O CENTRO É DO POVO!
Com apresentações e performances teatrais, musicais e poéticas!!!
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;


Nesta terça-feira, dia 25 de agosto, a Comissão Pró Conferência do Rio Grande do Sul organiza ato público pela realização da I Conferência Nacional de Comunicação. Para o ato, a comissão mobiliza não somente as instituições que fazem parte da comissão estadual, mas também toda a sociedade que é usuária dos meios de comunicação e interessada na discussão.
“Porque você ouve rádio, vê televisão, navega na internet, usa o telefone, lê jornal, vai ao cinema e ao teatro, tem um blog, escreve cartas, ouve músicas e lê livros. Porque a TV e o jornal não mostram o lugar onde você mora do jeito que você gostaria. Porque você tem idéias e opiniões e gostaria de comunicá-las” , explica a Comissão para a sociedade em geral.
Além do ato público com plenária das entidades e panfleteação na esquina democrática em Porto Alegre, vai haver também o lançamento do livro “A Ditadura da Mídia”, de Altamiro Borges e um momento de formação com o jornalista e autor do livro sobre “A mídia no Brasil”.
Programação (25 de agosto)
10h: Plenária das entidades
Local: Cpers sindicato (Av. Alberto Bins, 480, 9° andar)
12h: Ato público - Panfleteação
Local: (Esquina democrática)
18h30: Palestra “A mídia no Brasil” com o jornalista Altamiro Borges
Local: Cpers sindicato (Av. Alberto Bins, 480, 9° andar)
Após lançamento do livro A Ditadura da Mídia, de Altamiro Borges
Cpers sindicato (Av. Alberto Bins, 480, 9° andar)
O PL Substitutivo do Senador Azeredo, em seu cerne, atende aos interesses do capital. Isto ficou bem ilustrado no discurso do Sr. Ministro de Comunicação Hélio Costa, na abertura do Congresso da Abert, no qual ele afirmou que os jovens devem se "despendurar da Internet" e "devem" assistir TV e ouvir rádio.
Nota de Agradecimento
gutocarvalho: http://twitpic.com/1wjp7 - banners sobre torturadores #ditabranda
gutocarvalho: http://twitpic.com/1wjto - microfone aberto, dê seu depoimento #ditabranda
gutocarvalho: http://twitpic.com/1wjxb -Até o momento pelo menos 100 pessoas estão presentes em frente ao prédio da Folha de São Paulo.
Policiais estão presentes para acompanhar o ato. Viaturas passam o tempo todo em frente do jornal.
Barbosa, o primeiro a chegar vindo de Taubaté, informa que desde 8h seguranças da Folha estão de prontidão.
O primeiro ato da manifestção será a leitura do manifesto do Movimento dos Sem Mídia.
Os manifestantes estenderam faixas em frente da Folha: A ditadura foi branda para a Folha. Ditadura nunca mais


Eduardo agradece a todos os presentes pela vinda, de Goiania, Brasília, Taubate, São Roque e São Paulo
Publico aplaude o ato e a coragem de todos que comparecem ao ato. Eduardo lembra que esta sendo apagado da memoria dos jovens as informaçoes reais sobre a ditadura.
Leitura do manifesto do MSM. Repudio a revisão historica da ditadura no Brasil. A naçao brasileira foi usurpada, com censura e tortura.
Eduardo lembra que o editorial da Folha minimizou a ditadura no Brasil para atacar o presidente da Venezuela Hugo Chavez
Neste momento, dois lados da Barao de Limeira estao tomados. Mais de 200 pessoas ocupam a rua.
A Folha abriu espaço para pessoas que defendem metodos de controle da cidadania.
Toda a mobilizaçao para o ato desta manhã foi feita pela internet.
Funcionarios da Rede Record estao presentes ao ato.
A APEOESP subsede norte em reunião dos representantes de escola publicou uma moçao de apoio a manifestacao e repudio ao editorial da Folha na ultima quarta, segundo Segisvaldo Caldo, da Apeoesp.
Promotora de Justica aposentada de SP, fundadora do Movimento do Ministerio Publico democratico, cuja missão é difundir a doutrina dos direitos humanos nas instituicoes da justica, em especial dos ministerios publicos do Brasil, presente ao ato. O MP democratico enviou protesto a Folha, que sequer publicou.
Promotora de Justica aposentada de SP, fundadora do Movimento do Ministerio Publico democratico, cuja missão é difundir a doutrina dos direitos humanos nas instituicoes da justica, em especial dos ministerios publicos do Brasil, presente ao ato. O MP democratico enviou protesto a Folha, que sequer publicou.
Presente ao ato, o estudante de pedagogia da USP, com mais cinco estudantes, repudiam a forma com a qual a Folha de São Paulo distorce a historia, menosprezando o sofrimento das vitimas e a luta pelos direitos humanos.
O padre Julio lenbra que imprensa brasileira não lembrou os 100 anos de nascimento de D. Helder Camara
Coordenador do Corsa, entidade de defesa da cidadania GLBT, presente ao ato, diz que é um acinte um veiculo como a Folha distorcer a memória historica do povo brasileiro, relativizando todo o horror que o Brasil viveu sob a ditadura.
Deputado estadual Carlos Néder.
Presente ao ato, a sociologa Flavia Brites nos informa que está começando um novo blog, Algodão Hidrofilo no endereo flaviabrites.blogspot.com
Mais de 100 blogs agregados ao planeta conseguiram somar 60.000 visitas, todas tratando do tema ditabranda
A mobilização, que trouxe 500 pessoas para a porta da Folha, foi realizada sem ajuda da imprensa tradicional. Tudo foi realizado via Internet, por Twitter e e-mail.
Vindo de Campinas para o ato, o professor Pablo está cedendo fotos de hoje para publicarmos nos sites
Pelo blog Escrevinhador, está presente no ato o jornalista Rodrigo Vianna
Com uma camiseta estampada Abaixo a Ditabranda, o estudante Rollan comperece ao ato na porta da Folha
Filiada e fundadora do Movimento dos Sem Midia, Dalva é uma cidada que luta ccontra a ditabranda da Folha por ser testemunha da história política no Brasil.
Com a repercussão do ato na rede, até a TV Band está presente

Policiais presentes na manifestação
Quase duas horas e meia depois, termina o ato em frente ao prédio da Folha
Temos muito material para subir entre fotos e videos. Isso ocorrerá ao longo do dia.
Movimento dos Sem Mídia
Pela Justiça e pela Paz no Brasil
A Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia – MSM, entidade de direito privado constituída juridicamente em 13 de outubro de 2007, exorta a sociedade brasileira a repudiar a perniciosa e ameaçadora revisão histórica perpetrada recentemente por editorial do jornal Folha de São Paulo, texto que relativizou a gravidade de crimes cometidos pelo Estado brasileiro entre os anos de 1964 e 1985, período durante o qual a Nação brasileira sofreu usurpação de um golpe militar ilegal e inconstitucional que, por seu turno, gerou aos brasileiros conseqüências nefandas tais como censura à liberdade de pensamento e de expressão, prisões arbitrárias e crimes de tortura, de estupro e de morte, atos de terror que destruíram as vidas de milhões de brasileiros, muitos dos quais sobreviveram àquele terror e, assim, carregam até hoje seqüelas daquele período de trevas.
No âmbito desse repúdio, cumpre à nossa entidade tornar públicos os pontos daquele texto jornalístico que julgamos perniciosos e ofensivos às vítimas que tombaram e às que sobreviveram àquele regime de força, que suprimiu os princípios e mecanismos do Estado Democrático de Direito e as garantias, liberdades e direitos individuais e coletivos, somente restituídos ao povo brasileiro com a edição da vigente Constituição Federal de outubro de 1988.
O editorial do jornal Folha de São Paulo intitulado “Limites a Chávez” foi publicado em 17 de fevereiro deste ano. O veículo de comunicação exerceu um direito óbvio e que não se questiona, o direito de opinar. Criticar o resultado do plebiscito recente na Venezuela ou emitir qualquer outra opinião, portanto, jamais estimularia nossa Organização a protestar de forma tão solene e veemente se não fosse a tentativa de revisão histórica que afirmou que o regime dos generais-presidentes teria sido “brando”, pois tal afirmativa constituiu-se em dolorosa bofetada nos rostos dos que sobreviveram, em verdadeiro deboche dessas vítimas expresso por meio do termo jocoso “ditabranda”, corruptela do único termo possível para identificar aquele regime, o termo ditadura.
Em poucas palavras, o editorial da Folha de São Paulo criou teorias novas, como se verá em trecho a seguir. Disse a Folha de São Paulo: “As chamadas "ditabrandas" – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.
O perigo e a afronta residem no eufemismo. Com efeito, o diabo está nos detalhes. Diga-se essa barbaridade de “acesso controlado à Justiça” aos que ficaram pelo caminho da máquina opressora do Estado brasileiro de então, aos que sofreram tudo que foi acima enumerado. Diga-se a eles que tiveram acesso “controlado” para buscarem reparação pelas violências que sofreram. Achem um só que tenha encontrado guarida e reparação na Justiça, à época, pelas violências que sofreu. E mais: diga-se isso aos que não sobreviveram às ações arbitrárias daquele Estado ditatorial e aos seus famliares.
No conceito de nossa Organização, conceito este amparado no melhor Direito Universal, o que fez o jornal em questão foi dizer “brandos” aqueles crimes, abrindo espaço para a proliferação de mentalidades que ainda defendem publicamente métodos excepcionais de “controle” da Cidadania e das próprias vidas dos cidadãos.
Dizem os defensores da usurpação do Estado Democrático de Direito que ocorreu naquele período obscuro de nossa história que havia então uma “guerra” no Brasil. Uma guerra em que tantos jovens idealistas, muitas vezes pouco mais do que imberbes, sucumbiram defendendo a Constituição, por sua vez violentada pelos desejos de poucos, que estupraram o desejo da maioria que delegou o Poder a um governo constitucional que a ditadura derrubou por meio de golpe de Estado.
O Brasil daquele 1964 tinha um governo eleito pelo voto. Não foi destituído por um processo democrático que se valeu dos mecanismos constitucionais que existiam e que poderiam ser usados se os que se opunham àquele governo acreditassem que tinham representatividade popular para fazer tais mecanismos prevalecerem. Não. Por não estarem amparados pela maioria dos brasileiros, os usurpadores do Poder de Estado legalmente constituído em eleições livres e democráticas trataram de usar a violência, a sedição e a ilegalidade para fazerem prevalecer suas visões, desejos e interesses minoritários, impondo-os sobre uma maioria que mais tarde seria amordaçada e ameaçada, de forma que não pudesse contestar a ruptura do Estado de Direito.
Equiparar o Estado àqueles que os defensores do regime de exceção diziam ser “terroristas”, era, é e sempre será uma aberração jurídica, para economizar palavras. Não cabe no conceito de democracia, de Estado de Direito, a hipótese de agentes do Estado imporem suplícios físicos desumanos e criminosos àqueles dos quais desconfiavam de que não compartilhavam suas idéias totalitárias.
O que torna mais dramática essa revisão afrontosa daquele período da história é que o jornal Folha de São Paulo não se contentou só com ela. Diante dos protestos de dois dos expoentes mais respeitados da intelectualidade brasileira tanto no Brasil quanto no exterior, a professora Maria Victória Benevides e o professor Fábio Konder Comparato, o jornal tratou de insultá-los de forma virulenta, qualificando-os como “cínicos e mentirosos”, claramente tripudiando da indignação dos justos ante absurdo tão rematado quanto o acima descrito.
Nem as poucas opiniões contrárias que o jornal permitiu que fossem vistas em suas páginas opinativas, sempre de forma tão “controlada” quanto afirmou antes que fazia a sua “ditabranda”, puderam minorar a dor dos sobreviventes dos Anos de Chumbo, e tampouco fizeram a justiça necessária à memória das vítimas fatais da ditadura cruel que vigeu naquele período triste da história deste País.
Tanta injustiça, desrespeito, deboche talvez encontre “explicação” quando se analisa o papel exercido pelo jornal contra o qual protestamos durante boa parte do tempo em que a ditadura militar oprimiu esta Nação.
Em obra literária de autoria de um colaborador desse meio de comunicação, do jornalista Elio Gaspari, intitulada “A Ditadura Escancarada”, figura acusação ao jornal Folha de São Paulo que este jamais rebateu de forma adequada e pública, a acusação de que cedeu veículos à sua “ditabranda” para o transporte de presos políticos.
Mas é em editorial desse grupo empresarial publicado em 22 de setembro de 1971, no auge da ditadura, que transparecem as relações de então entre a mídia e o regime. Diz aquele editorial pretérito tão nefasto quanto o editorial mais recente, sendo ambos do grupo empresarial de comunicação da família Frias:
“Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca ouve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social - realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. O país, enfim, de onde a subversão - que se alimenta do ódio e cultiva a violência - está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete o sentimento deste." Octávio Frias de Oliveira, 22 de setembro de 1971”.
Apesar desse documento histórico com dia, mês e ano, e que pode ser encontrado nos arquivos desse grupo empresarial de comunicação, apesar desse documento que mostra faceta do jornal Folha de São Paulo que ele teima em não reconhecer e que certamente não quer ver conhecido por seu público atual talvez por ter vergonha de seu passado, sua alegação contemporânea é a de que “combateu” a ditadura que aquele editorial, assinado por seu proprietário de então, qualificava como “séria, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular”.
Não se consegue entender como a Folha de São Paulo, então, media o “apoio popular” à ditadura, pois não havia eleições livres ou mesmo pesquisas sobre a popularidade dos ditadores. Era, pois, uma invenção a tese de que a ditadura estaria “levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social”, porque, à luz do conhecimento histórico daquele período, o que se sabe é que o que gerou foi concentração de renda, ou seja, empobrecimento dos mais pobres e enriquecimento dos mais ricos.
No dia em que o editorial profano mais recente foi lido pelos Sem Mídia, o que nos veio às mentes foram as palavras imortais do ativista negro norte-americano doutor Martin Luther King que pregaram, há tantas décadas, a conduta dos democratas diante dos violadores da democracia: “O que preocupa não são os gritos dos maus, mas o silêncio dos bons”. E é por isso que estamos aqui hoje, porque a sociedade civil não aceita e não ficará inerte assistindo a defesa velada de uma ditadura e a tentativa de vender a tese de que ela foi menos do que ilegal, imoral e terrivelmente dura, tendo sido tudo, menos “branda”.
São Paulo, 7 de março de 2009
Eduardo Guimarães
Presidente