Mostrando postagens com marcador atentado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador atentado. Mostrar todas as postagens

20 de outubro de 2010

Como a redecastorphoto e a Vila Vudu vêem a venda do Brasil

(1) Não se pode fazer (a lei eleitoral proíbe) show com música, em campanha eleitoral (nem são permitidos "recursos especiais" nos spots para televisão, por exemplo, dentre outras baboseiras);

(2) a mídia não noticia manifestações de artistas que não sejam pró Serra: e

(3) Consideramos que, antes de supor que a gente sabe “o que fazer” e “esses caras da campanha não sabem nada”, é preciso lembrar a enorme dificuldade que é fazer campanha eleitoral com praticamente toda a mídia contra. É a coisa mais difícil do mundo, porque a campanha sempre corre o risco de: se responder a tudo que a mídia inventar, a campanha acabar pautada pela mídia (que é contra). Ao mesmo tempo, não é possível não responder nunca. Então, a coisa vira parada brabíssima.

Não se deve esquecer que as campanhas assumiram as características que têm hoje por causa da mídia, sobretudo da televisão. E só agora a Internet começa a, de fato, mostrar seu valor. 

Outra coisa que é invenção recente e cujos efeitos ainda não sabemos avaliar bem -- e é consequência, também, das características “jornalísticas” das campanhas eleitorais (nas quais, aliás, trabalham ZILHÕES de jornalistas) -- são as tais de “pesquisas”.

Hoje, por exemplo, encontramos coisinha bem safadinha, perdida numa coluna da FSP (“Todamídia) :

"Atrás de sinais de um governo Dilma, a Reuters   entrevistou o ministro Paulo Bernardo, que prometeu uma administração "austera", atenta para a "saúde financeira do Estado".

Já a Bloomberg  noticiou que, diante da “especulação de vitória governista”, as ações da estatal Eletrobrás, que haviam subido com a pesquisa da Sensus, voltaram a cair. Seria efeito não só do Datafolha, mas também da neutralidade de Marina Silva, vista como “derrota para Serra”, segundo noticiaram ontem o “NYT  e a “Reuters”. 
Ninguém ainda se lembrou que as “pesquisas” eleitorais são -- ou podem ser – instrumentos, também, de especulação na Bolsa de Valores. Junte isso, com campanha em que TODA a mídia está contra um dos candidatos, e a campanha eleitoral “midiática” e “bursátil” é, de fato, negócio SUPER complicado.

Se a Salarina Silva entra, depois sai, sempre com espalhafato e ampla cobertura da mídia em campanha eleitoral contra nós, e mesmo que a Salarina não tenha pensado em tudo isso, mas desde que a entrada e a saída da Salarina tenham sido muito amplamente repercutidas, sempre com “interpretações” jornalísticas, sociológicas e o escambau... As ações das empresas que estão na bolsa oscilam como papel ao vento.

Assim, simultaneamente, à medida que aumenta o poder das pesquisas para influenciar o voto, aumenta o poder delas, também, pra fazer oscilar o valor das ações. Assim se faz aumentar o preço que se cobra por “pesquisas”... O que interessa às empresas de pesquisa, todas elas associadas a algum “veículo” de mídia.

A Petrobrás, como a Eletrobrás, e outras empresas, são uma espécie de “vítimas” do jornalismo brasileiro, hoje, porque são áreas do governo Lula que a “mídia” adoraria destruir, antes de Dilma começar a governar.

Suspeito que a tal “palestra” que Fernando Henrique Cardoso teria vendido, no final de semana, a “empresários estrangeiros” (mas, de fato, como já se sabe hoje, ele vendeu, mas a corretores de ações e gestores de fundos) reunidos em Foz de Iguaçu (e por que não na Av. Faria Lima, em SP, com MUITA cobertura “midiática”?), tem a ver com ESSE TIPO DE MANOBRA midiático-eleitoral, para fazer desabar o valor das ações dessas grandes empresas -- a Petrobras, é claro, sempre na frente, e na alça de mira preferencial de TODOS os corretores do universo, hoje, por causa do pré-sal.

Nesse sentido, é claro, têm razão quem diga que Fernando Henrique Cardoso manobra pra "vender o Brasil" etc.

É o mesmo trabalho que está fazendo, também o David Zylberstein, que o próprio FHC converteu em “especialista em petróleo” e que está todos os dias em todos os jornais, dizendo suas besteiras interesseiras e interessadas, que o facinoroso (e venal) jornalismo brasileiro repercute (vende) como se fossem “notícias” ou - mais ridículo ainda – “parecer de especialista(s)”.

Merece xilindró, esse Fernando Henrique Cardoso.
 
Por Castor Filho em seu blog.

13 de junho de 2010

ANATEL fecha Rádio Comunitária Outorgada

ABRAÇO RS: Hoje, no dia 10 de junho de 2010, ocorreu o mais arbitrário fato até então vivenciado na radiodifusão comunitária do Brasil. A Anatel fechou, bem como apreendeu os equipamentos da Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, sendo que esta estava funcionando e forma legalizada, com outorga concedida pelo estado brasileiro inclusive pelo congresso nacional.
Os técnicos, sob a argumentação de que a rádio estaria fora das especificações técnicas, apreenderam com o auxílio de força policial os equipamentos que possibilitam que á rádio permaneça no ar. Quando na verdade o máximo que poderiam fazer, antes de que fosse comprovada qualquer irregularidade, seria lacrar os equipamentos.
O encerramento das transmissões de uma emissora de radiodifusão habilitada e com concessão pública por força da ação de técnicos da ANATEL jamais foi registrada e mesmo o fechamento de uma rádio pública é algo sem precedentes na história do país.
Ainda a atuação da Brigada Militar, que ciente de estar cometendo uma irregularidade, acompanhou e garantiu, mesmo não tendo atribuição para isso, a retirada dos equipamentos e sua apreensão.
Impressiona também o envolvimento na construção desta ação da Brigada Militar, que acompanhou os agentes mesmo antes da fiscalização.
No momento, dirigentes da Rádio Comunitária estão na sede da Polícia Federal em Santa Cruz do Sul, para onde foram levados os equipamentos e o representante da Rádio como preso.
A ABRAÇO repudia veementemente mais esta ação dos agentes da ANTAEL e em particular por se tratar do fato mais grave corrido até hoje, atentando à concessão pública da qual é detentora a Rádio comunitária de Santa Cruz do Sul, a trágica história de construção das rádios comunitárias no Brasil tem neste momento a mais vexatória de todas as torturas vividas até então, o ilegal fechamento de uma emissora pública em pleno exercício de sua função, com a garantia da lei e do estado brasileiro.


Imagens: Abraço RS

29 de abril de 2010

PT vai ingressar com ação contra tesoureiro do PSDB

Partido quer apurar a responsabilidade do tucano por difamações veiculadas na internet contra a pré-candidata Dilma Rousseff

O PT vai ingressar nesta sexta-feira com representação no Ministério Público Eleitoral contra o tesoureiro do PSDB, Eduardo Graeff, com o objetivo de apurar a responsabilidade do tucano por difamações veiculadas na internet contra a pré-candidata petista à Presidência e ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O comando da campanha de Dilma acredita que Graeff convocou um exército de internautas para pôr na rede insultos contra ela. Nos bastidores da cena política circulam informações de que ele é o mentor de uma estrutura de guerra, preparada para bombardear a ex-ministra e o PT.

Petistas atribuem a Graeff a montagem do site "www.gentequemente.org.br", além de ataques anônimos para atingir Dilma. "O PSDB, que vive entrando na Justiça contra nós, não pode se utilizar de instrumentos criminosos e clandestinos para nos atacar", afirmou o presidente do PT, José Eduardo Dutra. "Isso é crime eleitoral."

Fonte: iG

13 de abril de 2010

Eleições 2010: O que você pode fazer para desconstruir o banditismo digital


Por Emerson Luis no VioMundo, 31/03/2010.


Seguindo a boa política do Vi o Mundo de prestar consultoria gratuita em campanhas eleitorais, vamos abordar um pouco a atuação dos trolls na rede e como a bandidagem digital utiliza suas práticas para impregnar o debate político, atrapalhando o fluxo das boas idéias que podem elevar a discussão democrática no país.


O troll digital está sempre pronto para desestabilizar o debate. Seu único objetivo é confundir e impedir que uma discussão flua naturalmente, utilizando argumentos com baixa credibilidade e, ao final, apelando para a verborragia e ofensa. A tática do troll, quase sempre, é começar “testando hipóteses” para sentir a lista de discussão (ou comentários). Em época eleitoral, a prática é a mesma, muitas vezes remunerada, alterando somente o fim da ação para a ofensa a um candidato ou as idéias que este defende perante seu provável eleitorado.


O apelido troll, dado aos difamadores da rede, é baseado nas personagens do folclore escandinavo, conforme nos ensina a Wikipedia. São humanóides pouco inteligentes que não vivem em bandos, são agressivos e temidos pelo domínio da arte da ilusão.


Durante o processo eleitoral as atividades dos trolls profissionais vão além da interferência nos debates. Dentre suas atribuições momentâneas estão a redação de e-mails falsos atribuídos a jornalistas, a disseminação destes e-mails, a criação de perfis falsos em redes sociais e também a criação de perfis genéricos. Existe uma diferença entre o perfil fake (falso) e o genérico. O fake levanta a bola do debate, muita vezes reproduzindo o que outras pessoas enviam. O perfil genérico parece real, com dados pessoais que simulam um histórico de vida. Este é o avatar do troll.


Para você cidadão que preza o debate construtivo, que pretende nestas eleições discutir propostas, idéias e discordar até, inteligentemente, veja alguns itens que podem ajudar a combater o banditismo digital gratuito ou patrocinado. Prováveis candidatos que pretendem fazer campanha limpa, com plataforma de campanha, também podem utilizar as informações abaixo.


Investigação de e-mails falsos


Investigar os e-mails falsos é um trabalho fundamental durante uma campanha e pode ser realizado pela equipe do comitê ou por qualquer simpatizante. Diversos virais com informações falsas circulam na rede. É preciso mapear os principais, diariamente, investigar e soltar uma nota desmentindo a informação. É um trabalho profundo de apuração para identificar locais ou pessoas citadas nas mensagens e conseguir declarações de desmentidos, invalidando assim o rumor. O texto resposta deve ser liberado no site de campanha, nas redes sociais, lista de e-mails e boletins de campanha.


Como checar um e-mail falso usando a rede


É muito simples. Ao receber o e-mail pegue partes do texto, geralmente a manchete, ou palavras-chave, e faça uma busca nos indexadores de rede como o Google ou Yahoo. O referenciamento vai lhe dizer se a história é falsa ou não. Geralmente, em período eleitoral, textos antigos voltam a circular repaginados para as eleições. Até hoje, textos de 2000 atribuídos a jornalistas e escritores de grande influência são disseminados. Esta prática visa atingir eleitores desprevenidos, que não acompanham habitualmente a cobertura jornalística e que não conhecem as posições destes profissionais sobre determinados assuntos.Uma busca resolve o problema, indicando o desmentido dos jornalistas em seus próprios blogs ou sites das empresas em que atuam.


Os e-mails falsos chegam até você


Sem muito esforço o e-mail falso chega até você. Para isto é preciso sempre manter canais de comunicação abertos com a população, via conta institucional ou a checagem constante das redes sociais. O search do Twitter é essencial nesta localização. Canais abertos ajudam os aliados a enviarem denúncias falsas que devem ser investigadas e também permitir que os opositores entrem em contato com seus próprios e-mails de ataque. Não se iludam, isto sempre acontece e serve para saber quais os níveis de ataque e o que deve ser respondido. A conta de e-mail deve ter um filtro por assunto para catalogar os temas e acompanhar o que mais está circulando no dia.


Resposta por mail


Todos os mails devem ser respondidos, desde ataques ou elogios. A resposta sempre circula. Os mails de ataques não devem ser respondidos com mais ataques. A resposta deve ser com proposta de trabalho, nunca desqualificando quem ataca, mesmo que seja ataque pessoal. A resposta de ataque, enfurecida, pode servir de armadilha para que o opositor divulgue o candidado como destemperado.


Não repassar e-mail sem checar a informação


O que mais acontece na rede é a criação de boatos para desestabilizar campanhas/pessoas. É o famoso “ ouvi dizer”. Na rede ninguém está escondido. O candidato que se sentir ofendido por uma informação falsa pode realizar o rastreamento na rede para encontrar o provedor de onde partiram os ataques utilizando o IP (internet protocol) se estes estiverem disponíveis nas mensagens enviadas.


Tudo na internet tem identificação, via endereços de protocolo, os chamados IPs (Internet Protocol). Diversas ferramentas permitem chegar até o provedor de acesso, como o site “What’s my IP address” e, com decisão judicial, identificar quem repassou a mensagem. Por isso, quem pensa que está protegido atrás de um computador, está equivocado. Repassar mensagens falsas, além de trazer prejuízos para o próprio eleitor, pode prejudicar o honesto debate eleitoral na rede. Trolls profissionais podem se esconder na rede utilizando ferramentas como o Tor ou outras ferramentas. Veja aqui o post do @gutocarvalho explicando a privacidade na rede.


O tempo que se perde repassando uma mensagem falsa, tentando destruir a reputação de um candidato, pode ser utilizado para ajudar o seu próprio candidato a disseminar propostas de campanha, com os boletins, a argumentação coerente nas redes sociais e respondendo dúvidas dos eleitores indecisos.


É sempre importante denunciar para os próprios comitês que você apóia as mensagens falsas que estejam circulando para prejudicar o oponente. Assim, o seu candidato pode soltar alguma nota negando que a tal mensagem difamatória tenha saído do seu comitê. Lembrem-se que isso pode prejudicar a candidatura perante o TRE ou TSE, gerando multas ou até a impugnação da candidatura.


Toda e qualquer ofensa difamatória ao seu candidato, ou ofensas aos adversários atribuídas ao seu candidato, devem ser notificadas ao Tribunal Superior Eleitoral ou Tribunal Regional Eleitoral, seja por e-mail ou protocolando documentos nas sedes das entidades. O registro pode ajudar os tribunais a obter informações em qualquer denúncia de crime eleitoral para rastrear prováveis fraudadores.


Perfis falsos de políticos em redes sociais


O submundo da militância cria sempre perfis falsos em redes sociais para soltar informações virais na rede sobre um candidato. Alguém que não gosta de um político cria um perfil em nome dele para prejudicá-lo na campanha, acumulando seguidores para lançar informações incorretas ou mensagens difamatórias. Não se deve estimular que as pessoas sigam estes perfis, que ajudam a desestabilizar a discussão democrática. É preciso também denunciar aos comitês de campanha quando isto acontece.


Perfis genéricos para lançar dúvidas ideológicas


É comum também que os profissionais da militância de submundo criem perfis genéricos para atuar na rede, com uma prática muito simples: a de desqualificar ideologicamente o candidato subvertendo o que ele pensa perante grupos religiosos ou políticos. Ex: em 2006 diversas comunidades religiosas no Orkut, que eram contra o aborto, foram invadidas por estes perfis genéricos para entrar no debate e levar a impressão de que o presidente Lula era a favor do aborto. É público e notório que o presidente era, e é, contra o aborto. Estes perfis não entravam de forma raivosa no debate. Entravam de forma sútil, como um participante comum, estimulando idéias para depois inserir frases como: “pois é, por isso eu não voto no Lula, ele é a favor do aborto”. O raciocínio destes perfis genéricos é contar com a desinformação do eleitor, que muitas vezes não conhece a opinião de um candidato sobre diversos assuntos. Por isso, antes de tudo, é importante que o eleitor se informe sobre a opinião do seu candidato sobre assuntos polêmicos.


O candidato na web


Para quem deseja se candidatar a algum cargo público é preciso marcar presença na rede. Como? Criando perfis nas principais redes sociais para participar de comunidades. Redes sociais: Orkut, Twitter, Linkdin, Flickr (fotos) e Facebook. O candidato precisa se dedicar, em algum momento, a alimentar seu próprio perfil. Os usuários esperam sempre, nas redes sociais, que o cidadão do outro lado do perfil seja real e esteja presente incentivando o debate com propostas de campanha e soluções, gerando informações exclusivas para seus seguidores. Na impossibilidade do candidato não conseguir manter a interação, não adianta colocar um assessor para dar atenção ao público. Esta prática é facilmente identificada pelos usuários. O ideal nestes casos é criar um perfil da chapa para estimular o debate.


Comunidades no Orkut são sempre interessantes para debater e também para lançar informações de campanha para a base de eleitores e militantes. Ex: um texto de campanha pode ser imediatamente lançado na comunidade, que o replica em blogs e outras redes sociais.


Frequentar comunidades de candidatos concorrentes? Sim, desde que seja para se defender de ataques e debater com propostas. O candidato nunca deve cair em discurso de provocadores nas redes sociais, pois é isto que eles querem: a desmoralização diante do público. O candidato só deve responder questionamentos sérios, mesmo que divergentes das suas idéias.


Website


O website deve ser padrão, com todas as propostas, e em formato multimídia, com publicação imediata de textos, áudios, vídeos e fotos em sequência de blog. Os conteúdos são independentes e não precisam mais de conjugação entre si. Uma foto com legenda é um post, um vídeo, áudio, mesmo que isolados, é conteúdo que pode ser replicado em blogs. Isso tudo não impede que sejam feitos textos consolidados, mais parrudos de informação. Claro, podem existir, mas pensem nos conteúdos isolados para difusão.Usar licença Creative Commons para tudo é o mais adequado. O Copyright só restringe a difusão da informação uma vez que as pessoas perdem tempo para conseguir autorização e acabam desistindo de replicar, burocratizando o comitê. Quanto mais o conteúdo circular, melhor para o candidato. Se o cidadão tiver que ligar, mandar e-mail, passar fax ou enviar carta para pedir autorização de uso, ele desiste. A autorização deve estar embutida em toda a licença do site, afinal, tudo é público.


Boletim de campanha


Todos os dias deve sair um boletim de campanha do candidato, pela manhã ou a tarde. O ideal se possível é que saiam dois boletins. Conteúdo? Propostas de campanha em todas as áreas possíveis, eventualmente respondendo questionamentos dos opositores. Sempre propositivo, estimulando a base de militância em suas ações. O boletim deve ser produzido em formato jornalístico, com fotos, textos e infográficos explicativos, sempre pensando que o material pode ser impresso e distribuído por quem quiser. É material de campanha que deve ser distribuído por e-mail para o mailing de campanha e publicado imediatamente no site com recursos multímidia para enriquecer o conteúdo. Publique sempre versão em PDF dos boletins para download.


________________



O Dialógico se reserva o direito de excluir comentários de trolls há anos. Aqui, não há espaço para esse tipo de gente. A democracia e a liberdade de expressão estão na Internet, que cada pessoa crie o seu blog. Na "nossa casa", se vem na boa, independente de ideologia, é bem recebida.

Martes, 13

No ar: acesso às 19h32min.

Hoje, terça-feira 13, é o dia do azar na Argentina, ao contrário do Brasil, que a superstição popular "teme" sexta-feira 13.


Pois, a novidade, é que o sítio do Partido dos Trabalhadores foi retirado do ar, justamente no dia de azar do país vizinho, sabem-se lá quais as razões. Pode ter sido uma "barbeiragem" do servidor, pode ter sido um ataque de hacker. Como sugerem os blogues FBI e do Sergio Telles, a coisa tem cheiro de massa perfumada da trope de choque serrista, a se considerar o silêncio do PIG. Inclinamo-nos à segunda hipótese.




E o que faz o Google?






Dá a mensagem que a página pode danificar seu computador. Ou seja, deixa uma situação ruim, pior ainda! Qual é???


Acesso dia 13/04/2010, 13h30min.

6 de novembro de 2009

Da série "Quem matou Elton Brum?"

O blog Alma da Geral publica matéria sobre a morte do sem-terra Eltom Brum, jornalismo investigativo puro [modalidade que desapareceu da pauta guasca ha anos!]:

Aqui algumas informações que estamos coletando:

- a cavalaria entrou pelos fundos do acampamento, Elton estava segurando a linha da frente, onde várias pessoas portavam escudos de compensado;

- ele caiu, se virou, houve o tiro- seu corpo ficou em área isolada, sob a lona preta por mais de hora, até que a situação fosse violentamente acalmada (sim!) pelos brigadianos e se tomasse providência de socorro;

- não foi possível a ninguém de fora acompanhar esta ação (nem as procuradoras, que só tiveram acesso ao local bem depois);

- a primeira notícia que saiu, dada em primeira mão ao PRBS pela BM e prontamente publicada pelo seu veículo em internet, foi a de que Elton teria morrido de mau súbito;

- aqui abaixo, a contundência desse "mau súbito": a ignorância, a intolerância e a desfaçatez:

Leitura completa AQUI.

14 de setembro de 2009

Marcha Mundial das Mulheres repudia violência contra Stela Farias


A Marcha Mundial das Mulheres do RS e a Secretaria Estadual de Mulheres do PT/RS divulgaram nota em protesto contra os ataques que os representantes da base governista vêm desferindo contra a presidente da CPI da Corrupção, Stela Farias. Leia o documento na íntegra

Contra o machismo da CPI da Corrupção

A violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer!

Violência contra uma Mulher. É assim que classificamos o que tem acontecido nas sessões da CPI da Corrupção. É assim que tratamos quando sofremos violência no espaço público ou no privado. Não vamos nos calar diante do machismo, de falas desclassificadas, desrespeitosas e com tons de deboches que alguns deputados vem tratando a deputada Stela Farias. Ficamos chocadas, ainda, ao ler a materia postada no blog do PSDB do Rio Grande do Sul, onde escrevem que é preciso "Arreios à mão, para domar Stela" no título da matéria e finalizam escrevendo que "A base aliada terá que ter determinação e firmeza para domá-la". Isto é preconceituoso, misógino e machista e vem com o objetivo de desclassificá-la somente pelo fato de ser uma mulher a conduzir a CPI. Ou se fosse um homem diriam que ele precisaria de arreios?

A Assembleia Legislativa não pode compactuar com estas atitudes e declarações, que tentam diminuir o trabalho brilhante que a deputada vem desenvolvendo diante desta CPI, assim como o fez na CPI do Detran. Nossa luta cotidiana pela emancipação e autonomia das mulheres caminha junto com a luta por relações igualitárias entre homens e mulheres. Exigimos que a Assembleia Legislativa não permita que este tipo de manifestação se repita nem dentro das sessões da CPI e em nenhum lugar desta casa.

Fora machistas, homofóbicos, lesbofóbicos e misóginos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul

Marcha Mundial das Mulheres do Rio Grande do Sul
Secretaria Estadual de Mulheres do PT/RS

Fonte: ZeroCorrupção

-----------------

Assinamos o protesto acima, repudiamos os atentados promovidos pela base governista contra a Presidente da CPI da Corrupção e nos solidarizamos à Dep. Estadual Stela Farias [PT].

26 de agosto de 2009

Intolerância política em Santa Maria, RS


Notícia do blog Interpretações de um Sujeito:

Sede do PSOL-SM é alvo de ações por parte de defensores do governo Yeda

De acordo com informações encaminhadas pelo amigo e colega Henrique Cignachi, hoje pela manhã (25 de agosto) a sede do Partido Socialismo e Liberdade de Santa Maria foi alvo de ações por parte de defensores do governo Yeda, que colaram nas paredes uma série de adesivos com a frase "Governo Yeda, o Rio Grande, grande de novo". Os cartazes do PSOL com os dizeres "Fora Yeda" também foram rasgados e danificaram a pintura da porta. Integrantes do partido fizeram ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Santa Maria.

Segue abaixo, a nota de repúdio do PSOL:


Nota de repúdio – Partido Socialismo e Liberdade/Santa Maria Hoje, dia 25 de agosto de 2009, pela manhã, encontramos a sede municipal do Partido Socialismo e Liberdade (rua Dr. Pantaleão, nº74) coberta de adesivos “Governo Yeda, o Rio Grande, grande de novo”. Esta ação foi certamente realizada pelos apoiadores e cúmplices do governo que possui a pior avaliação nacional de desempenho, visto os sucessivos ataques aos serviços públicos do estado, envolvimento no maior esquema de corrupção estabelecido em nosso estado, truculência no tratamento do movimento sindical e social – das quais temos a morte do sem-terra nesta sexta-feira passada em São Gabriel -, dentre outras mazelas. Realizamos ocorrência policial na 1ª Delegacia de Polícia e esperamos que o ato não se repita e que nossos opositores nos enfrentem através de argumentos no embate político as claras e não com agressões materiais e ameaças, fato que já ocorreu em 2007 na antiga sede do partido, que havia sido invadida e extraviada (sem, porém, ter sido consumado roubo). O PSOL reitera sua posição de oposição a este governo corrupto e truculento e não iremos descansar enquanto esta terra improdutiva que constitui o governo estadual não seja ocupada por um governo compromissado com o povo trabalhador e pobre.

Sandra Feltrin
Presidente PSOL-SM

Henrique Cignachi
Secretário de juventude PSOL-SM

Crédito das fotos: Henrique Cignachi
Arte: Hupper
Atualizado em 27/08/09 às 00h25min.

3 de abril de 2009

Jornalista é agredido em manifestação Pró-Yeda

Segue o depoimento do jornalista Guga Türck, da Catarse, sobre os acontecimentos da tarde de 2 de abril em frente ao Palácio Piratini:

Na manifestação pró-Yoda, quem tem barba é petista

Eu, um colega e um educando cruzamos com a manifestação pró-Yoda, hoje, na frente do Piratini.
200 pessoas bem vestidas, ternos, maquiagem, silêncio.
Sacamos a câmera para registrar o que ocorria.
Sou jornalista, formado, autônomo, membro de uma cooperativa de comunicação.
Não sou filiado a partido nenhum, nem meu colega, muito menos meu aluno.
Temos, sim, opinião.
Forte e contrária à manifestação, inclusive, mas não demonstramos isso no local.
Apenas fimávamos, quando fomos "identificados", passaram a nos fotografar, membros da juventude do PSDB nos assediavam, pressionavam, ficou impossível permanecer no meio das pessoas.
"Sou jornalista, não sou de nenhum partido, estou trabalhando!" - tentava explicar em vão.
Saímos do cordão de isolmento, a governadora sairia do palácio para cumprimentar sua claque devidademente uniformizada. Eu me direcionava pela calçada com a câmera em mãos, quando fui atingido por uma pedra.
Falamos com um brigadiano, pedimos que ele observasse nossa saída dali porque não nos sentíamos seguros.
Rumamos pela Duque em direção ao rio. Ainda gravamos depoimento para a câmera contando o que havíamos passado.
Terminamos e fomos empurrados por um "cidadão" que passou em nossa frente e tirou algumas fotos no celular, quando fui ligar a câmera, ele e um outro gurizote, estagiário, certamente, identificados com crachá, entraram pela porta lateral da Assembléia e nos deixaram sob os olhares de um capanga que nos seguiu por mais meia quadra.
No meio do caminho, avistamos o Deputado Pedro Pereira, do PSDB, e o interpelamos, contando os ocorridos e informando que se fôssemos agredidos iríamos diretamente no seu gabinete.
"Mas isso é um absurdo, não pode acontecer..." - e ficamos por aí.
Disso tudo, apenas a certeza de que quem está hoje governando o Rio Grande do Sul se acha dono da coisa pública, age como dono, acima da lei, e se movimenta para favorecer os seus asseclas.
Ah, claro, e o BO que fizemos que está aqui embaixo...

17 de janeiro de 2009

Protógenes Queiroz sofre atentado

O radiador do seu carro explodiu . Confira:

Comunico ao povo brasileiro e aos internautas que no dia 15 de janeiro de 2009, por volta das 15:00hs. sofri o primeiro atentado quando dirigia um automóvel deslocando do Jardim Botânico com destino a Niterói, ato contíuno ainda no JB o radiador de água quente explodiu causando uma nuvem de fuça muito grande e explosão do painel do veículo. Resultado sofri queimaduras de primeiro grau nos pés e lesões pelo corpo. Sai imediatamente do Rio de Janeiro com destino a São Paulo onde fui imediatamente socorrido, por medida de segurança. No momento estou em casa me recuperando do trauma. Tenho como testemunha do ocorrido a fraterna amiga Silvia Calmon ( pisicanalista) , os populares que me socorreram e meus padrinhos Jose Zelman e Nelia Maria Zelman.
[...]

Recomendação aos incautos: Não pratiquem nada contra mim, não adianta os individuos do mal vir contra ao cidadão de bem, vão ter que praticar atentados em mais de duzentos milhões de basileiros indignados e façam bem feito, para não ocorrer da forma como aconteceu com Protógenes no dia 15 de Janeiro do corrente ano. Desejo ao Daniel Dantas e comparsa SAÚDE e PAZ que a verdade se revelará.