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8 de dezembro de 2009

PSOL pede investigação de imóvel de Tarsila Crusius


Em entrevista coletiva no início da tarde de hoje, a deputada federal Luciana Genro, o presidente do partido, Roberto Robaina, e o vereador de Porto Alegre, Pedro Ruas trouxeram novas denúncias sobre a utilização de dinheiro de caixa 2 pela governadora Yeda Crusius.

Segundo eles, há suspeita sobre a compra da casa de Tarsila Crusius, filha da governadora Yeda Crusius, em um condomínio fechado da Zona Sul de Porto Alegre. O imóvel teria custado R$ 310 mil.

Dos 310 mil, R$ 150 mil foram dados em cash, na entrada, e o saldo foi parcelado da seguinte forma:


- R$ 15 mil em 10 de junho de 2009, mediante desocupação do imóvel;
- R$ 60 mil em três parcelas mensais e consecutivas no valor de R$ 20 mil cada uma, a serem pagas em 10 de julho, 10 de agosto e 10 de setembro de 2009;
- R$ 15 mil em 10 de outubro de 2009;
- R$ 70 mil em 10 parcelas mensais e consecutivas no valor de R$ 7 mil, vencendo-se a primeira no dia 10 de novembro de 2009 e as demais no mesmo dia dos meses seguintes.

A psicóloga Tarsila Crusius tem uma função honorífica no Estrado, não remunerada. Dificilmente Tarsila teria renda para adquirir um imóvel desse valor. Ela é separada do pai de seus dois filhos e tem uma loja de roupas no bairro Moinhos de Vento.

O partido levará a denúncia ao Ministério Público de Contas. A investigação seria amparada na lei que trata da evolução do patrimônio de agentes públicos.

Trata-se, de fato, de uma família da pesada.

Fonte: Caras Pintadas
Arte: Max Arouca

Coletiva do PSOL: acompanhe!

PSOL convoca coletiva para anunciar “novas e graves denúncias” envolvendo governo Yeda

Hoje, às 14 horas, tem entrevista coletiva na sede estadual do PSOL, em Porto Alegre. O presidente do partido, Roberto Robaina, e o vereador Pedro Ruas prometem apresentar “novas e graves denúncias” envolvendo o governo Yeda Crusius (PSDB). Acompanhem ao vivo pelo twitter.

Fonte: RSurgente

rsurgente Está começando a coletiva com Luciana Genro, Pedro Ruas, Fernanda Melchiona e Roberto Robaina

rsurgente As coletivas que temos feito não são à toa, diz Robaina. "Queremos socializar informações muito importantes com a sociedade gaúcha".

rsurgente Luciana Genro falará sobre uma questão referente à campanha eleitoral

rsurgente Existe um processo, na 12 Vara Civil, em segredo de justiça, cujo autor é Paulo Feijó, e cuja ré é yeda Crusius,

rsurgente Feijó diz que fez uma doação para a campanha, para a locação de imóvel, e não recebeu recibo eleitoral. Essa doação não foi declarada

rsurgente É uma prova material e concreta da prática de caixa dois na campanha de Yeda Crusius, diz Luciana Genro

rsurgente Há outras doações não declaradas, conforme mostraram emails de Paulo Feijó. Agora o doador está dizendo que fez a doação, não declarada

rsurgente Pedro Ruas: O doador, autor da ação, informa vários fatos à governadora Yeda. Um deles é esse que a Luciana relatou.

Fora_Yeda Bomba no Piratini. Luciana divulga novos fatos e a existência de processo de feijó contra Yeda Crusius.

rsurgente Pedro Ruas: além da casa da governadora, há outro imóvel, mais uma mansão, desta vez em nome da filha da governadora, Tarsila Crusius

rsurgente Ruas lê legislação que trata de gastos incompatíveis com o patrimônio de agentes públicos

rsurgente A psicóloga Tarsila Crusius tem uma função honorífica, não remunerada. Ela não tem renda, diz Ruas.

rsurgente Trata-se de uma casa cara, em condomínio fechado. PEdro Ruas apresenta a certidão do imóvel

rsurgente A certidão diz que Tarsila Crusius comprou, dia 3 de junho de 2009, um imóvel na av Caí, 255, condomínio Villa Jaguanun, por 310 mil reais

rsurgente 150 mil à vista e o restante em parcelas variáveis.

rsurgente Há uma coindicência entre o início e o final das parcelas, todos coincidem com o mandato da governadora, diz Ruas.

rsurgente Essa senhora não tem renda e o imóvel é caro, acrescenta.

rsurgente Vamos encaminhar ao Tribunal de Contas para avaliar a relação entre o patrimônio da sra. Tarsila e essa aquisição.

robainapsol Segundo o registro de imóvel O valor foi de 320.000, todas as datas de parecelas dados com um coicidem do Pagamento de Yeda

rsurgente Os ex-proprietários são o casal Ronaldo de Oliveira Fernandes e Joeci Teresinha Ribeiro Fernandes

rsurgente O processo de Feijó é uma notificação judicial à governadora que informa sobre a doação feita e não declarada na prestação de contas

rsurgente A doação consta da declaração de renda de Feijó e da empresa locatária do imóvel.

rsurgente Pedro Ruas chama a atenção para o inusitado do caso envolvendo Tarsila Crusius: de novo uma casa, de novo uma mansão, e a mesma família.

rsurgente A compra dessa casa é um tema de investigação, amparado em lei que trata da evolução patrimonial de agentes públicos, diz Robaina.

juliocsgarcia Direção do Psol/RS concede, neste momento, entrev. coletiva denunciando caixa 2 na campanha de Yeda. Denúncia envolve também sua filha ...

juliocsgarcia ...Tarsila, que teria comprado um imóvel de mais de R$ 300 mil recentmente, sem possuir renda para isso... entrevista prossegue.

rsurgente O PSOL fará um pedido formal de investigação ao Ministério Público de Contas sobre a compra do imóvel por Tarsila Crusius.

Fora_Yeda Família Crusius, uma família da pesada http://migre.me/dDUT

FIM DA COLETIVA.

Nota: as evidências dos gastos incompatíveis com o patrimônio da sra. Tarsila Crusius, cujo cargo no Gabinete não é remunerado, com a compra de casa datada em 2009, sugere a certeza da impunidade por parte dos órgãos da Justiça.

20 de fevereiro de 2009

A mídia, agora, quer provas?

Vejam o que a mídia corporativa está cobrando em relação as denúncias do PSOL:

- Zero Hora: Sem provas, PSOL acusa governo Yeda
- Folha: Sem provas, PSOL acusa Yeda de prática de caixa 2 e desvios
- Estadão: Yeda é acusada de comprar casa com caixa 2/PSOL faz denúncias contra governadora e ex-auxiliares, sem mostrar provas
- O Globo: bem, o jornalão carioca simplesmente supera os demais, porque não dá uma única linha sobre o assunto.

Que interessante! De repente, apresentar provas, passou a ser a condição sine qua nom para se acusar alguém de alguma coisa. Muito natural. Mas não no caso da nossa mídia, que nunca se furtou a apontar o dedo inquisitor, quando esse alguém fosse integrante do campo da esquerda, como muito bem aponta o professor César Bento:

Aliás, onde estão as provas contra o Diógenes Oliveira? Onde estão as provas contra o Zé Dirceu*? Falta de provas nunca foi motivo para o PRBS deixar de divulgar algo e assumir posição. Onde está a "fonte da informação"? Em vez de exigir tantas provas dos parlamentares, o PRBS deveria exigir investigação profunda das denúncias, além de fazer a sua parte.

Onde estão as provas sobre a CPI da Segurança Pública, circo montado pela RBS com apoio da bancada da direita, presidido pelo deputado fanfarrão Vieira da Cunha e que teve até juramento sobre a bíblia? A tal CPI foi completamente arquivada, pela Justiça, por absoluta inconsistência.

E a Rosane de Oliveira, então, aquela que a deputada Luciana Genro tem em alta conta?

Espero que a tua coluna possa ser um fórum de apresentação de propostas para Porto Alegre, para além das articulações políticas e negociações de alianças.

Vejamos o que ela diz da deputada e seus companheiros de sigla, sob o título Mandatos em jogo:

Pela gravidade das acusações que fizeram à governadora Yeda Crusius e a pessoas próximas a ela, o vereador Pedro Ruas e a deputada federal Luciana Genro (PSOL) empenharam seus mandatos na entrevista concedida ontem à tarde. Se conseguirem provar a existência das gravações e se o conteúdo corresponder ao que foi descrito provocarão uma hecatombe no governo. Se não conseguirem, sua credibilidade ficará irremediavelmente comprometida e passarão os próximos anos respondendo a processos na Justiça. A imunidade parlamentar não é absoluta.

Antes de tudo, ela duvida de Luciana Genro. Da Yeda, nem pensar! O que a desgovernadora apresentou até aqui, não foi suficiente para que Rosane, prudentemente, calasse a boca e aguardasse os acontecimentos. Tudo bem que ela seja o sustentáculo midiático da gestão yedista, como tem demonstrado com sobras de provas, na sua coluna. Mas por a mão no fogo por Yeda, nesse momento, convenhamos, é uma temeridade!

Repare-se bem que ela nunca relaciona a palavra mandato à pessoa da Yeda. Isso é feito somente no caso de Luciana e Pedro Ruas e, ainda, em tom de ameaça: A imunidade parlamentar não é absoluta. Em relação à Yeda, ela usa uma expressão genérica - hecatombe - mas, em momento algum, fala em "perda de mandato", "processo na Justiça", "impedimento", "cassação".

Quantas vezes, no auge do escândalo do "mensalão", não se leu ou ouviu na mídia que, agora, o "Lula perde o mandato", "não consegue escapar das acusações" e assemelhados? Em suma, quando se trata da esquerda, a mídia sempre dá nome aos bois [partido, RG, CPF], superdimensiona e até mente, se a conveniência do momento for essa: o avião cai por falta de grooving na pista, o Raul Pont fez ameaças ao Paulinho Facada e por aí vai. Enfim, a mídia não se furta a "testar hipóteses", quaisquer que sejam!

Mas é claro, Luciana, como todo os mandatos do campo da esquerda, independentemente de partido, obstinadamente, não acredita nas intenções por trás da escolha das pautas, das palavras, das imagens, na subjetividade, nos padrões de manipulação da grande imprensa. Ou seja, todos são uns irritantes poços de candura. E acham que nós, que denunciamos a venalidade da mídia, somos paranóicos que veem chifres em cabeça de burro.

Então, agora é o momento para o PSOL! Acreditamos que, realmente, o partido teve acesso a essas provas. Provavelmente, com o desenrolar dos acontecimentos, os "lasieres" da vida convidá-los-ão a participar dos "conversas fiadas". Os psolistas devem ir. Mas, com uma outra postura. Não digam "veja bem, Lasier" e não batam no "bracinho" daquela nulidade, com toda a delicadeza que o gesto exige, para pedir a palavra, no meio de seus comentários venais. Já vimos gente do nosso campo fazendo isso!!! Vão, mas vão apontando o dedo na cara desses pústulas, dizendo "olha aí o que vocês fizeram, olha aí o que vocês colocaram no poder"!

Agora, é a hora do PSOL, porque nós, eleitores do campo da esquerda, estamos ansiosos para ver alguém fazer isso. Que a deputada não repita, por favor, aquela performance do , na época do "mensalão". E nem se deixe chamar de "esquerdinha". É a grande chance de enredar a mídia nas trampas da Yeda. Já que o partido foi tão longe, que vá até o fim. É o momento de acabar com o câncer yedista e a sua metástase, a mídia.

Mas dirá Luciana Genro: não farei isso, porque não quero ser uma Joana D'Arc! Essa é uma preocupação que não deve afligir a deputada, já que ela está pra lá de queimada com a mídia! Essa gente só a quer ver pelas costas. Ela deve ver a questão por outro ângulo: cada chamuscada que levar, pode significar alguns votos a mais para ela e sua legenda. Já estamos fartos de políticos de esquerda que tem medo da mídia.

E que ela não se furte a disseminar pela blogosfera todas as informações que achar relevante e que, provavelmente, a "grande imprensa" não divulgará. Valeria a pena Luciana Genro ler tudo o que foi publicado, na Internet, sobre a repercussão das suas denúncias. Podemos garantir que a qualidade das abordagens é muito superior ao que ela poderia encontrar na mídia corporativa.

Na pág. do PSOL nacional, curiosamente, não havia nada sobre o assunto, até o momento em que a acessamos - 19hs - de hoje.

* Por mais reservas que tenhamos a ele.