Mostrando postagens com marcador crianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crianças. Mostrar todas as postagens

17 de julho de 2010

Pelo fim da publicidade infantil




MANIFESTO

Pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil

Em defesa dos diretos da infância, da Justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira, pessoas, organizações e entidades abaixo assinadas reafirmam a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos e pedem o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil.

A criança é hipervulnerável. Ainda está em processo de desenvolvimento bio-físico e psíquico. Por isso, não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos.

Consideramos que a publicidade de produtos e serviços dirigidos à criança deveria ser voltada aos seus pais ou responsáveis, estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento. Acreditamos que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing.

A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce.

Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.

Por tudo isso, pedimos, respeitosamente, àqueles que representam os Poderes da Nação que se comprometam com a infância brasileira e efetivamente promovam o fim da publicidade e da comunicação mercadológica voltada ao público menor de 12 anos de idade.

Participe, assine o manifesto AQUI*. E conheça o Instituto Alana AQUI.

*Nota: onde está escrito RG, caso dê falha, substitua pelo CPF.

27 de junho de 2010

O Caso de Alagoinha

Direito & Saúde: o caso de Alagoinha (titles in english) from Universidade Livre Feminista on Vimeo.



BRASIL - documentário produzido pelo IPAS * (www.ipas.org.br) sobre um caso de aborto legal (garantido pela lei brasileira desde 1940) que sofreu pressão de igreja católica e de setores ultra-conservadores para que não fosse realizado.

A gravidez (gemelar) em uma menina de 9 anos de idade foi provocada por abuso sexual. Aborto nesses casos é permitido por lei desde 1940. Além disso, o aborto foi recomendado por motivos de saúde, já que a menina corria risco de morte.

Bispo católico diz que aborto gera excomunhão, abuso sexual e estupro não geram essa penalidade. A morte da menina para eles é secundária ... a mulher é secundária!

O caso gerou debates em toda a sociedade brasileira. Feministas se mobilizaram para garantir os direitos da mulher. Igreja pressionou/ameaçou médicos.

Vídeo produzido com o apoio da Fundação Ford, março de 2010


Mais informações:
ipas.org.br/noticias2010.html#Alagoinha

ipas.org.br/video_alagoinha.html

Saiba como adquirir através do link:
ipas.org.br/formulario_livros.html

* Ipas é uma organização não-governamental que trabalha há mais de três décadas com temas ligados a saúde e aos direitos reprodutivos da mulher objetivando especialmente contribuir para a Redução da Morbi-mortalidade Materna em decorrência do aborto inseguro.

26 de março de 2010

Criança e mídia, uma nova ordem

Por Máucio* no blog do Claudemir Pereira


Sempre achei estranha a utilização de crianças nas campanhas eleitorais, tanto nos programas de televisão como de rádio. Considero um tanto apelativo e creio que esse assunto deveria ser controlado por uma legislação mais específica, não só no horário político, como em toda publicidade comercial. Há dois anos, por ocasião do último pleito municipal, levantei esse tema num grupo de debate e não houve muito eco, o tema não rendeu. Felizmente passado algum tempo, percebo movimentos novos a respeito.

O problema pode ser visto de dois ângulos, o primeiro é o uso de crianças como atores.

O que faz os pais deixarem seres inocentes se submeter a uma exposição midiática com fins de venda de produtos ou de ideias alheias? Será vaidade? Esperança de tornar o filho modelo? Ingenuidade?

O segundo aspecto é a veiculação de comerciais dirigidos a esse público. Certas marcas produzem campanhas que têm a criança como público alvo e isso é, no mínimo, perigoso. E olha que essa expressão ultrapassada neste caso até que é oportuna, pois o objetivo é atingir a criança mesmo. Segundo especialistas, até os oito anos a criançada sequer tem o discernimento entre o discurso publicitário – elaborado com requintes – e as instruções caseiras dos pais. Ou seja, passa a ser uma concorrência desigual.

Entre ouvir os mais velhos com suas frases chatas tais como, coma frutas, coma legumes, faça isso, não faça aquilo e um belo comercial de uma porcaria alimentícia qualquer, a criança fica com mídia. O pior é que é justamente nesta fase da vida que os pequeninos seres edificam seus gostos, hábitos alimentares e de consumo em geral.

O uso de refrigerantes durante as refeições. A mania de comer frituras ensacadas vendo TV ou fazendo qualquer outra coisa. O costume de alimentos ricos em carboidratos e sal. O gosto por sabores artificiais picantes com baixos teores de nutrientes de verdade.

O hábito pelo consumo desnecessário de supérfluos só pra satisfazer o vazio existencial. Todos esses comportamentos estão se delineando neste período do desenvolvimento humano e podem deixar marcas indeléveis. E é o que normalmente acontece. É como se nessa fase da primeira e segunda infância estivessem sendo montadas bombas-relógios que se acionarão ao longo da vida do indivíduo adulto. Tanto sob o ponto de vista físico como psíquico.

Felizmente tenho lido sobre algumas ações que estão acontecendo pelo mundo afora e que começam a chegar ao Brasil. Neste mês aconteceu em São Paulo, por exemplo, o 3º Fórum Internacional Criança e Consumo (http://www.forumcec.org.br/), em que uma das linhas de debate é justamente esse sério problema com que convivemos há tempo sem darmos a devida atenção. Por outro lado, uma série de grandes empresas internacionais resolveu se antecipar e está mudando fortemente sua linha de comunicação, colocando várias restrições na sua publicidade, inclusive excluindo todas as peças direcionadas ao público infantil. Menos mal. Resta agora as pessoas se conscientizarem amplamente dessa nova ordem, para se tornarem uma espécie de fiscais dessa ética que, há tempos, pede passagem. Inclusive nas campanhas eleitorais.

--------------------

Conheça o projeto Criança e Consumo do Instituto Alana. Baixe o documentário Criança, a alma do negócio. Em Bibliteca, há outras coisas bem legais.

* Máucio (Mario Lúcio Bonotto Rodrigues) é cartunista e professor de design no Curso de Desenho Industrial/ CAL- UFSM. É Bacharel em Comunicação Visual/ UFSM e Mestre em Comunicação/ UFRGS

20 de dezembro de 2009

Abertura da Confecom marca momento histórico no Brasil


Informa o Instituto Alana:

16/12/2009

Na última segunda-feira, foi aberta a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada e organizada pelo governo federal em conjunto com representantes da sociedade civil, incluindo movimentos e organizações sociais, setor privado-comercial e mídias públicas. O encontro será encerrado, em Brasília, no dia 17 de dezembro.

Nas discussões do primeiro dia, ficou acordado que cada um dos 15 grupos de trabalho poderá enviar até 10 propostas para a apreciação na plenária, das quais quatro serão indicadas pela sociedade civil não-empresarial, quatro pelos representantes da sociedade civil empresarial e duas pelo poder público.

No segundo dia de trabalho, o GT 7 do eixo II (Meios de Distribuição) aprovou com mais de 80% dos votos a proposta de proibição de publicidade voltada ao público infantil. Houve consenso em relação à importância do tema entre poder público, sociedade civil empresarial e sociedade civil não empresarial.

“As expectativas são as melhores possíveis. Vivemos um momento histórico, no qual participamos de um processo absolutamente democrático e aberto ao diálogo. Esperamos que o encontro insira de vez a discussão das diretrizes da comunicação na agenda brasileira”, diz Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, que participa como convidada especial da Confecom. A advogada do Projeto, Tamara Gonçalves, também acompanha os trabalhos como delegada da conferência.

Para Isabella, as seis mil propostas estaduais e as 1.500 nacionais representam uma demanda reprimida pelo debate mais profundo de questões de interesse público relacionadas à comunicação. A ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância apresentou a cartilha “Infância e Comunicação”, na qual pontua dez questões fundamentais para o debate na Confecom. O documento é fruto de uma reunião realizada no fim de novembro em Brasília com organizações e especialistas, que contou também com a participação do Instituto Alana.

Durante a abertura da Confecom, o Presidente Lula lembrou que é hora de repensar a atuação da indústria de comunicação, que, segundo ele, “sempre trabalhou com um modelo vertical”. Ele reafirmou seu compromisso com a liberdade de imprensa e disse que, mesmo diante de inverdades e matérias destorcidas, “a verdade acaba por aparecer” com a garantia de liberdade.


Acesse o site da Confecom e acompanhe os debates ao vivo
www.confecom.gov.br

Conheça a cartilha “Infância e Comunicação”, produzida pela ANDI
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=4&pub=21


Leia a proposta aprovada hoje no GT 7 eixo II e que vai para o documento final
http://www.confecom.com.br/down/propostas/caderno_de_propostas_eixoII_7GT.pdf

28 de outubro de 2009

Zaffari é denunciado ao Ministério Público

No último dia 19 de outubro, o Projeto Criança e Consumo encaminhou uma representação ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul questionando a publicidade da Comercial Zaffari Ltda.

A campanha publicitária da rede de supermercados, veiculada tanto em seu site como na TV, tem crianças como protagonistas e traz situações fantasiosas sobre processos de produção, circulação e venda de bens de consumo. Segundo o documento entregue ao Ministério Público, a empresa utilizou-se de estratégia de marketing abusiva direcionada às crianças. Buscando identificação com o público infantil, foram veiculados valores distorcidos com o objetivo de se promover a marca.
A representação é resultado de uma denúncia feita no site do Criança e Consumo em 1º de setembro.
Acompanhe o caso no site do Projeto Criança e Consumo
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/AcaoJuridica.aspx?v=1&id=137
Confira o vídeo Comercial Zaffari Ltda. - Anúncios da rede de supermercados (SET/2009)

Arquivos Relacionados

Representação encaminhada pelo Projeto Criança e Consumo ao Ministério Público do Rio Grande do SulRepresentação encaminhada pelo Projeto Criança e Consumo ao Ministério Público do Rio Grande do Sul

Fonte: Instituto Alana

5 de março de 2009

Imperdível: documentário "Criança, a alma do negócio"

Na página do Instituto Alana:

Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mai. De onde vem este desejo constante de consumo?

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que umn adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falama diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Direção Estela Renner
Produção Executiva Marcos Nisti
Maria Farinha Produções



ASSISTA AQUI VÍDEO COMPLETO (49 min)

O documentário "Criança, a alma do negócio" está disponível nos links abaixo:

DVD original 2.6gb - documentário em formato iso para ser copiado em DVD

AVI 700mb - documentário em formato avi para ser visto no computador (resolução 720x480)

MP4 196mb - documentário em formato mp4 compatível com iPod e computador (resolução 320x240)

AVI 46mb - trailer do documentário em formato avi para ser visto no computador (resolução 320x240 )



Diretor: Estela Renner
Ano: 2008

7 de janeiro de 2009