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11 de outubro de 2010

Cartunistas do RS apoiam Dilma Rousseff

Neste domingo, dia 10 de outubro de 2010, Celso Schröder, Edgar Vasques, Hals e Santiago deram seu recado em favor à candidata Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, em tradicional espaço cultural portoalegrense, o Brique da Redenção.

As fotos são do Hals.

Hals

Celso Schröder

Celso Schröder

Hals

Hals

Edgar Vasques

Hals

Hals


Hals

Celso Schröder


Edgar Vasques

Santiago

Celso Schröder

Hals






Santiago



Hals, Santiago, Edgar, Schröder


Edgar Vasques








9 de julho de 2010

Pelo direito das mulheres à esfera política

Nota de Repúdio

A charge do cartunista Nani reproduzida no blog do jornalista Josias de Sousa no dia 8 de julho de 2010 é absurda, indigna e ofensiva não só a dignidade da candidata Dilma Roussef, mas extensiva a todas as mulheres brasileiras independente de suas escolhas político-partidárias.

Só em uma sociedade midiática em que predominam ainda valores machistas é possível veicular “impunemente” uma charge tão desqualificadora das mulheres e tão discriminadora com as profissionais do sexo, as quais ainda se constituem como objeto de usufruto masculino.

Além do desrespeito e deselegância presentes na charge sobre a mulher na política, esta candidata tem uma história de luta contra o conservadorismo e as injustiças sociais, a charge reforça o preconceito sexista em relação as mulheres na política, desqualificando-as e fortalecendo o poder masculino.

Por onde irá se conduzir a ética dos comentaristas e chargistas políticos no vale-tudo da campanha eleitoral abrigados sob o teto da liberdade de imprensa?

Brasília, 8 de julho de 2010.
Assinaturas de Apoio

Lourdes Bandeira – Professora Doutora da UNB
Hildete Pereira de Melo- Professora Doutora da UFF



Envie sua assinatura de adesão ao manifesto para hildete43@gmail.com . E para visualizar a charge DESRESPEITOSA do Nani, acesse AQUI.

1 de maio de 2010

10 de março de 2010

Luiz Fernando Veríssimo: “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”


08/03/2010

Por Ayrton Centeno para Brasília Confidencial



Como Luis Fernando Veríssimo, 73 anos, arruma tempo para tanto trabalho não se sabe. O que se sabe é que são mais de 70 livros. E sem contar as antologias! Há de tudo: romances, novelas, quadrinhos, contos, crônicas, guias turísticos e até poesia. No final de 2009, chegou às livrarias Os Espiões, sua obra mais recente. No entanto, sua tarefa mais pesada não é essa, mas a de alimentar diariamente colunas nos jornais O Globo, O Estado de S. Paulo e Zero Hora. Autor de uma frase cáustica sobre a imprensa – “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data” – o saxofonista, cronista, romancista, quadrinista, contista e novelista fala aqui sobre mídia, governo Lula, sua situação entre os chamados formadores de opinião, decadência dos diários tradicionais, e-books, elites e eleições.

Brasília Confidencial – Hoje, no Brasil, a mídia enxerga um país totalmente diferente daquele que a maioria da população vê. Enquanto a grande imprensa, pessimista, trabalha sobre uma paleta de escândalos, a população, otimista, toca a sua vida de modo mais tranquilo. Que país o Sr. vê?

Luís Fernando Veríssimo – A imprensa cumpre o seu papel fiscalizador, mas não há dúvida que, com algumas exceções, antipatiza com o Lula e com o PT. Acho que os historiadores do futuro terão dificuldade em entender o contraste entre essa quase-unânime reprovação do Lula pela grande imprensa e sua também descomunal aprovação popular. O que vai se desgastar com isto é a ideia da grande imprensa como formadora de opinião.

BC – A grande imprensa enaltece a diversidade de opiniões, mas, curiosamente, os principais jornais do Brasil têm a mesma opinião sobre os mesmos assuntos. Este pensamento único não compromete uma pluralidade de opiniões que a mídia costuma defender, quando não está olhando para si própria?

LFV – O irônico é que hoje existem menos alternativas à imprensa “oficial” do que existia nos tempos da censura. Mas as alternativas existem, e o tal pensamento único não é imposto, mas decorre de uma identificação dos grandes grupos jornalísticos do país com alguns princípios, como o da economia de mercado, o governo mínimo, etc.

BC – O senhor defende na sua coluna a reforma agrária e questiona a criminalização dos movimentos sociais. Não se sente muito solitário na mídia tratando desses temas?

LFV – Meus palpites não são muito consequentes. Acho que me toleram como a um parente excêntrico.

BC– Todas as pesquisas indicam a queda da circulação dos grandes diários dentro e fora do Brasil. Com uma longa trajetória no jornalismo, como percebe esta queda persistente, que expressa também o afastamento de uma geração do hábito de ler jornais? E como acompanha o trânsito de boa parte do público para a internet?

LFV – Quem é viciado em jornal e revista como eu só pode lamentar que a era da letrinha impressa esteja chegando ao fim, como anunciam. Mas este é um preconceito como qualquer outro. Mesmo mudando o veículo ainda existirá o texto, e um autor. Vou começar a me preocupar quando o próprio computador começar a escrever.

BC – Atribui-se a um advogado famoso, dono de clientela de altíssimo poder aquisitivo, uma reação irada ao saber que seu cliente endinheirado fora preso: “O que é isso? No Brasil só vão presos os três Ps: preto, puta e pobre!”, reagiu indignado. Estamos no século 21, mas as elites parecem continuar no 19. Acredita que vá ver isto mudar?

LFV – As nossas elites não mudaram muito desde D. João VI. Vamos lhes dar mais um pouco de tempo.

BC – A atual política externa do Brasil, mais independente, colabora de alguma maneira para mudar este comportamento?

LFV – A política externa independente é uma das coisas positivas deste governo. Embora o pragmatismo excessivo possa levar a uma tolerância desnecessária com bandidos, às vezes.

BC – O escritor argentino Jorge Luís Borges dizia que a única notícia realmente nova em toda a sua vida foi a chegada do homem à Lua. O resto já tinha acontecido antes de uma ou outra forma. O que o surpreendeu, além disso? Borges tinha razão?

LFV – O sistema GPS. Finalmente, uma voz vinda do alto para guiar os nossos passos.

BC – Em que trabalha no momento ou pretende trabalhar? De outra parte, o que acha dos e-books?

LFV – Acabei de lançar um romance, chamado Os Espiões. Não tenho outro romance planejado no momento. Devem sair um livro para público juvenil, um de quadrinhos e um sobre futebol este ano, mas não sei bem quando. Quanto aos e-books, só vou aceitar quando tiverem cheiro de livro.

BC – Teremos eleições em 2010 e o governo Lula opera na proposta de um pleito plebiscitário – Nós x Eles – contrapondo os oito anos do PT contra os oito anos do PSDB. Se fosse fazer esta comparação o que diria?

LFV – De certo modo, este governo continuou o outro. E vou votar para que o próximo continue este.
LFV em Santa Maria, RS, homenageado do VI Cartucho, 2009.
Imagem: Dialógico.
Entrevista lida no blog Aldeia Gaulesa.

30 de janeiro de 2010

Caos do Porto

A exposição na marcha de abertura do Fórum Social Mundial 2010
















Parte da exposição sobre a especulação imobiliária na orla do rio Guaíba e no Cais do Porto de Porto Alegre, inaugurada em 28 de janeiro de 2010, no Sindicato dos Bancários - Porto Alegre, RS.

Imagem: Claudia Cardoso