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15 de dezembro de 2010

Debate: a desvinculação dos Bombeiros da BM

Do blog Buracos da Baltazar:

Ubirajara apresenta o tema desvinculação
Por proposição do vereador Adeli Sell, o coordenador-geral da Associação de Bombeiros do RS (Abergs), Ubirajara Pereira Ramos, defendeu hoje (13/12) a desvinculação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. Segundo ele, a separação trará benefícios para os bombeiros, para a BM e para a sociedade. Citou como exemplo o estado de Santa Catarina, que, após a desvinculação, melhorou de forma expressiva o serviço prestado à sociedade. "Em SC, desde 2003, quando houve a separação, o número de quartéis dos bombeiros passou de 35 para 115 em 2010. Temos de decidir se continuaremos parados no tempo ou evoluímos como os demais bombeiros do mundo."

Ubirajara disse que atualmente apenas quatro estados brasileiros ainda mantêm os bombeiros subordinados à Polícia Militar: Bahia, Paraná, São Paulo e RS. Conforme ele, Bahia e Paraná devem desvincular os serviços no próximo ano. "A Constituição Federal, em seu artigo 144, determina que as funções e bombeiros não podem se subordinar à PM." A separação resultaria em gestão específica, concurso exclusivo para bombeiros e maior integração com serviços como o Samu, afirmou Ubirajara ao ocupar a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Porto Alegre. 

Bombeiros acompanham a Trubuna Popular na CMPA

Atualmente, observou o coordenador da Abergs, o Corpo de Bombeiros sofre economicamente por estar subordinado à PM. "Nos últimos quatro anos, a BM recebeu 19 mil viaturas. Deste total, apenas nove (caminhões) foram destinados aos bombeiros." Apresentou ainda outros números que, conforme ele, poderiam ser melhorados se houvesse a separação. "Nas 496 cidades gaúchas, só 93 têm bombeiros (19% dos municípios do RS). Nos últimos 30 anos, foram construídos apenas três quartéis na Capital, que hoje possui nove unidades, sendo que duas delas estão fechadas por falta de efetivo. Na Capital, há apenas duas escadas magirus, doadas pela Alemanha na década de 70, e só uma delas funciona."
Vereador Adeli proponente da Tribuna e Ubirajara 

Fonte: Marco Aurélio Marocco/CMPA
Fotos: Elson Sempé Pedroso


Saiba mais sobre o assunto AQUI e AQUI.

15 de novembro de 2010

Ato "Diálogo na Esquina" nesta terça


O CENTRO É DO POVO!


A Rede Brasileira de Teatro de Rua (RS) convoca a todos para participar do Ato Diálogo na Esquina. Ato em repúdio ao desrespeito com os artistas, à autorização para apresentações e cobrança para utilização de espaços públicos, que pertencem à todos nós!
Com apresentações e performances teatrais, musicais e poéticas!!!

Dia 17 de Novembro, 4ª feira, à partir do meio-dia.
NA ESQUINA DEMOCRÁTICA, CENTRO.


Artigo 5º da Constituição Federal:
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;


Compareça com sua voz, com seu instrumento, com sua performance...

13 de setembro de 2010

Troca de emails compromete Yeda Crusius [PSDB]

Por Marco Aurélio Weissheimer no seu blog .

Um conjunto de email’s trocados nos dias 11 e 12 de setembro de 2008 mostra que os pedidos de levantamento de informações sigilosas de adversários políticos do atual governo estadual eram de conhecimento da gabinete da governadora Yeda Crusius (PSDB). Os endereços eletrônicos envolvidos nestas correspondências – entre eles o de Ricardo Lied, então chefe de gabinete de Yeda, hoje na coordenação da campanha – e o teor das mesmas mostram integrantes da Casa Militar do governo e do gabinete da governadora solicitando e enviando informações a respeito do ex-deputado estadual Luis Fernando Schmidt (PT), então candidato à prefeitura de Lajeado. A troca de emails, por ordem cronológica, é a seguinte:

Data: Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008, 14:02
De: Frederico Bretschneider Filho (frederico@brigadamilitar.rs.gov.br)
Para: div-inteligencia@casamilitar.rs.gov.br
Assunto: pesquisa
ex-deputado…completa
“uuu” – luis fernando schimitt (ou semelhante..schimdt..)

(*) “uuu” significa “ultra-urgente” (nota do blog)

Data: Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008, 20:27
De: div-inteligencia div-inteligencia@casamilitar.rs.gov.br
Para: Ricardo Lied
Estado do Rio Grande do Sul
Gabinete da Governadora

Data: Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008, 22:53
De: Frederico Brteschneider Filho (frederico@brigadamilitar.rs.gov.br)
Para: div-inteligencia@casamilitar.rs.gov.br
Assunto: Resposta pesquisa
Olá…
Temos resultado?

Para: quinta-feira, 11 de Setembro de 2008, 23:18
De: div-inteligencia div-inteligencia@casamilitar.rs.gov.br
Para: Bretschneider Serviços Ltda bretschneider@ibest.com.br, Frederico Bretschneider Filho Frederico@brigadmilitar.rs.gov.br, Frederico Bretschneider Filho
Assunto: Em: Luis Fernando Schmidt – dados
Dados enviados em anexo

Data: Quinta-feira, 12 de Setembro de 2008, 10:49
De: Frederico Bretschneider Filho (frederico@brigadamilitar.rs.gov.br)
Para: div-inteligencia@casamilitar.rs.gov.br
Assunto: Re: Em: LUIS FERNANDO SCHMIDT – dados
Veja se consegue a questão civel e econômica.

Data: Quinta-feira, 12 de Setembro de 2008, 14:42
De: Frederico Bretschneider Filho (frederico@brigadamilitar.rs.gov.br)
Para: div-inteligencia@casamilitar.rs.gov.br
Assunto: Re:Em:Luis Fernando Schmidt – dados
A mensagem : “Re:En:LUIS FERNANDO SCHMIDT – dados” foi lida.

Data: Quinta-feira, 12 de Setembro de 2008, 14:42
De: Frederico Bretschneider Filho (frederico@brigadamilitar.rs.gov.br)
Para: div-inteligencia@casamilitar.rs.gov.br
Assunto: Re:Em:Luis Fernando Schmidt – dados
A mensagem : “Re:En:LUIS FERNANDO SCHMIDT – dados” foi lida.

O pedido de levantamento de informações sobre “a questão civel e econômica” do ex-deputado Luis Fernando Schmidt configura violação de sigilo de informações relativas à vida pessoal e profissional do mesmo. Esse fato foi objeto de denúncia contra o então chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied, por parte do ex-ouvidor da Secretaria de Segurança, Adão Paiani.

Os personagens

César Rodrigues de Carvalho – sargento da Brigada Militar, segurança da governadora Yeda Crusius, lotado na Casa Militar, preso sob a acusação de cobrar propina de proprietários de máquinas caça-níqueis, usando carros do Palácio Piratini. O sargento também é acusado de usar o Sistema de Consultas Integradas do governo estadual para espionar adversários políticos do governo, jornalistas, policiais e obter informações sobre investigações em curso contra integrantes do governo Yeda.

Frederico Bretschneider Filho – Tenente-coronel da Brigada Militar lotado na Casa Militar do Governo Yeda Crusius. O advogado do sargento César Rodrigues de Carvalho, suspeito de acessar dados sigilosos de políticos, jornalistas e policiais, disse que buscava as informações a mando de Bretschneider.

Ricardo Lied: ex-chefe de gabinete da governadora, atualmente trabalhando na coordenação da campanha da mesma, acusado pelo ex-ouvidor de Segurança Pública do Estado, Adão Paiani, de comandar um esquema de espionagem contra a oposição desde o interior do Palácio Piratini. A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre ajuizou ação civil pública de responsabilidade por atos de improbidade administrativa contra Ricardo Lied, e dois delegados de Polícia do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico, por violação do sigilo profissional no episódio envolvendo o ex diretor-presidente do Detran, Sérgio Luiz Buchmann.

Carta Capital: “a lama se aproxima da governadora”

A edição desta semana da revista Carta Capital traz entrevista que o jornalista Lucas Azevedo fez com Adão Paiani, ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do governo do Rio Grande do Sul. Na entrevista, Paiani reafirma que existe uma estrutura criminosa instalada no aparelho de Estado, encoberta por uma “falsa repressão à contravenção, principalmente no que diz respeito a jogos e caça-níqueis”. Além disso, sustenta que a governadora Yeda Crusius “sempre teve total conhecimento” destas práticas e que a ação do sargento César Rodrigues de Carvalho era do conhecimento da governadora. O ex-ouvidor conta ainda como funcionava o esquema ilegal de coleta de informações e como ele foi instalado no governo de Yeda. A nova Carta Capital já está nas bancas.

7 de setembro de 2010

Outra de Zero Hora

Hoje, 7 de setembro de 2010, aniversário do 188º ano da Independência do Brasil, Zero Hora publica a foto abaixo:

Faltou ideia a editoria de fotografia do jornalixo, é um ato falho, ou é saudades do tempo em que o monopólio de mídia Grupo RBS apoiava a ditadura civil-militar?

A capa dá manchete à espionagem ocorrida dentro do Palácio Piratini, a partir do acesso ao Sistema Integrado de Consultas. O texto, lido na página do pasquim errebesseano, é magrinho, magrinho e destaca a declaração de inocência do oficial exonerado.

Sobre as medidas de segurança da BM, a foto de outro oficial sorridente e o destaque, de que mais 49 instituições tem acesso ao Sistema.


A velha mídia, como bem define o jornalista Rodrigo Vianna, cada vez mais, dissocia-se dos novos tempos democráticos por livre espontânea vontade, devido à sua má fé. E, ainda por cima, deixa rastros do seu flerte com o autoritarismo e com governos suspeitos, dia sim, outro também.

Banrisul/Operação Mercari, Espionagem de dentro do Palácio Piratini e uma edição de jornal vergonhosa

Em dias bonitos, ensolarados, quase primaveris, como foi a segunda-feira, dia 6 de setembro, é recomendável a leitura de lixo. Por mais chocados que fiquemos com tal leitura, a beleza do dia aplaca o mal estar gerado por notícias, fotos, enquadramentos publicados no panfleto de extrema-direita chamado Zero Hora.

Depois de um final de semana em que o público leitor teve seu direito à informação negado pela família Sirotsky, sócia majoritária do Grupo RBS, que responsável pelo impresso que é uma afronta ao termo jornalismo, a Zero Hora estampa uma foto de capa da governadora [com perdão da má palavra] Yeda Rorato Crusius [PSDB], dançando com o representante do que há mais de retrógado no RS: Carlos Sperotto, presidente da Farsul.


Não é um mimo de cena? A Operação Mercari , da Polícia Federal, na quinta-feira, dia 2 de setembro de 2010, desbarata uma quadrilha de desvio de dinheiro público no Banrisul, via contratação de publicidade e prende o superintendente de Marketing do banco, Walney Fehlberg. Na sexta-feira, dia 3 de setembro, é preso o sargento César Rodrigues de Carvalho, lotado na Casa Militar do governo, que fazia a segurança pessoal de Yeda.

Nada disso mereceu destaque nessa segunda-feira. Pelo contrário, o Grupo RBS lançou mão da campanha "vamos limpar a barra da Yeda e da BM com miminhos". E lá vem a contracapa:


E tem mais! No miolo, para quem leu o embuste errebesseano, ao invés de desdobramentos da Operação Mercari, o anúncio de ação contra a União pela diretoria do Banrisul, devido às supostas "repercussões" da ação da Polícia Federal, que teria abalado a imagem do banco. A existência de uma qaudrilha no Banrisul está dentro da normalidade do novo jeito de governar. Tivesse o Governo Yeda mais cuidado com a imagem da instituição, pessoas, como Walney Fehlberg, jamais teriam sido nomeadas para o cargo. O mal se corta pela raiz, afirma o dito popular.

A imagem da BM seria positiva, se, a mando dessa desgovernadora,   não se prestasse a bater em movimentos sociais, que se manifestam de acordo com a Constituição Federal. Muito menos permitiria que, na corporação, houvesse um quadro que se prestasse a ser espião dentro do Palácio Piratini. Uma coisa é fazer serviço de inteligência, a fim de resguardar a Consituição do país. Outra coisa é espionagem, sabe-se lá a mando de quem e a que propósitos. 

Mas, para a família Sirotsky e acionistas, a postura do candidato da Unidade Popular pelo Riogrande, Tarso Genro [PT] é a única que destoa desse maravilhoso mundo encandato, onde a princesa dança com o príncipe na frente dos súditos, na maior cara de pau, depois de dois escândalos consecutivos, que abalaram  o meu palácio.  Tarso, para estragar a festa, sempre alguém do PT, denuncia que espionar é grave .Frente a danças e sorrisos de felicidade da capa e da contracapa, é o único "mau humorado" da edição: onde já se viu quebrar a harmonia dos deuses com um tom tão pesado de suas palavras?, devem ter pensado.

Por fim, seguindo a regra do Instituto Millenium e da senhora Maria Judith Britto, não poderia faltar uma paulada na campanha da candidata Dilma Rousseff e no PT em especial. Nota de capa.

Ou seja, a suposta espionagem pela Receita Federal da conta da filha de José Serra [PSDB], factoide produzido nos instestinos da campanha tucana, para avacalhar com a Dilma e com o PT e, de quebra, com Tarso, nesse pasquim errebesseano, é mais importante que a espionagem apurada pela Procuradoria do Estado, que foi engendrada dentro do Palácio Piratini!

É bom frisar, que a decadência de impérios foram precedidas de fatos como estes estampados em Zero Hora do monopólio midiático Grupo RBS. Fiel às origens de uma empresa que nasceu e crexceu sob às bençãos do autoritarismno, a RBS continua agindo como nos tempos áureos da censuira. Só que, agora, essa censura vem de dentro da própria empresa, acompanhada, o mais grave, de manipulação grosseira dos fatos. Ou seja, além de omitir, mentem. E tentam se passar como um ente apartidário e imparcial, mesmo tendo saído de seus quadros, aquilo de que pior chegou ao poder no RS, após a era do arbítrio: Britto, Fogaça, Yeda.

Como se lê, só em dia lindo pra não se azedar frente a tanta desfaçatez publicada em forma de notícia.

E a pergunta que não quer calar: onde encontramos dados sobre o total aplicado em Zero Hora das verbas publicitárias do Banrisul?


Com informações do RSurgente e Sul21. Imagens: Zero Hora.
Revisto e atualizado em 7/9/2010 às 18h33min.

30 de agosto de 2010

Moradores do Quilombo dos Silva afirmam sofrer perseguição da polícia



A comunidade do primeiro quilombo urbano reconhecido e titulado no Brasil está se sentindo ameaçada pela polícia. Os moradores do Quilombo dos Silva, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre, dizem estar acuados dentro de seu próprio território. Eles têm medo até de sair ou chegar em casa, e denunciam que policiais militares começaram a agir com abuso de autoridade, revistando rotineiramente os jovens e adultos, constrangendo as crianças que brincam na praça em frente ao quilombo, o que culminou com a detenção e espancamento de um quilombola dentro de sua própria residência.

Na última quarta-feira, 25 de agosto, Lorivaldino da Silva passeava com o neto em frente à entrada do quilombo quando foi abordado por policiais militares. Paulo Ricardo Dutra Pacheco, seu cunhado, interveio pedindo respeito aos quilombolas. A partir daí, foi perseguido e agredido pelos soldados. O Capitão Zaniol, do 11° Batalhão da Polícia Militar, explica que Paulo desacatou e desobedeceu à autoridade, além de resistir à prisão, o que justificou tê-lo perseguido até dentro de sua casa, de onde foi algemado e retirado à força na frente da mulher e dos filhos. Mas ele também foi espancado pelos policiais. Exames de corpo de delito foram realizados no Instituto Médico Legal.

Negros e pobres, vivendo num bairro predominantemente de brancos e ricos, os quilombolas se dizem cansados de sofrer com as batidas policiais e denunciam a Brigada Militar por racismo institucional. O Capitão Zaniol nega as acusações de preconceito e afirma que não há intensificação do patrulhamento na área. Mas segundo os moradores, a agressão sofrida por Paulo seria só mais um entre muitos casos de discriminação e perseguição da polícia aos integrantes do Quilombo dos Silva, uma comunidade que é um marco histórico na luta do movimento negro nacional e referência na defesa dos direitos quilombolas.

O caso foi denunciado ao Ministério Público Estadual, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e ao Comitê de Combate à Tortura. Duas ocorrências policiais foram registradas sob os números 6552 e 6554 de 2010, na 8ª Delegacia de Polícia, pedindo providências contra possíveis arbitrariedades e violência por parte dos policiais. Um Termo Circunstanciado de número 2674402 foi feito no 11° BPM. Mas os quilombolas temem represálias, pois relatam estarem sendo ameaçados pelos soldados da Brigada Militar.

Lorivaldino da Silva: “(nos trataram) a cacetadas, a empurrão. As crianças todas gritando, apavoradas. E os brigadianos com as armas na mão, engatilhadas. Estou com medo de sair na rua. Estou ameaçado.”



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Com tantos problemas de segurança em Porto Alegre, estranho esse interesse da BM pelo Quilombo dos Silva...

13 de junho de 2010

ANATEL fecha Rádio Comunitária Outorgada

ABRAÇO RS: Hoje, no dia 10 de junho de 2010, ocorreu o mais arbitrário fato até então vivenciado na radiodifusão comunitária do Brasil. A Anatel fechou, bem como apreendeu os equipamentos da Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, sendo que esta estava funcionando e forma legalizada, com outorga concedida pelo estado brasileiro inclusive pelo congresso nacional.
Os técnicos, sob a argumentação de que a rádio estaria fora das especificações técnicas, apreenderam com o auxílio de força policial os equipamentos que possibilitam que á rádio permaneça no ar. Quando na verdade o máximo que poderiam fazer, antes de que fosse comprovada qualquer irregularidade, seria lacrar os equipamentos.
O encerramento das transmissões de uma emissora de radiodifusão habilitada e com concessão pública por força da ação de técnicos da ANATEL jamais foi registrada e mesmo o fechamento de uma rádio pública é algo sem precedentes na história do país.
Ainda a atuação da Brigada Militar, que ciente de estar cometendo uma irregularidade, acompanhou e garantiu, mesmo não tendo atribuição para isso, a retirada dos equipamentos e sua apreensão.
Impressiona também o envolvimento na construção desta ação da Brigada Militar, que acompanhou os agentes mesmo antes da fiscalização.
No momento, dirigentes da Rádio Comunitária estão na sede da Polícia Federal em Santa Cruz do Sul, para onde foram levados os equipamentos e o representante da Rádio como preso.
A ABRAÇO repudia veementemente mais esta ação dos agentes da ANTAEL e em particular por se tratar do fato mais grave corrido até hoje, atentando à concessão pública da qual é detentora a Rádio comunitária de Santa Cruz do Sul, a trágica história de construção das rádios comunitárias no Brasil tem neste momento a mais vexatória de todas as torturas vividas até então, o ilegal fechamento de uma emissora pública em pleno exercício de sua função, com a garantia da lei e do estado brasileiro.


Imagens: Abraço RS

13 de fevereiro de 2010

O espetáculo deprimente da BM em tempos de PSDB no RS

Do blog Tomando na Cuia, imagem de Marcio Schenatto [divulgação]:

A política de repressão do govenro Yeda abriu seus trabalhos em 2010. Segundo informações, dois dirigentes e um funcionário do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul foram presos hoje (12) pela Brigada Militar durante a manifestação de trabalhadores da Randon Implementos. Também foram presos o vereador Assis Melo do PCdoB, o dirigente sindical Nercildes do Carmo e o funcionário Sálvio Fontes.

Segundo Assis, a manifestação é pacífica e visa melhorar distribuição do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Os funcionários alegam que essa unidade da empresa recebeu um valor menor se comparado a que os trabalhadores das outras empresas do grupo receberam.

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A bem da verdade, a atuação deprimente da BM iniciou em 1º de janeiro de 2003, quando o Secretário Estadual da Justiça José Otávio Germano [PP], nomeado por Germano Rigotto [PMDB-PRBS] veio com o discurso balela de "aumentar a estima" da polícia, supostamente abalada pela atuação correta do seu antecessor no cargo, José Paulo Bisol [PSB], nomeado pelo Governador Olívio Dutra [PT], o político riograndense que ainda terá seu lugar reconhecido e valorizado abaixo do rio Mampituba.

7 de outubro de 2009

MST: tensão em Sarandi

Recebemos mensagem de integrante do Coletivo Catarse:

O Coletivo Catarse esteve em Sarandi para registrar o abuso de autoridade da juíza daquela comarca que exige a retirada das famílias das margens da BR 386. A medida não indica local para levar estas famílias, apenas indica que devam ser expulsas da sua comarca.

Por favor ajudem a divulgar pois o prazo para retirada das famílias esgotou-se dia 05 de outubro e a Brigada pode ser acionada mais uma vez para resolver as questões agrárias do RS.

Abaixo, o vídeo produzido pela Catarse da série "Quem Matou Elton Brum?":


Atualizado em 08/10/2009 às 0h18min.

4 de setembro de 2009

Faltam policiais em Boqueirão do Leão...




...enquanto sobram em manifestação popular: Ato "Fora Yeda",04/09/2009.

Sobre esse estado de coisas, leiam o RSurgente AQUI e AQUI.

Fotos: Dialógico

28 de agosto de 2009

A TRAGÉDIA ANUNCIADA E A URGÊNCIA DE UMA JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO

Escreve Rodrigo Lentz:

A execução de um sem-terra durante o cumprimento de um mandado judicial evidencia que nossas piores máculas do passado ainda vivem no presente. Manifestam-se na pele dos atores estatais envolvidos numa tragédia anunciada: Judiciário, Ministério Público, Governo do Estado e Brigada Militar. O juízo minimamente razoável sobre a atuação desses nos levará à conclusão que, apesar do pretenso Estado Democrático de Direito em vigor, apenas poucos logram garantir seus direitos fundamentais às custas do sangue da maioria, contando com a conivência e atuação ativa ou omissa do Estado.

Ao deferir a reintegração de posse aos proprietários da Fazenda Southal, o magistrado de São Gabriel fundamentou sua decisão na defesa do bem jurídico da propriedade privada – que possui como cláusula pétrea o exercício de sua função social para existir. Entretanto, o fez mediante sacrifício de outro bem jurídico fundamental das famílias dos sem-terra: a terra, por relação umbilical somada à todos os outros direitos fundamentais previstos na Carta Política de 1988.

Posto isto, salta a questão: Por que o juízo não ponderou estes dois bens jurídicos? O direito à propriedade da família Southal é superior ao bem jurídico das famílias dos sem-terra? Não poderia condicionar um direito à garantia (pelo Estado) de outro, mesmo que liminarmente? Caso a leitura fosse outra, se notaria que em nome do direito à propriedade da família Southal (com razoável condição financeira) o magistrado negou o mesmo direito fundamental às famílias sem-terra (miseráveis). Daí o absurdo da decisão e a evidente escolha política de classe – não partidária – do magistrado.

Da mesma forma, ainda que se opte pela reintegração, a execução do mandado judicial escorrega na mesma lama. Novamente, o uso da força determinado pelo juízo – até as últimas consequências - para cumprir a defesa do bem jurídico da propriedade privada (que no caso em apreço é questionada) colide com outros bens jurídicos como a integridade física, moral, a resistência e, cabalmente, o maior de todos: a vida. A tragédia, às claras, era anunciada.

Outro fator é evidente. O Estado do Rio Grande do Sul foi o único do país a não aderir aos acordos de procedimento para o uso da força nas reintegrações de posse que envolvam conflitos fundiários (há décadas campo de duros embates). Uma das normas é exatamente o desuso de armas letais pelos policiais militares. Resultado: a morte de um sem-terra pela Brigada Militar. A não adesão à essas normas, mesmo cientes do grande risco do crime ocorrer, alcança à governadora e ao Comando-Geral da Brigada Militar a latente conduta de negligência e imperícia como seus cartões de visitas. Por que não aderir ao manual de procedimentos? Qual sua motivação? Como justificá-la? A resposta pode ser encontrada na pública e ferrenha discordância da governadora em relação ao MST.

Na mesma quadra, a Brigada Militar ostenta, na galeria de seus inimigos, os movimentos campesinos. Mais uma vez grita a clara incompatibilidade de uma Polícia Militar e o Estado Democrático de Direito. A forma como a polícia agiu – e continuará agindo – é digna de sua formação: militar, autoritária, que não sabe conviver democraticamente com o conflito, as disputas políticas que são a essência de um Estado Democrático. Como sustentar que uma instituição militar e de orientação ideológica autoritária irá agir respeitando as liberdades democráticas?

Estamos colocando um deficiente visual para conduzir um ônibus lotado de crianças. Mais uma vez: a tragédia era e continua sendo anunciada.

O inaceitável âmago militar da Polícia gaúcha recebe vultosidade quando comparada às Polícias de Alagoas e Sergipe - em processo de desmilitarização, ainda que apenas fática. As reintegrações de posse são cumpridas de forma pacífica, negociada. As pessoas afetadas pelo cumprimento do mandado judicial são reconhecidas pela polícia como portadoras de direitos em busca da efetivação dos mesmos e não como criminosos. O resultado foi manifesto: em apenas duas ocasiões – dentre mais de 500 – o uso da força foi colocado em prática. Sem feridos. Muito diferente da Polícia Militar Gaúcha, para quem notoriamente os sem-terra são criminosos. Esta postura só poderia ter o resultado que, hipocritamente, foi lamentado.

A mídia do Estado contribui para a construção de um imaginário coletivo que justifica a Polícia que temos. Em enquete promovida por um programa televisivo – de maior audiência no estado e de conhecida oposição ao MST– 80% dos participantes apoiou a ação da BM, ou seja, absolvem homicídios estatais em desocupações de sem-terra. São contra os valores que estão dispostos na constituição de seu próprio país.

E por fim, o Ministério Público Estadual – presente na desocupação – classificou a atuação da Brigada militar como “extremamente profissional”. Diante dos fatos e dos erros reconhecidamente ocorridos (inclusive pela própria Brigada Militar), o parecer ministerial é revoltante. Traz a indignação saltar pelas veias de qualquer jurista minimamente comprometido com os princípios republicanos e soa como deboche à dor dos familiares da vítima e do movimento.

Os argumentos expostos nos permitem ter, no mínimo, duas conclusões. A imprudência, omissão e negligência dos atores estatais – juiz, governadora e Comando da Brigada Militar - são clarividentes e confirmadas pelo seu resultado. Assim, o homicídio de um sem-terra não foi comum. Estamos diante de um crime contra o Estado Democrático de Direito. O manifesto uso da função e agentes públicos para fins privados e antidemocráticos: combater grupo político de posição ideológica radicalmente diversa mediante a violência estatal – inclusive física e letal – de forma cruel – vale lembra que várias mulheres e crianças saíram feridas por mordidas de cachorros usados na ação pela Brigada Militar.

A segunda é em resposta à primeira: a urgência da Justiça de Transição no país. Um de seus pontos é justamente a transformação das instituições estatais de matriz autoritária em democráticas. Ao perceber a conduta do poder Judiciário, do Executivo e do Ministério Público observa-se que a democracia e o reconhecimento de que todos os cidadãos são portadores de direitos e dignidade – mesmo aqueles com opiniões diferentes ou que cometem qualquer crime – continua por ser feita e distante de lograr êxito.

No caso específico de São Gabriel, não será pelo simples afastamento de um oficial e acusação ao executor do crime. Passa pela responsabilização destes agentes públicos como atores – de forma ativa ou passiva - de crimes de responsabilidade e de lesa-humanidade previstos no ordenamento jurídico brasileiro1. Além da urgente desmilitarização da polícia e na democratização da própria instituição do Judiciário.

Pelo exposto, oferece-se denúncia pública ao Ministério Público Federal e à toda comunidade internacional contra os agentes públicos envolvidos: Juiz Estadual, Promotoria de São Gabriel, Comando da Brigada Militar e governadora do Estado do Rio Grande do Sul. O Estado – embora devendo ser provocado e cobrado – não fará justiça. Mas será a luta incessante por igualdade e dignidade para todos – da qual Eltom Brum da Silva e o MST são exemplares – que dará sobrevida à própria humanidade.

Rodrigo Lentz.
www.caedunisinos.wordpress.com
www.ecosol.org
www.principioativo.blogspot.com

[1] Refere-se à Lei 1.079/50:

Art. 74. Constituem crimes de responsabilidade dos governadores dos Estados ou dos seus Secretários, quando por eles praticados, os atos definidos como crimes nesta lei.

Art. 7º São crimes de responsabilidade contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais:

9 - violar patentemente qualquer direito ou garantia individual constante do art. 141 e bem assim os direitos sociais assegurados no artigo 157 da Constituição;

Art. 9º São crimes de responsabilidade contra a probidade na administração:

3 - não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição;


Arte: Hupper

26 de agosto de 2009

Mais uma grave denúncia contra a BM

Um dia após o assassinato do sem terra Elton Brum da Silva, provavelmente por um oficial da BM, a corporação agiu com discriminação racial e violência.
Leiam a grave denúncia de Adailton B. G. Ferreira [Zapata] sobre a agressão sofrida, junto com a Secretária Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Leopoldo, Sra. Márcia Fernandes. Tal denúncia se soma aos acontecimentos de São Gabriel e de Canoas.
Realmente, a BM perdeu o rumo na administração tucana de Yeda Rorato Crusius!

À luz do Farol: Liderenças do Movimento Negro Gaúcho são agredidos pela BM em São Leopoldo – RS

Entre o final do século XIX e início do século XX o estudioso Nina Rodrigues forneceu as bases ideológicas, no campo da Medicina Legal ou Criminal e da Antropometria, orientadoras do tratamento cruel dispensados aos africanos e seus descendentes pelas instituições jurídicas e de repressão e controle social ou de classe, promovendo dessa forma a continuidade dos maus-tratos e perseguições do período escravocrata. Segundo Nina Rodrigues, é fato a inata inferioridade cultural e moral dos negros brasileiros, bem como a degenerescência e tendência ao crime dos negros e mestiços, então, em '1894 publicou um ensaio no qual defendeu a tese de que deveriam existir códigos penais diferentes para raças diferentes', entendia que os negros e mestiços de africanos 'se constituíam na causa da inferioridade do Brasil'. (para mais informações consulte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_Rodrigues).

Embora, aparentemente, a estruturação jurídica brasileira não tenha instituído códigos penais diferenciados como propôs Rodrigues, na prática diária do fluxo da vida cotidiana 'a lei aqui é outra', fala mais alto o dragão do ódio, da inveja, do mêdo e da hipocrisia institucional, todo mundo sabe (embora alguns bastardos não queiram admitir) que no Brasil a (in)justiça e a violência da repressão pesa sobretudo sobre os negros e as classes empobrecidas, claramente, no Rio Grande do Sul NÃO é diferente, relatarei mais um caso nojento de racismo e injúria da Brigada Militar gaúcha e como não pretendo fazer aqui tão somente um texto-denúncia nem muito menos um texto-espetáculo segue um escrito analítico e propositivo, pois atinge no peito de alguns problemas renitentes da violência vivida nesse país e sugere mais atenção no recorte racial do atual Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania do Governo Federal – Pronasci.

No último sábado, dia 22 de agosto do ano em curso, saímos para fazer um reconhecimento de campo nos bairros da cidade de São Leopoldo lugares onde o projeto Farol – Oportunidades em Ação pretende atuar no município, esse projeto é produto de convênio entre a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR da Presidência da República com o Ministério da Justiça no âmbito do Pronasci e objetiva desenvolver Ações Afirmativas acesso à bens sociais e coletivos – educação e trabalho – e contribuir para reduzir a violência e degradação sofrida pela juventude negra brasileira, com o intuito então de qualificar a elaboração do projeto da cidade, a equipe formada pela secretária de promoção da igualdade racial, a senhora Márcia Fernandes, decidiu visitar a área de intervenção para conversar com os/as jovens, terreiras de matriz africana, associações comunitárias, grupos de religiosos jovens, líderes e etc, em fim, saber um pouco das demandas e apresentar o espaço para os técnicos envolvidos na elaboração da proposta quando fomos AGREDIDOS pela Brigada Militar - BM em diligência no local, o bairro Vicentina e arredores.

Dentro do carro estava a equipe, a própria secretária Márcia Fernandes no volante, no carona Carlos Eduardo Ferreira (Du) (convidado para nos acompanhar por ser morador do bairro, jovem negro atuante no Primeiro Encontro da Juventude Negra Gaúcha – Enjune RS em 2007, funcionário da prefeitura na Secretaria do Orçamento Participativo e mobilizador cultural e político em sua comunidade); Tiago Maia (Jovem negro, estagiário da Diretoria de Promoção da Igualdade Racial – Dimppir do município e ativista da cultura Hip Hop, acadêmico de Geografia da Universidade Luterana do Brasil/ULBRA); Emir Silva (Produtor Cultural e Técnico de Projetos convidado, expert em políticas para o povo negro e Coordenador Estadual do Movimento Negro Unificado – MNU) e, por último, Eu mesmo, essa pessoa que vos escreve (Pesquisador e Técnico de Projetos convidado, expert em políticas para o povo negro e políticas de identidades, articulador do Encontro Nacional de Juventude Negra – Enjune e Coordenador do Primeiro Encontro Estadual de Juventude Negra – Enjune RS, membro do Forum de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Vale a pena salientar que a elaboração desse projeto vêm se dando em regime de trocas e qualificação com os outros municípios no âmbito do Forum de Gestores em Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Vale do Rio dos Sinos e Região Metropolitana de Porto Alegre, quando colaborei na definição de diretrizes por pedido e indicação de articuladores da organização da juventude negra gaúcha.

Indo ao sinistro, então, estávamos dentro do veículo saindo da vila e em direção a avenida João Correa e o carro da BM 6893 de placa JBM 2831 com quatro policiais de operações 'especiais' logo após passar por nós na vila voltou e nos seguiu até a avenida mandou parar o carro apontou as armas para a gente e, aos gritos, ordenou que os homens ficassem no fundo do carro com as mãos na cabeça, tentamos informar quem somos e o que fazíamos ali e os gritos dos policiais aumentavam para que ficássemos de pé e com as mãos na cabeça, os policiais falavam que erámos supeitos naquele bairro, a secretária Márcia Fernandes tentou explicar e se apresentar e mesmo depois de mostrar documento que comprova seu lugar de secretária de governo municipal teve sua bolsa toda revistada e ao seu carro de cima abaixo, com tanta agressão assim nós mostramos nossa indignação alertando para os policiais que aquilo que estavam fazendo era um ato de discriminação, preconceito pelo fato de sermos todos negros em um carro novo, aí a truculência, o despreparo e o racismo da brigada mostrou ainda mais sua face leviatã, a população da comunidade encheu a rua para assistir aos atos de humilhação dos policiais com a equipe, primeiro durante a revista com os homens, o jovem Carlos Eduardo tentou falar que estávamos em serviço para produção de projeto da prefeitura e mais uma vez não teve eco, então eu falei que isso era por puro preconceito e um policial abusou por demais de sua suposta autoridade se colando frente a minha face e disse que eu falava isso porque estava maconhando e me chamando de drogado, falei que procuraria meus direitos, logo após o Emir Silva reclama dos abusos e os policiais com topete arrogantes indo embora para o carro ao ouvirem Emir dizer que são racistas, o mesmo policial que incidiu na minha face sai do carro, ad baculum, vai pra frente do Emir com tom de ameaça, perguntando o que Emir queria, o meu colega de equipe pergunta então se ele iria bater nele e reafirma que o ato era racista sim, enquanto isso os outros policiais saem também do carro com armas em mãos como se fossem usa-lás a qualquer momento!!

Foram feitas imagens e ainda essa semana estaremos diponibilizando-as para o público!!

Os moradores ficaram assistindo ao evento grotesco estarrecidos e logo após a saída da BM (que pode ser entendida como batalhão da morte!!) passaram a manifestar apoio a nós em caso de ação judicial e a relatarem as ações truculentas dessa instituição no local, coisas que todos sabemos mas não podemos falar!!

Bom, ou melhor, mau, isso foi o fato em acontecendo, vamos agora para as imagens que motivaram essa agressão da BM: primeiro, era um carro novo (um Renault/Clio RL 1.0 de cor branca) com cinco negros dentro, três adultos e dois jovens, passando por um bairro da periferia, quem dúvida que para a 'cabeça' dos policiais só poderia se tratar de chefes ou traficantes? Isso a crer que os policiais não conhecem os sujeitos no campo que atuam e circulam; segundo, uma mulher negra não tem como ser concebida como uma gestora de governo, isso com certeza não faz parte do imaginário da instituição policial, afinal, não adiantou nada a Márcia Fernandes se apresentar, era apenas mais uma mulher negra, para o bem da verdade, tida como mulher do chefão, 'do dono da boca' 'o patrão', só para usarmos termos êmicos, nesse caminho violento, certamente eu e os outros dois jovens éramos traficantes de baixo escalão sendo os mais jovens, o policial (des) preparado (qualificado, instruído e formado pela agência do governo do estado) disse que meus olhos estavam pequenos por que tinha fumado maconha que eu sou um drogado, esse é o ambiente único para cinco pessoas negras dentro de um carro em uma vila de pessoas humildes das classes empobrecidas, estar fora de cogitação a possibilidade de sermos uma equipe de profissionais em trabalho, em trabalho para aquela comunidade, prestando serviço para projetos do município e, justamente e por ironia trágica, atuando na redução à violência perpetrada contra a juventude negra local, no combate ao racismo portanto, fomos vítimas in loco daquilo que buscávamos sanar. O dragão uma vez mais mostrou a dor da sua face, quanto tempo mais?

O inquérito estar aberto, estamos em busca dos nossos direitos, afinal, isso aqui é um Estado-de-Direito e ninguém pode ser culpado antes que o prove (isso na poética do direito, como disse!) , porém, o que exatamente na equipe nos torna suspeitos para sofremos abordagens e tamanha agressão e desrespeitos além do fato de sermos todos negros? Quero dizer, além do fato de carregarmos a marca de Cam, a cor púrpura de nossas peles? Qual são os elementos, nas 'cabeças' dos policiais, que produzem a suspeição da inocência antes que prove o contraditório jurídico?

Será que cinco brancos (alemães ou outros da mesma raça/cor) em um carro Renault/Clio 1..0 seria tomados como grupo suspeito ou como uma equipe bem vestida de profissionais sérios e experientes do quadro e em parceria de governo?

Me permitam afirmar categoricamente que NÃO, cinco 'alemães'/brancos em um Renault/Clio 1.0 não seria tomado nas 'cabeças' dos policiais da BM como uma equipe ou grupo suspeito, muito menos em uma cidade de maioria descendentes de europeus, a velha questão é que nessa cidade também há povo negro de origem africana e isso muito antes da chegada dos alemães, não ao azar há uma instituição no governo municipal para promover políticas específicas para o povo negro local e para combater a cultura arraigada do racismo nas relações sociais da cidade.

Para finalizar proativamente, o que esse evento nos informa e nos reafirma é a urgência de investimento para erradicar das instituições de justiça e de segurança pública o dado inconteste do racismo institucional que vêm grassando a vida do povo negro desse país, ou seja, pelo jeito e pela forma Nina Rodrigues continua 'bem vivo' entre nós ou então sua 'alma' (esse egun) fez casa nas corporações policiais brasileiras, dados de homicídios sobre os homens negros e a cor dos presídios brasileiros sustentam sem embargo essa assertiva, isso nos mostra, só pra repetir, a urgência no âmbito do Pronasci de um Programa de Combate ao Racismo Institucional no campo do judiciário e da segurança pública, isso com urgência se desejamos por fim a tantas mortes de jovens negros e tantas humilhações sofridas por nós, povo afrobrasileiro, afrogaúcho, afroleopoldense ...

Como podemos perceber, não resolve apenas tentando ressocializar jovens negros na educação nem muito menos assegurando-lhes lugar no mercado de trabalho, precisamos de um programa que eduque as instituições que se sentem no direito de matar e humilhar esses jovens, se fosse assim a equipe com as qualificações supracitadas não passaria por essa humilhação, os policiais não perguntam se são trabalhadores, são culpados antes que provem o contrário, a conhecida 'bala perdida' também não pergunta nada, ela mata apenas e apenas se acha em corpos de peles cor púrpura, almas e corpos de jovens negros descendentes de africanos que carregam a marca de Cam, assim, os parcos 3,3 milhões disponibilizados pelo projeto Farol – Oportunidades em Ação da Seppir/Pronasci não faz jus a uma juventude que figura na metade populacional desse país, também não honra o tamanho da dor expressa nessa gente, nesses corpos cansados de cinco séculos de violências nem corresponde aos índices de homicídios onde o jovem negro é campeão absoluto, recordista imbatível. Enquanto se gasta bilhões para 'modernizar' os aparelhos de repressão a juventude negra que é a vítima número um da truculência e do descaso vai ter que se contentar com um pequeno 'cala-a-boca' ou se não com a bala da BM de Yeda Crusius (Cruz Credo!!), vide o recente assassinato de um militante negro do MST gaúcho levado a cabo pela BM que a mando do governo tem promovido um ambiente de terrorismo no estado.

Aqui exorcizo minha raiva dessa realidade, pretendo enterrar Nina de uma vez por todas, chega de tanta dor, humilhações e perseguições a um povo que lutou muito para construir esse quiprocó civilizatório que chamamos de Brasil, é preciso mais seriedade no combate a violência, sei que corpos mortos não votam, mas os corpos a morrer sim, ainda podem votar, é imperioso mais atenção com a segurança pública não com os aparelhos de repressão, é necessário de fato promover a vida e não a morte, mais atenção no recorte de raça nessa suposta nova propaganda de nova política de nova segurança pública no país, assim, para que então garantir educação e trabalho para a juventude negra se ainda assim ele e ela vai morrer nas mãos de policiais como aqueles que nos agrediram na cidade tida 'como o berço da colonização alemã no estado'? Para que nos qualificarmos se ainda continuaremos sendo 'bichos' em alvo de uma caçada virulenta das corporações policiais? Para que então tanta formação em cidadania para os jovens negros se mesmo assim continuaremos carregando a marca de Cam?

Muita atenção meu povo, o barco segue seu rumo!!

21 de agosto de 2009

Imagem:
http://www.mp.rs.gov.br/atuacaomp/noticias/id10654.htm

NOTA PÚBLICA DO MST



NOTA PÚBLICA SOBRE O

ASSASSINATO DE ELTON BRUM PELA BRIGADA MILITAR

DO RIO GRANDE DO SUL

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público, manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

  1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.

  1. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

  1. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.

  1. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.

  1. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.

  1. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

  1. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.

  1. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!

Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

Imagem: Alma da Geral

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E a chinelagem da Yeda "conseguiu" igualar-se ao chinelo antecessor Rigotto: a BM matou um trabalhador!

16 de agosto de 2009

São Gabriel, RS

São Gabriel, RS, agosto de 2009.

Depois de serem despejados violentamente da prefeitura municipal pela Brigada Militar, com 26 pessoas feridas, quando policiais militares usaram, inclusive, o choque elétrico para torturar, integrantes do MST ocupam área anexa a assentamento para pressionar governos federal, estadual e municipal a atenderem suas demandas.

A ocupação da prefeitura foi uma tentativa de denunciar o descaso com as famílias assentadas no município e reivindicar direitos. Até agosto, 400 crianças permanecem sem escola e outras três morreram por falta de atendimento médico.

Assista no link abaixo um vídeo com depoimentos de assentados sobre a situação em São Gabriel e imagens do acampamento no sábado, 15 de agosto:


17 de julho de 2009

Repressão que a mídia "não vê"

O que dizer, quando uma governadora não se dá ao respeito? Isso são modos: mostrar "cartazes" e, ainda por cima, acusar de torturadoras e torturadores professoras e professores? E o direito constitucional de manifestação, onde se encaixa?
Mulher baixo-nível, chinelagem! E a polícia sempre desempenhando o seu papel de aparelho repressor do Estado.
Tais cenas me lembram muito o surgimento do nazismo e a ascensão de Hitler na Alemanha. A "fascistização" da sociedade gaúcha se reflete no "silêncio dos bons"*.

Fotos: Roberto Vinícius/Ag. Free Lancer/Agência Estado

*“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” (Martin Luther King).
Atualizado 1h47min.

4 de julho de 2009

Porto Alegre um dia cantou: "PMDB Nunca Mais!"

Cel. Mendes inaugura monumento ao soldado morto cabo Valdeci de Abreu Lopes - 08/08/08

Neste final de semana, lemos duas coisas importantes relacionadas a política no RS. A primeira, sobre a ação da BM contra os sem-terra, em 8 de agosto de 1990, no caso que ficou conhecido como "o conflito da Praça da Matriz", no qual um policial morreu devido a um corte no pescoço e os sem-terra, para fugir da perseguição policial, esconderam-se na Prefeitura de Porto Alegre. Um grupo de portoalegrenses dirigiu-se até o Paço Municipal, fez uma barreira humana entre a polícia e o prédio da Prefeitura e gritou "abaixo a repressão" e "PMDB nunca mais"*.
A segunda, artigo do Weissheimer para o seu blog RSurgente, do qual destacamos seus dois últimos parágrafos:
Também no mundo real, os pais políticos de Yeda Crusius (PSDB) combinam uma operação dupla, tentam desesperadamente segurar um governo que se esvai a cada dia, barrando a instalação de uma CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa. Tentam salvar os próprios dedos, também seriamente chamuscados por denúncias de corrupção. E, ao mesmo tempo, procuram esconder sua responsabilidade pelo atual estado de coisas no Rio Grande do Sul. Esses pais têm nome e sobrenome: Pedro Simon, Eliseu Padilha, Germano Rigotto e José Fogaça são alguns deles. Todos seguem sustentando o arremedo de governo instalado no Piratini, mas cuidam para não serem associados ao mesmo.

Nos últimos anos, construiu-se no Estado algo chamado de “anti-petismo”. Curiosamente, nunca se ouviu falar de um “anti-peemedebismo”. Mas qual é mesmo o legado do PMDB para o Estado do RS? Do governo Britto até hoje, com exceção dos quatros anos do governo Olívio Dutra (PT), o PMDB sempre esteve no poder. Ao contrário do que acontece cotidianamente com o PT, nunca foi cobrado publicamente por suas ações e pelo que deixou para o Estado. Qual é o balanço das privatizações, por exemplo? O Estado avançou ou retrocedeu do ponto de vista de uma agenda de desenvolvimento social? O governo Yeda Crusius representa o ápice de um processo de degeneração política e cultural de um Estado que, segundo alguns, seria o mais politizado do país. Quem é afinal, responsável, pelos constrangedores e vergonhosos dias que estamos vivendo hoje?

Que memória curta desse povo, hein? Como bem pergunta o Marco, que legado deixou o PMDB para o nosso estado? E qual o papel da mídia corporativa para esse estado de coisas no RS?

*LERRER, Débora Franco. De como a mídia fabrica e impõe uma imagem: "A degola" do PM pelos sem-terra em Porto Alegre. Rio de Janeiro: Revan, 2005, p. 55.
Imagem: Dialógico.
Atualizado em 5/7/09 - 00h51min

3 de julho de 2009

Futebol

Bancando os saudosistas, lembrando as antigas histórias de futebol contadas pelo nosso pai, sempre carregadas de muitas risadas, tanto as do Brasil, como as da Argentina, preocupa-nos o que se tornou o futebol: trampolim para cargos eletivos e enriquecimento para empresários e dirigentes. Além disso, de jogo viril, transmutou-se para violência dentro e fora dos estádios.
Hoje, recebemos uma ligação para denunciar algo inusitado: sócios do Grêmio foram impedidos de entrar no estádio, pois os portões foram fechados às 21 horas. Não sabemos, ainda, se tal decisão havia sido comunicada à torcida antecipadamente e algumas pessoas foram surpreendidas por tal circunstância. O inusitado não está aí: além de não entrarem no estádio, torcedores e torcedoras apanharam da polícia! Ficaram de fora, não conseguiram assistir ao jogo da forma a que tinham direito e ainda foram agredidos pela polícia. Segundo o nosso denunciante, isso se deve à incompetência e descaso da Direção do Grêmio, que desrespeitou sua própria torcida!
É muito triste ver as novas gerações submetidas à raiva, à violência, à competição entre torcidas e entre si. O esporte e, no caso, o futebol, que deveria ser fonte de diversão e entretenimento, gozação saudável, brincadeiras de alto nível, termina por ser campo de batalha. Neste caso, o mais vergonhoso: entre o time e a sua própria torcida! Como disse nosso querido denunciante, que ficou de fora e não apanhou [teve mais sorte]: PA-LHA-ÇA-DA!
Não me admira que, num contexto desses, a torcida perca as estribeiras. Admira a falta de preparo da BM em lidar com multidões enfurecidas, sugestionadas pelo espírito competitivo altamente difundido pela mídia - "é guerra!". Admira a falta de visão dos dirigentes, o "gênio da lâmpada" que criou constrangimentos para os da sua própria casa [fico a imaginar, o que aconteceu aos torcedores do Cruzeiro...].
Admira a falta de preparo??? Estamos sendo generosos! Não se pode esperar menos que truculência, de uma BM com esse comando, que bate nos movimentos sociais, que bate em professor e professora, que bate em estudantes, que tem como comandante-em-chefe uma ex-governadora em exercício [por sinal, gremista].
Quanto à Direção, que diz levar a sério seu trabalho no clube: como lidaria com a ausência da sua torcida nos estádios e com a falta de pagamento dos sócios?????

14 de fevereiro de 2009

Momento Segurança Pública

Graças às maravilhas dos programas que melhoram a qualidade de fotos, pois esta foi tirada de celular, pode-se verificar um momento raro da segurança pública em Porto Alegre: uma viatura da BM estacionada na esquina da Assis Brasil, ao pé do viaduto Obirici, com um par de brigadianos em plena sexta-feira 13, quase 21 h!

Será porque a bruxa, como sempre, anda debaixo de mau tempo e precisa melhorar a sua imagem frente à população, que somos brindados com... segurança pública?!?!?

Para quem mora há 7 anos no bairro e costuma andar a pé, sem nunca ter vista um BM à noite, quiçá uma viatura, foi um momento merecedor de registro!

Aliás, a idéia já é antiga, de um companheiro nosso, e fica o convite, para quem tiver condições de registrar "Momento Segurança Pública", de enviar a foto pro blog, a ser publicada com os devidos créditos. O end-el se encontra na barra ao lado.

Nota: terá que ser uma foto, na qual chame a atenção a omissão do Poder Público. É inconcebível que no troncamento da Assis Brasil, Obirici e Plínio Brasil Milano, próximo a um hipermercado e vários restaurantes, seja raro o policiamento à noite.

Foto: Dialógico e f30 - serviço de recuperaçao de imagens.