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30 de agosto de 2010

Não se pode permitir que outro Pedro Simon se crie no Senado


Algumas das razões por que não se deve votar em Germano Rigotto [PMDB]

Para refrescar a memória das gaúchas e dos gaúchos, sempre tão desatentos à história e às coisas da política, citamos 3 fatos relativos à atuação deste político do PMDB, quando foi governador do RS.

Educação

Empréstimo bancário para o magistério poder receber o 13º salário.

Saúde

Rigotto, ao assumir em 2003, nomeia Osmar Terra para a Secretaria da Saúde. Desde então, o estado o RS deixa de investir o mínimo constitucional na área da saúde, como pode ser lido aqui, aqui e aqui, já que o mesmo secretário permanece no cargo no governo Yeda Crusius.

Segurança

A atuação de Rigotto na área de segurança não foi menos danosa para o estado. Foi ele quem nomeou, em 2003, para Secretaria da Segurança, José Otávio Germano [PP], que teve seu nome envolvido no rumoroso escândalo do Detran, cujo processo ainda tramita na Justiça de Santa Maria/RS, e que também foi alvo de duas CPI na Assembleia Legislativa do RS [aqui e aqui].

A sua administração foi pífia, sem crescimento econômico e penalizando a população via tarifaços. Além de tudo, sua chegada ao Governo do RS, deu-se através de uma manobra cretina, onde ele se apresentava como o "pacificador" [discurso que mantém até hoje], num momento em que o necessário debate se polarizava entre dois projetos políticos distintos, representados por Britto [PPS] e Tarso.[PT]. Rigotto, uma figura anódina, através desse artifício, buscou um distanciamento entre os dois candidatos, sendo ele próprio uma mera continuidade do brittismo! Tudo isso, logicamente, com apoio e blindagem da mídia corporativa, em especial, do Grupo RBS.

Atualizado às 23h43min.

13 de fevereiro de 2010

O espetáculo deprimente da BM em tempos de PSDB no RS

Do blog Tomando na Cuia, imagem de Marcio Schenatto [divulgação]:

A política de repressão do govenro Yeda abriu seus trabalhos em 2010. Segundo informações, dois dirigentes e um funcionário do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul foram presos hoje (12) pela Brigada Militar durante a manifestação de trabalhadores da Randon Implementos. Também foram presos o vereador Assis Melo do PCdoB, o dirigente sindical Nercildes do Carmo e o funcionário Sálvio Fontes.

Segundo Assis, a manifestação é pacífica e visa melhorar distribuição do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Os funcionários alegam que essa unidade da empresa recebeu um valor menor se comparado a que os trabalhadores das outras empresas do grupo receberam.

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A bem da verdade, a atuação deprimente da BM iniciou em 1º de janeiro de 2003, quando o Secretário Estadual da Justiça José Otávio Germano [PP], nomeado por Germano Rigotto [PMDB-PRBS] veio com o discurso balela de "aumentar a estima" da polícia, supostamente abalada pela atuação correta do seu antecessor no cargo, José Paulo Bisol [PSB], nomeado pelo Governador Olívio Dutra [PT], o político riograndense que ainda terá seu lugar reconhecido e valorizado abaixo do rio Mampituba.

11 de janeiro de 2010

Alegre convescote no litoral gaúcho

Maneco escreve um excelente artigo sobre o almoço de final de semana que reuniu o Dep. Fed. Beto Albuquerque [PSB], Francisco Turra [PP, ministro do FHC e anfitrião], Dep. Fed. José Otávio Germano [PP, Rodin, Ação de Improbidade Administrativa], Dep. Fed. Manuela D'Ávila [PCdoB] entre outros:

Beto candidato. Dou-lhe uma, dou-lhe duas…

O deputado Beto Albuquerque (PSB), que se auto-apresenta como terceira via para a eleição de 2010 ao governo do Estado, declarou dias atrás que o momento na política gaúcha é vergonhoso por conta do assédio do PMDB e do PT ao PDT. “Virou leilão”, reclamou o parlamentar. Mas, afinal, o que pode haver de errado em o PT tentar recompor uma aliança com um partido que, como ele, construiu-se à esquerda. E que, inclusive, já foi seu parceiro de governo? E que mal há em o PMDB querer manter um aliado que o levou à Prefeitura de Porto Alegre? E será mesmo falta de vergonha do PDT tentar vincular o apoio de agora à eleição municipal de 2012?

É curioso que Beto Albuquerque considere estes movimentos vergonhosos mas não tenha dito uma palavra sequer sobre o fato de os dois deputados estaduais de seu partido, Miki Breier e Heitor Schuch, estarem entre os que apoiaram a indicação de Marco Peixoto (PP) para o Tribunal de Contas do Estado. Sim, Miki e Schuch assinaram a indicação o que, certamente, não lhes deixou confortáveis, afinal, já sabiam da suspeita de envolvimento de Peixoto com a máfia do Detran. E deve ter sido difícil explicar aos eleitores socialistas porque é que mantiveram a indicação de Peixoto para o Tribunal de Contas mesmo depois de assistir à sabatina em que ele não soube responder sequer quais eram os princípios básicos da administração pública. Pior ainda deve ter sido encontrar uma justificativa razoável para a manutenção da indicação depois de a imprensa ter revelado que Peixoto mantinha sócios-laranja numa empresa.

De todo modo, tanto Miki quanto Schuch já vinham mantendo uma certa distância das ações do bloco de oposição na Assembleia Legislativa. Foi assim, por exemplo, na CPI da Corrupção que eles praticamente ignoraram. E foi assim, também, no esdrúxulo episódio em que o PSDB representou contra o deputado Raul Pont (PT) à Comissão de Ética por uma suposta agressão à deputada Zila Breitenbach. Miki Breier, o corregedor da Comissão de Ética, aceitou a presepada.

Nada disso, contudo, mereceu qualquer crítica do deputado Beto. Ao contrário, tudo leva a crer que tenham sido movimentos devidamente combinados com o deputado federal. Ele sabe que sua candidatura majoritária só terá alguma chance de decolar se contar com o apoio de algum partido que disponha de boa estrutura no interior do Estado. Que nome dar a isso, então? Leilão?

Como o PT e o PMDB já se definiram em torno dos nomes de Tarso e Fogaça, só uma aliança com o PP pode salvar o sonho de Beto de chegar ao Piratini. Daí que apoiar Peixoto e distanciar-se da oposição a um governo corrupto pode não ser exatamente o que se espera de um partido com a história do PSB, mas serve perfeitamente aos interesses imediatos de Beto Albuquerque. Não é à toa que a sigla, nos meios políticos, seja conhecida como o “Partido Só do Beto”.

O PREÇO DO APOIO - De sua parte, o PP costuma cobrar caro por seus apoios eleitorais. Veja-se o caso de José Otávio Germano que para apoiar Yeda Crusius, teria exigido o direito de continuar dando as cartas no Detran. Tanto que, na presidência da autarquia, botou seu fiel escudeiro, Flávio Vaz Netto. Estaria Beto Albuquerque disposto, por exemplo, a entregar o Detran para o PP caso se tornasse governador do Estado? Pelo andar da carroça, Beto parece disposto a pagar qualquer preço. Até mesmo cair na armadilha de se tornar alvo da própria crítica. Porque se é verdade que as conversas entre PT, PDT e PMDB carecem de conteúdo programático, uma aliança PSB/PP seria imbatível no quesito conveniência eleitoral.

O certo é que diante do pragmatismo que marca as decisões das cúpulas dos grandes partidos e das pesquisas que insistem em mostrar que a disputa de 2010 será mesmo entre Tarso Genro e José Fogaça, a tal terceira via com Beto vem fazendo mais água dos que as chuvas do verão. Isto porque embora mantenham o flerte com o PSB, os progressistas não dão sinais de que desejem sair tão cedo do colo de Yeda Crusius. Além do mais, apoiar Beto seria uma aventura e tanto, afinal, eles estiveram em postos-chave dos governos de Britto e Rigotto e o PSB, naqueles períodos, fazia oposição. É de considerar, ainda, que com os reveses que sofreu nos últimos tempos por conta de ver seus quadros envolvidos em enormes escândalos, o PP vai pensar muito antes de arriscar uma diminuição de suas bancadas em nome de uma candidatura com poucas chances como a de Beto que, ao menos até agora, não encontrou sua identidade.

O mote da “pacificação do Estado” insinuado por Beto nas campanhas de tv do PSB confunde-se com o estilo adotado por Germano Rigotto em 2002 e todo mundo já sabe que aquela conversa fiada resultou num governo que, quando disputou a reeleição, ficou fora até mesmo do segundo turno.

A outra tese que permeia as falas de Beto é a de que os gaúchos estariam cansados da disputa entre PMDB e PT. Os números de Tarso e Fogaça nas pesquisas, contudo, se não servem para refutar de vez esta hipótese, ao menos mostram que ela está longe de ser comprovada. Restaria ao PSB, então, enveredar para o apelo ético já que nenhum de seus quadros teria envolvimento com os recentes escândalos da política gaúcha. A aliança com o PP, entretando, de saída acaba com este discurso.

Assim, se insistir na candidatura majoritária, Beto que sempre foi o puxador de votos do PSB, corre o risco de ficar sem mandato e reduzir ainda mais os espaços de seu partido. E este pode ser um preço alto demais para uma sigla que ainda merece respeito.

Em tempo: este post foi escrito antes da foto que Zero Hora publica na edição de hoje em que um alegre Beto Albuquerque aparece num convescote na casa de praia do ex-ministro de FHC, Francisco Turra, ao lado, entre outros, do indefectível José Otávio Germano. (Maneco)

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Correm boatos, pelos alegres convescotes, que a Dep. Fed. Manuela D'Ávila [PCdoB] está em vias de fundar um novo partido. O Partido Comuno Oportunista. Na foto acima, a Deputada e os possíveis integrantes da nova sigla. Consta, que o Dr. Robalo, também presente ao almoço, solicitou retoques na imagem, na parte em que ele aparecia.

Foto: DANIELA MIRANDA, DIVULGAÇÃO

6 de dezembro de 2009

Documento da CPI para guardar


A CPI da Corrupção disponibilizou, no blog Zero Corrupção, o arquivo da apresentação sobre as Fraudes em Licitações no RS, produto de suas investigações.

É para baixá-lo AQUI e guardá-lo!

11 de agosto de 2009

Conversa ao pé da orelha com o Nelson?

Essa notícia foi pescada no blog O Partisan:
Esse trecho muito interessante da degravação de uma conversa entre dois denunciados pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa (pg. 195) dificilmente será noticiado ou terá evidencia no oligopólio midiático regional.

O Deputado José Otávio Germano se queixa de uma matéria do jornal Zero Hora para Dornel Maciel. Depois faz o seguinte encaminhamento: "Tem que pegar aí um grupo que não esteja diretamente envolvido e ir lá falar com o Nelson, viu".

Falar com o Nelson da RBS.

No que diz respeito as relações com a mídia, o modus operandi dos acusados de saquear os cofres públicos é muito similar nos casos que envolveram o banqueiro Daniel Dantas e os denunciados na Operação Rodin. Trata-se de cuidar da imagem dos seus integrantes perante a opinião pública, para confundi-la, passando uma imagem de lisura e idoneidade. Para tanto, aproximam-se de jornais, agências de publicidade e de profissionais da área de comunicação, investindo em versões favoráveis aos seus interesses ou projetos.

Uma história que ainda aguarda para ser contada.

5 de agosto de 2009

DEZ ANOS ESTA TARDE


Por Katarina Peixoto via RSurgente.


Não é o fato de o Ministério Público Federal não dizer, uma vez mais, algo surpreendente. Não é o constrangimento que a grande mídia, cúmplice, teria de enfrentar, vergonha alguma tivesse, ao anunciar a presença de nomes até hoje pela manhã solenemente sonegados na lista dos suspeitos de saque ao erário e enriquecimento ilícito. Não é a esquisita falta da mínima compaixão pelos que estão, agora, juridicamente implicados, contra qualquer interpretação editorial de plantão. Não é o lamento perante os chargistas de aluguel. Não é o desprezo e mesmo o nojo do colunismo político da grande mídia. Nada disso realmente importa, hoje, nesta tarde em que essa gente toda foi exposta. Nem mesmo importa a constatação não sujeita a qualquer debate de que essa fraude específica começou no ano imediatamente seguinte à saída do PT do governo do estado do RS.


Não é o castelinho de papel de que se fez e faz Rigotto, cujo secretário de segurança pública, louvado pela mídia monopólica cúmplice, encabeça a lista de réus. Não é o desejo de devolver, como cuspe, os perdigotos deliberados e falastrões do senador vitalício da grande cúmplice da hecatombe que assola este estado, e que vem sendo gestada e produzida há pouco mais de dez anos.


Na oposição até 2002, capitaneada pelos cúmplices e seus capangas opinativos hoje homens de patrimônio material improvável a qualquer assalariado, a direita gaúcha liberou-se pelo voto para reiniciar o saque do estado. À oposição ideológica fecunda, construída em campanhas de amparo às crianças e sob a espantosa bandeira da paz, seguiu-se esse saque através de um organismo vinculado à segurança pública. Exatamente a Segurança, aquela vitimada pela guerra ideológica que o monopólio midiático escolheu para massacrar, não poupando pessoas, vidas e histórias, depois de terem sepultado de vez qualquer compromisso com a verdade.


Esta fraude no DETRAN-RS teve início no primeiro ano do governo Germano Rigotto. O rapaz que substituiu José Paulo Bisol encabeça a lista dos denunciados na fraude, de aproximadamente 44 milhões de reais. Um dos substitutos de Flavio Koutzii na casa civil também ocupa a lista, envolvido e ou com enriquecimento ilícito, e ou com desvio de recursos públicos, e ou com a facilitação desses desvios. O rapaz que substituiu Miguel Rossetto na Secretaria Geral de Governo também está na lista, bem como está nas notícias esquisitas sobre o uso de dinheiro sem procedência justificada que comprou a casa em que a senhora que substituiu o cargo ocupado certa feita por Olívio Dutra atualmente habita. E talvez seja preciso lembrar quem indicou o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, também presente na lista desta tarde.


Na Assembléia, os cúmplices desses réus se recusam a assinar uma CPI. Recusam-se, é de se concluir, porque foi um documento produzido após a realização da CPI do DETRAN, no ano passado, que deu origem à investigação cujos resultados hoje vieram parcialmente à tona. Os cúmplices dessa gente não querem CPI, a começar pelo Senador Pedro Simon, neste momento encenando uma peça sobre probidade e ética, no caso, contra José Sarney, o mais recente neófito da política peemdebista.


Nesta tarde, o que importa é a claridão que suprime o ressentimento e libera o espírito e a Política das trevas em que se foi metendo o Rio Grande do Sul, há pouco mais de dez anos. Há uma expressão médica que nomeia aquela melhora que um paciente terminal experimenta dias ou no dia anterior a sua morte: melhora crepuscular. Pode-se dizer que o irracionalismo e a barbárie contra o seu povo e sobretudo contra a democracia constituíram a melhora crepuscular da direita gaúcha, que se fortaleceu a partir de 1999. Melhora que ganhou vigor na campanha delirante de afastamento do fabricado tumor maligno, finalmente derrotado nas eleições de 2002. E que foi se consumindo como metástase e putrefação ao vivo, nesta tarde. Dez anos, esta tarde. É isso o que importa.

Atualizado em 050809 às 21h05min.