26 de julho de 2009

Debates do JornalismoB

É sempre complicado escrever sobre a própria participação, então, deixarei a cargo das leituras dos posts no blog JornalismoB aqui e aqui.

No entanto, cabe destacar a importância desse espaço, numa iniciativa que avança o trabalho da Internet e que dá inveja, naquelas do "por que não pensamos nisso antes?". Também, traz saudades das atividades autogestionadas no FSM de 2003 e de 2005, não registradas em páginas da Internet.

Não há blog, ou redes sociais que substitua o bom e agradável ato de se reunir e conversar. A gente conhece novas pessoas, revê amizades, amplia conceitos. Dá pena ter que encerrar o papo!

A rapidez com que esses jovens jornalistas organizaram esses ciclos de debates merece sinceros parabéns! E que venham outros e mais outros, fazendo dessa atividade uma referência das noites portoalegrenses.

A Cris e aos Alexandres, meu agradecimento!

Claudia Cardoso

Foto: Cris Rodrigues

2 comentários:

Eduardo Simch disse...

Parabéns ao Dialógico, Boca de Rua, Vóz do Morro e todas as mídias de comunicação alternativa/marginal, pois não resta dúvida que o grande embate desse início de século é e será entre a mídia alternativa e os grandes grupos de comunicação, monopólios de mídia e o coronelismo informativo, que implementam, perpetuam e justificam todas as mazelas a que são submetidos os brasileiros.Enquanto não quebrarmos esse monopólio, democratizarmos a informação, fizermos a reforma "agrária" da mídia, todas as lutas populares, os movimentos sociais e a sonhada democratização econômica esbarrará no quase intransponível muro da desinformação, manipulação, imbecilização cultural e mentira das TVs, jornalões e dos grandes portais virtuais a serviço da elite mais cruel e canalha do mundo, a brasileira.

Hélio Sassen Paz disse...

Cláudia,

O debate tava muito legal. Acompanhei pelo Jornalismo B e dei uns pitacos pelo Twitter, pois não pude estar lá.

Mudando de saco pra mala, vamos às redes sociais: desculpa ser chato, teórico e excessivamente preciso, mas preciso ser: é um erro crasso e primário crer que rede social é igual a um site qualquer ou a um serviço de banco de dados sobre perfis de pessoas que podem se encontrar a partir de determinados temas em comum.

O mundo vive em rede. E ninguém pode ser ignorado ou excluído. Além disso, a atividade e a crença de um afetam a do outro, independentemente do fato de eles terem tido ou não algum contato presencial ou online.

Orkut, e-mail, MSN, Twitter, etc. são apenas ferramentas que agilizam encontros, armazenam e dispersam informações criadas, mantidas, discutidas, transformadas e experienciadas pela vivência, pela empatia, pelo mérito, pela presença e pelo interesse de pessoas. O tempo e o espaço estão dissociados pelas TICs (Tecnologias da Informação e da Informação).

Sinonimizar redes sociais a partir de ferramentas faz parte da ignorância discursiva do porcalismo.

No mais, infelizmente, até mesmo a esquerda partidarizada e sindicalizada segue crendo em dicotomias, preconceitos e maniqueísmos que não passam do oposto daquilo que a direita faz.

Isso porque o pensamento político ainda é muito institucionalizado e baseado no taylorismo-fordismo e no moral judaico-cristão. A visão política, econômica e social puramente taylorista-fordista do capital x trabalho é hoje tão-somente uma pequena parcela daquilo que influi no e recebe a influência do poder instituído.

Não existe mais direita pura e esquerda pura. E tudo o que ocorre em termos de concentração dos meios de comunicação de massa, consumismo, analfabetismo funcional, violência urbana, Yedas, Sarneys, ditaduras explícitas ou escamoteadas SEMPRE vai continuar existindo enquanto a maioria permanecer crendo nas instituições verticalizadas, burocráticas, tecnocráticas forjadas pela democracia participativa, que é o modelo democrático mais enganador que existe, pois ele é o patiarcado, o clã, a teocracia, a monarquia e a ditadura mascarados sob uma roupagem que facilita a aceitação da manutenção do status quo.

Enquanto não houver pró-atividade e comprometimento com um outro modelo democrático, o Brasil vai seguir discutindo pessoas e falcatruas sem mudar o estado das coisas. É hora de discutir idéias e de sair da centralização das instituições.

Um começo de discussão: http://www.trezentos.blog.br/?p=2193

Besos,
Hélio