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1 de outubro de 2010

O DEBATE E O SONO

Laerte Braga


A GLOBO começa a ser vítima de sua arrogância. Em matéria de eleições presidenciais quer ser sempre a última palavra. O round final. Todas as outras redes de tevê promoveram debates entre os candidatos a presidente (alguns excluídos), mas o grande final é na GLOBO. É o que pensam os que dirigem o carro chefe da mídia privada no Brasil.

A tônica do debate foi sono.

É o resultado do formato desenhado nos laboratórios globais. Tem três objetivos. Tentar ajudar o candidato do esquema, no caso José Arruda Serra, tentar embananar o processo eleitoral dando força a uma terceira candidatura sem condições de vitória e produzir um espetáculo.

O tchan do debate global é a tal da tecnologia.

Imagino que a continuar assim nos próximos pleitos teremos candidato descendo de disco voador, outro emergindo de um submarino e vai por aí afora.

Programa de governo, informações corretas e verdadeiras, nada disso é cogitado na rede. Supor que tudo isso seja um jeito de interpretar Maquiavel é tanto desqualificar Maquiavel, como super qualificar a GLOBO.

É apenas a presunção que o paraíso existiu e foi reconstruído no tal PROJAC. Delírio, nada mais.

O problema real vem depois. O que a GLOBO vai fazer com o debate, ou melhor, com as imagens do debate. Editá-las, como o fez em 1989, dando a impressão que determinado candidato venceu, no caso o dela, Arruda Serra, ou render-se à evidência da eleição de Dilma Roussef?

Devem colocar esses fatos numa balança, pesar com pesos de realidade e decidir pelo que for menos doloroso à empresa, ao grupo, levando em conta os compromissos internacionais que tem junto a várias agências financeira e ao próprio BNDES.

Se for para atrapalhar as trapaças da FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO não editam nada. Se tiver jeito de aumentar a participação acionária nos negócios do Estado, aí editam, deitam e rolam.

É a ética do grupo Marinho.

Um governo que não ceda às chantagens da rede pode não ser tão negativo assim, do ponto de vista deles, levando em conta que muitos governos estaduais estarão dispostos a segurar o barco.

Os candidatos... Bem, os candidatos deixaram a sensação que por lá apareceram por conta dos riscos da ausência. Aquele compromisso chato, que você está doido para ficar quieto em casa, ou fazer coisa diferente, mas não tem como cancelar. Aí vai, seja lá o que Deus quiser. Vai.

José Arruda Serra dessa vez não tentou nem levantar vôo. Ensaiou sair do hangar, mas logo recolheu a aeronave tucana. Deposita suas esperanças no desempenho da verde/laranja Marina da Silva (a candidata de Al Gore, aquele que disse que a Amazônia não é só do Brasil). A propósito, num dos intervalos comerciais do debate a empresa do vice de Marina anunciou. A NATURA. Vale dizer pagou à GLOBO para veicular um comercial. Trem feio, a GLOBO ainda tomou dinheiro do cara.

Para eles não existe complicação nenhuma nisso, é prática corriqueira. O negócio de me paga tanto que eu faço o que você mandar. Se tiver problema a gente manda o Faustão criar um quadro novo, está chegando o ano de 2011 já já começa o frisson BBB, logo todo mundo esquece tudo.

O Brasil mergulha “nos meus heróis”.

Marina da Silva agarrou-se à última oportunidade, a sensação que causou, a mim pelo menos, é que morre na praia. Essa história de chegar ao fim da competição em condições de uma final exclusiva com Dilma foi para o espaço. Nem lá e nem cá. É nisso que dá ser verde, mas com laranja, verde madura digamos assim.

Pode falar até aqui, depois não. Tem que engolir os sapos.

Dilma cumpriu seu papel. Tem vantagem tranqüila nas pesquisas de intenções de votos, agora atenção total para neutralizar a jogada última da turma. VEJA e suas denúncias inconseqüentes, FOLHA DE SÃO PAULO com as pesquisas montadas do DATA FOLHA (o objetivo agora é levar para o segundo turno), o conjunto GLOBO fazendo o que faz todos os dias, tratando o telespectador como Homer Simpson, definição do arcanjo guardião do PROJAC, William Bonner.

O candidato Plínio de Arruda Sampaio cumpriu seu papel de mostrar as diferenças entre governo popular e governo do modelo engessado pelo institucional que tem como um dos juízes Gilmar Dantas Mendes.

A participação de Plínio de Arruda Sampaio nos debates é algo a ser analisado por seu partido. Permaneceram excluídos candidatos como Ivan Pinheiro (PCB) e José Maria (PSTU), fica a sensação que debates são apenas um espetáculo, nada além disso.

É pena que o IBOPE não faça uma pesquisa diferente, digamos assim. Buscar saber quantos telespectadores conseguiram se manter acordados por todo o “confronto”.
Sei não, tenho a sensação que iriam ter uma surpresa, número elevado dos que dormiram ao longo do embate democrático.

Democracia com lantejoulas.

E quantos viram o comercial da NATURA, empresa de propriedade do candidato a vice de Marina da Silva.

Foto: Alexandre Durão/TV Globo

27 de agosto de 2010

Estimativas para 3 de outubro


Por Marcos Coimbra* - Carta Capital


Do jeito como vão, as eleições presidenciais não devem nos reservar surpresas de reta final. Ao contrário. Salvo algo inusitado, elas logo adquirirão suas feições definitivas, talvez antes que cheguemos ao cabo da primeira quinzena de veiculação da propaganda eleitoral na tevê e no rádio.

Por várias razões, a provável vitória de Dilma Rousseff- em 3 de outubro será saudada como um resultado extraordinário. Ao que tudo indica, ela alcançará uma coisa que Lula não conseguiu nem quando disputou sua reeleição: vencer no primeiro turno. Não que levar a melhor dessa maneira seja fundamental, pois o próprio Lula mostrou ser possível ganhar apenas no segundo e se tornar o presidente mais querido de nossa história.

É preciso lembrar que Lula não a obteve em 2006 por pouco, apesar de sua imagem ainda sangrar com as feridas abertas pelo mensalão. Ele havia chegado aos últimos dias daquele setembro com vantagem suficiente para resolver tudo ali mesmo e só a perdeu quando sofreu um ataque sem precedentes de nossa “grande imprensa”.

Aproveitando-se do episódio dos “aloprados”, fazendo um carnaval de sua ausência no debate na Globo, ela balançou um eleitorado ainda traumatizado pelas denúncias de 2005. Lula deixou de vencer em 1º de outubro, o que, no fim das contas, terminou sendo ótimo para ele. No segundo turno, a vasta maioria da população concluiu o processo de sua absolvição, abrindo caminho para o que vimos de 2007 em diante: ele nunca mais caiu na aprovação popular e passou a bater um recorde de popularidade atrás de outro.

Com as pesquisas de agora, é difícil estimar com precisão quanto Dilma Rousseff poderá ter no voto válido. Não é impossível que alcance os 60% que Lula fez, no segundo turno, na última eleição. E ninguém estranharia se ela ultrapassasse os 54% que Fernando Henrique obteve em 1994, com o Plano Real e tudo.

Para fazer essas contas, é preciso levar em consideração diversos fatores. Um é quanto Marina Silva poderá alcançar, a partir dos cerca de 8% que tem hoje. Há quem imagine que ela ainda cresça, apesar do mísero tempo de televisão de que disporá. Com uma única inserção em horário nobre por semana e um tempo de programa praticamente idêntico ao dos candidatos pequenos, não é uma perspectiva fácil.
O segundo fator é o desempenho dos candidatos dos partidos menores, dos quais o mais relevante é Plínio de Arruda Sampaio. Muito mais que seus congêneres de extrema esquerda, ele pode se transformar em opção para a parcela de eleitores que vota de forma mais ideo-lógica ou que apenas quer expressar seu “protesto”. Embora as pesquisas a respeito desse tipo de eleitor não sejam conclusivas, isso pode, talvez, ocorrer em detrimento de Marina: à medida que Plínio subir, ela encolherá. O que não afetaria, portanto, o tamanho do eleitorado que não votará em Dilma ou Serra.

Para, então, projetar o tamanho da possível vitória de Dilma, o relevante é saber o piso de Serra. Se ele cairá, considerando seu patamar atual, próximo a 30%.

Só o mais otimista de seus partidários acredita (de verdade) que a presença de Lula na televisão será inútil para Dilma e que seu apelo direto ao eleitor não produzirá qualquer efeito. Ou seja, ninguém acredita que ela tenha já atingido seu teto, com os 45% que tem hoje.
O voto em Serra tem, no entanto, três fundamentos, todos, aparentemente, sólidos: 1. É um político respeitado no maior estado da federação, que governou, até outro dia, com larga aprovação. 2. Representa o eleitorado antipetista,- aquele que pode até tolerar Lula, mas que nunca votou e nunca votará no PT. 3. Tem uma imagem nacional positiva, conquistada ao longo da vida e, especialmente, quando foi ministro da Saúde. De São Paulo deve sair com 45% dos votos, o que equivale a 10% do País. O antipetismo lhe dá mais cerca de 10% e a admiração por sua biografia no restante do eleitorado, outro tanto (tudo em números redondos).

Se essas contas estiverem corretas, Serra teria pouco a perder nas próximas semanas. Em outras palavras, já estaria, agora, perto de seu mínimo.

Fica simples calcular o resultado que, hoje, parece mais provável para 3 de outubro: Serra, 30%; Marina e os pequenos, 10%; brancos e nulos, entre 8% e 10% (considerando o que foram em 2006 e 2002, depois da universalização da urna eletrônica); Dilma, entre 50% e um pouco menos que 55%. Nos válidos: Marina (e os pequenos) 11%, Serra 33%, Dilma 56%.

Talvez seja arriscado fazer essas especulações. Talvez não, considerando quão previsível está sendo esta eleição.

*Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Imagem: Flickr Dilma Presidente.

28 de junho de 2010

Entrevista do candidato do PSOL ao Piratini

O candidato Pedro Ruas do PSOL [Partido Socialismo e Liberdade] concedeu entrevista ao jornal eletrônico Sul21:

Pedro Ruas sabe que dificilmente será eleito governador. Para o candidato do Psol (Partido Socialismo e Liberdade), o debate público no período eleitoral é um momento de propaganda das idéias do partido, para construí-lo como força política. Mira o futuro, mas age no presente. Assim, vai centrar sua participação eleitoral na denúncia. E avisa: todos os demais partidos serão seu alvo. Ruas é advogado há 30 anos, especializado na área trabalhista e presidente da Associação Gaúcha dos Advogados Trabalhistas (Agetra). Antes do Psol, Ruas foi vereador pelo PDT em 1986-1988; 1993-1997/1997-2001. Foi Secretário estadual de Obras e Saneamento (1999-2000) e Secretário municipal de Indústria e Comércio de Cachoeirinha (2003-2004). Em 2005 deixou o PDT. No ano seguinte, concorreu a deputado estadual pelo Psol. Nesta primeira entrevista com os candidatos ao governo do RS, com texto de Rachel Duarte e fotos de Eduardo Seidl, Ruas fala de suas propostas de governo e das denúncias que o notabilizaram.

Leia a entrevista direto no Sul21 AQUI.

Foto: Eduardo Seidl/Sul21

8 de dezembro de 2009

PSOL pede investigação de imóvel de Tarsila Crusius


Em entrevista coletiva no início da tarde de hoje, a deputada federal Luciana Genro, o presidente do partido, Roberto Robaina, e o vereador de Porto Alegre, Pedro Ruas trouxeram novas denúncias sobre a utilização de dinheiro de caixa 2 pela governadora Yeda Crusius.

Segundo eles, há suspeita sobre a compra da casa de Tarsila Crusius, filha da governadora Yeda Crusius, em um condomínio fechado da Zona Sul de Porto Alegre. O imóvel teria custado R$ 310 mil.

Dos 310 mil, R$ 150 mil foram dados em cash, na entrada, e o saldo foi parcelado da seguinte forma:


- R$ 15 mil em 10 de junho de 2009, mediante desocupação do imóvel;
- R$ 60 mil em três parcelas mensais e consecutivas no valor de R$ 20 mil cada uma, a serem pagas em 10 de julho, 10 de agosto e 10 de setembro de 2009;
- R$ 15 mil em 10 de outubro de 2009;
- R$ 70 mil em 10 parcelas mensais e consecutivas no valor de R$ 7 mil, vencendo-se a primeira no dia 10 de novembro de 2009 e as demais no mesmo dia dos meses seguintes.

A psicóloga Tarsila Crusius tem uma função honorífica no Estrado, não remunerada. Dificilmente Tarsila teria renda para adquirir um imóvel desse valor. Ela é separada do pai de seus dois filhos e tem uma loja de roupas no bairro Moinhos de Vento.

O partido levará a denúncia ao Ministério Público de Contas. A investigação seria amparada na lei que trata da evolução do patrimônio de agentes públicos.

Trata-se, de fato, de uma família da pesada.

Fonte: Caras Pintadas
Arte: Max Arouca

Coletiva do PSOL: acompanhe!

PSOL convoca coletiva para anunciar “novas e graves denúncias” envolvendo governo Yeda

Hoje, às 14 horas, tem entrevista coletiva na sede estadual do PSOL, em Porto Alegre. O presidente do partido, Roberto Robaina, e o vereador Pedro Ruas prometem apresentar “novas e graves denúncias” envolvendo o governo Yeda Crusius (PSDB). Acompanhem ao vivo pelo twitter.

Fonte: RSurgente

rsurgente Está começando a coletiva com Luciana Genro, Pedro Ruas, Fernanda Melchiona e Roberto Robaina

rsurgente As coletivas que temos feito não são à toa, diz Robaina. "Queremos socializar informações muito importantes com a sociedade gaúcha".

rsurgente Luciana Genro falará sobre uma questão referente à campanha eleitoral

rsurgente Existe um processo, na 12 Vara Civil, em segredo de justiça, cujo autor é Paulo Feijó, e cuja ré é yeda Crusius,

rsurgente Feijó diz que fez uma doação para a campanha, para a locação de imóvel, e não recebeu recibo eleitoral. Essa doação não foi declarada

rsurgente É uma prova material e concreta da prática de caixa dois na campanha de Yeda Crusius, diz Luciana Genro

rsurgente Há outras doações não declaradas, conforme mostraram emails de Paulo Feijó. Agora o doador está dizendo que fez a doação, não declarada

rsurgente Pedro Ruas: O doador, autor da ação, informa vários fatos à governadora Yeda. Um deles é esse que a Luciana relatou.

Fora_Yeda Bomba no Piratini. Luciana divulga novos fatos e a existência de processo de feijó contra Yeda Crusius.

rsurgente Pedro Ruas: além da casa da governadora, há outro imóvel, mais uma mansão, desta vez em nome da filha da governadora, Tarsila Crusius

rsurgente Ruas lê legislação que trata de gastos incompatíveis com o patrimônio de agentes públicos

rsurgente A psicóloga Tarsila Crusius tem uma função honorífica, não remunerada. Ela não tem renda, diz Ruas.

rsurgente Trata-se de uma casa cara, em condomínio fechado. PEdro Ruas apresenta a certidão do imóvel

rsurgente A certidão diz que Tarsila Crusius comprou, dia 3 de junho de 2009, um imóvel na av Caí, 255, condomínio Villa Jaguanun, por 310 mil reais

rsurgente 150 mil à vista e o restante em parcelas variáveis.

rsurgente Há uma coindicência entre o início e o final das parcelas, todos coincidem com o mandato da governadora, diz Ruas.

rsurgente Essa senhora não tem renda e o imóvel é caro, acrescenta.

rsurgente Vamos encaminhar ao Tribunal de Contas para avaliar a relação entre o patrimônio da sra. Tarsila e essa aquisição.

robainapsol Segundo o registro de imóvel O valor foi de 320.000, todas as datas de parecelas dados com um coicidem do Pagamento de Yeda

rsurgente Os ex-proprietários são o casal Ronaldo de Oliveira Fernandes e Joeci Teresinha Ribeiro Fernandes

rsurgente O processo de Feijó é uma notificação judicial à governadora que informa sobre a doação feita e não declarada na prestação de contas

rsurgente A doação consta da declaração de renda de Feijó e da empresa locatária do imóvel.

rsurgente Pedro Ruas chama a atenção para o inusitado do caso envolvendo Tarsila Crusius: de novo uma casa, de novo uma mansão, e a mesma família.

rsurgente A compra dessa casa é um tema de investigação, amparado em lei que trata da evolução patrimonial de agentes públicos, diz Robaina.

juliocsgarcia Direção do Psol/RS concede, neste momento, entrev. coletiva denunciando caixa 2 na campanha de Yeda. Denúncia envolve também sua filha ...

juliocsgarcia ...Tarsila, que teria comprado um imóvel de mais de R$ 300 mil recentmente, sem possuir renda para isso... entrevista prossegue.

rsurgente O PSOL fará um pedido formal de investigação ao Ministério Público de Contas sobre a compra do imóvel por Tarsila Crusius.

Fora_Yeda Família Crusius, uma família da pesada http://migre.me/dDUT

FIM DA COLETIVA.

Nota: as evidências dos gastos incompatíveis com o patrimônio da sra. Tarsila Crusius, cujo cargo no Gabinete não é remunerado, com a compra de casa datada em 2009, sugere a certeza da impunidade por parte dos órgãos da Justiça.

5 de outubro de 2009

Ato Fora Yeda

Parque Marinha do Brasil, dia 4 de outubro de 2009

Ainda há muito a fazer em matéria de atrair o público. Será preciso analisar as razões para tão pouca mobilização, quando temos um governo caindo de maduro por tanta corrupção!
Também sentimos falta da presença da mídia corporativa. Mesmo sem apoiar a ato, o evento não atraiu nem matéria de gaveta! A não ser, que tenha havido a presença de fotógrafos da P2 para "dar conta do recado"...

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Vimos, no Cloaca News, foto do ato tirada do palco para o público. É, a mídia corporativa não circula no meio do povo...

Atualizado em 5/10/09 às 18h19min.

Acima, faixa de juventude secundarista.



Abertura: apresentação da Família Sarará

Pedrinho Guareschi e Dep. Fed. Luciana Genro [PSOL/RS]


Rejane de Oliveira, Presidente do CPERS

Barraca do Julgamento Popular

Leonardo

Dep. Fed. Luciana Genro e o Ver. Pedro Ruas [PSOL/RS]

Dep. Est. Stela Farias [PT/RS] e Celso Woyciechowski, Presidente da CUT/RS

Ver. Sofia Cavedon [PT/RS]


Dep. Est. Raul Pont [PT/RS]

Pedro Munhoz

Homenagem ao sem terra Elton Brum

Intersindical

O Guaíba é nosso!



Momento chinelagem: dois carros de som passavam a todo instante. Por que será?????


Fotos: Dialógico

26 de agosto de 2009

Intolerância política em Santa Maria, RS


Notícia do blog Interpretações de um Sujeito:

Sede do PSOL-SM é alvo de ações por parte de defensores do governo Yeda

De acordo com informações encaminhadas pelo amigo e colega Henrique Cignachi, hoje pela manhã (25 de agosto) a sede do Partido Socialismo e Liberdade de Santa Maria foi alvo de ações por parte de defensores do governo Yeda, que colaram nas paredes uma série de adesivos com a frase "Governo Yeda, o Rio Grande, grande de novo". Os cartazes do PSOL com os dizeres "Fora Yeda" também foram rasgados e danificaram a pintura da porta. Integrantes do partido fizeram ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Santa Maria.

Segue abaixo, a nota de repúdio do PSOL:


Nota de repúdio – Partido Socialismo e Liberdade/Santa Maria Hoje, dia 25 de agosto de 2009, pela manhã, encontramos a sede municipal do Partido Socialismo e Liberdade (rua Dr. Pantaleão, nº74) coberta de adesivos “Governo Yeda, o Rio Grande, grande de novo”. Esta ação foi certamente realizada pelos apoiadores e cúmplices do governo que possui a pior avaliação nacional de desempenho, visto os sucessivos ataques aos serviços públicos do estado, envolvimento no maior esquema de corrupção estabelecido em nosso estado, truculência no tratamento do movimento sindical e social – das quais temos a morte do sem-terra nesta sexta-feira passada em São Gabriel -, dentre outras mazelas. Realizamos ocorrência policial na 1ª Delegacia de Polícia e esperamos que o ato não se repita e que nossos opositores nos enfrentem através de argumentos no embate político as claras e não com agressões materiais e ameaças, fato que já ocorreu em 2007 na antiga sede do partido, que havia sido invadida e extraviada (sem, porém, ter sido consumado roubo). O PSOL reitera sua posição de oposição a este governo corrupto e truculento e não iremos descansar enquanto esta terra improdutiva que constitui o governo estadual não seja ocupada por um governo compromissado com o povo trabalhador e pobre.

Sandra Feltrin
Presidente PSOL-SM

Henrique Cignachi
Secretário de juventude PSOL-SM

Crédito das fotos: Henrique Cignachi
Arte: Hupper
Atualizado em 27/08/09 às 00h25min.

11 de março de 2009

Chinelagem - Parte M

Quando o PSOL, dias antes da denúncia das gravações, iniciou sua campanha FORA YEDA,

a turma da chinelagem entrou em ação e veio com essa história do FICA YEDA:

Mas como chinelo tem sempre outra chinelagem a engendrar, agora, o alvo é o CPERS:

Borges de Medeiros, esquina Riachuelo.

Isto lá é oposição que se apresente? Quando não se debate ideologicamente, parte-se para a desqualificação total!

Em primeiro lugar, é preciso saber se a arrecadação é essa mesmo e, em sendo, qual o problema? São milhares de pessoas sindicalizadas, no estado, a contribuir para o sindicato, que tem um prédio para administrar, pagar água, luz, telefone. Empregados assalariados. Obrigações fiscais. Publicações; etc.

Graças ao CPERS-Sindicato, ainda há alguma decência em matéria de Educação nesse Estado. Escolas com alguns equipamentos; professores e professoras concursados/as, ao invés dos eternos contratos emergenciais; merenda palatável; alguma dignididade dos funcionários e funcionárias que não compõem o corpo discente.

Lutar contra cavalgaduras do PMDB e do PSDB não é tarefa fácil. Requer horas de discussões e análises do contexto. O dia que mães e pais compreenderem que o apoio às educadoras e aos educadores grevistas é muito mais importante do que enviar seus filhos e filhas à escola, as greves serão mais curtas, porque muito mais potentes!

É a comunidade escolar denunciando, em peso, o caos na educação! Não haverá chantagem emocional dos cargos executivos de plantão, muito menos chororô de jornalista-michê-chapa-branca que enfrente mães, pais, professoras, professores, funcionárias e funcionários unidos e unidas pela qualidade da educação de crianças, jovens e adultos.

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Claro, isso pressupõe uma formação política que muita gente da comunidade escolar ainda não tem. Se as tivesse, certos/as candidatos/as não seriam eleitos/as [alguns/algumas até conseguem ser reeleitos/as]. Seriam rechaçados/as nas urnas!

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Tanto é assim, que, quando gente [esta sim] desqualificada assume cargo executivo, a chinelagem corre solta, sente-se grandona!!!

Estão aí as imagens que não nos desmentem.

Imagens: Dialógico e Carla Ruas/CP [Fica-Yeda]
Atualizado em 12/03/09 - 00h23min

21 de fevereiro de 2009

Hupper

A RBS e a sua balança viciada

Quando insistimos, aqui no blog, que a mídia corporativa é canalha, não cometemos nenhum exagero e nenhuma injustiça.

"Tarso conspira contra Yeda": Essa frase é o título da entrevista que líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal - SP, deu a Zero Hora de ontem sobre os últimos acontecimentos no desgoverno Yeda.

Por que ZH escolheu essa frase do deputado como título de matéria e não qualquer outra? Ela é uma acusação direta ao Ministro da Justiça. Como essa outra: "o ministro Tarso Genro (Justiça) é um personagem sinistro nessa história". Por que, em nenhum momento, a entrevistadora pergunta se ele pode sustentar tais acusações?

Onde estão as provas, já que a RBS e seus celetistas, agora, urram na beira do penhasco clamando por elas, em relação às denúncias do PSOL contra Yeda?

Por que esse título não veio acompanhada do complemento "sem apresentar provas", como fez hoje ZH: "Sem provas, PSOL acusa governo Yeda."?

Como Aníbal sustenta sua ilação primária de que "Tarso é o chefe da Polícia Federal. E é pai da Luciana Genro, que é do PSOL" ?

Por que ZH considera a acusação sem provas do deputado como "a mais enfática defesa da governadora Yeda Crusius." ?

Por que ZH não considera igualmente “barbárie política” as acusações do deputado?

Impressionante: dois pesos e duas medidas em cada frase!!!

20 de fevereiro de 2009

A mídia, agora, quer provas?

Vejam o que a mídia corporativa está cobrando em relação as denúncias do PSOL:

- Zero Hora: Sem provas, PSOL acusa governo Yeda
- Folha: Sem provas, PSOL acusa Yeda de prática de caixa 2 e desvios
- Estadão: Yeda é acusada de comprar casa com caixa 2/PSOL faz denúncias contra governadora e ex-auxiliares, sem mostrar provas
- O Globo: bem, o jornalão carioca simplesmente supera os demais, porque não dá uma única linha sobre o assunto.

Que interessante! De repente, apresentar provas, passou a ser a condição sine qua nom para se acusar alguém de alguma coisa. Muito natural. Mas não no caso da nossa mídia, que nunca se furtou a apontar o dedo inquisitor, quando esse alguém fosse integrante do campo da esquerda, como muito bem aponta o professor César Bento:

Aliás, onde estão as provas contra o Diógenes Oliveira? Onde estão as provas contra o Zé Dirceu*? Falta de provas nunca foi motivo para o PRBS deixar de divulgar algo e assumir posição. Onde está a "fonte da informação"? Em vez de exigir tantas provas dos parlamentares, o PRBS deveria exigir investigação profunda das denúncias, além de fazer a sua parte.

Onde estão as provas sobre a CPI da Segurança Pública, circo montado pela RBS com apoio da bancada da direita, presidido pelo deputado fanfarrão Vieira da Cunha e que teve até juramento sobre a bíblia? A tal CPI foi completamente arquivada, pela Justiça, por absoluta inconsistência.

E a Rosane de Oliveira, então, aquela que a deputada Luciana Genro tem em alta conta?

Espero que a tua coluna possa ser um fórum de apresentação de propostas para Porto Alegre, para além das articulações políticas e negociações de alianças.

Vejamos o que ela diz da deputada e seus companheiros de sigla, sob o título Mandatos em jogo:

Pela gravidade das acusações que fizeram à governadora Yeda Crusius e a pessoas próximas a ela, o vereador Pedro Ruas e a deputada federal Luciana Genro (PSOL) empenharam seus mandatos na entrevista concedida ontem à tarde. Se conseguirem provar a existência das gravações e se o conteúdo corresponder ao que foi descrito provocarão uma hecatombe no governo. Se não conseguirem, sua credibilidade ficará irremediavelmente comprometida e passarão os próximos anos respondendo a processos na Justiça. A imunidade parlamentar não é absoluta.

Antes de tudo, ela duvida de Luciana Genro. Da Yeda, nem pensar! O que a desgovernadora apresentou até aqui, não foi suficiente para que Rosane, prudentemente, calasse a boca e aguardasse os acontecimentos. Tudo bem que ela seja o sustentáculo midiático da gestão yedista, como tem demonstrado com sobras de provas, na sua coluna. Mas por a mão no fogo por Yeda, nesse momento, convenhamos, é uma temeridade!

Repare-se bem que ela nunca relaciona a palavra mandato à pessoa da Yeda. Isso é feito somente no caso de Luciana e Pedro Ruas e, ainda, em tom de ameaça: A imunidade parlamentar não é absoluta. Em relação à Yeda, ela usa uma expressão genérica - hecatombe - mas, em momento algum, fala em "perda de mandato", "processo na Justiça", "impedimento", "cassação".

Quantas vezes, no auge do escândalo do "mensalão", não se leu ou ouviu na mídia que, agora, o "Lula perde o mandato", "não consegue escapar das acusações" e assemelhados? Em suma, quando se trata da esquerda, a mídia sempre dá nome aos bois [partido, RG, CPF], superdimensiona e até mente, se a conveniência do momento for essa: o avião cai por falta de grooving na pista, o Raul Pont fez ameaças ao Paulinho Facada e por aí vai. Enfim, a mídia não se furta a "testar hipóteses", quaisquer que sejam!

Mas é claro, Luciana, como todo os mandatos do campo da esquerda, independentemente de partido, obstinadamente, não acredita nas intenções por trás da escolha das pautas, das palavras, das imagens, na subjetividade, nos padrões de manipulação da grande imprensa. Ou seja, todos são uns irritantes poços de candura. E acham que nós, que denunciamos a venalidade da mídia, somos paranóicos que veem chifres em cabeça de burro.

Então, agora é o momento para o PSOL! Acreditamos que, realmente, o partido teve acesso a essas provas. Provavelmente, com o desenrolar dos acontecimentos, os "lasieres" da vida convidá-los-ão a participar dos "conversas fiadas". Os psolistas devem ir. Mas, com uma outra postura. Não digam "veja bem, Lasier" e não batam no "bracinho" daquela nulidade, com toda a delicadeza que o gesto exige, para pedir a palavra, no meio de seus comentários venais. Já vimos gente do nosso campo fazendo isso!!! Vão, mas vão apontando o dedo na cara desses pústulas, dizendo "olha aí o que vocês fizeram, olha aí o que vocês colocaram no poder"!

Agora, é a hora do PSOL, porque nós, eleitores do campo da esquerda, estamos ansiosos para ver alguém fazer isso. Que a deputada não repita, por favor, aquela performance do , na época do "mensalão". E nem se deixe chamar de "esquerdinha". É a grande chance de enredar a mídia nas trampas da Yeda. Já que o partido foi tão longe, que vá até o fim. É o momento de acabar com o câncer yedista e a sua metástase, a mídia.

Mas dirá Luciana Genro: não farei isso, porque não quero ser uma Joana D'Arc! Essa é uma preocupação que não deve afligir a deputada, já que ela está pra lá de queimada com a mídia! Essa gente só a quer ver pelas costas. Ela deve ver a questão por outro ângulo: cada chamuscada que levar, pode significar alguns votos a mais para ela e sua legenda. Já estamos fartos de políticos de esquerda que tem medo da mídia.

E que ela não se furte a disseminar pela blogosfera todas as informações que achar relevante e que, provavelmente, a "grande imprensa" não divulgará. Valeria a pena Luciana Genro ler tudo o que foi publicado, na Internet, sobre a repercussão das suas denúncias. Podemos garantir que a qualidade das abordagens é muito superior ao que ela poderia encontrar na mídia corporativa.

Na pág. do PSOL nacional, curiosamente, não havia nada sobre o assunto, até o momento em que a acessamos - 19hs - de hoje.

* Por mais reservas que tenhamos a ele.

PSOL coloca Yeda no paredão

Com os acontecimentos da tarde de quinta-feira, alguns fatos começam a se alinhavar. Há duas semana, notamos que o PSOL está com a campanha, através de cartazes, com os dizeres "PSOL exige: Fora Yeda". Ironicamente, olhávamos aqueles cartazes e nos perguntávamos: com que povo???

Agora, depois da denúncia do PSOL, tudo leva a crer, que o partido já estava em contato com o material das denúncias. É difícil de acreditar, que alguém possa fazer tais acusações, ricas em detalhes, assim do nada.

Uma fala, em particular, chamou-nos atenção. Foi a declaração da Dep. Luciana Genro, sobre a necessidade que sentiram de fazer esta denúncia, antes que mais uma testemunha desaparecesse. Segundo consta, essas denúncias seriam feitas no dia 5 de março, após o depoimento de Marcelo Cavalcante, encontrado morto em Brasília em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Isso nos traz de volta à campanha do PSOL que já estava na rua. Parece mesmo que o partido sabia de alguma coisa e quis se antecipar aos acontecimentos. Não teremos mais aquele depoimento, mas as denúncias estão aí.

À desgovernadora, agora, só cabe entrar com um processo judicial nos moldes do que seria movido contra a agência e os sindicatos responsáveis pela campanha "A face da destruição". Se esta campanha causou "estrago" na imagem da Yeda, o que dizer das denúncias do PSOL?

Por outro lado, se a Yeda realmente processar o partido, terá ele as provas para sustentar as acusações? Ou os integrantes do PSOL viram as tais provas, mas não as tem em seu poder? Estariam contando com a boa vontade do/da informante em disponibilizá-las na hora necessária? Sim, porque, apesar das acusações detalhadas, ninguém condenará a Yeda sem a apresentação dessas provas. Foi dito que as tais provas foram produzidas pelo Lair Ferst. No entanto, seu advogado já disse que solicitará tais provas para usá-las na defesa de seu cliente. Já começou o jogo de empurra. Tomara que o PSOL tenha, realmente, essas provas.

Nunca é demais levantar esse tipo de dúvida, não por suspeitar que as pessoas estejam agindo de má fé, mas, sim, por pura ingenuidade. Em se tratando da nossa esquerda, tudo é possível. Lembram-se da compra do dossiê pelos "aloprados"?

Fotos: Dialógico