2 de julho de 2008

Olívio Dutra, o político gaúcho mais injustiçado de todos os tempos

Quando o PT governou o Rio Grande do Sul, desempenhou um papel positivo no relacionamento com os movimentos sociais internacionais, o que está em contradição com sua posição atual: o PT desmobilizou a CUT e não chegou a desmobilizar o MST, mas desencorajou sua mobilização. Entretanto, no governo gaúcho, patrocinou os Fóruns Sociais Mundiais no exato momento em que os movimentos sociais antiglobalização estavam aparecendo. Visto de fora, parecia um governo dos movimentos sociais.
Leo Panitch, cientista político canadense. Entrevista completa pescada no Diário Gauche.
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Injustiçado por parte do povo gaúcho e pela mídia corporativa. Daqui há pouco, quando se estudar a História do RS, caso uma das fontes seja a imprensa, os jovens estudantes terão uma visão completamente equivocada de sua administração.

5 comentários:

heliopaz disse...

Cláudia e Eugênio,

Bem feito para a classe mérdia: por causa da arapongagem brigadiana por causa da Lei do Trago na Direção, ela, que tanto defende a porrada nos movimentos sociais, agora também vai levar umas cacetadas ou umas tungadas no bolso pra ver o que é bom pra tosse.

Como podes perceber nos meus comentários e posts, vivo um momento bastante revoltado e desiludido, tentando aprender e apresentar novas formas de resistência, pois a esquerda está sempre 10 passos atrás da direita.

Estou pessimista. Mas espero estar redondamente enganado.

[]'s,
Hélio

Anônimo disse...

O Olívio tem carro,motorista ou como vai se virar nas biritadas?

claudia cardoso disse...

Hélio, queres ser universal? Canta a tua aldeia. Se a Modernidade com a idéia de ciência e de progresso não trouxe a felicidade buscada, o niilismo pós-moderno muito menos ainda. A esquerda está sempre dez anos atrás, até porque o conceito de esquerda foi conceituado, explicitado, a partir do século XIX. Interessante, é que Cristo inaugura o dissenso, quando questiona a ideologia da sociedade judaica, mas nós não sabemos se Cristo existiu, se foi uma pessoa, ou se foi uma mistura de feitos históricos numa determinada época. O que se fez e faz em nome do cristianismo é uma enorme lambança. Mas a história da propriedade privada é o consenso na história da humanidade. Então, não é surpresa que a esquerda não se aproprie de anos de academia, de toneladas de material impresso e, hoje em dia, de gigabytes sobre a crítica da propriedade privada nas comunicações, porque ainda não se convenceu do poder ideológico desse tipo de luta que é o que nos move. E mais: não entende que possuir os meios de produção é tão importante quanto discutir modelos políticos e econômicos de administrar.
Não sou uma pessoa que desacredita da antiga forma de fazer política com material impresso. Mas acredito que precisamos fazer uso de todas as mídias já inventadas e as que estão por ser, considerando-se o avanço tecnológico na área das comunicações. Não podemos prescindir do jornal, da revista do livro que são as mídias até então utilizadas. Mas precisamos lutar por oncessões de rádio e tv, apropriação e uso dos meios digitais e muita pesquisa para saber como tratar com públicos diferenciados.
Assim como o método de ir para a rua e dizer a sua palavra também não é anacronismo. Se a gente não se mostra, quem irá nos ver? Ainda mais, quando, mesmo ao nos mostrarmos, somos apresentados de forma distorcida, preconceituosa e criminalizada? Aí entra o papel da mídia própria, popular, que atinja o maior público possível.
Quanto á própria ideologia de esquerda: enquanto estivermos atrelados ao modo burguês de escolher, ficando apenas na escolha representativa e não inistirmos na democracia participativa, até porque muitos dirigentes de esquerda provém da burguesia, ideologicamente estamos fritos. Tanto é assim, que a vanguarda da democracia petista representada pela administração Olívio Dutra com o OP - primeiro no município de POA, depois no RS - jamais foi instrumento do governo federal. E isso que era uma democracia que tratava de um nicho administrativo, que era determinada porcentagem do orçamento. Imagine referendos, plebiscitos, conselhos, temáticas, assembléias populares?
Só que falar em participação num momento histórico de retrocesso nos movimentos populares e no conceito de cidadania chega a ser palavrão.
Acho que são alguns problemas enfrentados pela esquerda de hoje. Porque a direita só tem 1 causa: a do lucro incessante e o resto que se exploda. Inclusive ela própria com seus muros.
Abraço!

Clairton Felicio disse...

Postei comentário(em meados dos mês passado) no Diário Gauche ou no RS Urgente (no momento não me recordo direito) afirmando que o Olívio foi o melhor governador em toda história do RS . Alguns retrucaram dizendo que Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros e Brizola foram mais importantes. No entanto, mantenho minha opinião, pois Olívio representou uma ruptura, uma vez que não era oriundo da elite guasca que até então sempre governara o Estado (Brizola também tem origem humilde, mas foi muito ligado a Vargas e Jango, latifundiários).

claudia cardoso disse...

Felicio, também concordo, porque ele sim criou um "novo jeito de governar" com participação direta. Além dosso, os 3 citados são reconhecidos, mas o Olívio não. O Brizola só foi reconhecido nos últimos tempos, quem sabe por ter dito que o Roberto Marinho foi um "adversário leal". O Olívio ainda não disse coisa semelhante e espero nunca ouvir isso da boca dele.