16 de setembro de 2009

E do Grêmio?


Pena que tudo, que envolva dinheiro de clube de futebol, seja guardado a 7 chaves. José Otávio Germano, Dorneu Maciel e Vaz Netto falaram do Grêmio, como consta em algumas gravações.
Será que essa gente também pôs a mão no dinheiro do clube, enquanto foi possível?
Independentemente de ser uma questão interna do clube, também trata-se de dinheiro do Estado, pois o Banrisul patrocina o Grêmio.
Notícia do dia 9 de setembro deste ano, informa que os clubes do Grêmio e do Internacional renovaram seus contratos com este banco, neste ano, num valor total de 14 milhões.
Então, é ou não é de ficar de cabelo em pé, com tanta gente ligada a futebol sendo processada por corrupção? Caberia auditoria nas contas do[s] clube[s]? Isso é possível? Ou será esse assunto tabu?

---------------------

Aqui, o Balanço Patrimonial do Grêmio, exercícios 2008 e 2007.

Imagem: Internet
Atualizado em 16/09/2009, 17h53min.

4 comentários:

Hélio Sassen Paz disse...

Cláudia,

Teu raciocínio está correto e concordo 100% com ele. Mas, por uma questão de lógica e de praxis, em função do contexto socioeconomico (incentivo incessante à construção civil; Pré-Sal, Copa do Mundo 2014 e Olimpíada 2016 que será, sim, no Brasil), há precedentes no próprio futebol que farão com que essa pauta sequer exista. Vejamos:

- O Flamengo possui uma dívida amplamente superior à do Grêmio e, mesmo assim, consegue contratar jogadores caros e consagrados e obter patrocínios melhores. Seu patrocínio da camiseta é, há quase duas décadas, a PETROBRAS. Nunca nada aconteceu com o clube;

- O atual patrocinador do Vasco (que era dirigido por Eurico Miranda que todos sabemos de quem se trata) é a ELETROBRAS. Um clube falido, pessimamente administrado, rebaixado, que está trabalhando direito e vai conseguir dar a volta por cima;

- Frequentemente, Lula dá pitacos no Corinthians, seu clube do coração;

- Pra manter a Copa do Mundo no Brasil, Lula parou de falar sobre Ricardo Teixeira (presidente da CBF) tudo o que antigamente falava.

É só ligarmos A+B: sustentabilidade, ética e obediência às leis são critérios extremamente subjetivos e heterogêneos quando se trata de uma política de estado - seja aqui, seja na Noruega, seja no Gabão.

[]'s,
Hélio

P.S.: achei que tu estarias ontem na Saraiva do Moinhos p/debate sobre democratização da Comunicação. O Schröder possui uma posição arcaica sobre internet e jornalismo, bem como o presidente da ARI. Isso deslegitimiza muito o discurso deles. Creio ser um retrocesso o RS ser representado por vozes assim. C'est la vie...

Milton Ribeiro disse...

Roubo em Grêmio e Inter????? Nunca ouvi falar, nem desconfio...

Dialógico disse...

Hélio e Milton, realmente, dinheiro e futebol são tema herméticos demais, não se fala e pronto. Uma pena, pois muitos dos clubes são financiados pelo Poder Público.

Eu não soube desse debate na Saraiva. E as opiniões do Schröder, em relação a Internet, eu já conhecia. Conservador demais. Aliás, o FNDC tem sido por demais conservadora no que diz respeito a democratização das comunicações.

Hélio Sassen Paz disse...

Te mandei um e-mail anteontem sobre o evento! ;)

[]'s,
Hélio