12 de março de 2008

"Chávez sí, Uribe no!"

O ANGU QUE A MÍDIA QUER QUE VOCÊ ACEITE COMO SENDO MAIONESE
Laerte Braga
O jornal "LA JORNADA" noticiou que 200 mil pessoas participaram de marcha em Bogotá contra o governo de Uribe e a palavra de ordem era simples "Chávez si, Uribe no". O Movimento de Vítimas de Crimes de Estado é organizado por Iván Cepeda, filho de um jornalista e senador comunista morto em 1994.
O protesto exigia a apuração dos crimes cometidos pelo governo da Colômbia contra civis, lideranças de oposição e sindicalistas, mostrando a estreita aliança entre os grupos chamados paramilitares (ligados ao tráfico) e o presidente Álvaro Uribe, ele próprio denunciado por organizações policiais e de inteligência dos Estados Unidos como paramilitar e traficante.
Segundo o LA JORNADA, "200 mil pessoas, só na cidade de Bogotá, gritavam 'Chávez sí, Uribe no!' e acusavam o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de 'lacayo imperialista'. Entre os manifestantes, havia uma delegação do partido Pólo Democrático Alternativo, partido considerado de esquerda na Colômbia, e do prefeito da cidade, Samuel Moreno, membro do Pólo Democrático Alternativo. Moreno disse que as manifestações ocorreram sem violência e destacou o clima de 'tolerância'. Também participaram da passeata centenas de pessoas que foram obrigadas a abandonar seus lares, além de vítimas do conflito, entre eles o professor Gustavo Moncayo, pai de um dos soldados seqüestrados pela guerrilha das Farc".
O presidente norte-americano George Bush, líder da maior organização terrorista de Estado do mundo, a Casa Branca, pretende que as Nações Unidas inclua a Venezuela no grupo de países que chama de "eixo do mal" e "financiam" o terrorismo.
Um levantamento feito por observadores estrangeiros percebeu que os 300 milhões de dólares que Uribe afirmou terem sido doados por Chávez à guerrilha eram na verdade 300 presos de guerra que seriam negociados em troca da libertação de Ingrid Betancourt e outros prisioneiros capturados pelas FARCs no processo da guerra civil colombiana.
Os grandes jornais e rede de tevê da Europa anunciam que o comandante Raúl Reyes esperava no acampamento onde foi assassinado por forças terroristas da Colômbia no Equador enviados do presidente francês Nicolas Sarkozy quando seriam concluídas as negociações, tudo com conhecimento e aval de Álvaro Uribe que pela terceira vez em menos de três meses rompeu acordos para a troca de prisioneiros com atos traiçoeiros como aquele.
Em outros 20 estados da Colômbia foram realizadas marchas semelhantes às de Bogotá. A principal denúncia dos manifestantes se referia ao terror criado pelo governo Álvaro Uribe, aos assassinatos em massa de opositores e ao rompimento de acordos para a troca de prisioneiros de guerra e todos pediram negociações com as guerrilhas.
Esses fatos são desprezados pela mídia brasileira e de outros países da América Latina, onde as principais redes de tevê, rádios e jornais e revistas são controladas por empresários ligados ao governo Bush. No Brasil toda a grande mídia e principalmente a REDE GLOBO de televisão, principal agente do angu vendido como maionese para o público telespectador.
Os grupos paramilitares, cerca de 32 mil, foram anistiados por Uribe em troca de depor armas e na verdade permanecem ativos e praticando os mesmos crimes que praticavam, uma espécie de esquadrão da morte dos traficantes e grandes empresários do país, todos beneficiados e beneficiários diretos do tráfico (maior negócio da Colômbia).
A tentativa do presidente terrorista George Bush de incluir a Venezuela no que ele chama de "eixo do mal", leva em conta as acusações montadas e forjadas na Colômbia. Vão além dos mentirosos 300 milhões de dólares e chegam à farsa da compra de urânio para a fabricação de "armas de destruição em massa", a mesma e criminosa mentira que usou como pretexto para invadir o Iraque e controlar o petróleo naquele país.
Da mesma forma as notícias divulgadas no Brasil e no resto do mundo pelo governo da Colômbia e pela Casa Branca que as FARCs estariam se desintegrando obedece a parte do Plano Colômbia de criar a sensação de vitória sobre a guerrilha, o que não existe. Ações das tropas guerrilheiras têm infligido sérias perdas materiais e de homens ao exército colombiano.
Para completar a farsa o ex-guerrilheiro que assassinou o comandante Rios, cortou sua mão direita e entregou-a como prova ao governo terrorista e narcotraficante de Uribe, declarou que quer receber a recompensa prometida tanto pelo presidente colombiano como pelo governo dos EUA.
E foi enfático "espero que cumpram a palavra".
Nada contra angu, pelo contrário. Mas há uma diferença abissal entre um e outro. E essa gente não conhece o poder real do angu.

Mais fotos sobre a mobilização de 6 de março na Colômbia e em outros países AQUI.