmo ladrão, metamorfoseou-se em ícone de bombachas. Aos fins-de-semana, mansos bancários, comerciantes ou barnabés lotam os centros de tradições, trajando-se de acordo com o figurino do herói ancestral. Este gosto pelo mitológico também espichou suas raízes para a política.

Um dos mitos mais acalentados pela gauchidade é de que, no Rio Grande do Sul, os partidos políticos são diferentes. A palavra diferente aqui oculta outro sentido, o de melhor. E o partido que mais diferente se julgava da sua seção nacional sempre foi o PMDB. Tanto que, muitas vezes, distinguia-se com o apêndice RS, para deixar claro que o assunto não se referia exatamente à sigla de Orestes Quércia, Newton Cardoso, Jáder Barbalho e outras figuras das quais a seção estadual queria distância. Era o PMDB diferente. Os artífices desta construção mental foram, claro, os peemedebistas locais com a ajuda valiosa da mídia.

Hoje, o PMDB/RS continua querendo ser diferente mas as evidências marcham no rumo oposto. A principal referência deste culto à alteridade regional é o senador Pedro Simon. Como solista do PMDB/RS é ele quem canta, mesmo que implicitamente, a diferença de José Sarney ou Renan Calheiros. Simon não cultiva apenas a distinção geográfica -- os bons e éticos aqui, os maus e corruptos lá. Além do espaço, há a dimensão do tempo. Com sua verve tradicional, evoca com frequência “o MDB velho de guerra”. Quase sempre, sua intenção é enaltecer o papel desempenhado na trincheira contra o arbítrio. Embora produzido no laboratório do regime militar -- depois da extinção das 13 siglas existentes em 1965 através do AI-2 -- para abrigar uma oposição consentida, o “MDB velho de guerra” de Simon causaria dissabores aos generais batendo-os nas urnas e ajudando a pavimentar o caminho da abertura. É uma tirada recorrente que explicita um travo de desencanto com a trajetória do atual PMDB, uma confederação de caciques regionais interessada nos seus próprios interesses.

Mas o mal-estar passa tão logo o senador adentra o território gaúcho, o que revela as insuspeitadas virtudes terapêuticas do clima sulino. Bafejado pelo vento minuano e os odores do pampa, Simon parece perceber o PMDB/RS como algo à parte, como se fosse, talvez, “o MDB velho de guerra”. Ardente crítico da corrupção que grassa – segundo seus discursos no Senado -- no resto do Brasil, tão logo põe os pés no chão riograndense o bravo parlamentar recolhe-se a um monastério imerso em piedoso silêncio quando se trata dos descaminhos da legenda no Sul. O grande problema, porém, é a fragilidade do mito no confronto com a percepção pura e simples das coisas.

A ópera não se resume à participação do PMDB/RS em um governo devastado por denúncias de corrupção como o da tucana Yeda Crusius, do qual Simon é fiador. Tampouco tem a ver com a sofreguidão da bancada peemedebista para livrar a cara da governadora tucana ante qualquer investigação no Legislativo. Nem mesmo se refere ao fato do PMDB/RS ser acionista majoritário na débâcle do Estado – empobrecido e desprestigiado politicamente – pelo fato de ter governado o Rio Grande do Sul em 10 dos últimos 14 anos. Há outros e graves senões.

O PMDB diferente tem três deputados estaduais e um deputado federal – o secretário-geral do partido Eliseu Padilha, ex-ministro dos transportes de Fernando Henrique Cardoso -- investigados nas operações Rodin e Solidária, ambas da Polícia Federal, que rastreiam o destino de R$ 340 milhões aspirados dos cofres públicos.

Nas interceptações telefônicas realizadas pela PF com autorização judicial, o PMDB diferente mostra-se igual. Talvez diferente – não para melhor mas para pior -- somente na vulgaridade e na baixeza do palavreado que algumas fitas expõem. Porém, o senador que os gaúchos tantas vezes honraram com o seu voto, aparentemente não se dá conta que sua consciência crítica também faz falta ao PMDB/RS e ao Estado que representa. O PMDB diferente do Rio Grande do Sul hoje é tão crível quanto um boitatá. Parece mesmo um fogo-fátuo com sua luz bruxuleante, ardendo na noite em cima de uma coxilha para iluminar um tempo que não existe mais.

4 de julho de 2009

Porto Alegre um dia cantou: "PMDB Nunca Mais!"

Cel. Mendes inaugura monumento ao soldado morto cabo Valdeci de Abreu Lopes - 08/08/08

Neste final de semana, lemos duas coisas importantes relacionadas a política no RS. A primeira, sobre a ação da BM contra os sem-terra, em 8 de agosto de 1990, no caso que ficou conhecido como "o conflito da Praça da Matriz", no qual um policial morreu devido a um corte no pescoço e os sem-terra, para fugir da perseguição policial, esconderam-se na Prefeitura de Porto Alegre. Um grupo de portoalegrenses dirigiu-se até o Paço Municipal, fez uma barreira humana entre a polícia e o prédio da Prefeitura e gritou "abaixo a repressão" e "PMDB nunca mais"*.
A segunda, artigo do Weissheimer para o seu blog RSurgente, do qual destacamos seus dois últimos parágrafos:
Também no mundo real, os pais políticos de Yeda Crusius (PSDB) combinam uma operação dupla, tentam desesperadamente segurar um governo que se esvai a cada dia, barrando a instalação de uma CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa. Tentam salvar os próprios dedos, também seriamente chamuscados por denúncias de corrupção. E, ao mesmo tempo, procuram esconder sua responsabilidade pelo atual estado de coisas no Rio Grande do Sul. Esses pais têm nome e sobrenome: Pedro Simon, Eliseu Padilha, Germano Rigotto e José Fogaça são alguns deles. Todos seguem sustentando o arremedo de governo instalado no Piratini, mas cuidam para não serem associados ao mesmo.

Nos últimos anos, construiu-se no Estado algo chamado de “anti-petismo”. Curiosamente, nunca se ouviu falar de um “anti-peemedebismo”. Mas qual é mesmo o legado do PMDB para o Estado do RS? Do governo Britto até hoje, com exceção dos quatros anos do governo Olívio Dutra (PT), o PMDB sempre esteve no poder. Ao contrário do que acontece cotidianamente com o PT, nunca foi cobrado publicamente por suas ações e pelo que deixou para o Estado. Qual é o balanço das privatizações, por exemplo? O Estado avançou ou retrocedeu do ponto de vista de uma agenda de desenvolvimento social? O governo Yeda Crusius representa o ápice de um processo de degeneração política e cultural de um Estado que, segundo alguns, seria o mais politizado do país. Quem é afinal, responsável, pelos constrangedores e vergonhosos dias que estamos vivendo hoje?

Que memória curta desse povo, hein? Como bem pergunta o Marco, que legado deixou o PMDB para o nosso estado? E qual o papel da mídia corporativa para esse estado de coisas no RS?

*LERRER, Débora Franco. De como a mídia fabrica e impõe uma imagem: "A degola" do PM pelos sem-terra em Porto Alegre. Rio de Janeiro: Revan, 2005, p. 55.
Imagem: Dialógico.
Atualizado em 5/7/09 - 00h51min

22 de março de 2009

O Silêncio do Çábio do RS


E aí, Senador???

NADA A DECLARAR SOBRE O SR. PADILHA?????

Leia a matéria da IstoÉ sobre o caso que o Sen. Pedro Simon [PMDB] se recusa a comentar.