27 de abril de 2009

AGAPAN comemora 38 anos de lutas


Neste 27 de abril vamos brindar:

As podas que conseguimos impedir;

Os venenos que impedimos de usar;

Os parques que conseguimos criar;

Os grupos que ajudamos formar;

As ruas que vemos florescer;

As leis que ajudamos criar;

As idéias que conseguimos mudar;

As amizades que conseguimos cultivar;

A sede que vamos construir;

e

os 38 anos que conseguimos atingir!

AGAPAN

A VIDA SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR

27 de abril de 2009 - 2ª feira – às 20 horas

RESTAURANTE VIA IMPERATORE

RUA DA REPÚBLICA, nº 509 - Telefone: 3386-7631

Com Estacionamento

23 de abril de 2009

Santiago

Convite: "A Mídia em Debate"

Carta Maior cumpre mais uma vez sua determinação de contribuir para a discussão dos desafios brasileiros ao promover um debate sobre a mídia em nosso país. Hoje, mais que nunca, a pertinência desse tema tornou-se imperativa na pauta dos interesses acadêmicos, profissionais e políticos. Vivemos um momento singular da sociedade brasileira e mundial. A história apertou o passo. A crise internacional jogou uma transparência vertiginosa sobre mitos e dogmas que formavam o núcleo duro da hegemonia conservadora, abrigada sob o genérico guarda-chuva do ‘neoliberalismo’. Quase todos os dias, não raro várias vezes num mesmo dia, a realidade das falências, fraudes e calamidades produzidas pelo colapso dos mercados desregulados desmente rios de tintas, e florestas inteiras de papel jornal utilizados nas últimas décadas. O pensamento crítico e a universidade devem à cidadania o garimpo meticuloso do material tóxico constituído de mitos, mentiras e dissimulações vocalizados pela usina midiática nesse período. Tudo o que era sólido se desmancha no ar. O esfarelamernto do ‘cuore’ midiático, porém, longe de inaugurar um ciclo de auto-crítica do jornalismo brasileiro, acionou uma radicalização antecipada da disputa por 2010. O engajamento das manchetes sobe de tom diariamente. Não o engajamento legítimo, assumido e transparente que Carta Maior defende e respeita. Mas, sim, uma fantasia de verdade. Beneficiada pelo quase oligopólio sobre a formação da opinião pública, ela subordina os interesses gerais da sociedade aos interesses particularistas encastelados na chamada grande imprensa. Episódios como a fraude recente cometida pelo jornal Folha de São Paulo, em reportagem que envolveu o jornalista Antonio Roberto Espinoza, e a ministra Dilma Roussef, sinalizam -- ao que tudo indica-- a exacerbação de um método. Não um tropeço na prática do conservadorismo. A crise, portanto, agudiza conflitos e vulnerabilidades de um sistema de comunicação que nunca refletiu a pluralidade dos interesses sociais. Mas que agora se torna ainda mais estreito e pernicioso. Assim como os governos buscam ferramentas anti-cíclicas para enfrentar o colapso dos mercados, a sociedade necessita, urgentemente, fortalecer sistemas de comunicação anti-monopolistas. Do contrário, a evidente derrota da agenda conservadora evidenciada pela crise mundial, será rebaixada ou reescrita, com requintes de uma novilíngua, para beneficiar candidaturas representativas dos seus interesses em 2010. Esse é o desafio que motivou Carta Maior a organizar esse evento, convidando alguns dos mais expressivos nomes do jornalismo e da academia brasileira e um destacado professor da Universidade de Buenos Ayres. Temos a certeza de que este encontro contribuirá para ampliar a frente de forças progressistas sobre a qual recai a inadiável tarefa de reforçar a democracia, alargando a pluralidade do jornalismo posto a serviço da sociedade brasileira.

O que: A Mídia em Debate
Quando: Sexta-feira, 24 de abril
Onde: Hotel Macksoud Plaza (Alameda Campinas, 150, São Paulo-SP)
Horário: 19 horas
Transmissão ao vivo pela TV Carta Maior

Participam:
Laurindo Leal Filho
Professor da Universidade de São Paulo-SP

Venício Lima
Pesquisador da Universidade de Brasília – UnB

Luis Nassif
Jornalista

Damian Loreti,
Professor da Universidade de Buenos Aires – Argentina

Participações Especiais:

Antonio Roberto Espinosa,
Professor da Escola Pós-Graduada de Ciências Sociais (FESP) e da Escola Superior Diplomática
Ivan Seixas
Jornalista

22 de abril de 2009

22 de abril de 2009

O discurso que EUA e Europa não querem ouvir

Discurso do Presidente Ahmadinejad, do Iran, na "Durban Review Conference" (20-24/4/2009), Genebra, Suíça*

20/4/2009, PressTV, Teeran - http://www.presstv.ir/detail.aspx?id=92046

Ilustre presidente da Conferência, ilustre secretário-geral da ONU, ilustre Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos. Senhoras e senhores.

Estamos reunidos para dar prosseguimento à Conferência de Durban contra o racismo e a discriminaçao racial, para definir mecanismos que permitam pôr em ação nossas campanhas humanitárias e religiosas.

Ao longo dos últimos séculos, a humanidade tem passado por grandes sofrimentos e dores terríveis. Na Idade Média, condenavam-se à morte pensadores e cientistas. Depois se seguiu um período em que se praticaram a escravidão e o comércio de seres humanos. Inocentes eram capturados aos milhões, separados de suas famílias e entes queridos, para serem levados à Europa e à América, sob as piores condições. Período de trevas, em que a humanidade também conheceu a ocupação, a pilhagem e os massacres de inocentes.

Muitos anos passaram-se antes de que as nações erguessem-se e lutassem pela liberdade, pela qual sempre pagaram preço muito alto. Perderam-se milhões de vida na luta para expulsar os ocupantes e estabelecer governos nacionais independentes. Mas não demorou para que saqueadores do poder político impusessem duas guerras à Europa, que também varreram como praga parte da Ásia e África. Essas guerras terríveis custaram a vida de 100 milhões de pessoas e provocaram devastação massiva em todo o mundo. Se a humanidade tivesse aprendido o que havia a aprender daquelas ocupações, dos horrores e crimes daquelas guerras, já haveria um raio de esperança para o futuro.

Os poderes então vitoriosos autodesignaram-se conquistadores do mundo, ignorando ou subvalorizando direitos de outras nações e impondo leis de opressão e de arranjos internacionais.

Senhoras e senhores, consideremos por um momento o Conselho de Segurança da ONU, que é uma das heranças deixadas pelas duas guerras mundiais.

Que lógica há em o Conselho de Segurança assegurar apenas a alguns o direito de veto? Como essa lógica se harmonizaria com valores humanitários ou espirituais? Não seria lógica sempre discrepante dos princípios de justiça, de igualdade de todos ante a lei, do amor e da dignidade humana? O direito de veto não lhes parece sempre discriminatório e injusto, não implica sempre violação de direitos humanos e humilhação da maioria das nações e países?

O Conselho é o mais alto corpo político de decisores do planeta, para salvaguardar a paz e a segurança mundiais. Mas como se pode esperar que realize a justiça e a paz, se a discriminação está ali convertida em lei e a própria a lei é constituída mediante coerção e arbítrio, não pela justiça e respeito aos direitos de todos?

A coerção e a arrogância estão na origem da opressão e das guerras. Embora hoje muitos racistas condenem em seus discursos e slogans a discriminação racial, alguns países muito poderosos tem sido autorizados a decidir sobre suas políticas, baseados apenas em seus interesses e no próprio juízo. Assim têm podido facilmente violar todas as leis e todos os valores humanitários.

Logo depois da II Guerra Mundial, alguns daqueles países recorreram à agressão militar para arrancar de suas casas toda a população de uma nação inteira, sob o pretexto de que os judeus sofriam horrivelmente; aquelas nações enviaram migrantes refugiados para toda a Europa, para os EUA e para outras partes do mundo, e estabeleceram um governo totalmente racista na Palestina ocupada[2]. De fato, em compensação pelas terríveis consequências do racismo na Europa, ajudaram a implantar no poder, na Palestina, o mais cruel e repressivo regime racista.

O Conselho de Segurança ajudou a estabilizar o regime ocupante e apoiou-o durante os últimos 60 anos, dando-lhe pleno direito de cometer todos os tipos de atrocidades. É lamentável sob todos os aspectos, que alguns governos ocidentais e o governo dos EUA tenham-se comprometido na defesa desses racistas genocidas, enquanto a consciência dos homens e mulheres livres em todo o mundo condenavam a agressão, as brutalidades e o bombardeio contra civis em Gaza, Palestina. Os apoiadores de Israel têm defendido esses crimes e têm silenciado contra esses crimes.

Amigos, ilustres delegados, senhoras e senhores. Onde estão as causas radicais dos ataques dos EUA contra o Iraque ou da invasão do Afeganistão?

Não é outro o motivo que levou à invasão do Iraque, se não a arrogância do então governo dos EUA e a pressão crescente dos mais ricos e poderosos que visam sempre a expandir sua esfera de influência. Aí estão os interesses da poderosa indústria de armamento, destruindo uma cultura de mil anos, nobre em todos os sentidos, de longuíssima história. Tentam eliminar a potência e a ameaça direta que os países muçulmanos impõem hoje ao regime sionista, ao mesmo tempo em que defendem o regime sionista e querem assenhorear-se das fontes de energia do povo iraqueano?

Por quê, afinal, quase um milhão de seres humanos foram mortos ou feridos e mais outros milhões foram convertidos em exilados e refugiados? Por que, agora, o povo iraqueano sofre perdas que já alcançam as centenas de bilhões de dólares? E por que o povo dos EUA teve de ver consumirem-se bilhões de seus dólares, como custo dessas ações militares? A ação militar contra o Iraque não terá sido planejada pelos sionistas e seus aliados no governo dos EUA, cúmplices todos dos países fabricantes de armas e dos senhores da riqueza do mundo? A invasão do Afeganistão terá, por acaso, restaurado a paz, a segurança e o bem-estar econômico naquele país?

Os EUA e seus aliados fracassaram na missão de conter a produção de drogas no Afeganistão. O cultivo de narcóticos multiplicou-se, depois da invasão. A pergunta necessária é "quem responderá pelo que fizeram o então governo nos EUA e seus aliados, naquela parte do mundo?"

Representavam ali os países do mundo? Receberam de alguém algum mandato? Foram autorizados pelos povos do mundo a interferir em todos os lugares do globo – e sempre mais frequentemente na nossa Região? Não são a invasão e a ocupação exemplos claros de autocentrismo, racismo, discriminação e violência contra a dignidade e a independência de tantas nações?

Senhoras e senhores, quem é responsável pela crise econômica pela qual passa o mundo? Onde começou a crise? Na África? Na Ásia? Ou começou nos EUA, contaminando em seguida toda a Europa e os aliados dos EUA?

Por longo tempo, usaram seu poder político para impor regulações econômicas desiguais na economia internacional. Impuseram um sistema financeiro e monetário sem adequado mecanismo de supervisão internacional sobre nações e governos que nada podiam, no sentido de conter tendências ou políticas. Sequer permitiram que outros povos supervisionassem ou monitorassem suas próprias políticas financeiras. Introduziram leis e regulações que agrediam todos os valores morais, exclusivamente para proteger interesses dos senhores da riqueza e do poder.

Mais ainda, apresentaram uma definição de economia de mercado e competição que nega muitas das oportunidades econômicas que poderiam ser acessíveis para outros países do mundo. Também transferiram seus problemas a outros, enquanto ondas de crises repercutiam sobre a própria economia, gerando milhares de bilhões de déficit no orçamento. E hoje, estão injetando centenas de bilhões de dólares tirados de seu próprio povo e de outras nações, para ajudar bancos, companhias e instituições financeiras falidas, o que torna a situação cada vez mais complicada para sua própria economia e para seu próprio povo. Estão pensando simplesmente em manter o poder e a riqueza. Não dão nenhuma atenção aos povos do mundo, sequer ao próprio povo.

Senhor presidente, senhoras e senhores.

O racismo nasce da falta de conhecimento sobre as raízes da existência do homem como criaturas escolhidas por Deus. Também é produto de desvio do verdadeiro caminho da vida humana e das obrigações da humanidade na criação do mundo, que leva a falhar nos deveres de conscientemente servir a Deus; nasce tambem de não saber pensar sobre a filosofia da vida ou o caminho da perfeição que são os principais ingredientes dos valores divinos e humanitários. Assim, essas ignorâncias restringiram o horizonte do olhar humano, tornando-o superficial, e tomando, como instrumento de sua ação, só os interesses mais limitados. É por isso que o poder do mal ganhou forma e expandiu seu domínio, ao mesmo tempo em que privou outros de todas as oportunidades justas e igualitárias de desenvolvimento.

O resultado foi o surgimento de um racismo sem limites que é hoje a mais grave ameaça que pesa sobre a paz internacional e tem comprometido todos os esforços para construir a coexistência pacífica em todo o mundo. Sem dúvida, o racismo é o principal símbolo da ignorância; tem raízes históricas e, de fato, é signo de que o desenvolvimento de uma sociedade humana foi frustrado.

É, portanto, crucialmente importante denunciar as manifestações de racismo em todas as ocasiões e em todas as sociedades nas quais prevaleçam a ignorância e pouca sabedoria. A consciência e a compreensão geral da filosofia da existência humana é o principal objetivo e princípio da luta contra manifestações de racismo. E revela a verdade: os seres humanos são o centro da criação do universo. A chave para resolver o problema do racismo é o retorno aos valores espirituais e morais e, afinal, implica voltar a servir a Deus Todo-Poderoso.

A comunidade internacional têm de iniciar movimentos que visem a ampliar a consciência coletiva, sobretudo nas sociedades em que o racismo e a ignorância prevaleçam; só assim pôr-se-á fim ao avanço dos danos causados pelo racismo, que é perverso.

Caros amigos. Hoje, a comunidade humana enfrenta um tipo de racismo que macula a imagem de toda a humanidade, no início do terceiro milênio.

O sionismo mundial personifica o racismo que é falsamente atribuído a religiões mas, de fato, abusa dos sentimentos religiosos para esconder sua horrenda face de ódio. Contudo, é importante que não percamos de vista os objetivos políticos de alguns dos poderes mundiais, dos que controlam os imensos recursos econômicos e os lucros, no mundo. Mobilizam todos os recursos, inclusive a influência econômica e política – e a mídia em todo o mundo –, para tentar ganhar apoio para o regime sionista e para ocultar a indignidade e a desgraça daquele regime.

Não se trata aqui de simples questão de ignorância. Ninguém pode pôr termo a esses horrores mediante campanhas consulares e diplomáticas. É preciso trabalhar com muito empenho para deter os abusos praticados pelos sionistas e seus apoiadores políticos e internacionais, e para fazer respeitar o desejo e as aspirações dos povos. Os governos antissionistas devem ser encorajados e apoiados com vistas a erradicar esse racismo bárbaro e para que se reformem os mecanismos internacionais hoje existentes.

Não há qualquer dúvida de que todos os senhores aqui presentes têm perfeito conhecimento da conspiração movida por alguns governos e pelos círculos sionistas contra as metas e os objetivos dessa conferência.

Infelizmente, houve declarações e declarações de apoio aos sionistas e seus crimes. É dever e responsabilidade dos respeitáveis representantes de todas as nações desmascarar essa campanha que corre na direção oposta a todos os valores e princípios humanitários.

Deve-se reconhecer e declarar que boicotar uma reunião como essa, e tentar degradar a excepcional capacidade política internacional que aqui se acumula, é perfeita manifestação de apoio aos racistas e é escandaloso exemplo de racismo. Para defender direitos humanos, é fundamentalmente importante, em primeiro lugar, defender os direitos de todas as nações do mundo, de participar em condições de igualdade no processos de tomar toda e qualquer decisão, sem qualquer tipo de pressão que venha de apenas alguns poderes mundiais.

Em segundo lugar, é necessário reestruturar as organizações internacionais existentes e suas respectivas constituições e acordos. Essa conferência, portanto, é como um campo de testes. A opinião pública, hoje e no futuro, julgará nossas ações e nossas decisões.

Senhor presidente, senhoras e senhores. O mundo está passando por mudanças profundas e muito rápidas. Relações de poder consideradas estáveis já se mostram frágeis, muito fracas. Ouve-se o "crack" dos pilares dos sistemas mundiais. As principais estruturas políticas e econômicas estão em ponto de colapso. No horizonte, já aparecem crises políticas e de segurança. O agravamento da crise da economia mundial, para a qual não se vê futuro melhor, demonstra que estamos sob a força de uma maré de mudanças globais. Tenho repetido e enfatizado que é necessário que o mundo abandone a rota errada em que caminhou por tanto tempo, e na qual ainda insiste.

Também tenho alertado repetidas vezes contra as terríveis consequências de qualquer desatenção a essa responsabilidade crucial.

Aqui, nessa importante conferência, entendo que já possa declarar a todos os líderes do mundo, aos pensadores e a todos os povos de todas as nações do planeta aqui representados, e que anseiam por paz e bem-estar econômico, que aquela ordem injusta que comandou o mundo já chega, hoje, ao fim de sua caminhada. É fatal que aconteça, porque a lógica desse poder imposto sempre foi a lógica da opressão.

A lógica do governo compartilhado e dos negócios planetários deve-se basear nos mais nobres anseios que há em todos os seres humanos e na supremacia de Deus Todo-Poderoso. Portanto, operará tão mais eficientemente quanto mais se façam ouvir todas as vozes de todas as nações. A vitória do bem sobre o mal e a construção de um sistema mundial justo é promessa que Deus e seus mensageiros fizeram à humanidade. Esse sistema mundial justo tem sido objetivo partilhado de todos os seres humanos e de todas as sociedades ao longo da história. Realizar esse futuro depende de conhecer o espírito da criação e a força da fé dos crentes.

Construir uma sociedade global é, afinal, alcançar o alto objetivo de estabelecer um sistema global comum do qual participem todas as nações do mundo, ouvidos todos em todos os processos de decisão, com vistas a esse mesmo objetivo.

Capacidades científicas e técnicas e tecnologias de comunicações criaram novas vias de entendimento para a sociedade mundial, entendimento partilhado e disseminado; essa é a base essencial para um sistema comum. Cabe, doravante, aos intelectuais, pensadores e construtores de políticas, em todo o mundo, assumir a responsabilidade de cumprir esse seu papel histórico, com firme crença de que esse é o caminho a seguir.

Quero também destacar o fato de que o liberalismo e o capitalismo ocidentais não se mostraram suficientemente potentes para perceber a verdade do mundo e dos homens como são. Sempre tentaram impor objetivos e rumos que eram só deles, a todos. Sem qualquer atenção a valores humanos e divinos de justiça, liberdade, amor e fraternidade; sempre viveram em intensa competição, pensando mais, sempre, em interesses materiais, individuais e corporativos.

É tempo de aprender com a experiência e iniciar esforços coletivos para enfrentar os desafios que aí estão. Nessa mesma linha de argumento, quero chamar-lhes a atenção ainda para duas questões importantes.

Primeiro, que é absolutamente possível melhorar a situação em que o mundo vive hoje. Mas deve-se observar que, para tanto, é indispensável que todos os povos e países cooperem, com vistas a construir mundo melhor para todos, fazendo render o máximo possível, para todos, todas as capacidades e os recursos com que o mundo conta hoje.

Participo hoje, presente nessa conferência, porque tenho a firme convicção de que as questões que aqui se discutem são importantes. E porque é dever de todos, e é responsabilidade comum de todos, defender os direitos de todas as nações contra o racismo sinistro, aqui, e solidários aos melhores pensadores do mundo.

Em segundo lugar, considerada a ineficácia do sistema político, econômico e de segurança hoje vigentes, é indispensável voltar a considerar os valores humanos e divinos, a verdadeira definição do homem e da humanidade, baseada na justiça e no respeito aos valores de todos os povos, em todo o mundo. Para isso, é necessário denunciar os erros e vícios dos sistemas que até hoje governaram o mundo; e é necessário que tomemos medidas coletivas para reformar as estruturas existentes.

Para tanto, é crucialmente importante reformar imediatamente a estrutura do Conselho de Segurança, com imediata eliminação do discriminatório direito de veto; e é preciso mudar os sistemas financeiro e monetário mundiais. Claro que, quanto menos se compreenda a urgente necessidade de mudar, mais nos custarão os adiamentos e atrasos.

Caros amigos. Andar na direção da justiça e da dignidade humana é como seguir o fluxo rápido das águas de um rio. Tenhamos sempre em mente a potência do amor e do afeto. O futuro prometido para todos os seres humanos é patrimônio valiosíssimo. Temos de nos manter unidos para construir outro mundo possível.

Para que o mundo seja melhor lugar, cheio de amor e bênçãos, mundo onde não haja nem ódio nem pobreza, mundo abençoado por Deus Todo-Poderoso, que levará à realização de todas as perfeições dos seres humanos, temos de nos dar as mãos em amizade e solidariedade, e trabalhar para realizar esse mundo melhor.

Agradeço ao presidente da Conferência, ao secretário-geral e a todos os ilustres participantes, a paciência com que me ouviram. Muito obrigado.

NOTAS DE TRADUÇÃO

* 21-24/4/2009. É "conferência de revisão", prosseguimento da "World Conference against Racism, Racial Discrimination, Xenophobia and Related Intolerance" que foi iniciada em Durban, África do Sul, em 2001, chamadas respectivamente "Durban I" e, agora, "Durban II". A conferência de revisão foi organizada para estimular a ativação do que ficou definido como objetivos, na "Durban Declaration and Programme of Action"; visa a estimular o prosseguimento de ações, iniciativas e soluções práticas. Sobre a Conferência de Revisão, ver
http://www.un.org/durbanreview2009/.
Em http://www.un.org/durbanreview2009/pdf/Draft_outcome_document_Rev.2.pdf pode-se ler a versão de documento a ser discutido nessa conferência de revisão.

Interessante observar que, entre 2001 e 2009, o mundo mudou muito dramaticamente. Em 2001, ainda não havia no mundo a clara consciência de que Israel opera como Estado racista, no coração do Oriente Médio. Hoje, o assunto já está em discussão, de fato, em todo o planeta – sobretudo depois do massacre de Gaza pelos israelenses e da ascenção ao governo de Israel, em eleições recentes, de partidos e políticos que manifestam clara ideologia racista. Nesse contexto é que se deve entender o 'boicote' à conferência de revisão. Os EUA de Obama e vários aliados europeus dos EUA 'boicotaram' a reunião. O presidente do Iran atacou diretamente o racismo sionista. Todas essas circunstâncias fazem desse discurso documento histórico importante.

[2] Hoje, a FSP publica versão diferente desse trecho: "Após a Segunda Guerra, eles recorreram à agressão militar para deixar uma nação inteira sem lar, sob o pretexto dos sofrimentos judeus e da ambígua e dúbia questão do Holocausto". Essa versão está publicada em FSP, 21/4/2009, "Ahmadinejad tumultua conferência da ONU", matéria assinada por Marcelo Ninio, de Genebra, em
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2104200901.htm [só para assinantes]). Também na nota publicada hoje em O Globo (em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/04/21/governo-brasileiro-externara-reprovacao-ao-discurso-de-ahmadinejad-contra-israel-755364490.asp), e que, segundo o jornal, teria sido divulgada pelo Itamaraty, há referência a comentário sobre o Holocausto, que haveria nesse discurso. Na versão publicada pela PressTV (BBC no Iran), em inglês, aqui traduzida, não há qualquer referência ao Holocausto.


Fonte: Viomundo
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Tirante as inúmeras e inúteis citações que Mahmoud Ahmadinejad faz a Deus, seu discurso coloca o dedo diretamente sobre as feridas que a Europa produziu, quando tergiversou na ascenção do nazismo e, agora, junto com os EUA, na contemporização aos crimes do sionismo.

21 de abril de 2009

A escoria das escorias

A expressão maior da nossa decadencia é quando a escoria das escorias, se autoagracia e se regozija com o caos que ela propria cria.
Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini

19 de abril de 2009

Bolívia: dois mercenários foram presos

Fonte: Agencia Boliviana de Información

Dos mercenarios vivos y la punta del ovillo

Parte del arsenal descubierto en el almacén de Cotas, en el campo de la Expocruz (ABI)

Coco Cuba


La Paz, 17 abr (ABI) – Dos supuestos mercenarios, parte de la célula de terroristas desarticulada en la ciudad de Santa Cruz (900 km al este de La Paz), eran la punta del ovillo que las autoridades bolivianas exploraban el viernes en busca de despejar un sin número de incógnitas sobre la existencia de una compleja red irregular con contactos en Europa.

La información que se pueda extraer del boliviano Mario Fardig Astorga, un militar en retiro que frisa los 60 años y que se formó en centros castrenses croatas, y del húngaro Iedad Votel Toazo, dos de los cinco miembros de una facción irregular interceptada en un hotel de Santa Cruz, resulta vital para establecer el tamaño y las extensiones de lo que se supone un plan para desestabilizar Bolivia, o matar al presidente Evo Morales, que viene a ser lo mismo.

Fardig y Toazo salieron indemnes de una feroz balacera que siguió a una poderosa explosión que voló por los aires 30 habitaciones del cuarto piso del Hotel Las Américas, donde fueron abatidos el rumano Mayarosi Ariad, el irlandés Duayer Michael Martin y el boliviano Eduardo Rózsa Flores, primariamente identificado como Jorge Hurtado Flores.

Fardig y Toazo permanecen detenidos bajo un extraordinario dispositivo de seguridad en los calabozos de la Fiscalía de La Paz y, según el ministro de Gobierno, Alfredo Rada, que habló en el consulado boliviano en Río de Janeiro, ya admitieron su participación en los atentados terroristas a las residencias del viceministro Saúl Avalos, en marzo, y del jerarca de la iglesia católica boliviana Julio Terrazas, el pasado miércoles.

En poder de los caídos en el hotel, uno de ellos descoyuntado por la explosión del artefacto, se encontró una computadora que era objeto de un minucioso estudio por peritos en La Paz. El ordenador portátil era, a estas alturas del día, una caja de Pandora y su información podría trazar el curso de las pesquisas.

En la cómoda de Rózsa Flores, la policía encontró una Uzis, metralleta livianísima que es capaz de percutar 20 balas por segundo y que el boliviano, que comandó un batallón de 380 soldados en la guerra secesionista en la exYugoslavia, en la década de los ‘90, a favor de las fuerzas croatas, no alcanzó a blandir impedido por el fuego nutrido que se desató entre las 4h30 y 5h00 del jueves en el cuarto piso del hotel Las Américas, reveló el comandante de la Policía, general Víctor Hugo Escóbar.

El palmarés de Rózas Flores daba para confundir a los más esclarecidos, pues detrás del guerrero por Croacia, este hijo de húngaro comunista convencido y de boliviana ferviente católica nacido en Santa Cruz en 1960, había un corresponsal, nada menos que de la BBC y de la Vanguardia española.

Este hombre contactado en Croacia por el “Viejo”, un personaje, por el momento sin rostro ni nombre y que supuestamente opera desde algún punto de Bolivia, estuvo en la resistencia al dictador Augusto Pinochet en el Chile del primer presidente marxista de Latinoamérica, el inmolado Salvador Allende, en setiembre de 1973, y hasta compuso grupos humanitarios y, para plantear el rompecabezas, adscribió El Corán.

Miembro de una familia de artistas reconocida en Santa Cruz, Rózsas Flores, que ha sido filmado en traje de fajina, llegó a realizarse, también de cineasta.

Los cuerpos de los abatidos fueron levantados 14 horas después de la balacera, lapso en el que autoridades bolivianas tomaron todas las pistas que podrían conducir a la captura de otros miembros de la célula o integrantes de otra facción irregular que opera en Bolivia.

El vicepresidente Alvaro García Linera reveló que en el depósito de la privada telefónica Cotas, en el campo de la Expocruz, en el centro de Santa Cruz, se encontraron cajas vacías de armas de guerra y explosivos, lo que hace suponer que uno o varios grupos se han apoderado de rifles de alta precisión y metralletas de último generación.

“No estamos sólo ante una célula. Deducimos que hay otras, por la cantidad de armas encontradas en este stand y por las cajas vacías de armamento que deben ser encontradas”, argumentó.

Los suposiciones se han regado, pues la Policía halló en el almacén de Cotas C-4, un devastador explosivo de exclusivo uso militar que había sido combinado con gasolina. Este cóctel, por la cantidad de C-4 encontrado pudo haber volado por los aires el barrio en que se encuentra enclava la Expocruz.

En el depósito de Cotas también se hallaron planos, croquis y documentos con datos sobre los movimientos del presidente Evo Morales, García Linera y los ministros de Estado. En una lista de muerte recabada por la Policía de manos de los supuestos terroristas, estaba también el prefecto Rubén Costas, según informó el viceministro de Interiores, Marcos Farfán.

García Linera denunció que la célula de mercenarios planificaba un magnicidio en Bolivia.

En la madeja que las autoridades deben desenvolver con cuidado sumo figura el origen del financiamiento del plan y el establecimiento en las próximas horas de quién o quienes contactaron a los sicarios.

“Quién paga, quien contrata a estos extranjeros”, se preguntó Morales durante la cumbre de la Alternativa Bolivariana para Latinoamérica y El Caribe, celebrada en la ciudad venezolana de Cumaná.

“En Bolivia la derecha intentó sacarme con el voto del pueblo mediante el voto del pueblo(en julio último) y fracasaron; intentaron sacarme con un golpe de Estado cívico prefectural (en agosto y setiembre siguientes) y fracasaron, y ahora planificaban con mercenarios, fracasaron. Ojalá fracasen para siempre”, hizo votos el mandatario boliviano.

·El ascendiente croata Rózsas percutaba las miradas hacia el ex presidente del Comité Pro Santa Cruz, Branco Bora Marincovic, el poderoso empresario agropecuario convertido en el más fiero de los opositores de Morales, mientras un senador oficialista, Ricardo Díaz, afirmaba que la célula neofacista Ustasha opera en Bolivia, “no sólo de ahora, está trabajando esta organización hace ya tiempo”.

Los hallazgos en el depósito de Cotas, han puesto a la telefónica en el ojo de la tormenta, también por la composición de su plana gerencial, su poder económico y sus vinculaciones con una serie de cooperativas de servicios en Santa Cruz, todas vinculadas al político empresarial Comité Pro Santa Cruz, la oposición más radical a Morales.

“No tenemos ningún nexo, no tenemos la menor vinculación con este caso, esta es una cooperativa de telecomunicaciones que presta servicios a toda la población de Santa Cruz, ese es su fin y no tiene otro”, agregó el asesor jurídico de Cotas, Roberto Paz.

La envergadura del asunto llevó a García Linera a declarar a las investigaciones antiterroristas como prioridad de la seguridad del Estado.

“Estos actos han dejado de ser un tema meramente delincuencial para convertirse un tema de seguridad de Estado y de los bolivianos”, manifestó.

Las investigaciones policiales pasarán por esclarecer las interrogantes sobre quién o quiénes trajeron a los terroristas del extranjero; quién o quiénes los trajo de Croacia y de Irlanda a Santa Cruz; quién pagó sus pasajes; quién los mantenía; quién les daba el dinero para que vivieran en un hotel y contrataran casas; quién les daba información sobre el desplazamiento de las autoridades, quién los mantenía informados y protegidos y quién les proporcionó el armamento.

También cómo llegó a Bolivia el explosivo C-4; quién y a quién o quienes lo compraron.

García Linera pidió esclarecer los móviles ideológicos que impulsaron los actos terroristas que “estarían vinculados, por la documentación que hemos podido observar, a una ideología de extrema derecha fascista”.

Decreto convoca a I CONFECOM

Presidência da RepúblicaCasa CivilSubchefia para Assuntos Jurídico

DECRETO DE 16 DE ABRIL DE 2009.


Convoca a 1a Conferência Nacional de
Comunicação - CONFECOM e dá outras
providências.


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,

D E C R E T A:

Art. 1o Fica convocada a 1a Conferência Nacional de Comunicação - CONFECOM, a se realizar de 1o a 3 dezembro de 2009, em Brasília, após concluídas as etapas regionais, sob a coordenação do Ministério das Comunicações, que desenvolverá os seus trabalhos com o tema: “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.

Art. 2o A 1a CONFECOM será presidida pelo Ministro de Estado das Comunicações, ou por quem este indicar, e terá a participação de delegados representantes da sociedade civil, eleitos em conferências estaduais e distrital, e de delegados representantes do poder público.

Parágrafo único. O Ministro de Estado das Comunicações contará com a colaboração direta dos Ministros de Estado Chefes da Secretaria-Geral e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, na coordenação dos trabalhos para a realização da Conferência.

Art. 3o O Ministro de Estado das Comunicações constituirá, mediante portaria, comissão organizadora com vistas à elaboração do regimento interno da 1a CONFECOM, composta por representantes da sociedade e do poder público.

Parágrafo único. O regimento interno de que trata o caput disporá sobre a organização e o funcionamento da 1a CONFECOM nas suas etapas municipal, estadual, distrital e nacional, inclusive sobre o processo democrático de escolha de seus delegados, e será editado mediante portaria do Ministro de Estado das Comunicações.

Art. 4o As despesas com a realização da 1a CONFECOM correrão por conta dos recursos orçamentários do Ministério das Comunicações.

Art. 5o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 16 de abril de 2009; 188o da Independência e 121o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Hélio Costa

Este texto não substitui o publicado no DOU de 17.4.2009
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Essa é uma vitória dos movimentos sociais, que lutam pela democratização das comunicações neste país há muitos anos, anterior à Constituição de 1988. Agora, a palavra de ordem é mobilização, para a promoção do debate sobre qual comunicação a que temos direito e que queremos como cidadãs e cidadãos!

17 de abril de 2009

Bloguismo ou jornalismo?


Foi muito bacana o debate promovido pela turma do Jornalismo B Bloguismo ou Jornalismo: um novo caminhou ou mais do mesmo?, com os painelistas Marco Aurélio Weissheimer, Roger Lerina e Adriano Santos.

Em tempo real, o Ale Lucchese publicava frases dos painelistas [ler AQUI] no blog.

Impressionou o público diversificado: homens e mulheres de todas as idades, de produtores[as] de conteúdo a leitores [as]. Para quem está acostumada a freqüentar atividades que tratem da mídia, nas quais costuma-se ver as mesmas pessoas, tal dado é muito positivo: já estamos indo mais além; estamos atingindo novo público.
Apesar da aceleração tecnológica, na qual hoje tratamos de blogues, amanhã poderá ser outro meio de produção de conteúdos, os painelistas deixaram claro que a credibilidade é o sustentáculo do jornalismo, credibilidade esta voltada à defesa do público em detrimento do privado.

Ainda que, como princípio, o bloguismo não se contraponha ao jornalismo, e que os painelistas não diferenciaram bloguismo e jornalismo como categorias estanques, arriscamos a defender a tese, de que o bloguismo diferencia-se do jornalismo:
- pela possibilidade de interatividade imediata, via comentários;
- pela produção de conteúdo escrito e áudio-visual, pois a Internet, mais do que um espaço de baixar arquivos, é o espaço para subir produção intelectual e cultural;
- tem, na credibilidade, seu maior compromisso. Um blog perde leitor e leitora, na medida em que a sua seriedade é posta à prova, i) caso algum fato seja publicado sem nexo com a realidade, ii) a orientação ideológica seja escamoteada, iii) uma opinião seja defendida sem argumentos razoáveis [ainda que haja discordância de uma tese ou outra].
- o bloguismo, por ser exercido na Internet, permite a diversidade e a pluralidade de opiniões e pautas, expressões da democracia, com baixo custo operacional.
Os grandes desafios do bloguismo são, sem preocupação de estabelecer prioridades [entre outros]:
- aumentar o público leitor;
- instigar novos produtores de conteúdo;
- trabalhar em rede;
- fidelidade canina à realidade factual [Mino Carta];
- aplicação de ferramentas variadas;
- criar massa crítica;
- formação de opinião;
- manter a Internet livre. Não sabemos até quando teremos liberdade de opinião, ou de pautar conteúdo que se contraponha ao status quo do capital.

Valeu Cris e Alexandres pela possibilidade de reflexão proporcionado pelo painel do dia 16 de abril de 2009!

Imagens: Dialógico

16 de abril de 2009

Mobilização Pró-Conferência Nacional de Comunicação

Videoconferência

17 de abril de 2009 (sexta-feira)
das 9 h às 12 h
Local: Assembléia Legislativa* do RS (sala a confirmar no dia)

Pauta: Repasse do debate às Comissões que não puderam estar presentes na reunião do dia 16/04 em Brasília, ou para um número maior de pessoas nos estados.

Atenciosamente,
Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação
*Procure informações na Assembléia Legislativa do seu Estado.

11 de abril de 2009

Bajulatório e Oligopólio se encontram

Mais uma edição de bajulações mútuas. Nota dissonante, a saber seu real significado [via Cloaca News].

7ª Edição do GP Ayrton Senna de Jornalismo

Juan Guerra
RBS ganha o destaque de veículo do ano

Febre Amarela no RS

E a desgraça do Governo Yeda Crusius [PRBS-PSDB]:



Eugênio Neves

Inacreditável: o Senador Perdigoto acertou uma!

Qual não foi a nossa surpresa, ao ler chamada do jornal de extrema-direita, demotucano, Folha de São Paulo, via Internet:

09/04/2009 - 11h01

Comissão do Senado proíbe novas concessões de TV para parlamentares

da Folha Online

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou anteontem um parecer do senador Pedro Simon contrário a que deputados e senadores tenham emissoras de rádio e de televisão, informa reportagem de Elvira Lobato e Andreza Matais, publicada na edição de hoje da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL). O parecer também recomenda a rejeição da renovação das concessões já existentes.

A reportagem informa que a aprovação do parecer --aprovado numa reunião com apenas quatro senadores-- provocou discussão na CCJ. Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), acionista da TV Bahia, afiliada da Rede Globo no Estado, reclamou com o presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), o fato do parecer ter sido votado numa sessão esvaziada.

De acordo com a reportagem, 17 senadores têm emissoras --como Tasso Jereissati (PSDB-CE), proprietário da rádio e da TV Jangadeiro, em Fortaleza; Roseana Sarney (PMDB-MA) --acionista da TV Mirante, afiliada Globo, e de três rádios no Maranhão--; Fernando Collor de Mello (PTB-AL) --acionista da TV Gazeta, em Maceió, afiliada da Globo--; e José Agripino, líder do DEM no Senado e proprietário de uma emissora de rádio no Rio Grande do Norte. O parecer agora irá a votação pelo plenário do Senado.
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Sim, ele, o Çábio de Rainha do Mar, 16 anos é tempo demais para a Frente Popular, 32 é pouco para o Senado, o Senador Perdigoto-Simon [PRBS-PMDB] escreve relatório desfavorável às concessões de rádio e TV para Senadores e, ainda por cima, foi aprovado!

Importante salientar, que a Constituição Federal de 1988 PROÍBE concessão pública para Senadores e Deputados:

Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes.

Por alguma razão, nem o Perdigoto agüentou seus colegas de Senado... Ainda há mais uma etapa, no Senado, para que seja, realmente, aprovado o seu relatório. Aguardemos.

10 de abril de 2009

Até quando irá esta maldade?

Lemos no blog do Bourdoukan:

SALVEM AS OLIVEIRAS PALESTINAS

Está ficando monótono. Terrivelmente monótono. Depois dos bulldozers, os dirigentes israelenses resolveram inovar. Agora eles utilizam motoserras contra as oliveiras.

Diariamente, 50 dessas árvores milenares são destruídas para dar continuidade à construção do muro do apartheid.

Que o diga a população das aldeias palestinas de Wadi Rasha, Ras Tira e Daba'a.

Os moradores realizaram uma série de protestos contra a destruição das oliveiras.

A resposta dos israelenses foram tiros, bombas de gás e espancamentos.

Nenhuma entidade que diz defender a natureza protestou.

As ONGs, ao que parece, preferem fazer exibicionismo midiático do que defender os poucos bosques palestinos que teimam em sobreviver.

Alem dos buldozers e motoserras contra as oliveiras, os palestinos são obrigados a assistir, sob a mira das armas da soldadesca, o roubo de suas azeitonas pelos colonos israelenses, estes também armados até os dentes.

A quem apelar?

Informe Cultural: Animação

SALA P. F. GASTAL RECEBE MOSTRA DE ANIMAÇÃO

A Sala P. F. Gastal recebe a partir de terça-feira, dia 7 de abril, uma mostra de animação, que acontece paralelamente à realização do 17º Salão Internacional de Desenho para Imprensa, em exposição na Galeria dos Arcos da Usina do Gasômetro até 26 de abril. A mostra é uma iniciativa da ABCA-RS (a unidade local da Associação Brasileira do Cinema de Animação) e da Grafar, e tem o apoio das produtoras Cartunaria e Otto Desenhos Animados. Até domingo, dia 14, o público poderá assistir a cinco programas diferentes, em sessões sempre com entrada franca. A mostra de animação divide horários com a programação Dois Vazios.

Entre as atrações, o primeiro longa-metragem de Otto Guerra, Rocky & Hudson, de 1994, inspirado nas populares tiras do cartunista Adão Iturrusgarai, que há muito tempo não é exibido nos cinemas e será apresentado em uma nova cópia em 35mm (o filme permanece inédito em DVD); um programa com trabalhos de novos nomes que estão se lançando na animação local, um programa de curtas adultos e dois programas destinados especialmente ao público infanto-juvenil. Confira abaixo detalhes de toda a programação.

Entrevistas sobre a mostra podem ser agendadas com Lisandro Santos, pelos telefones 9287-0958 e 3012-9525.

PROGRAMAÇÃO

PROGRAMA 1

Rocky & Hudson, de Otto Guerra, antecedido do curta A Moça que Dançou Depois de Morta, de Ítalo Cajueiro.

A Moça que Dançou Depois de Morta, de Ítalo Cajueiro (2003, 11 minutos)

Baseado em uma história de cordel de J. Borges, renomado artista popular, e produzido inteiramente com xilogravuras originais do próprio autor. Rapaz se apaixona por uma misteriosa moça num baile de Carnaval do interior, sem saber que este encontro irá mudar sua vida para sempre.

Rocky & Hudson, de Otto Guerra (1994, 63 minutos)

Duas histórias inspiradas nas tiras do cartunista Adão Iturrusgarai, estreladas pela dupla de cowboys gays Rocky & Hudson.


PROGRAMA 2 - ANIMAÇÕES INFANTO-JUVENIS
(56 minutos)

Leonel Pé-de-Vento, de Jair Giacomini (15’). Leonel nasceu pé-de-vento e por isso vive isolado. Quando Marina se aproxima dele, os dois descobrem a importância da amizade e da convivência com as diferenças.

Lúmen, de Wilian Salvador (4’). Um inventor em crise tem uma idéia que parece ser a solução perfeita para seus problemas.

Relacionamentos, de Gordeeff (5’). Uma abordagem animada de alguns tipos de relacionamentos. Relacionar-se quase nunca é fácil...

A Noite do Vampiro, de Alê Camargo (6’). Um vampiro tenta dormir em sua morada, mas um terrível predador se aproxima.


Os Olhos do Pianista, de Frederico Pinto (5’). Em um cinema mudo, pianista cego executa trilhas ao vivo com a ajuda de sua neta.

Devoção, de Rafael Ferreira (11’). Uma jovem muito devota freqüenta uma igreja no interior. Seu rosto sempre coberto por um véu desperta curiosidade, gerando boatos e excitando a fantasia de todos.

Roubada!, de Maurício Vidal, Renan de Moraes e Sérgio Yamasaki (4’). Uma divertida e frenética perseguição de uma velhinha de cadeira de rodas a um mal-encarado ladrão de bolsas.

Primeiro Movimento, Érica Valle (6’). A busca do equilíbrio em um delicado encontro amoroso.


PROGRAMA 3 - ANIMAÇÕES INFANTIS (63 minutos)

Isabel e o Cachorro Flautista, de Christian Saghaard (14’). Isabel mora na praia e tem uma ligação especial com o mar. Um dia, um cachorro pega sua flauta e foge, mergulhando no mar. Ela vai atrás dele, até ambos chegarem a uma cidade submersa: São Paulo.

O Tamanho que Não Cai Bem, de Tadao Miaqui (7’). O que acontece quando um anão se apaixona por uma mulher gigante?

Alma Carioca – Um Choro de Menino, de William Côgo (6’). Animação sobre o surgimento do choro no Rio de Janeiro do início do século XX.

Disfarce Explosivo, de Mario Galindo (6’). Juca Piau cria galinhas em seu pequeno sítio para vender na vila mais próxima. Um dia, duas delas se recusam a ser vendidas, usando disfarces para enganar seu dono.

O Nordestino e o Toque de Sua Lamparina, de Ítalo Maia (8’). A vida sofrida de um sertanejo.

Mitos do Mondo: Como Surgiu a Noite?, de Andrés Lieban (6’). Um mito indígena sobre a criação da noite.

Historietas Assombradas (Para Crianças Mal-criadas), de Victor-Hugo Borges (16’). Avó conta histórias terríveis para a neta que não quer dormir.




PROGRAMA 4 - ANIMAÇÕES PARA ADULTOS (78 minutos)

Sushiman, de Pedro Iuá (20’). Tentativa desesperada de resolver um triângulo amoroso.

Essa Animação Não Tem Nome, de Gustavo Russo e Thomas Larson (3’). A primeira reunião da Sociedade dos Cineastas Anônimos do Interior.

Santa de Casa, de Allan Sieber (18’). Depois de sua mulher ter problemas no parto, Oséias promete vestir sua filha de santa durante três Carnavais e fazê-la sair num andor em seu bloco.

Almas em Chamas, de Arnaldo Galvão (11’). Uma incendiária história de amor.

Quando Jorge Foi à Guerra, de Tadao Miaqui (8’). Em 1942, época de grande exclusão social, Jorge era o mais excluído de todos.

Os Três Porquinhos, de Cláudio Roberto (4’). A popular história infantil adaptada à realidade brasileira.

Cidade Fantasma, de Lisandro Santos (7’). Jovem assalariado encontra garota no verão de Porto Alegre.

Biribinha Atômica, de Ricardo Piologo, Rodrigo Piologo e Rogério Vilela (3’). Cansados das mesmas biribinhas que não tinham a menor graça, o Mundo Canibal resolveu lançar a Biribinha Atômica, que vai deixar a criançada muito mais contente.

Hotel do Coração Partido, de Raoni Assis (4’). Ronaldo era especial. Seu coração era evidentemente maior que os corações normais...

PROGRAMA 5 - ANIMAÇÕES GAÚCHAS

Antitreiler, de Marco Antônio Scmith de Arruda – Porto Alegre/RS (3’). Vídeo-desenho realizado a partir de apropriações de filmes brasileiros antigos, além do uso de músicas de outros autores. No vídeo vemos o que parece ser um trailer de algum filme que não se sabe procedência.

Causos de Gaudério – Dia de Tosquia, de Diego Silva de Souza (2’30”). Quando o clima começa esquentar, já se sabe é tempo de tosquia! Então é preciso colocar o avental de estopa manear as ovelhas e fazer o serviço. O problema é quando as ovelhas não se sentem muito confortáveis depois da tosquia, e é aí que me refiro.

Rosário dos Navegantes, de Everson Godinho – Porto Alegre/RS (13’). Na paroquiana Porto Alegre de 1910, Rosário, uma devota isolada em uma ilha, tem uma visão divina. A padroeira das águas, Nossa Senhora dos Navegantes, paira sobre o Guaíba trazendo um pedido: - Deves, em um dia, estar em meu templo. Realidade ou delírio místico? Em busca de atender ao apelo santo, a crente descobre que o único barqueiro capaz de levá-la ao seu santificado destino cobra-lhe um alto e indigno preço: O seu corpo. Prostituir-se pela fé. A católica tem aí seu dilema, e o filme, o fio condutor dessa história: moral versus fé.

O Jogo do Osso, de André Macedo (14’30”). Depois de jogar e perder repedidas vezes no jogo do osso para Osoro, Chico Ruivo chega ao cúmulo de apostar sua esposa Lalica.

Desenho Animado, de Giancarlo Lima, Glauco Machado Caon e Rodrigo Mello (1’). Curta-metragem animado feito pelos alunos de Artes Plásticas da UFRGS em 2003.

O Sonho do Ovo, de Mauricio Sabbi (1’30”). O ovo antes de nascer sonha com o que fará em sua vida, lugares, esportes radicais, amores e paixões, mas chegou a hora de encarar a realidade...

Vida Barata, de Félix Bressan, Frank Tartari Fialho, Giovani "Giovano" Marino Zaffari, Laura "Pikena" Grando, Liliam Maschio, Luciana "Nemo" Lain, Thiago Danieli, Thiele Danieli (1’30”). Vídeo comemorativo para aos 15 Anos do Anima Mundi / 2007. Desenvolvido por NADUCS (Núcleo de Animação Digital da Universidade de Caxias do Sul).

Poeminho do Contra, de Wagner Passos (1’30”). Representação visual de um dos poemas mais conhecidos da literatura de Mário Quintana. Traz o próprio poeta como protagonista da animação.




A Princesa e o Violinista, de Guto Bozzetti (10’). Uma fábula sobre o surgimento da tristeza. Pelos olhos de uma menina, descubrimos uma bela história enquanto ela tenta entender o que sua mâe está sentindo.

Sigmund, de Vanessa Remonti (4’). Em uma casa sombria no final da rua, Sigmund e as irmãs Catherine e Frida têm um encontro. De amor ou de dor.

Deste Lado, Pederneiras, de Arno Schuh, Edson Gandolfi, Carmel Silveira, Felipe Antoniolli, Joana Cavinatto e Marília Bressane (1’30”). Um novo filme. As constatações e divagações de um diretor animador.

O Barato do Vovô, de Felipe Antoniolli (1’30”). Um animado velhinho decide satisfazer seu vício, e mesmo em um hospital, arranja um jeito.

Kactus Kid, de Lancast Mota (7’). Numa cidade do velho oeste chamada "Descansas City", encontramos o coveiro Zeca Funesto. Na luta pela justiça, pela verdade e por alguns clientes, Zeca se transforma no seu alter ego Kactus Kid.

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 7 a 12 de abril de 2009

[...] Sexta-feira (10 de abril)

15:00 – Mostra Animação (Animações Gaúchas)

17:00 – Mostra Dois Vazios – Siempre, de André Severo e Paula Krause (29 minutos), Ô, de Marcelo Coutinho (39 minutos) e Cabeça de Peixe, de Ismael Portela (15 minutos)

19:00 – Mostra Animação (Animações para Adultos)


Sábado (11 de abril)

15:00 – Mostra Animação (Animações Infanto-Juvenis)

17:00 – Mostra Animação (A Moça que Dançou Depois de Morta + Rocky & Hudson)

19:00 – Mostra Dois Vazios Vigília, de André Severo (150 minutos)

Domingo (12 de abril)

15:00 – Mostra Animação Brasileira (Animações Infantis)

17:00 – Mostra Animação Brasileira (Animações Gaúchas)

19:00 – Mostra Dois Vazios – Siempre, de André Severo e Paula Krause (29 minutos), Ô, de Marcelo Coutinho (39 minutos) e Cabeça de Peixe, de Ismael Portela (15 minutos)

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Lamentamos que a notícia chegou a nós só no dia de hoje. Mas ainda há tempo de assistir algumas animações!