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18 de novembro de 2010

RBS anuncia geração espontânea de problemas no RS

De repente, não mais que de repente, os problemas no RS surgem por geração espontânea como cogumelos que nascem na bosta, depois da chuvarada. 

Especialista da RBS nesse tipo de "cogumelos", Laissez-Faire Martins, depois do dia 3 de outubro de 2010, deu por encontrar problemas, imaginem [!!!], na educação, saneamento e infraestrutura, como se pode ver no fac-simile abaixo, pescado do blog Diário Gauche.


Onde estávamos, nesse Estado, que ninguém lembrou de recorrer a esse cidadão de inteligência superior, para ir a campo no levantamento desses mesmos problemas cogumelos-bostas nos desgovernos Rigotto, Crusius, Fogaça-Fortunati? 

Ah! Nesses governos os jardins eram floridos e os campos verdinhos de abundância... Bastou a chuva torrencial dos votos em Tarso Genro, elegendo-o governador no 1º turno, para que os problemas-cogumelos,  em solo guasca, surgissem como praga.

26 de outubro de 2010

Banco estadunidense passa a ser sócio do monopólio midiático guasca

Enquanto Rafael Correa toma medidas para conter o poder econômico dentro da mídia, no Brasil, a bandalheira é total.

Banco americano passa a integrar ações societárias da RBS


JP Morgan assumiu o controle da Gávea Investimentos, proprietária de ações no Grupo RBS
O banco americano JP Morgan assumiu o controle societário da Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Na transação, JP Morgan passa a responder por 55% da Gávea, que será integrada à Highbridge, empresa de investimentos do banco americano. Desta forma, o banco americano passa a ter, mesmo que indiretamente, participação societária no Grupo RBS. Acontece que a Gávea Investimentos é proprietária de 12,65% das ações do grupo.


O acordo firmado prevê a continuidade de Armínio Fraga na presidência da empresa pelos próximos cinco anos. O fato o impede de ocupar cargo público.

7 de setembro de 2010

Banrisul/Operação Mercari, Espionagem de dentro do Palácio Piratini e uma edição de jornal vergonhosa

Em dias bonitos, ensolarados, quase primaveris, como foi a segunda-feira, dia 6 de setembro, é recomendável a leitura de lixo. Por mais chocados que fiquemos com tal leitura, a beleza do dia aplaca o mal estar gerado por notícias, fotos, enquadramentos publicados no panfleto de extrema-direita chamado Zero Hora.

Depois de um final de semana em que o público leitor teve seu direito à informação negado pela família Sirotsky, sócia majoritária do Grupo RBS, que responsável pelo impresso que é uma afronta ao termo jornalismo, a Zero Hora estampa uma foto de capa da governadora [com perdão da má palavra] Yeda Rorato Crusius [PSDB], dançando com o representante do que há mais de retrógado no RS: Carlos Sperotto, presidente da Farsul.


Não é um mimo de cena? A Operação Mercari , da Polícia Federal, na quinta-feira, dia 2 de setembro de 2010, desbarata uma quadrilha de desvio de dinheiro público no Banrisul, via contratação de publicidade e prende o superintendente de Marketing do banco, Walney Fehlberg. Na sexta-feira, dia 3 de setembro, é preso o sargento César Rodrigues de Carvalho, lotado na Casa Militar do governo, que fazia a segurança pessoal de Yeda.

Nada disso mereceu destaque nessa segunda-feira. Pelo contrário, o Grupo RBS lançou mão da campanha "vamos limpar a barra da Yeda e da BM com miminhos". E lá vem a contracapa:


E tem mais! No miolo, para quem leu o embuste errebesseano, ao invés de desdobramentos da Operação Mercari, o anúncio de ação contra a União pela diretoria do Banrisul, devido às supostas "repercussões" da ação da Polícia Federal, que teria abalado a imagem do banco. A existência de uma qaudrilha no Banrisul está dentro da normalidade do novo jeito de governar. Tivesse o Governo Yeda mais cuidado com a imagem da instituição, pessoas, como Walney Fehlberg, jamais teriam sido nomeadas para o cargo. O mal se corta pela raiz, afirma o dito popular.

A imagem da BM seria positiva, se, a mando dessa desgovernadora,   não se prestasse a bater em movimentos sociais, que se manifestam de acordo com a Constituição Federal. Muito menos permitiria que, na corporação, houvesse um quadro que se prestasse a ser espião dentro do Palácio Piratini. Uma coisa é fazer serviço de inteligência, a fim de resguardar a Consituição do país. Outra coisa é espionagem, sabe-se lá a mando de quem e a que propósitos. 

Mas, para a família Sirotsky e acionistas, a postura do candidato da Unidade Popular pelo Riogrande, Tarso Genro [PT] é a única que destoa desse maravilhoso mundo encandato, onde a princesa dança com o príncipe na frente dos súditos, na maior cara de pau, depois de dois escândalos consecutivos, que abalaram  o meu palácio.  Tarso, para estragar a festa, sempre alguém do PT, denuncia que espionar é grave .Frente a danças e sorrisos de felicidade da capa e da contracapa, é o único "mau humorado" da edição: onde já se viu quebrar a harmonia dos deuses com um tom tão pesado de suas palavras?, devem ter pensado.

Por fim, seguindo a regra do Instituto Millenium e da senhora Maria Judith Britto, não poderia faltar uma paulada na campanha da candidata Dilma Rousseff e no PT em especial. Nota de capa.

Ou seja, a suposta espionagem pela Receita Federal da conta da filha de José Serra [PSDB], factoide produzido nos instestinos da campanha tucana, para avacalhar com a Dilma e com o PT e, de quebra, com Tarso, nesse pasquim errebesseano, é mais importante que a espionagem apurada pela Procuradoria do Estado, que foi engendrada dentro do Palácio Piratini!

É bom frisar, que a decadência de impérios foram precedidas de fatos como estes estampados em Zero Hora do monopólio midiático Grupo RBS. Fiel às origens de uma empresa que nasceu e crexceu sob às bençãos do autoritarismno, a RBS continua agindo como nos tempos áureos da censuira. Só que, agora, essa censura vem de dentro da própria empresa, acompanhada, o mais grave, de manipulação grosseira dos fatos. Ou seja, além de omitir, mentem. E tentam se passar como um ente apartidário e imparcial, mesmo tendo saído de seus quadros, aquilo de que pior chegou ao poder no RS, após a era do arbítrio: Britto, Fogaça, Yeda.

Como se lê, só em dia lindo pra não se azedar frente a tanta desfaçatez publicada em forma de notícia.

E a pergunta que não quer calar: onde encontramos dados sobre o total aplicado em Zero Hora das verbas publicitárias do Banrisul?


Com informações do RSurgente e Sul21. Imagens: Zero Hora.
Revisto e atualizado em 7/9/2010 às 18h33min.

5 de setembro de 2010

RBS continua fazendo de conta que não é com ela

Quando afirmamos, durante anos seguidos, aqui neste blog, que a mídia local,é composta por uma  verdadeira tropa de choque da direita riograndense, nós não estamos exagerando. Tomemos como exemplo, a página de ZH e a capa da edição impressa de hoje, 5 de setembro de 2010.

O país e o estado estão diante de dois fatos rigorosamente iguais, guardadas as proporções: o vazamento de dados da Receita Federal, para beneficiar um dos candidatos à Presidência da República e, outro, que é o vazamento de dados, envolvendo o desgoverno do Estado do RS.

O primeiro é uma monumental farsa por tentar imputar, ao PT, a responsabilidade pelo ocorrido. José Serra [PSDB], um candidato despreparado e desesperado, não mede as consequências de seus atos, para os quais recebe apoio total e irrestrito da velha mídia para disseminar suas mentiras. Tudo o que esse candidato e a mídia conseguiram produzir, até agora, são factoides, documentos falsos, personagens duvidosos e nenhuma prova da culpabilidade do PT, ou da candidata Dilma Rousseff. É sempre bom lembrar, que esta estratégia "midiático-serrista" já faz água os próprios aliados.

O segundo é real, verdadeiro, diz respeito aos últimos escândalos que envolvem  a ex-funcionária do monopólio midiático da Azenha, Yeda Crusius [PSDB], e tem, até agora, dois desdobramentos importantíssimos: a roubalheira do Banrisul e a espionagem praticada por integrantes da Casa Militar contra adversários políticos de seu desgoverno. Tudo isso sustentado tanto por investigação da Polícia federal [Operação Mercari], quanto pelo Ministério Público.

E como o monopólio de mídia da RBS trata desses assuntos equivalentes em teor explosivo?

 




Como vocês podem ver, tanto na página virtual, quanto na edição impressa do seu jornal, a RBS omite o fato real e apresenta o factoide como informação confiável. Como, de resto, faz a mídia corporativa nacional, fiel à orientação golpista do Instituto Millenium, empenhado que está na desestabilização da candidatura Dilma Rousseff [PT]. Pois não foi Judith Brito, presidenta da associação patronal ANJ, que declarou que a mídia, agora, deve assumir o papel de oposição?

A esse respeito, observa o jornalista Marco Weissheimer no seu blog RSurgente: Segurança de Yeda, que cobrava propinas com carro do Palácio, violou dados sigilosos do PT.

Imaginem a seguinte situação: um segurança do presidente Lula é preso por cobrar propinas de empresários de máquinas caça-níqueis, usando carros oficiais do governo para fazer essas cobranças. Além disso, com uma senha especial, ele acessou dados sigilosos de adversários políticos do governo por meio de um sistema de consultas integradas do governo. O país estaria virado num inferno, não é mesmo?

Continuará o sr. Nelson Sirotsky a impedir que essas informações cheguem à população gaucha, ou relegando-as a notinhas insignificantes no meio dos anúncios dos seus jornais, enquanto destaca, com manchetes, as mentiras que lhe convem? Mais uma vez, a população do RS será desrepeitada no seu direito à informação sobre os acontecimentos que envolvem o estado nesse momento?

Virá o sr. Nelson Sirotsky, daqui há 45 dias, com um deboche em forma de carta, reconhecer que omitiu informações, como fez no caso do estupro, que envolveu familiar seu em Florianópolis?

Tais circunstâncias nos permitem antecipar o que será o comportamento da mídia corporativa, em especial o Grupo RBS, se o candidato Tarso Genro vencer a eleição. Não poderemos permitir, que se repita, sob seu governo, o mesmo que aconteceu nos 16 anos de Adminsitração Popular em Porto Alegre e no Governo Olívio Dutra [PT].

Fora os Factoides, Fora as Mentiras, Fora RBS!

A empulhação política guasca tem endereço

Enganam-se as pessoas de boa fé, que consideram, atualmente, o Palácio Piratini, ou o paço Municipal, ou os legislativos municipal e estadual, como representantes da chinelagem portoalegrense<->guasca.

A empulhação política a que gente de boa fé tem sido submetida nos últimos 25 anos, e que fez o RS eleger Pedro Simon [PMDB], José Gogaça [PMDB], Antônio Britto {PMDB/PPS], Germano Rigotto [PMDB], Sergio Zambiasi [RS] e Yeda Cruisus {PSDB], entre tantos e tantas, tem esse endereço:

Avenida Ipiranga, 1075, Porto Alegre, RS

  
É este o endereço onde a direita guasca organiza seu discurso empulhador, mistificador, quando não mentiroso, que ajuda a sustentar políticos de meia tijela e/ou chinelos. É aqui, que governos altamente suspeitos se mantem, sem sofrerem qualquer constrangimentos midiáticos. Pelo contrário! Ainda são protegidos, através de editoriais, notas, reportagens.

É aqui, que governos com recorte popular são detonados, bombardeados dia sim, outro também. A novidade, que, diferente dos anos 90, temos a Internet como espaço democrático e cidadão.

E uma mentira produzida pela velha mídia monopolizada/oligopolizada não se sustenta[rá] por muito tempo. 

19 de agosto de 2010

“Ladrões durante o dia, terroristas à noite”


Hoda Abdel-Hamid, Al-Jazeera, Qatar

Por todos os lados para onde se olhe, em Cabul, capital do Afeganistão, só se veem paredes derrubadas, ruínas e grupos de guardas de segurança armados: são os funcionários das empresas privadas contratadas pelos EUA para fazer a segurança dos prédios onde circulam diplomatas, representantes de organizações não-governamentais e funcionários de grandes empresas norte-americanas.

Os mesmos guardas têm acompanhado comboios militares em deslocamento – quase sempre dirigindo em alta velocidade, causando pânico e gerando caos nas estradas. De fato, esses guardas privados armados, sejam afegãos, norte-americanos ou quaisquer outros, são odiados no Afeganistão. Vários deles têm-se envolvido em acidentes e outros eventos violentos, sempre com mortes de civis inocentes. O último desses casos envolveu funcionários da empresa Dyncorps (EUA), na estrada do aeroporto, em Cabul: quatro civis afegãos foram mortos num acidente de carro; os funcionários da Dyncorps fugiram do local do acidente, e uma multidão enfurecida incendiou os carros e atacou policiais afegãos.

O comportamento desses soldados mercenários há tempos preocupa o presidente afegão Hamid Karzai que, recentemente, se referiu a eles como “ladrões durante o dia, terroristas à noite”. Agora, ao que parece, Karzai decidiu fechar o cerco contra as empresas de segurança privada.

Decreto de Karzai

Decreto do presidente Karzai, dessa semana, exige que todas as empresas de segurança que contratam guardas armados no país sejam extintas, no prazo de quatro meses. Para o governo afegão, esses mercenários agem como exército paralelo e são causa de instabilidade no país.

Até o início do próximo ano, esses “geradores de confusão e instabilidade” deverão ser desmobilizados. Todos os vistos para permanência no país serão revogados.

Poucas horas depois de o decreto ser divulgado, conversei com um dos empresários estrangeiros encarregados daqueles funcionários – para saber se estavam preocupados com o risco de perderem os empregos em poucos meses.

A resposta foi um claro “Não”. E acrescentou: “Se sairmos, esse país mergulhará no caos completo”. É possível que tenha alguma razão.

O que dizem os militares

Há cerca de 40 mil guardas privados armados em operação no Afeganistão. Mais da metade, empregados por empresas contratadas pelo exército e pelo Departamento de Estado dos EUA.

Para os militares, são indispensáveis, porque liberam os soldados regulares para as missões de combate. As empresas de segurança privada cumprem várias das tarefas que, sem eles, caberiam aos soldados – segurança das bases, prédios e instalações, segurança pessoal e, sobretudo, a proteção armada aos comboios militares nas rotas de suprimento das bases e acampamentos militares. E é nas estradas que ocorrem a maioria dos confrontos que sempre fazem grande número de vítimas civis.

Recentemente, o governo decidiu que a segurança dos comboios passará a ser feita por soldados do exército afegão – empreitada difícil, se se considera que os soldados afegãos ainda estão pouco treinados, não dispõem de armas adequadas e não têm experiência.

Os comboios de suprimento são alvos preferenciais dos Talibã e de outros grupos de guerrilheiros e milícias armadas que proliferam no país, e não se acredita que os militares norte-americanos aceitem entregar a segurança de seus comboios aos afegãos. Para dificultar ainda mais, aumentam as notícias de que o exército afegão já estaria infiltrado de militantes da resistência afegã. E, isso, ainda sem considerar que as estradas que cortam o país são controladas por diferentes senhores-da-guerra locais, e acredita-se que as empresas privadas de segurança pagam regularmente a vários desses senhores-da-guerra, em troca do direito de circular pelas estradas – recurso ao qual nem o exército dos EUA nem o exército afegão podem recorrer diretamente, pelo menos em teoria.

Os contatos de Karzai

Outro motivo pelo qual o empresário com quem conversei não acredita que as empresas privadas de segurança armada venham a ser de fato expulsas do Afeganistão é que várias delas pertencem, totalmente ou em parte, a famílias influentes no país.

“Será que o irmão do presidente fechará sua empresa?”, perguntou ele, referindo-se a Ahmed Wali Karzai, meio-irmão de Hamid Karzai e temido governador da província de Candahar.

O que se diz no país é que Wali Karzai controlaria várias das empresas privadas de segurança na área crucial de Candahar, apesar de jamais se haver provado qualquer conexão financeira entre ele e as empresas de segurança.

Os mais cínicos – muitos, nas ruas em torno do Capitólio – garantem que o decreto servirá apenas para entregar à família do próprio Karzai o monopólio da segurança privada no país, depois de expulsas as empresas estrangeiras, quase todas norte-americanas. Para outros, seria golpe de propaganda que Karzai estaria tentando, em busca de maior apoio popular, com vistas às eleições previstas para meados de setembro.

Num ponto, todos concordam: os mercenários armados são força de desestabilização ativa no Afeganistão – ideia que se encontra até no último relatório do Congresso dos EUA.

De fato, vai-se firmando a ideia de que as milícias mercenárias constituem hoje uma ameaça ao sucesso da estratégia dos EUA no Afeganistão, exatamente como aconteceu no Iraque, antes. Mas não se sabe se a expulsão seria a melhor solução com vistas ao futuro do Afeganistão.

Há quem diga que a expulsão das milícias privadas mercenárias criaria um vácuo de segurança, que os militares dos EUA – já sobrecarregados –, dificilmente conseguiriam preencher.



Tradução Vila Vudu

12 de julho de 2010

Campanhas institucionais da RBS servem apenas para vender jornal

“O amor é a melhor a herança: cuide das crianças” – campanha de 2005
“Educar é tudo” – campanha de 2006


Quando denunciamos, em 2005, a estratégia de marketing do Grupo RBS, a fim de criar/manter uma imagem positiva de sua empresa frente ao público do RS e SC, em suma, uma jogada de marketing, mais um blá blá blá para enganar os incautos, e, com isso, vender assinatura de jornal, bem como todo e qualquer produto errebesseano, jamais imaginávamos que os fatos iriam corroborar essa tese!


Em 2006, o filho de Sergio Sirotsky, neto de Jaime Sirotsky, tinha 9 anos, era uma criança! Antes tivesse estado aos cuidados do “diabo”, da “bruxa”, do “bicho papão”, da “mula sem cabeça” e do “boi da cara preta” que, estes sim, segundo a peça publicitária, cuidavam de seus filhinhos!



E o que dizer da campanha “Educar é tudo”, onde Educar é ensinar a pensar/[...]/ mostrar como é bom/poder fazer algo pra se orgulhar? O que os adultos ensinaram/ensinam a pensar aos adolescentes do gênero masculino, a respeito da condição feminina nos grupos sociais, principalmente, ao membro da terceira geração dos Sirotsky?


Educar é ensinar/ [...]/ Que há limites pra tudo. A família da jovem adolescente estuprada, impactada com os graves acontecimentos, deverá estar se perguntando, qual a noção de limite que os ricos ensinam aos seus filhos! Ainda mais, quando o Grupo RBS "ensina" Que educar é tudo/Tudo! Pra melhorar o mundo/Que a gente tem.


A jovem de Florianópolis engrossa a trágica estatística


Aqui, fica um alerta às famílias e às escolas, quiçá às seitas religiosas, que adotaram, ou costumam adotar, as campanhas institucionais do Grupo RBS: ponham na cabeça, de uma vez por toda, internalizem, que esse grupo é uma empresa privada, inclusive concessionária de um bem público [o espaço eletromagnético que é do povo brasileiro], um monopólio de comunicação que burla a Constituição Federal com a leniência dos governos e que tem dois objetivos primordiais para continuar a existir: o lucro e mamar nas tetas dos órgãos públicos [leia-se executivo, legislativo, judiciário] seja com isenções fiscais, ou com verbas publicitárias. E só!


As campanhas institucionais da RBS são um engodo, repito, servem apenas para vender jornal! Quem defende o estado mínimo, o mercado como regulador da ordem social, como o Grupo RBS faz em seus editoriais, na forma em como escolhe as pautas e as redige para seus meios impressos e eletrônicos, defende uma educação individualista, competitiva e consumista. As palavras do guri Sirotsky, escritas nas redes sociais, são uma triste amostra disso.

27 de junho de 2010

Se a Internet não pode tudo, pode alguma coisa


Causou-nos mal-estar a entrevista concedida ao FNDC por Israel Bayma, engº e Conselheiro da Anatel. Se, por um lado, concordamos com sua análise a respeito do monopólio midiático; da ausência de políticas e políticos que tomema democratização das comunicações como bandeira de ação, seja no Executivo, seja no Legislativo; e a relativização do poder da Internet, que é salutar, uma vez que as dificuldades estão aí para serem estudadas e superadas; discordamos de suas conclusões a este respeito.

A primeira discordância em relação ao problema do poder da Internet, é afirmação de Bayma que o Estado e as corporações de comunicação são controladores desta nova ferramenta comunicacional. Isso é fato, mas é inequívoca a contradição que reside na apropriação desta ferramenta pela população e seus movimentos sociais. Ou seja, ocupou-se um espaço que até então era privilégio de um determinado segmento social, mais rico e/ou poderoso, por aquelas e aqueles que denunciam tais privilégios, sejam eles polítocos, ou econômicos. É muito cedo para avaliarmos as conseqüências de tal apropriação pelos movimentos sociais, porque estamos imersos nesse processo histórico. Mas alguns fatos dão conta de que alguma coisa nova está aí e que incomoda demais o poder político-econômico-comunicacional instituído.

Fiquemos pelo Brasil mesmo, fora da ordem cronológica:

  1. quando o Estadão veiculou peças publicitárias contra os blogues, as mesmas não duraram muito tempo, devido à reação imediata da blogosfera;
  2. quando a principal notícia do dia, às vésperas da eleição de 2006, era o acidente da GOL, e a Globo deu destaque a um factóide no Jornal Nacional; Ali Kamel teve que vir a público defender a sua linha editorial, frente às denúncias de manipulação da blogosfera;
  3. ainda na linha dos acidentes aéreos, em que a tentativa de golpe midiático via rede Globo, contra o Presidente Lula, ficou conhecido pelo bordão "testando hipóteses" do mesmo Ali Kamel;
  4. a criação do Movimento dos Sem Mídia e seus atos em frente a Folha de São Paulo, bem como suas ações no Ministério Público, que obriga dono e editoria a se manifestar, a fim de salvar alguns cifrões contra o cancelamento de assinaturas;
  5. a reação imediata e indignada da blogosfera no episódio "ditabranda" da família Frias;
  6. a realização da I Conferência Nacional de Comunicação, que mobilizou 30 mil pessoas no país todos, graças às formas alternativas de comunicação, como rádios comunitárias, impressos sindicais, jornais de bairro, mas, principalmente, pela Internet.
  7. no RS, o movimento de cancelamento de assinaturas de jornal Zero Hora de 2002.

Os exemplos não se esgotam e, provavelmente, você elencará outros mais.

Mas a segunda discordância, para nós a mais chocante, diz respeito a essa afirmação:

A natureza revolucionária da internet é tão relativa quanto foi a imprensa escrita no início do ano de 1700 [sic], quando Gutenberg inventou a imprensa escrita e não houve grandes transformações de natureza revolucionária.

Ficamos imaginando o que seria da Revolução Francesa, da Revolução Russa e até mesmo do Nazismo sem a imprensa, fatos históricos que transformaram o mundo ocidental? Repetimos, por mais que nos faltem elementos para avaliar o impacto do uso da Internet no atual processo histórico, por estarmos inseridos nele, as transformações na sociedade ocidental são gritantes. Até celulares navegam pela rede mundial de computadores! Isso, por si só, já é revolucionário!

Há muito a ser feito em termos de participação social, a bem da democracia, pelos usuários da Internet. Pensando em termos de Brasil, o #diasemglobo foi um teste de mobilização. Talvez, do ponto de vista imediato, seus efeitos tenham sido nulos. Mas intuímos, que patrocinadores da Rede Globo tenham ficado insatisfeitos com a exposição negativa da rede. Prestemos atenção nos movimentos silenciosos da empresa: Galvão fica, sai? Tadeu Schmit/Alex Escobar ficam, sairão?

Quanto ao ceticismo de Israel Bayma frente às possibilidades de transformação política, a bem da democracia [sempre é bom frisar], via rede, fica a dúvida: como pode alguém ligado à uma agência que persegue rádios comunitárias, cujas ações de fechamento vão além da legislação, pois implica em seqüestro dos bens, quando o permitido é lacrar os equipamentos; como essa pessoa pode ter simpatias a qualquer movimento popular que peite o poder midiático, como aquelas pessoas que fazem, da Internet, a sua ferramenta de denúncia desse poder constituído?

No mais, parafraseando Paulo Freire: se a Internet não pode tudo, pode alguma coisa.

23 de junho de 2010

A merda e a Globo

Mesmo que a avalanche anti-globo tenha surgido em função do futebol, não por outras pautas muito mais relevantes para a população brasileira, é inequívoca a importância das análises que o fato Globo X Dunga ensejou.
Mais, nesta casa, a Band foi a escolha para assistir jogos de futebol muito antes desse bafafá. Trata-se de um dos tentáculos do oligopólio midiático? Sim! Mas diferente da Globo e da ABERT, BAND/ABRA participaram do processo democrático da I Conferência Nacional de Comunicação. Não se recusaram a dialogar com a sociedade civil em momento algum e foi com seus votos e os da Telebrasil que a instituição dos conselhos de comunicação em todos os níveis administrativos foi eleita como demanda aprovada da I CONFECOM. Merece consideração, quem sabe, nossa audiência, frente às possibilidades fora da Globo.
Desde hoje, #diasemglobo em sua casa, ou trabalho. Como bem avalia Gilmar Crestani no artigo abaixo, pescado do seu blog Ficha Corrida, é mexendo no bol$o que a gente desestabiliza monopólios midiáticos [mesmo a BAND]:

“Merda, puto, cagão!” só (não!) se vê na Globo


Globo e merda, tudo a ver!

Globo e merda, tudo a ver!

Não dá outra, quando ouço Rede Globo lembro de Dominique Laporte. Logo vais saber porquê. Antes, voltemos a Vespasiano e o tributo sobre as latrinas: non olet. O Imperador Romano teria instituído um tributo sobre latrinas públicas. Seu filho Tito teria sugerido a extinção do tributo, por sua origem. Do pai, ao filho: Olet? (tem cheiro?). Tito teria respondido: Non olet! (não tem cheiro). No Direito Tributário importam os fatos econômicos, não a natureza jurídica.

Antes de passarmos ao “tributo” de Dunga à Globo, um pequeno troço sobre o termo. Segundo Dominique Laporte, no seu História da Merda, o lixo tem que ter alguém que se responsabilize por lançá-lo longe. E Dunga tem sido o duto através do qual repelimos o esgoto que sai das telas da Globo & afiliadas.

Afinal, por que quando os atores vão entrar em cena desejam “merda”? Para desejar sorte. E se Dunga desejou “sorte” ao Alex Escobar na busca de entrevistas exclusivas com jogadores de outras seleções, por que os funcionários da Globo reagem dizendo tanta merda? Já deveriam ter entendido que na seleção canarinha de Dunga não há mais espaço para exclusividade da Globo. Até porque não é a seleção da Globo & seus patrocinadores. É a seleção dos brasileiros de todos os veículos. Democraticamente!

O diário Lance! traz uma informação reveladora: “Mas os excessos (impedir entrevista exclusiva…) do técnico passaram a atingir questões maiores, como os patrocínios (ah! bom!). Assim, a costura política (substitua por mafiosa, dá no mesmo) tem sido uma das missões da entidade nos últimos dias.“

E democracia também é isso: não pode haver discriminação com as palavras que estão no dicionário. Todas estão lá para serem usadas… Roland Barthes (Sade, Fourier, Loyola) modernizou Vespasiano, adequando-a ao seu metier, “a merda escrita não cheira” , do tipo “a palavra cão não morde”. Por que, quase sempre, se grita “merda” na maioria dos países do mundo, quando se quer ofender alguém? Outro francês, Ferdinand Saussure, mostrou que se deve adequar a linguagem ao momento, ao assunto e ao interlocutor. Por que não chamar, então, a coisa pelo seu nome? Se só a Globo não ousa dizer seu nome, voilá, merde!

Vale a pena ver de novo



“Merda, puto, cagão!” Foi o que Dunga, sem as máscaras gregas, e numprocesso catárquico, lavou nossa alma quando deixou gravado em áudio e vídeo a definição do jornalismo made in Globo. Como é do conhecimento até do reino mineral a Escola das Américas se mudou do quintal Panamá para a cloaca do Jardim Botânico.

Como diria Gandi, “aquele que não é capaz de se governar a si mesmo não será capaz de governar os outros”. Por não terem conseguido influenciar Dunga, os anões da Globo, esnobando Gandhi, foram buscar no ditador Ricardo Teixeira um atalho para defecarem. Logo ele que sobrevive à frente da Capitani Hereditária da CBF graças ao casamento com a filha de Havelange. Antes, para parecer grande a Rede Globo lustrava as botas dos militares. Hoje, para nossa felicidade e opróbrio da Globo, os ventos mudaram. A internet democratizou o “mercado” da informação.

Pivô? Patrocinadores!

Patrocinador oficial da Globo!

Patrocinador oficial da Globo!

Primeiro, os patrocinadores exigiram Ronaldinho. Não deu. Depois tentaram emplacar “os meninos da vila”, mas, depois do banho de loja, de vila os meninos já não tinham mais nada. De patrocínio em patrocínio, foi declinando o poder da Globo. Os brancaleones da Globo passaram a atacar os moinhos de vento para atingir Dunga. Na Globo é assim, se estás contra ela, ela tentar fazer acreditar que estão contra o Brasil. Foram-se os tempos do ame-o ou deixe-o.

A Globo e seus funcionários compraram Dunga por anão mas receberam um Davi armado de funda de troco. No queixo!

Os assalariados da Globo usam o argumento de que estão representando os brasileiros em busca de informação. Não tenho certeza, mas nem todos patrocinadores a quem a Globo e seus funcionários servem são brasileiros. Quanto ao povo, bem, nós já sabemos o apreço que Globo & suas afiliadas têm por ele. Mais, esse mesmo povo a quem a Globo diz querer atender, faz campanha contra ela. No Twiter, a campanha “Cala a boca, Galvão!” “deu no NewYork Times”.

Agora a blogosfera faz novo convite, ver os jogos do Brasil por outro canal, a começar pela partida com Portugal, jogando uma bola nas costas da Globo e de seus paitrocinadores.

Faça sua parte, torça pelo Brasil assistindo o jogo por qualquer outro canal que não seja da Rede Globo. Vamos ensinar a eles a democracia que eles entendem, a dos $$$$$! Afinal, uma transmissão da Band non olet!


Perguntar não ofende

Pense!

Pense!

A pergunta que não quer calar: quem deu e de onde vem a autoridade de qualquer jornalista da Globo pensar que pode falar por mim ou pelos brasileiros? Houve concurso, eleição, estudo, preparação especial outorgando tal poder? Quem deu ou dá a eles a exclusividade de falar sobre os fatos?

12 de maio de 2010

Mais um caso de desinformação e de preconceito pela Rede Globo


A radiodifusão brasileira se desenvolve a partir da concessão pública do espectro eletromagnético, outorgada a empresas privadas de rádio e televisão, mediante licitação e aprovação da Câmara dos Deputados por 2/3 de votos nominais, cujo dispositivo legal encontra-se no Capítulo V do Título VIII, Artigos 220 a 224 da Constituição Federal. Ou seja, o espectro eletromagnético, por ser público, é do povo brasileiro e não das empresas privadas concessionárias como muita gente desatenta acredita.

A comparação mais palpável, para que o público compreenda, diz respeito às estradas. Elas são públicas, mas permitem-se que empresas privadas, mediante licitação, sejam responsáveis pela sua manutenção. A gente até chama tais empresas de "concessionárias", não é mesmo?

Voltando ao caso da radiodifusão, apesar dos dispositivos constitucionais, a formação de monopólio e oligopólio midiáticos faz com que concessionárias de um bem público ajam da forma que bem entendem, desrespeitem qualquer regra de responsabilidade social na informação e ainda por cima, "formem" funcionários subalternos que, por fim, se acham "donos", devido à situação privilegiada dentro de tal empresa de comunicação. Neste caso, estamos falando do Alexandre Garcia, funcionário da Rede Globo.

Este sujeito, do alto da sua arrogância, fruto de um monopólio midiático atuando impunemente há mais de 40 anos no Brasil, e expressando a sua ira ao Governo do operário Lula, resolveu atacar o Ministério da Saúde e a sua política pública em relação aos direitos sexuais e reprodutivos de pessoas portadoras do vírus HIV [Leia AQUI].

É bom que se diga, que no espaço de 1 mês, a Rede Globo promoveu dois desserviços em relação à saúde sobre o mesmo tema e com o mesmo teor de preconceito e desinformação. [Leia caso BBB10, campeão da baixaria na TV brasileira AQUI.] Houvesse Congresso e Justiça nesse país e as emissoras de rádio [CBN/Garcia] e TV [Globo/Dourado], ambas da Rede Globo, poderiam sair do ar e, ainda por cima, deveriam produzir programas que tratassem de saúde, com informações sobre transmissão de DST/AIDS, bem como qualidade de vida de pessoas soropositivas, com carga horária maior ao tempo utilizado para tais mentiras, mistificações, desinformações e, acima de tudo, preconceitos, verdadeiros atentados aos Direitos Humanos! [Conheça o caso "Direitos de Resposta" AQUI.]

Abaixo, segue a Carta Aberta ao Alexandre Garcia, escrita pela Rede Feminista de Saúde, em repúdio às palavras, proferidas na CBN dia 7 de maio de 2010:


Carta aberta ao jornalista Alexandre Garcia

A Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, entidade civil que congrega quase três centenas de organizações de mulheres em defesa da saúde, vem a público para manifestar profundo desconforto produzido pelos comentários e opiniões emitidas pelo senhor, no exercício do jornalismo, e ao mesmo tempo reconhecer e apoiar as manifestações da Rede Parto do Princípio e do Departamento de DSTs/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em contestação às suas palavras.

Inicialmente, informar ao conhecido jornalista que o Brasil reconhece os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas, em particular das mulheres, com parte dos direitos humanos. E que há vedação constitucional para o exercício da discriminação e do preconceito, manifestações essas que impregnaram seus comentários por meio de comunicação mantido por concessão pública e reproduzidos em http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/mais-brasilia/MAIS-BRASILIA.htm.

É fruto da luta do movimento de mulheres o reconhecimento de um conjunto de procedimentos técnicos e éticos que assegurem a humanização da atenção à gestação, parto e puerpério, o que inclui a presença de um acompanhante de sua livre escolha no pré-parto, parto e pós-parto imediato. Longe de uma bobagem, este é um direito previsto por Lei Federal n° 11.108 de 2005, que por sua vez vem sendo descumprida, à exceção de serviços que comprovam os benefícios à gestante e ao bebê.

Ademais, também é fruto de luta o reconhecimento do direito das mulheres de decidir pela maternidade, direito este ainda incompleto, pois o acesso ao aborto é restritivo no Brasil. Os métodos anticonceptivos e contraceptivos, embora previstos em leis e políticas, ainda não cobrem toda a população, sendo portanto as mulheres credoras e não devedoras de direitos. O direito à maternidade, por sua vez, é assegurado às mulheres que assim o desejem, indistintamente à sua condição sorológica, havendo importantes avanços para a redução da transmissão na gestação e após parto.

Seus comentários, prezado jornalista, colaboram para ampliar os obstáculos culturais à garantia da saúde integral das mulheres como um direito humano, ao contrário da missão do Jornalismo, que é de informar e colaborar para a mudança de padrões culturais da sociedade, numa perspectiva de respeitar a autonomia das pessoas na sua tomada de decisão, assim como do acesso a bens e serviços de qualidade, pautados na dignidade humana.

Por acreditarmos e lutarmos cotidianamente pelo direito democrático à informação, solicitamos de Vossa Senhoria que busque no seu cotidiano profissional desfazer os males que produza, seja por desinformação, seja por preconceitos inaceitáveis em nossa sociedade.

A Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos espera de sua parte a postura digna de um profissional no exercício do Jornalismo.

Colegiado da Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

Telia Negrão – Secretária Executiva – Maria Luisa Pereira de Oliveira - Adjunta


Porto Alegre, 12 de maio de 2010.

Atualizado às 23h26min.

17 de janeiro de 2010

Lasier Mente


Este tipo de notícia chega a dar fastio na gente, mas é impossível deixar de registrar um atentado à informação, cometido em horário nobre da televisão riograndense, por um empregado de empresa concessionária pública de televisão.

O fato: repercussão de manchete mentirosa de jornal em veículo de televisão. Aqui, o atentado é duplo: como mídia impressa não está contemplada na legislação que estabelece critérios de outorga para bens públicos, é preciso evitar que seja reproduzida em mídia eletrônica, que se trata de concessão pública, seja ela rádio ou TV. De fato, todos os dias, quando um locutor de rádio lê as manchetes de um jornal, ele está fazendo publicidade de um meio - o que denota outra ilegalidade: propriedade cruzada.

Voltando ao caso em questão: Lasier Martins tratou de baixar a ripa no Presidente Lula por conta daquilo em que o jornal O Globo fez parte da população acreditar, ou seja, de que o Governo faria vistas grossas à fiscalização das obras da Copa 2014, tema já tratado no blog.

É de se perguntar ao Lasier Martins, se ele não tem vergonha de fazer vistas grossas para:

a) falar de assunto já denunciado, fartamente, como mentira pela Internet, apresentando-o como se verdade fosse;

b) das vistas grossas que a empresa, para qual trabalha, e ele próprio, faz em relação aos governos Yeda Crusius [PSDB] e José Fogaça [PMDB], ambos políticos apadrinhados pela família Sirotsky [PRBS].

Óbvio que estamos ironizando, pois o Lasier Martins não está nem aí!

Agora, este sujeito só tem espaço em TV e rádio, porque continua a ser legitimado por toda a sorte de gente, inclusive políticos do chamado campo de esquerda ou progressista, que não perdem a oportunidade de lhe pedir a bênção nos conversas fiadas da vida. Não adianta nós, blogueiros, denunciarmos o comportamento venal desse âncora e de outros da mesma espécie, se ele continuar a ser prestigiado pelas próprias pessoas que são vítimas de seus comentários infames e suas mentiras. Por isso o nosso fastio em tratar desse assunto, que é recorrente. A esquerda precisa se convencer que não pode mais frequentar programas da mídia corporativa. É ilusão de que, fazendo isso, estão ajudando na formação de uma consciência política. Em 5, 10 ou 15 min de espaço não se faz nada, frente a todo o tempo que as empresas de mídia e os lasiers tem para desconstruir qualquer discurso da esquerda.

Em tempo: 20 anos depois de uma das mais sanguinárias experiências fascistas da América Latina, a direita retorna ao poder no Chile. E quem pavimenta o caminho para essa gente, hein?

16 de janeiro de 2010

CCC 40 anos depois

O Cloaca News levantou as seguintes informações:

COMPLETE SEU ÁLBUM - NOVAS FIGURINHAS DO COMANDO DO TERROR







Cassio Scatena, “conhecido por Blanco”. Segundo a reportagem de O Cruzeiro, foi um dos “quatro alunos ou ex -alunos de Direito do Largo São Francisco que tomaram parte no massacre aos artistas de Roda Viva”.
Há registros de que, no dia 11 de outubro de 1978, um certo “industrial” e advogado Cássio Scatena, ex-CCC , assassinou o operário Nélson Pereira de Jesus, na porta da Metalúrgica Alfa, em São Paulo, por reclamação salarial.
Pode ser encontrado na FIUTCAB - Confederação Nacional de Integração e União das Tradições da Cultura e Culto Afro Brasileiro (sic), entidade da qual é diretor jurídico, e onde é tratado como “Olòóssoiyn Dr Cassio Scatena”.

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Lionel Zaclis reside na rua Zèquinha de Abreu. É violento também, mas seus colegas o têm como covarde, porque atua apenas em grupo e se recusa a qualquer missão para executá-la sòzinho. Estêve no ataque à USP.
Advogado, é também articulista colaborador da Folha de S.Paulo. Recentemente, ganhou generosos espaços na mídia bandida defendendo a tese de que “à luz da Constituição, não houve golpe em Honduras”.
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Sílvio Salvo Venosa mora na Rua Cristiano Viana. Não esquece a arma em casa e gosta de atirar até por motivos gratuitos no meio da rua. Pratica tiro ao alvo em anúncios luminosos. Todos são unânimes numa coisa: Sílvio é muito inteligente. Estêve no ataque ao espetáculo de Chico Buarque de Holanda.

Integrante da Academia Paulista de Magistrados, aposentou-se como membro do Primeiro Tribunal de Alçada Civil, em São Paulo. Autor de vários livros sobre Direito Civil.
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Henri Penchas estuda engenharia e destacou-se por sua agressividade no ataque à Roda Viva. Na operação contra a USP sua atuação não foi das mais apagadas.

Atualmente, é membro do Conselho de Administração do Banco Itaú.

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Paulo Roberto Chaves de Lara reside na Rua Peixoto Gomede, num apartamento. É violento, julga-se também com veia poética e gosta de aparecer como orador. Estêve no ataque à Roda Viva.
Advogado (OAB-SP 52348), recentemente, integrou a Chapa Fala Pinheiros, do Movimento Conselho Independente, no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo.

E deu chamada para a nova versão da antiga revista O Cruzeiro AQUI.

Quando não se investe em comunicação...


...paga-se o pato!

Primeiro, tivemos a má notícia, através do Blog do Planalto, de que o jornal O Globo [monopólio de comunicação da famiglia Marinho] aprontou mais uma das suas em relação ao Governo Lula: O Globo faz vista grossa para erro, bem como o jornal O Estado de São Paulo publicou informe mentiroso.

Segundo, a melhor resposta a ser dada ao próprio Governo, vem da entrevista de Pascual Serrano para o jornal Brasil de Fato. Lá pelas tantas, Serrano afirma:

Como é possível se contrapor a este poder [midiático*]?

Neste momento, o principal mecanismo de combate que o capital e a burguesia possuem contra os governos progressistas não é sequer a ameaça de um golpe militar, são os meios de comunicação. Já conseguiram coisas que nenhuma empresa e nenhum governo conseguiram. Maior impunidade, menos controle por parte das legislações. Creio que os governos progressistas reagiram demasiadamente atrasados. Evo Morales ou o Lula passaram anos reclamando que os meios de comunicação não paravam de atacá-los e agredi-los. Apenas reclamar me parece uma política ineficaz. Se um governo progressista é atacado, o que ele tem a fazer é desenvolver políticas públicas para evitar isso. É como em educação: se não há colégio para todas as crianças, os governos não devem vir se queixar, devem construir escolas. E estes governos devem criar políticas públicas de democratização da comunicação. Mas estes meios públicos e comunitários não podem se converter em meios de governo, presidentes e partidos. Devem ser participativos, democráticos e estar sob controle do cidadão. Esses são pontos imprescindíveis e que estão se desenvolvendo lentamente, mas com passos firmes. A Venezuela está na primeira linha de desenvolvimento de meios comunitários e públicos, à frente da Europa.

Então, não adianta apenas restabelecer a verdade, depois de manipulações desavergonhadas dos fatos. É urgente que se criem os meios necessários, para que a população tenha, em primeira mão, a informação do fato como ele realmente ocorreu! Se o povo, num universo de pluralidade de meios de comunicação, optar por uma empresa de comunicação mentirosa, é outro problema a ser enfrentado com educação para a mídia. O que não é mais possível acontecer, é a falta de meios confiáveis para a veiculação de notícias, seja ele privado, público ou estatal, e conforme padrões de um Jornalismo cidadão. Repetindo Serrano:

Se um governo progressista é atacado, o que ele tem a fazer é desenvolver políticas públicas para evitar isso. É como em educação: se não há colégio para todas as crianças, os governos não devem vir se queixar, devem construir escolas. E estes governos devem criar políticas públicas de democratização da comunicação.

*Grifo nosso.

16 de dezembro de 2009

Confecom – Mais de 6 mil propostas dos 27 estados foram encaminhadas à Conferência Nacional


Mais de 6 mil propostas priorizadas nas conferências estaduais foram compiladas e organizadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição responsável por sistematizar os cadernos dos 15 grupos temáticos da Conferência. “Esse momento que estamos vivendo agora vem sendo construído há muito tempo. Precisamos entender a dimensão estratégica da comunicação”, enfatizou o coordenador-geral do FNDC, Celso Schöereder.
Histórico defensor da realização da conferência nacional de comunicação, o coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização (FNDC) e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Shöreder, foi o primeiro a falar na abertura da Confecom, ocorrida no nessa segunda-feira, 14, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Para ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve coragem ao ajudar a romper o silêncio com que a mídia trata a própria mídia. Em seu pronunciamento, o coordenador do FNDC fez questão de destacar que o evento nacional abre espaço para que o povo brasileiro possa incidir no modelo de comunicação. Para ele, democratizar o acesso à informação, por meio da digitalização, e permitir a convergência tecnológica serão importantes no processo de democratização da comunicação. “Nosso trabalho não termina hoje, é missão desta Conferência anunciar a próxima conferência”, nota.
De Brasília, Andrea de Freitas.

Secretaria Especial de Comunicação

11 de dezembro de 2009

JornalismoB debateu monopólio da RBS


Foi no dia 10 de dezembro de 2009, com Dagmar Camargo (Coordenadora do Conselho Regional de Radiodifusão Comunitária).

Destacamos:

- Dagmar lembra que o MP de SC entrou com uma ação contra a RBS quando da compra do jornal A Notícia pelo grupo.

- Dagmar explica que os veículos da RBS têm CNPJ diferentes, por isso não são legalmente caracterizados como monopólio. Mas lembra que essa prática, em qualquer outra área, seria formação de quadrilha, pelo uso de laranjas.

- “O Brasil saiu de uma ditadura militar para uma ditadura da mídia, pois as verdades que são construídas hoje são todas contruídas pela mídia”.

- Dagmar Camargo fala dos problemas da TVE, emissora pública gaúcha que está sendo privatizada pelo governo Yeda. O prédio da TVE vai à leilão, pois o dono quer vender e o Estado, que teria prioridade, não mostrou interesse. “Enquanto Yeda não investe na TVE, coloca um monte de dinheiro em propaganda através da RBS”.

- “Tudo o que os empresários querem é a desregulamentação, que está acontecendo cada vez mais. Nós queremos a regulamentação, o Estado tem que exercer certo controle para democratizar a mídia”

- “A RBS não tem nenhum programa de direitos humanos e ganha prêmios de direitos humanos promovidos pela própria RBS”.

Leitura completa AQUI.

MP Federal pede informações sobre contratos da RBS e Globo no Rio Grande do Sul

A Procuradoria da República no Município de Canoas solicitará à Junta Comercial do Rio Grande do Sul para que forneça todos os contratos sociais dos 12 CNPJs que compõem o grupo Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS) no Estado. A decisão foi tomada durante audiência pública, realizada dia 25 de novembro, que discutiu possível monopólio da RBS e irregularidades nas concessões de rádio e televisão no Rio Grande do Sul. O coordenador da audiência pública e procurador da República em Canoas, Pedro Antônio Roso, informou ainda que será requisitado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) que informe em nome de quem está registrada a marca RBS.

Também será questionado à Rede Globo, RBS Porto Alegre, Caxias do Sul e às outras 10 afiliadas, qual percentual da arrecadação total que vai para a Globo, quanto fica com a RBS de Porto Alegre e quanto obtém a RBS do interior do Rio Grande do Sul. O MP Federal também vai requisitar à Rede Globo e a RBS cópias dos contratos entre as mesmas.

Durante todo encontro, representantes do movimento social, entre os quais o próprio Conselho Regional de Radiodifusão Comunitária (Conrad-RS), autor do pedido de providências que resultou na audiência pública, defenderam a existência do monopólio na área de comunicação, alegando, inclusive, que o Ministério das Comunicações dificulta a análise de concessão para funcionamento das rádios comunitárias. O Ministério negou tal afirmativa justificando que existem outros concorrentes ao grupo no Estado e que o Decreto-lei 236/67, em seu artigo 12, limita em duas concessões no máximo por proprietário dentro de um Estado. A RBS explicou que possui apenas duas emissoras de televisão, Porto Alegre e Caxias. As demais seriam outras empresas, inclusive com CNPJ diferente e que estaria cumprindo a legislação, pois alega ser proprietária apenas das duas emissoras.

Outros encaminhamentos foram tomados durante a audiência pública, entre os quais que será enviado ofício ao Conselho Nacional de Valores Imobiliários (CNVI) para saber porque a publicação de uma ata da RBS/Zero Hora Editora Jornalística S/A, realizada em 10 de dezembro de 2007, só ocorreu no dia 30 de outubro de 2009, ou seja, quase dois anos depois. Será recomendado também ao Ministério das Comunicações que abra procedimento a fim de verificar a existência de monopólio de fato por parte da RBS. O procurador da República aguardará a resposta das requisições e pretende marcar outra audiência para novo debate do tema.

As informações são do Ministério Público Federal.


Fonte: RSurgente

25 de novembro de 2009

Audiência Pública discute monopólio da RBS


É nesta quarta-feira, dia 25/11/09, a partir das 14 horas, no auditório da Câmara de Vereadores de Canoas, na Rua Ipiranga, 123, Centro.

Promovida pelo Ministério Público Federal (MPF), atende a um pedido de providências formulado pelo Conselho Regional de Radiodifusão Comunitária (CONRAD).

Foram convidados a comparecer, a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), o Ministério das Comunicações e o presidente do Grupo RBS.

A Audiência é aberta ao público. Compareçam!

14 de outubro de 2009

Organizações Serra a Perigo!


Bateu o desespero nas Organizações Serra: o "grande irmão do norte" resolveu denunciar a partidarização da rede de televisão Fox News. E com pronunciamento da Secretária de Comunicação do Obama em cadeia nacional!

As OsS devem estar pensando: e se a moda pega por aqui??? E se mais algum político resolver falar o que até o reino mineral já sabe, mas quem tem mandato, ou cargo político jamais teve coragem de admitir em voz alta? Como fica a campanha antipt, antilula, antidilma?

A lamentar a falta de senso de oportunidade. Há anos denuncia-se a mídia corporativa como 1) inimiga de classe das esquerdas e/ou progressistas; 2) organizadora da globalização neoliberal; 3) e, por conseguinte, criminalizadora dos movimentos sociais.

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O Brasil, em tempos de Lula, poderia ter avançado muito mais no que diz respeito à democratização das comunicações. Boa parte dos movimentos sociais que apoiaram a apoiam o projeto político do seu governo, tem, em seus quadros, nomes proeminentes nessa área desde a Assembleia Nacional Constituinte. Melancolicamente, algumas mesmas entidades, reunidas na Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Comunicação [CON], garantiram uma representação de delegados e delegadas tripartite, com 40% da sociedade civil, 40% empresariado e 20% Poder Público, mais o quorum qualificado de 60% +1* para aprovação de temas polêmicos, uma relação matemática de ruborizar matemáticos...

*Mesmo com 5 entidades empresarias retirando-se da CON, restando a Telebrás e a ABRA, a primeira representante das empresas campeãs em queixas no Procon e a 2ª, do oligopólio midiático, o Governo fechou questão nessa proposta escabrosa. Saiba mais AQUI.