21 de novembro de 2009

A Invenção da Infância



Gênero: Documentário

Diretor: Liliana Sulzbach

Ano: 2000

Duração: 26 min

Cor: Colorido

Bitola: 16mm

País: Brasil

Local de Produção: RS

Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.


Ficha Técnica

Produção Monica Schmiedt, Liliana Sulzbach Fotografia Adrian Cooper, Alex Sernambi Roteiro Liliana Sulzbach Edição Ângela Pires Som Direto Valeria Ferro, Mário (Porto Alegre) Animação Tadao Miaqui Trilha original Nico Nicolaiesvky Edição de som Luiz Adelmo Narração Kiko Ferraz Assistente de Direção Camilo Tavares, Rosi Badinelli Assistente de Câmera Francisco Ribeiro, Cristiano Conceição Assistente de Produção Alberto Pietro Bigatti Assistente de edição Henrique Montanari, Alberto Pietro Bigatti Pesquisa Amabile Rocha Mixagem Luiz Adelmo Eletricista Wagner Gonçalves Música Nico Nicolaiewsky Motorista Jorge Pinheiro (Bahia), Wagner Machado (São Paulo) Assistência de Trucagem Rafael (Sapo) Material Gráfico Flávio Wild, Macchina Desenho de Imagem & Som

Prêmios

Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Bilbao 2000
Melhor Filme Latino Americano e Caribenho no Festival de Bilbao 2000
Melhor Diretor - 16mm no Festival de Gramado 2000
Melhor Filme no Festival de Gramado 2000
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 2000
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Tiradentes 2000
Melhor Filme Média Metragem no Grande Premio Cinema Brasil 2001
Melhor Curta no Short Shorts International film Festival Tokio 2002
Melhor Diretor no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Filme no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Montagem no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Roteiro no Festival de Cinema do Recife 2001
Melhor Curta no Images du Noveau Monde Quebec 2001
Melhor Filme - Júri Popular no Mostra de 16mm de Itaguatinga 2001

Festivais

Festival de Curtas de São Paulo 2000

O fim do mito do PMDB diferente


Por Ayrton Centeno para Brasília Confidencial

Nós, os gaúchos, temos uma predileção especial pelas mitologias. Fervilham criaturas lendárias no nosso rico folclore: salamanca, negrinho do pastoreio, mãe do ouro... Nossa própria História está impregnada pelo além do real. Basta ver a recriação mítica do tipo do gaúcho. De vagamundo, peão ou mesmo ladrão, metamorfoseou-se em ícone de bombachas. Aos fins-de-semana, mansos bancários, comerciantes ou barnabés lotam os centros de tradições, trajando-se de acordo com o figurino do herói ancestral. Este gosto pelo mitológico também espichou suas raízes para a política.

Um dos mitos mais acalentados pela gauchidade é de que, no Rio Grande do Sul, os partidos políticos são diferentes. A palavra diferente aqui oculta outro sentido, o de melhor. E o partido que mais diferente se julgava da sua seção nacional sempre foi o PMDB. Tanto que, muitas vezes, distinguia-se com o apêndice RS, para deixar claro que o assunto não se referia exatamente à sigla de Orestes Quércia, Newton Cardoso, Jáder Barbalho e outras figuras das quais a seção estadual queria distância. Era o PMDB diferente. Os artífices desta construção mental foram, claro, os peemedebistas locais com a ajuda valiosa da mídia.

Hoje, o PMDB/RS continua querendo ser diferente mas as evidências marcham no rumo oposto. A principal referência deste culto à alteridade regional é o senador Pedro Simon. Como solista do PMDB/RS é ele quem canta, mesmo que implicitamente, a diferença de José Sarney ou Renan Calheiros. Simon não cultiva apenas a distinção geográfica -- os bons e éticos aqui, os maus e corruptos lá. Além do espaço, há a dimensão do tempo. Com sua verve tradicional, evoca com frequência “o MDB velho de guerra”. Quase sempre, sua intenção é enaltecer o papel desempenhado na trincheira contra o arbítrio. Embora produzido no laboratório do regime militar -- depois da extinção das 13 siglas existentes em 1965 através do AI-2 -- para abrigar uma oposição consentida, o “MDB velho de guerra” de Simon causaria dissabores aos generais batendo-os nas urnas e ajudando a pavimentar o caminho da abertura. É uma tirada recorrente que explicita um travo de desencanto com a trajetória do atual PMDB, uma confederação de caciques regionais interessada nos seus próprios interesses.

Mas o mal-estar passa tão logo o senador adentra o território gaúcho, o que revela as insuspeitadas virtudes terapêuticas do clima sulino. Bafejado pelo vento minuano e os odores do pampa, Simon parece perceber o PMDB/RS como algo à parte, como se fosse, talvez, “o MDB velho de guerra”. Ardente crítico da corrupção que grassa – segundo seus discursos no Senado -- no resto do Brasil, tão logo põe os pés no chão riograndense o bravo parlamentar recolhe-se a um monastério imerso em piedoso silêncio quando se trata dos descaminhos da legenda no Sul. O grande problema, porém, é a fragilidade do mito no confronto com a percepção pura e simples das coisas.

A ópera não se resume à participação do PMDB/RS em um governo devastado por denúncias de corrupção como o da tucana Yeda Crusius, do qual Simon é fiador. Tampouco tem a ver com a sofreguidão da bancada peemedebista para livrar a cara da governadora tucana ante qualquer investigação no Legislativo. Nem mesmo se refere ao fato do PMDB/RS ser acionista majoritário na débâcle do Estado – empobrecido e desprestigiado politicamente – pelo fato de ter governado o Rio Grande do Sul em 10 dos últimos 14 anos. Há outros e graves senões.

O PMDB diferente tem três deputados estaduais e um deputado federal – o secretário-geral do partido Eliseu Padilha, ex-ministro dos transportes de Fernando Henrique Cardoso -- investigados nas operações Rodin e Solidária, ambas da Polícia Federal, que rastreiam o destino de R$ 340 milhões aspirados dos cofres públicos.

Nas interceptações telefônicas realizadas pela PF com autorização judicial, o PMDB diferente mostra-se igual. Talvez diferente – não para melhor mas para pior -- somente na vulgaridade e na baixeza do palavreado que algumas fitas expõem. Porém, o senador que os gaúchos tantas vezes honraram com o seu voto, aparentemente não se dá conta que sua consciência crítica também faz falta ao PMDB/RS e ao Estado que representa. O PMDB diferente do Rio Grande do Sul hoje é tão crível quanto um boitatá. Parece mesmo um fogo-fátuo com sua luz bruxuleante, ardendo na noite em cima de uma coxilha para iluminar um tempo que não existe mais.

A consciência Branca da Globo


Por Rebeca Oliveira Duarte* para o Geledés

Não havia data melhor. Em plena semana da Consciência Negra, a teledramaturgia global reafirma, mais uma vez, a pura reprodução de imagens, palavras e ideais racistas em horário nobre.

Ao elencar a atriz negra Thaís Araújo para protagonista de sua novela das nove, a TV Globo, através de seu funcionário Manoel Carlos, parecia querer responder ao Estatuto da Igualdade Racial idealizado pelo movimento negro que não seria necessário estabelecer cotas para atrizes e atores negros; bem, parece não ter sido à toa que justamente no momento de uma decisão histórica quanto ao conteúdo do referido Estatuto, a Globo tenha lançado ao ar duas novelas com protagonistas negras, atrizes que inclusive têm uma postura racial condizente às suas trajetórias, como são Thaís Araújo e Camila Pitanga. Nas entrelinhas, previa-se uma forjada justificativa à sociedade das "desnecessárias" cotas raciais para os meios de comunicação, já que este espaço vem sendo ocupado pelo núcleo negro da Globo. Convenhamos, uma jogada de mestre; assim, evita-se o "mal maior" para a Consciência Branca do comando global, que é obedecer a lei e fazer cumprir os direitos da pessoa, da população e dos povos negros.

Pois então que nesta semana, no capítulo que foi ao ar na noite do 17 de novembro, com precisão cirúrgica o autor desenhou a cena mais representativa possível da ópera racista contra o verdadeiro protagonismo negro. A suposta protagonista da novela, a personagem de Helena, após ser retirada de seu núcleo familiar negro para transitar exclusivamente num núcleo branco e assim ser sujeita a traições e humilhações, é posta de joelhos diante de uma de suas antagonistas brancas - já que, para uma negra, não basta uma só antagonista, devendo vir elas em número de três: a amante do marido, a filha mimada e infantilizada do marido e a ex-mulher do marido. Não apenas de joelhos, deve pedir perdão de cabeça baixa; não apenas de cabeça baixa, sob o olhar duro e inflexível de sua então dominadora; não apenas isso, como se já não fosse o bastante, deve pedir perdão e ter por resposta uma bofetada no rosto. Para finalizar a cena, a personagem desabafa com uma das melhores amigas que "devia ser assim".

rebeca-oliveira_copyA idéia de protagonista negra, na Globo, enfim foi definida claramente. Uma heroína que, se inicialmente surgia diante de um drama familiar, afirmando um núcleo negro protagonista, como âncora, marco e raiz, veio sendo reduzida dramaturgicamente a pobre vítima de suas três antagonistas brancas, tendo estas enfim recebido mais espaço de visibilidade que a suposta protagonista. O papel, de central, tornou-se periférico, apoio para a virada de jogo das outras atrizes, que passam a receber os aplausos da população e das "críticas" noveleiras de plantão, prontas para limar a atriz negra por seu papel "sem graça".

Ou talvez, pensa o autor que pode salvar o papel de Helena pondo-a no lugar em que acha pertencer à mulher negra. Agora sim, a Globo assinou embaixo de suas verdadeiras posturas ideológicas - mais diretamente, de seu racismo.

Rebeca Oliveira Duarte - Advogada e Cientista Política do Observatório Negro

20 de novembro de 2009

I Conferência Estadual de Comunicação RS

A I Conferência Estadual de Comunicação do Rio Grande do Sul, ocorrida nos dias 17 e 18 de novembro de 2009, auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, teve 468 participantes: 328 da sociedade civil, 117 dos empresários de Comunicação e 23 do Poder Público.

Todas/os as/os delegadas/os, a que o RS tinha direito, foram eleitas/os: 38 da sociedade civil com 149 votos; 38 do setor empresarial, 109 votos e 10 do Poder Público, 19 votos [arredondado para mais].

A I Conferência Nacional de Comunicação será em Brasília, entre os dias 14 e 17 de dezembro de 2009.

Para saber mais:



Conferência de Comunicação Etapa RS realiza painéis

Atualizado em 21/11/09 às 0h27min.

17 de novembro de 2009

1ª Conferência Estadual de Comunicação inicia hoje!


1ª Conferência Estadual de Comunicação acontece amanhã e quarta (17 e 18) na Assembléia Legislativa

A 1ª Conferência Estadual de Comunicação será realizada nos dias 17 e 18 de novembro, na Assembléia Legislativa, no Teatro Dante Barone, em Porto Alegre, o tema é Meios para a Construção de Direitos e Cidadania na Era Digital.

Para o dia 17 de novembro o credenciamento terá início às 19h e término às 21 horas. No dia 18 o credenciamento inicia às 8h30min e encerra às 14 horas.

Credenciamento
São necessários para a sociedade civil empresarial no ato de inscrição ter a carta de indicação da empresa, da qual constem CNPJ e CNAE, a atividade principal da empresa, cédula de identidade ou documento equivalente com fotografia, cópia do CNPJ e da CNAE. Para o poder público o representante deve ter a carta de indicação, cédula de identidade, CPF ou documento equivalente com fotografia. Para inscrição no segmento da sociedade civil é necessário a cédula de identidade, CLPF ou documento equivalente com fotografia.

A mesa de abertura, que está prevista para às 19h30min terá Ottoni Fernandes Jr., da secretaria de Comunicação da Presidência da República; deputado Ivar Pavan, presidente da Assembleia Legislativa do RS; deputado Adão Villaverde, da Assembleia Legislativa do RS; Celso Schröder, presidente da Comissão Organizadora Estadual da Confecom; Clementino Lopes, coordenador regional da Abraço/RS; Leonardo Meneghetti, diretor regional sul Grupo Bandeirantes e deputado Francisco Appio, da Assembleia Legislativa do RS. Ás 21 horas ocorrerá o encerramento das atividades.

Dia 18 de novembro, às 9 horas terá a plenária de abertura da Etapa Estadual da Conferência Nacional de Comunicação com a aprovação do Regimento Interno.

Às 9h30min começam os painéis. O painel 1 que trata do eixo temático Produção de Conteúdo, terá como painelistas Pedrinho Guareschi, professor da Ufrgs; Marco Antonio Campos, advogado da RBS; Christa Berger, jornalista e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Unisinos. O mediador será Ricardo Haesbert, assessor da Presidência.

O painel 2 terá início às 11 horas e tratará do II eixo temático, Meios de Produção, que contará com José Carlos Torves, jornalistas, diretor da Fenaj; Pedro Osório, jornalista, presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Piratini e Eduardo Krause, advogado. O mediador será João Mota, superintendente geral da Assembléia Legislativa do RS.

Às 12h30min haverá um intervalo para o almoço, com a retomada dos trabalhos às 14 horas, com o painel 3, que trata do eixo temático Cidadania: Direitos e Deveres. Deste painel fazem parte Roseli Goffman, do Conselho Federal de Psicologia e membro da Comissão Nacional de Organização da Confecom; Celso Schröder, superintendente de Comunicação Social da Assembléia Legislativa do RS e Ricador Guiliani, advogado. O mediador será o deputado Miki Breier.

Às 15h30min haverá um intervalo e às 15h45min serão formados Grupos de Trabalho.

A plenária final está marcada para às 17 horas, com a eleição de delegados à Confecom. O Rio Grande do Sul terá 38 delegados da sociedade civil, 38 do empresariado e 10 dos gestores públicos.

O término das atividades está previsto para às 19 horas.

Fonte: Comissão RS Pró-Conferência da Comunicação

15 de novembro de 2009

A opacidade da transparência


O Secretário da Transparência e Probidade Administrativa do Estado do Rio Grande do Sul, Francisco de Assis Cardoso Luçardo, foi flagrado, no Uruguai, realizando compras e tomando café em pleno horário comercial, como registrado no artigo de Adão Paiani com direito à foto [acima]!

Provocados pela leitura, fomos buscar informações da agenda do Secretário, afinal, atividades no exercício do cargo, após a conclusão do trabalho e havendo tempo, podem contemplar momentos de turismo, compras e descanso.

Pois qual não foi a nossa surpresa, que não se encontrou absolutamente nada, que justificasse a presença de cargo nomeado pelo executivo do RS naquela cidade?

Portal Transparência: não há registro do nome do responsável [hã?].

Portal do Governo RS: [só?] duas notificações.

Diário Oficial do RS: entre os dias 3 e 13 de novembro de 2009, nenhum registro da Secretaria da Transparência e Probidade Administrativa. Acima, as cópias dos dias 11 a 13 de novembro.


Aguardamos esclarecimentos que terminem com a opacidade da transparência.

14 de novembro de 2009

Que fim levaram os "pardais" de Porto Alegre?

Na noite de sexta-feira, um motorista de táxi nos chamou a atenção, para a ausência dos pardais na Av. Nilo Peçanha e em trechos da Av. Ipiranga e Zona Sul de Porto Alegre nos quais havia passado.

No sábado pela manhã, resolvemos perguntar a outro motorista de táxi, se havia percebido a ausência dos controladores eletrônicos. Confirmou a informação dada pelo primeiro motorista, completando a lista: Assis Brasil e Silva Só. Disse mais: que não havia lido ou ouvido notícia da retirada simultânea desses equipamentos. E que creditava ser uma questão de fim da concessão da empresa prestadora desse serviço.

Fizemos uma busca na página da Prefeitura Municipal de Porto Alegre - e nada! Uma busca pela Internet - e nada!

Alguém sabe explicar o sumiço dos pardais na capital do RS?

Em 1980

Emocionando-nos com as fotos do Ungaretti para seu blog Ponto de Vista, acenando a cabeça positivamente, ao lermos que uma foto campana não passará mais desapercebida, deparamo-nos com a foto histórica abaixo:

Colégio Sion, 10 de fevereiro de 1980, fundação do PT. A atriz Lélia Abramo (à esq.), o historiador Sérgio Buarque de Holanda, Olívio Dutra, Lula e Jaço Bittar. (foto Arquivo Central da Unicamp).

Desejamos estar vivos, para presenciar o reconhecimento da importância política do Sr. Olívio Dutra pelo povo do Rio Grande do Sul. Essa História ainda está para ser contada! Ainda mais, quando se elege uma Yeda Crusius [ré numa ação de improbidade administrativa] num pleito onde este homem honrado, ex-governador, participava como opção política. A esse fato escandaloso, nunca vivido pelos nascidos ou residentes no RS, associemos a responsabilidade da mídia corporativa, em especial o Grupo RBS, na formação da subjetividade "chega de PT".

Como disse conhecida nossa, em autocrítica, é preciso se informar mais, para que se evite o erro na hora do voto, compreendendo que esse "informar mais" passava ao largo de jornal impresso, rádio e TV.

Som da Rua - Operários



Som da Rua - Operários

Gênero: Documentário

Diretor: Roberto Berliner

Ano: 1997

Duração: 2 min

Cor: Colorido

Bitola: 16mm

País: Brasil

Local de Produção: RJ

Parte da série Som da Rua 1, 38 Eps. X 2' (Dur. Média)

Numa pequena aldeia de Melanje (Angola) vivem os irmãos Jacinto, Paulo e Miguel, cujos pais morreram na guerra. Sua música fala dos pais de acordo com o imaginário do MPLA, tendo sido convertidos de agricultores a "operários".

Ficha Técnica
Produção Luis Antonio Silveira Edição Piu Gomes Direção de Arte Raul Mourão Som Robson Maia Câmera Gustavo Hadba Produção Executiva Renato Pereira Direção de Fotografia Gustavo Hadba


Prêmios
Menção Especial do Juri no Mostra Internacional do Filme Etnográfico/RJ 1998
Sol de Prata no Rio Cine 1997

PUC-RS: a verdadeira face!

Do blog da AMOVITA - Associação de Moradores da Vila São Judas Tadeu:

A AMOVITA lançou nesta sexta-feira um material com denúncias de irregularidades e parte da história da universidade que não é divulgada.

A PUC-RS tem um histórico de desrespeito a tudo que impeça o seu crescimento, seja a questão ambiental ou social.

Ao longo dos próximos meses iremos detalhando cada ponto das denúncias. É preciso que a fúria expansionista dos maristas seja contida, ou nossa comunidade desaparecerá do mapa!

Clique na imagem para ampliá-la.

13 de novembro de 2009

Tem Flash Mob na Feira!


Nessa sexta-feira 13, às 19h, saia de saia pra Feira do Livro de Porto Alegre, em defesa das conquistas dos Direitos e Garantias Individuais de toda e qualquer pessoa humana!

Participe do Flash Mob ESTOU PUTA!!!

Pelo respeito a TODAS as mulheres, não apenas as comportadas! Puta merece tanto respeito quanto executiva, estudante, dona-de-casa e freira!!!!!!!!!!!!!!

Passe adiante... torpedos, blogadas, twitter, orkut, facebook, telefonemas...

SAIA COMO QUISER!!!!

Deixo besos na esperança que vos alcancem

Lelex

Imagem: Internet

Intervozes - Levante sua voz

Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.



Vídeo sobre direito à comunicação produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung retrata a concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e- câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

CC - Alguns direitos reservados
Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra livremente com finalidades não comerciais.
Você pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.
Você deve dar crédito ao autor original.

12 de novembro de 2009

Controle público e social é debate central na Confecom


Por Lia Segre e Cristina Charão , Observatório do Direito à Comunicação

Tema que inspirou debates acirrados desde a convocação da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e teria, inclusive, sido usado como desculpa para a saída das entidades empresariais da Comissão Organizadora Nacional, o controle público e social da mídia é bandeira fundamental das organizações e movimentos sociais. O conjunto das propostas apresentadas por diversas entidades e os debates já realizados nas conferências livres e estaduais apontam a preocupação em estabelecer regulamentações, mecanismos de acompanhamento e órgãos regulatórios participativos que lidem tanto com os conteúdos midiáticos como as políticas públicas do setor.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) defende a instituição de mecanismos de controle social em suas propostas apresentadas como contribuição aos debates da Confecom e justifica afirmando que “a comunicação desempenha um papel central na formação da subjetividade e da coletividade”. O CFP mostra-se preocupado, especialmente, com a existência de instrumentos que possibilitem o acompanhamento crítico, o ajustamento e a reparação, quando necessário, dos conteúdos veiculados pela mídia, sobretudo em relação à imagem da mulher, do homem, das crianças e adolescentes e também à publicidade.

“O papel de homens e mulheres que se diferenciam apenas pela sensualidade ou por possuir algo, nos comerciais, desconhece lutas sociais de séculos, como a da emancipação feminina, ou mostra homens superficiais que não reconhecem valores éticos ou outras transformações culturais e comportamentais”, critica o CFP. Os psicólogos também se mostram preocupados com o fato de o único órgão regulador da publicidade no Brasil seja uma entidade privada, o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar), que ainda por cima é organizado por publicitários com financiamento de anunciantes.

São propostas defendidas pelos psicólogos, além dos mecanismos de controle social, o fim da publicidade dirigida às crianças e o fim da publicidade de bebidas alcoólicas, além de uma avaliação dos conteúdos que relacionam trânsito e mídia.

O movimento de mulheres também indica as questões relacionadas ao conteúdo veiculado pelas mídias como central nos debates da Confecom. Assim como outros movimentos de minorias historicamente desprestigiadas pela mídia, as mulheres também defendem o controle social. Fazem parte da plataforma das mulheres propostas como a garantia de que “a imagem da mulher será veiculada sempre com pluralidade, diversidade e sem reprodução de estereótipos, inclusive na promoção do combate ao racismo e à violência contra a mulher”; a criação de espaços públicos dentro das rádios e TVs para os movimentos de mulheres; a fiscalização do conteúdo e punição de abusos.

A proposta consta da Plataforma das Mulheres para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. O documento traz as contribuições debatidas pelo conjunto dos movimentos que participaram em março do Seminário Nacional A Imagem da Mulher na Mídia, realizado em São Paulo pela Articulação Mulher e Mídia e a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres.

O Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social aborda a questão pelo viés da diversidade na mídia e respeito aos direitos humanos. Entre as propostas elaboradas pelo coletivo para a Confecom encontra-se, por exemplo, a previsão de punição a veículos que violem os DDHH. “A veiculação de informações que violem os direitos humanos deve incorrer em um sistema de punição, nos moldes daquele previsto no Código Brasileiro de Telecomunicações, que varie da correção ao cancelamento da licença concedida ao prestador do serviço, em caso de múltiplas reincidências”, propõe o Intervozes.

Ao mesmo tempo, o coletivo reforça a necessidade de se estabelecer uma regulamentação que estabeleça mecanismos de defesa do público, garanta o direito de resposta e que proíba a veiculação de conteúdos que promovam ou pratiquem todo e qualquer tipo de discriminação.

Empresários contra

Os empresários seguem investindo na estratégia de barrar qualquer debate sobre regulação, controle de conteúdo e participação popular. As reivindicações dos movimentos e organizações sociais têm sido tachadas como censura nos espaços em que as representações do empresariado têm falado sobre a conferência. “Para a viabilização da Confecom, é crucial que não haja o controle social do conteúdo, que significa censura e interferência política”, ameaçou Walter Ceneviva da Associação Brasileira de Radiofusores (Abra) em seminário sobre regulação da convergência tecnológica chamado pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Defendeu a mesma linha o diretor de Relações Institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, também representante da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert). Durante seminário sobre a Confecom realizado pela Escola de Comunicações e Artes da USP, afirmou inclusive que a pauta de controle social teria sido um dos motivos que levaram a Abert e outras entidades empresariais a abandonarem a comissão organizadora da Conferência. Sobre participação popular, limitou-se a dizer que a existência de TVs comunitárias não era contraditória a programação das TVs abertas.

Participação

Ao mesmo tempo em que se mostram preocupadas em estabelecer regras que estabeleçam parâmetros e formas de regulação dos conteúdos midiáticos, as diversas entidades que defendem medidas em favor do exercício do controle público e social das comunicações apontam a necessidade de criação de estruturas específicas para este fim. Em todos os casos, a premissa principal é a garantia da participação popular nestes órgãos, além da transparência.

A plataforma elaborada pelo conjunto das entidades do movimento de mulheres prevê a criação de “Conselhos de Comunicação municipais, estaduais e regionais para fiscalização do conteúdo e controle dos horários de veiculação das produções”. “Tais conselhos devem ser gestores, fiscalizadores e deliberativos, com configuração tripartite. Em nível nacional, o Conselho de Comunicação será o órgão fiscalizador dos meios de comunicação, de modo a dar maior impacto as ações e demandas propostas pela sociedade”, diz o documento.

Tanto o documento do Intervozes como a plataforma das mulheres indicam a criação de alguma espécie de ouvidoria do consumidor/telespectador. O Intervozes defende a implantação de uma comissão sobre violações dos direitos humanos. Seria composta por sujeitos indicados pelo CNC, “com a função de receber reclamações e denúncias e encaminhar sugestões de reparação ou punição aos órgãos responsáveis pela aplicação de sanções aos prestadores de serviços”.

Já o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) aponta a necessidade dos concessionários públicos de rádio e TV também contarem com obrigações neste sentido. O fórum propõe “a inclusão na estrutura das empresas de Rádio e TV de mecanismos que estimulem e permitam o controle público sobre a programação, como conselhos com participação da sociedade, conselhos editorais e serviços de ouvidoria”.

Políticas públicas

Além de defenderem o controle de conteúdo, as organizações e movimentos sociais mobilizados no processo da Confecom fazem propostas de criação de instrumentos de participação popular e controle das políticas públicas para o setor das comunicações.

O Intervozes defende a instituição de mecanismos “de incidência e participação da população sobre as políticas no âmbito do Estado”. O pilar desta proposta seria a interação entre os órgãos reguladores do setor e instâncias e mecanismos de participação direta e indireta em todas as áreas do setor. Especificamente, o coletivo propõe a criação de um órgão federal - o Conselho Nacional de Comunicação - aberto à participação popular em suas diversas instâncias e sujeito a exigências rigorosas de transparência. De acordo com o coletivo, a composição deste órgão “deveria seguir o exemplo do Conselho Nacional de Saúde, reservando 50% das cadeiras a representantes dos usuários, 25% aos trabalhadores do setor, 25% aos prestadores de serviço”.

O CNC seria responsável pela regulamentação específica e a regulação do setor, pelo processamento das outorgas relativas aos diversos serviços, pela fiscalização e pelas ações de fomento. A função do conselho abrangeria os serviços, a infra-estrutura e o conteúdo, assumindo funções que hoje estão sob responsabilidade de agências reguladores (a Agência Nacional de Telecomunicações e a Agência Nacional do Cinema).

Além do CNC, o Intervozes avalia ser importante estabelecer conselhos municipais e estaduais que assumam o papel de espaços de participação e decisão sobre as políticas locais e regionais, notadamente em relação a políticas de acesso aos meios, à criação de veículos públicos de comunicação e ao fomento à diversidade da mídia. Além disso, tais conselhos deveriam assumir também também funções em relação ao processamento dos pedidos de outorgas e concessões de serviços de comunicação.

O FNDC defende a criação de um conjunto de mecanismos de controle público, entre eles “conselhos de comunicação municipais e estaduais, agências reguladoras, ombudsman e Conselho Federal dos Jornalistas”. Para a entidade, estas estruturas também teriam como função dar conta da aplicação do “princípio constitucional da proibição do monopólio e oligopólio na área da comunicação”. Para isso, segundo o FNDC, é “imprescindível aprofundar o debate entre o setor privado e a sociedade” para se formular uma legislação que garanta a efetivação deste princípio.

Especificamente, o fórum pede “a redefinição do papel do Conselho Nacional de Comunicação Social, independente do Senado, com caráter deliberativo e autônomo”, além da criação de “uma comissão no Ministério das Comunicações, com a presença de representantes da sociedade civil, para participar da avaliação das outorgas e, ainda, a obrigação dos processos serem apreciados no Conselho de Comunicação Social quando de sua tramitação no Senado”.

I Conferência Estadual de Comunicação RS

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