24 de novembro de 2010
"STF, julgue as patentes pipeline inconstitucionais!"
28 de outubro de 2010
PSDB dá sumiço em 400 milhões da saúde pública
Leandro Fortes na Carta Capital 26 de outubro de 2010 às 11:49h
Governador eleito terá de dar conta de verba assim que assumir o estado
Quando assumir, pela terceira vez, o governo do estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2011, o tucano Geraldo Alckmin terá que prestar contas de um sumiço milionário de recursos federais do Ministério da Saúde dimensionado, em março passado, pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). O dinheiro, quase 400 milhões de reais, deveria ter sido usado para garantir remédios de graça para 40 milhões de cidadãos, mas desapareceu na contabilidade dos governos do PSDB nos últimos 10 anos. Por recomendação dos auditores, com base na lei, o governo paulista terá que explicar onde foram parar essas verbas do SUS e, em seguida, ressarcir a União pelo prejuízo.
O relatório do Denasus foi feito a partir de auditorias realizadas em 21 estados. Na contabilidade que vai de janeiro de 1999 e junho de 2009. Por insuficiência de técnicos, restam ainda seis estados a serem auditados. O número de auditores-farmacêuticos do País, os únicos credenciados para esse tipo de fiscalização, não chega a 20. Nesse caso, eles focaram apenas a área de Assistência Farmacêutica Básica, uma das de maior impacto social do SUS. A auditoria foi pedida pelo Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, para verificar denúncias de desvios de repasses de recursos do SUS para compra e distribuição de medicamentos nos sistemas estaduais de saúde.
O caso de São Paulo não tem parâmetro em nenhuma das demais 20 unidades da federação analisadas pelo Denasus até março de 2010, data de fechamento do relatório final. Depois de vasculhar todas as nuances do modelo de gestão de saúde estadual no setor de medicamentos, os analistas demoraram 10 meses para fechar o texto. No fim das contas, os auditores conseguiram construir um retrato bem acabado do modo tucano de gerenciar a saúde pública, inclusive durante o mandato de José Serra, candidato do PSDB à presidência. No todo, o período analisado atinge os governos de Mário Covas (primeiro ano do segundo mandato, até ele falecer, em março de 2001); dois governos de Geraldo Alckmin (de março de 2001 a março de 2006, quando ele renunciou para ser candidato a presidente); o breve período de Cláudio Lembo, do DEM (até janeiro de 2007); e a gestão de Serra, até março de 2010, um mês antes de ele renunciar para disputar a eleição.
Ao se debruçarem sobre as contas da Secretaria Estadual de Saúde, os auditores descobriram um rombo formidável no setor de medicamentos: 350 milhões de reais repassados pelo SUS para o programa de assistência farmacêutica básica no estado simplesmente desapareceram. O dinheiro deveria ter sido usado para garantir aos usuários potenciais do SUS acesso gratuito a remédios, sobretudo os mais caros, destinados a tratamentos de doenças crônicas e terminais. É um buraco e tanto, mas não é o único.
A avaliação dos auditores detectou, ainda, uma malandragem contábil que permitiu ao governo paulista internalizar 44 milhões de reais do SUS nas contas como se fossem recursos estaduais. Ou seja, pegaram dinheiro repassado pelo governo federal para comprar remédios e misturaram com as receitas estaduais numa conta única da Secretaria de Fazenda, de forma ilegal. A Constituição Federal determina que para gerenciar dinheiro do SUS os estados abram uma conta específica, de movimentação transparente e facilmente auditável, de modo a garantir a plena fiscalização do Ministério da Saúde e da sociedade. Em São Paulo essa regra não foi seguida. O Denasus constatou que os recursos federais do SUS continuam movimentados na Conta Única do Estado. Os valores são transferidos imediatamente depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED).
Em fevereiro, reportagem de CartaCapital demonstrou que em três dos mais desenvolvidos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS foram, ao longo dos últimos quatro anos, aplicados no mercado financeiro. O fato foi constatado pelo Denasus após um processo de auditoria em todas as 27 unidades da federação. Trata-se de manobra contábil ilegal para incrementar programas estaduais de choque de gestão, como manda a cartilha liberal seguida pelos tucanos e reforçada, agora, na campanha presidencial. Ao todo, de acordo com os auditores, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passava, à época, de 6,5 bilhões de reais, dos quais mais de 1 bilhão de reais apenas em São Paulo.
Ao analisar as contas paulistas, o Denasus descobriu que somente entre 2006 e 2009, nos governos de Alckmin e Serra, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados para programas de assistência farmacêutica – cerca de 11% do montante apurado, agora, apenas no setor de medicamentos, pelos auditores do Denasus. Além do dinheiro de remédios para pacientes pobres, a primeira auditoria descobriu outros desvios de dinheiro para aplicação no mercado financeiro: 12,2 milhões dos programas de gestão, 15,7 da vigilância epidemiológica, 7,7 milhões do combate a DST/Aids e 4,3 milhões da vigilância epidemiológica.
A análise ano a ano dos auditores demonstra ainda uma prática sistemática de utilização de remédios em desacordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) estabelecida pelo Ministério da Saúde, atualizada anualmente. A lista engloba medicamentos usados nas doenças mais comuns pelos brasileiros, entre os quais antibióticos, antiinflamatórios, antiácidos e remédios para dor de cabeça. Entre 2006 e 2008, por exemplo, dos 178 medicamentos indicados por um acordo entre a Secretaria de Saúde de São Paulo e o programa de Assistência Farmacêutica Básica do Ministério da Saúde, 37 (20,7%) não atendiam à lista da Rename.
Além disso, o Denasus constatou outra falha. Em 2008, durante o governo Serra, 11,8 milhões do Fundo Nacional de Saúde repassados à Secretaria de Saúde de São Paulo para a compra de remédios foram contabilizados como “contrapartida estadual” no acordo de Assistência Farmacêutica Básica. Ou seja, o governo paulista, depois de jogar o recurso federal na vala comum da Conta Única do Estado, contabilizou o dinheiro como oriundo de receitas estaduais, e não como recurso recebido dos cofres da União.
Apenas em maio, dois meses depois de terminada a auditoria do Denasus, a Secretaria Estadual de Saúde resolveu se manifestar oficialmente sobre os itens detectados pelos auditores. Ao todo, o secretário Luís Roberto Barradas Barata, apontado como responsável direto pelas irregularidades por que era o gestor do sistema, encaminhou 19 justificativas ao Denasus, mas nenhuma delas foi acatada. “Não houve alteração no entendimento inicial da equipe, ficando, portanto, mantidas todas as constatações registradas no relatório final”, escreveram, na conclusão do trabalho, os auditores-farmacêuticos.
Barata faleceu em 17 de julho passado, dois meses depois de o Denasus invalidar as justificativas enviadas por ele. Por essa razão, a discussão entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo sobre o sumiço dos 400 milhões de reais devidos ao programa de Assistência Farmacêutica Básica vai ser retomada somente no próximo ano, de forma institucional.
Leandro Fortes
16 de outubro de 2010
11 de outubro de 2010
Dilma e os pingos nos "ii"
Debate na Band, 10 de outubro de 2010.
27 de maio de 2010
Investimento em saúde abaixo do constitucional
josiasbervanger@sul21.com.br
Gastar menos que o previsto pelo índice constitucional na Saúde pública virou rotina no Rio Grande do Sul. O governo Yeda Crusius, cujo principal bandeira política é o “déficit zero” tem aplicado a risca essa opção administrativa também na saúde. Mas foi ainda na gestão do então governador Germano Rigotto (2003-2007), que se iniciou está prática que virou usual no estado: não aplicar em saúde o mínimo de 12% das RLTI (Receitas Liquidas de Impostos e Transferências).
Nos últimos três anos, o executivo gaúcho ainda contabilizou como investimento em saúde, despesas referentes à Corsan (Companhia Riograndese de Água e Saneamento ) e ao IPE-Saúde. Estes dois gastos são pagos pelos seus usuários através da cobrança dos serviços e não por meio dos impostos recolhidos. O Governo Federal também não considera este tipo de despesa como aplicação em saúde.
Em 2010, são projetados R$ 900 mil para a saúde, o que significa tão somente 5,52% da receita liquida. O investimento segue a média dos últimos anos. Em 2009, foram destinados somente R$ 816 mil para esta pasta, o que equivale a 5,62% da RLTI. E, em 2008, foram aplicados em ações de Saúde R$ 587 mil, ou seja, 4,16% do orçamento.
No estado, o relatório do Departamento Nacional de Auditorias do Sistema Único de Saúde (Denasus), aponta que o governo gaúcho utilizou em 2009, R$ 164,7 milhões de recursos do SUS em aplicações financeiras. Em fevereiro deste ano, o Conselho Estadual de Saúde solicitou ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas do Estado e à Assembléia Legislativa a apuração do destino tomado pelo dinheiro do SUS no estado desde 2006.
A secretária estadual de Saúde informa que o Ministério da Saúde ainda não considera o relatório do Denasus concluído e sustenta-se em declaração do Ministro José Gomes Temporão para amparar seu argumento. "O relatório de auditoria desse Estado será analisado e avaliado e, somente após a devida validação pelo Ministério da Saúde, será remetido para as manifestações pertinentes na qualidade de Gestor Estadual do SUS", diz.
Afirma ainda, por meio de nota, que “o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, ao aprovar as contas do Governo do Estado, nos exercícios de 2006 e 2007, verificou (que) há a aplicação no Estado dos 12%, uma vez que a Emenda Constitucional 29/2000, ao estabelecer tal percentual para atender ações e serviços públicos de saúde, ou seja, não está restrito exclusivamente à Secretaria da Saúde, mas a todas as ações e serviços executados em todos os níveis do governo”, diz o texto.
Porto Alegre
No caso de Porto Alegre, somente no ano passado foram destinados quase R$ 40 milhões para Atenção Básica de Saúde. Além destes, muitos outros valores foram repassados desde 2002 para a capital gaúcha. As aplicações dos recursos já foram questionadas por parlamentares nos últimos anos. O órgão fiscalizador do município é o Conselho Municipal de Saúde, que no caso de Porto Alegre, aponta ausência de diálogo e de prestação de contas por parte da Prefeitura Municipal.
“Políticas de continuidade são decidas sem a participação nem sequer ciência do Conselho Municipal de Saúde. O repasse fica preso e a população é prejudicada”, explica o vice-coordenador do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre, Oscar Paniz. Outro agravante são as decisões políticas, que acabam sobrepondo-se à técnica e comprometendo a eficiência dos serviços e dos investimentos. “Os relatórios de gestão, para acompanhamento das ações e investimentos do Executivo Municipal, não são respondidos desde 2006”, lamentou.
Conforme a Lei Orgânica da Saúde para o planejamento do SUS, nas três esferas de governo devem ser ouvidos os órgãos deliberativos, como os Conselhos. O órgão funciona como um espaço de discussão das necessidades da política de saúde e da disponibilidade de recursos. É também papel dos conselhos municipais fiscalizar o Executivo.
Colaborou Rachel Duarte
Foto: Eduardo Seidl - Sul21
Fonte: Sul21
12 de maio de 2010
Mais um caso de desinformação e de preconceito pela Rede Globo

A comparação mais palpável, para que o público compreenda, diz respeito às estradas. Elas são públicas, mas permitem-se que empresas privadas, mediante licitação, sejam responsáveis pela sua manutenção. A gente até chama tais empresas de "concessionárias", não é mesmo?
Voltando ao caso da radiodifusão, apesar dos dispositivos constitucionais, a formação de monopólio e oligopólio midiáticos faz com que concessionárias de um bem público ajam da forma que bem entendem, desrespeitem qualquer regra de responsabilidade social na informação e ainda por cima, "formem" funcionários subalternos que, por fim, se acham "donos", devido à situação privilegiada dentro de tal empresa de comunicação. Neste caso, estamos falando do Alexandre Garcia, funcionário da Rede Globo.
Este sujeito, do alto da sua arrogância, fruto de um monopólio midiático atuando impunemente há mais de 40 anos no Brasil, e expressando a sua ira ao Governo do operário Lula, resolveu atacar o Ministério da Saúde e a sua política pública em relação aos direitos sexuais e reprodutivos de pessoas portadoras do vírus HIV [Leia AQUI].
É bom que se diga, que no espaço de 1 mês, a Rede Globo promoveu dois desserviços em relação à saúde sobre o mesmo tema e com o mesmo teor de preconceito e desinformação. [Leia caso BBB10, campeão da baixaria na TV brasileira AQUI.] Houvesse Congresso e Justiça nesse país e as emissoras de rádio [CBN/Garcia] e TV [Globo/Dourado], ambas da Rede Globo, poderiam sair do ar e, ainda por cima, deveriam produzir programas que tratassem de saúde, com informações sobre transmissão de DST/AIDS, bem como qualidade de vida de pessoas soropositivas, com carga horária maior ao tempo utilizado para tais mentiras, mistificações, desinformações e, acima de tudo, preconceitos, verdadeiros atentados aos Direitos Humanos! [Conheça o caso "Direitos de Resposta" AQUI.]
Abaixo, segue a Carta Aberta ao Alexandre Garcia, escrita pela Rede Feminista de Saúde, em repúdio às palavras, proferidas na CBN dia 7 de maio de 2010:
Carta aberta ao jornalista Alexandre Garcia
A Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, entidade civil que congrega quase três centenas de organizações de mulheres em defesa da saúde, vem a público para manifestar profundo desconforto produzido pelos comentários e opiniões emitidas pelo senhor, no exercício do jornalismo, e ao mesmo tempo reconhecer e apoiar as manifestações da Rede Parto do Princípio e do Departamento de DSTs/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em contestação às suas palavras.
Inicialmente, informar ao conhecido jornalista que o Brasil reconhece os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas, em particular das mulheres, com parte dos direitos humanos. E que há vedação constitucional para o exercício da discriminação e do preconceito, manifestações essas que impregnaram seus comentários por meio de comunicação mantido por concessão pública e reproduzidos em http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/mais-brasilia/MAIS-BRASILIA.htm.
É fruto da luta do movimento de mulheres o reconhecimento de um conjunto de procedimentos técnicos e éticos que assegurem a humanização da atenção à gestação, parto e puerpério, o que inclui a presença de um acompanhante de sua livre escolha no pré-parto, parto e pós-parto imediato. Longe de uma bobagem, este é um direito previsto por Lei Federal n° 11.108 de 2005, que por sua vez vem sendo descumprida, à exceção de serviços que comprovam os benefícios à gestante e ao bebê.
Ademais, também é fruto de luta o reconhecimento do direito das mulheres de decidir pela maternidade, direito este ainda incompleto, pois o acesso ao aborto é restritivo no Brasil. Os métodos anticonceptivos e contraceptivos, embora previstos em leis e políticas, ainda não cobrem toda a população, sendo portanto as mulheres credoras e não devedoras de direitos. O direito à maternidade, por sua vez, é assegurado às mulheres que assim o desejem, indistintamente à sua condição sorológica, havendo importantes avanços para a redução da transmissão na gestação e após parto.
Seus comentários, prezado jornalista, colaboram para ampliar os obstáculos culturais à garantia da saúde integral das mulheres como um direito humano, ao contrário da missão do Jornalismo, que é de informar e colaborar para a mudança de padrões culturais da sociedade, numa perspectiva de respeitar a autonomia das pessoas na sua tomada de decisão, assim como do acesso a bens e serviços de qualidade, pautados na dignidade humana.
Por acreditarmos e lutarmos cotidianamente pelo direito democrático à informação, solicitamos de Vossa Senhoria que busque no seu cotidiano profissional desfazer os males que produza, seja por desinformação, seja por preconceitos inaceitáveis em nossa sociedade.
A Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos espera de sua parte a postura digna de um profissional no exercício do Jornalismo.
Colegiado da Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Telia Negrão – Secretária Executiva – Maria Luisa Pereira de Oliveira - Adjunta
Porto Alegre, 12 de maio de 2010.
Atualizado às 23h26min.
7 de abril de 2010
Em defesa do SUS
30 de julho de 2009
Trabalhadores da Saúde do RS proibidos de viajar
Recebo mensagem de representante da delegação do Estado do RS para a Mostra Nacional da Humanização do SUS, em Brasília, semana que vem:Na semana que vem, em Brasília, acontece a Mostra Nacional da Humanização do SUS. O estado do Rio Grande do Sul conta com uma delegação de 103 trabalhadores de saúde que tem apostado na Política Nacional de Humanização como uma ferramenta potente para sustentabilidade da política pública na área da saúde e da garantia de direitos à saúde do povo brasileiro. A Mostra Nacional é um ícone, lugar de encontro, de trocas e de renovação das esperanças e lutas por uma sociedade mais justa e solidária, pois somente isso, a força de trabalhadores e usuários, é que garantirá uma reforma social capaz de garantir o proposto na Constituinte de 88. Pois bem, o que ocorre é que o Secretário de Saúde do Estado Osmar Terra lançou um decreto, que proíbe a saída de qualquer trabalhador do estado para viagens ou participações em eventos. Muitos trabalhadores, envolvidos com a Política Nacional de Humanização, que investiram suas economias em passagens para participar desse evento nacional, não estão podendo ir,por conta deste decreto. Nesta semana, os trabalhadores que fazem parte dessa delegação, através de uma lista virtual construiram o manifesto [em anexo] numa tentativa última de pressionar o Governo do Estado para liberar os trabalhadores para participar do evento em Brasilia. Alguns trabalhadores não ligados ao Estado encaminharão, amanhã, o manifesto a SMS do estado para que seja entregue nas mãos do Secretário de Estado da Saúde. Venho por meio deste solicitar, a esta lista, que vocês nos ajudem na divulgação deste manifesto. A nossa última esperança é que essa manifestação possa levar o Secretário repensar sua posição. O argumento dele para tal decreto é em função da Gripe A, porém os trabalhadores do Estado envolvidos com o evento não são pessoas que trabalham diretamente na assistência, portanto sua saída não seria prejudicial ao andamento das coisas. São trabalhadores envolvidos com seções administrativas e de planejamento ou de educação permanente e capacitação. Portanto peço aos companheiros desta lista que nos ajudem, divulgando nos espaços de comunicação onde vocês tem acesso e repassando para as listas de vocês.
O manifesto pode ser lido AQUI.
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Está demais a paranóia com a Gripe A. Já são várias as informações a respeito das motivações midiáticas<->econômicas desta gripe [uma busca rápida, na rede mundial de computadores, dá conta dessas informações]. Lavar as mãos constantemente; agasalhar-se no frio, principalmente, as extremidades [pés e cabeça]; utilizar lenço ao espirrar [ser educada e educado]; ficar em casa, quando doente, são regrinhas básicas do tempo de nossas tatatatatataravós.
O que se percebe, na atuação do incompetente Secretário de Saúde Osmar Terra [Governos Rigoto e Yeda], é a utilização política-partidária da pasta da Saúde, visando à eleição para Deputado Federal em 2010. O dito quer ser o "pai da Gripe A" e da campanha contra o "Crack" [outra supericialidade midiática, que não vai a fundo na questão], como bem observou grande amiga e jornalista formada...
18 de julho de 2009
A gripe, segundo as "Organizações Serra 2010"
Depois dos fracassos da "Crise" e "Fora Sarney", a aposta no "Apagão da Saúde", via gripe suína
Quando comecei a escrever sobre a gripe suína, sabia que assim que surgissem as primeiras mortes as Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) partiriam para criar um clima de comoção nacional, visando gerar pressão insuportável na rede básica de saúde, para declarar uma situação de "apagão da saúde".Ontem, nos vários momentos em que ouvi a Rádio CBN (Sardenberg e Piotto), pude constatar que foi dada a partida para mais esse projeto da OS, que visa desgastar o Governo Lula, a ministra Dilma e, com isso, viabilizar a candidatura Serra (ou Aécio) para 2010.
Após exaustiva entrevista coletiva do ministro José Gomes Temporão (que ouvi atentamente, na mesma CBN), fiquei com a impressão de que ele não tinha deixado margem alguma para as besteiras que viriam em seguida, na mesma CBN.
Mas a capacidade do Sardenberg e do Piotto em falar e gerar besteiras é incomensurável.
1. O ministro explicou que todos os procedimentos que estão sendo adotados no Brasil estão em linha com os protocolos definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e são praticados em todos os países do mundo. Mas, acreditem, os dois serristas não aceitam esses procedimentos - talvez prefiram as sugestões do seu candidato à Presidência, o Governador Serra, para combater a epidemia - e querem - para criar o clima de pânico - que os ouvintes acreditem que:
a) o governo brasileiro está tratando de forma incompetente a referida epidemia;
b) todas as pessoas infectadas ou com suspeita deveriam estar tomando remédio, para reduzir o número de mortes;
c) o governo brasileiro deveria comprar muito mais remédio do que está comprando, senão a gripe vai se alastrar de forma violenta. Um exemplo: o Brasil tem 75 mil doses do remédio para tratar os casos indicados. Até agora, só foram detectados menos de dois mil casos. Desses, mais de 99% foram curados e tivemos apenas menos de 1% de óbitos. Então, qual a justificativa para afirmar que 75 mil doses é muito pouco, como fez o Piotto ontem?
A justificativa é criar um clima de pânico e de desconfiança na população, em relação ao governo brasileiro. Embora grande parte da responsabilidade no atendimento seja atribuição das Prefeituras e Governos de Estado.
2. O ministro Temporão explicou que a mortalidade da gripe comum é bem maior, até agora, do que a da gripe suína. A finalidade era a de não criar pânico. Mas a irresponsabilidade das Organizações Serra é criminosa e, sem fundamentação alguma, faz o contrário do que deveria para esclarecer e manter a tranquilidade da população. Além disso, o ministro fez as seguintes recomendações:
Volto a dizer que todas as pessoas que apresentarem sintomas de gripe procurem um posto de saúde ou seu médico de confiança. São esses profissionais que farão a avaliação do seu estado de saúde e indicarão o melhor tratamento. Repito: os hospitais de referência têm que estar disponíveis para os casos que inspirem mais cuidados. Quem tiver sintomas de gripe não deve procurar o hospital, mas um posto de saúde ou seu médico de confiança.
3. Já começa a dar frutos a política das Organizações Serra de criar um clima de pânico na população. Leiam trecho de matéria de hoje do G1, sobre o assunto:
A notícia de que o vírus da nova gripe já circula no país fez a procura por atendimento aumentar em hospitais de todo o país. Só em Porto Alegre, o número de pacientes que procuraram um dos principais hospitais da cidade dobrou. A movimentação também é grande em São Paulo e no Rio de Janeiro.
4. Não foi a notícia de que o vírus circula por aí que fez aumentar a procura, mas o clima de pânico gerado pelas Organizações Serra. E as pessoas, instigadas pelas OS, não querem saber de posto de saúde. Vão direto para os hospitais de referência, gerando uma pressão difícil de ser atendida.
Tenho certeza de que, em poucos dias, surgirá o termo "apagão da saúde" e será pedida a cabeça do competente ministro Temporão.
O que as Organizações Serra não conseguiram com a "Crise" (que no Brasil não passou de marolinha) e com o "Fora Sarney" é possível que consigam alguma coisa com o "Apagão da Saúde".
O termo "apagão":
Para quem não se lembra, o único apagão que tivemos, até agora, ocorreu no final do Governo FHC, que levou ao racionamento de energia elétrica que custou R$ 45 bilhões, segundo o TCU, em matéria de ontem do jornal O Globo (pág. 27). Se tivesse sido no Governo Lula, as OS estariam insuflando as massas para uma CPI do Apagão. Mas como foi no FHC, efeito Ricúpero no assunto!
Os demo-tucanos, que entendem de apagão, querem de todo modo fazer colar o termo apagão ao Governo Lula. Tentaram com o apagão logístico, e nada. Depois, com o apagão aéreo, e nada. Agora tentarão o apagão na saúde, e dará em nada porque o Brasil é um dos países que mais tempo conseguiu sustentar as investidas do H1N1 sem óbito.
Exatos 83 dias. Um recorde mundial!
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Em relação ao Sen. José Sarney, sugerimos o artigo do Leandro Fortes Sarney, o homem incomum para seu blog Brasília eu vi.
