31 de agosto de 2009

Debates: Democracia Participativa


Clique nas imagens para ampliá-las.

O evento é gratuito, mas é necessário inscrever-se até o dia 4 de setembro de 2009.

Lojistas ameaçados de despejo no Camelódromo

Notícia da Agência Chasque:

RS: Lojistas do camelódromo são ameaçados de despejo na capital

Porto Alegre (RS) – Persiste a polêmica entre a prefeitura de Porto Alegre e os comerciantes do Centro Popular de Compras (CPC), vulgo Camelódromo. Nesta semana, os lojistas realizaram manifestação exigindo solução para os problemas como a suspensão da taxa de aluguel emitida pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC). A taxa é cobrada semanalmente e varia de R$ 70 até R$ 150 reais conforme o tamanho do espaço.

Segundo Juliano Fripp, representante dos lojistas, cerca de 30% dos oitocentos comerciantes estão inadimplentes e ameaçam ser despejados pela prefeitura. Em alguns espaços já ocorreu o desligamento de energia elétrica.

“As cobranças e notificações estão vindo agora do poder público. Na verdade, as pessoas que deveriam nos ajudar estão agora fazendo as cobranças, emitindo as notificações e ameaçando de despejo. Nós cremos que deve haver uma sensibilidade maior por parte da prefeitura e do próprio empreendedor de não ameaçar com despejo. A gente não vai permitir que tirem ninguém por falta de pagamento. É injusto a prefeitura nos colocar num local onde não há sustentabilidade alguma. Enquanto esse lugar não nos der o mínimo de sustentabilidade a prefeitura não pode nos cobrar, pois estamos num espaço público que tem primeiramente um fim social”, reclama.

Juliano salienta que até o momento aproximadamente 10 lojistas já baixaram as portas por não conseguirem pagar aluguel. O Bloco B, que fica ao fundo, após a avenida Julio de Castilhos, é o mais afetado pela falta movimentação. Há também, enfatiza Juliano, outra polêmica sobre a dívida de alguns lojistas com a Verdi Construtora, empresa que administra os CPC e que também cobra taxas de manutenção. Segundo ele, a empresa se nega a fornecer a relação oficial com o número de devedores, bem como o relatório da movimentação financeira sobre o local.

Em nota, a SMIC enfatiza que será construída uma agenda de negociações em parceria com a Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor) e o empreendedor do CPC para buscar alternativas para as questões solicitadas pelos comerciantes.

Imagem: Jornal Já

Blog do Planalto

A título de informação, o Blog do Planalto está no ar. Pescamos algumas informações para publicar:


Perguntas e respostas

O Blog do Planalto terá área para comentários?
Não. A princípio, o Blog do Planalto não terá área de comentários. Há dificuldades práticas para administrar essa interatividade.

Qual a necessidade de a Presidência da República ter um blog?
O brasileiro está cada vez mais familiarizado com a internet e está entre os que mais acessam sites no mundo. Além dos tradicionais portais de notícias, as redes sociais e blogs estão cada vez mais populares. A Presidência da República está apenas se adaptando a essa nova realidade.

O Blog do Planalto será uma ferramenta de confronto com a imprensa?
O Blog do Planalto não pretende entrar em conflito com a imprensa ou quem quer que seja. Mas a Secretaria de Imprensa da Presidência utilizará seus canais de comunicação para fazer os esclarecimentos que julgar necessários quando forem divulgadas informações equivocadas, fora do contexto ou incorretas.

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"Confronto com a Imprensa" é algo! Parece querer desqualificar o blog da Petrobrás. Porém, a mídia corporativa vai cair em cima da iniciativa! Querendo confronto, ou não, as informações contidas no blog trarão desconfortos reais para ambos os lados.
Não precisaremos esperar muito.

29 de agosto de 2009

Protesto nacional e local contra o programa No Limite


Várias cidades do Brasil manifestaram-se contra o abuso do programa imbecilizante NO LIMITE, aquele da imbecilidade ilimitada que atenta contra os mais básicos direitos animais, inclusive o do abate humanitário que vigora no Ceará, local das filmagens.

Parece que há uma unanimidade verificável na Av. Ipiranga que nos faz discordar da famosa frase segundo a qual toda unanimidade é burra: a rejeição à Rede Globo e a seus programas imbecilizantes. Os folhetos feitos pelo ativismo.com foram disputados até o último pelos passantes.

Fonte:
GAE-POA

28 de agosto de 2009

A TRAGÉDIA ANUNCIADA E A URGÊNCIA DE UMA JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO

Escreve Rodrigo Lentz:

A execução de um sem-terra durante o cumprimento de um mandado judicial evidencia que nossas piores máculas do passado ainda vivem no presente. Manifestam-se na pele dos atores estatais envolvidos numa tragédia anunciada: Judiciário, Ministério Público, Governo do Estado e Brigada Militar. O juízo minimamente razoável sobre a atuação desses nos levará à conclusão que, apesar do pretenso Estado Democrático de Direito em vigor, apenas poucos logram garantir seus direitos fundamentais às custas do sangue da maioria, contando com a conivência e atuação ativa ou omissa do Estado.

Ao deferir a reintegração de posse aos proprietários da Fazenda Southal, o magistrado de São Gabriel fundamentou sua decisão na defesa do bem jurídico da propriedade privada – que possui como cláusula pétrea o exercício de sua função social para existir. Entretanto, o fez mediante sacrifício de outro bem jurídico fundamental das famílias dos sem-terra: a terra, por relação umbilical somada à todos os outros direitos fundamentais previstos na Carta Política de 1988.

Posto isto, salta a questão: Por que o juízo não ponderou estes dois bens jurídicos? O direito à propriedade da família Southal é superior ao bem jurídico das famílias dos sem-terra? Não poderia condicionar um direito à garantia (pelo Estado) de outro, mesmo que liminarmente? Caso a leitura fosse outra, se notaria que em nome do direito à propriedade da família Southal (com razoável condição financeira) o magistrado negou o mesmo direito fundamental às famílias sem-terra (miseráveis). Daí o absurdo da decisão e a evidente escolha política de classe – não partidária – do magistrado.

Da mesma forma, ainda que se opte pela reintegração, a execução do mandado judicial escorrega na mesma lama. Novamente, o uso da força determinado pelo juízo – até as últimas consequências - para cumprir a defesa do bem jurídico da propriedade privada (que no caso em apreço é questionada) colide com outros bens jurídicos como a integridade física, moral, a resistência e, cabalmente, o maior de todos: a vida. A tragédia, às claras, era anunciada.

Outro fator é evidente. O Estado do Rio Grande do Sul foi o único do país a não aderir aos acordos de procedimento para o uso da força nas reintegrações de posse que envolvam conflitos fundiários (há décadas campo de duros embates). Uma das normas é exatamente o desuso de armas letais pelos policiais militares. Resultado: a morte de um sem-terra pela Brigada Militar. A não adesão à essas normas, mesmo cientes do grande risco do crime ocorrer, alcança à governadora e ao Comando-Geral da Brigada Militar a latente conduta de negligência e imperícia como seus cartões de visitas. Por que não aderir ao manual de procedimentos? Qual sua motivação? Como justificá-la? A resposta pode ser encontrada na pública e ferrenha discordância da governadora em relação ao MST.

Na mesma quadra, a Brigada Militar ostenta, na galeria de seus inimigos, os movimentos campesinos. Mais uma vez grita a clara incompatibilidade de uma Polícia Militar e o Estado Democrático de Direito. A forma como a polícia agiu – e continuará agindo – é digna de sua formação: militar, autoritária, que não sabe conviver democraticamente com o conflito, as disputas políticas que são a essência de um Estado Democrático. Como sustentar que uma instituição militar e de orientação ideológica autoritária irá agir respeitando as liberdades democráticas?

Estamos colocando um deficiente visual para conduzir um ônibus lotado de crianças. Mais uma vez: a tragédia era e continua sendo anunciada.

O inaceitável âmago militar da Polícia gaúcha recebe vultosidade quando comparada às Polícias de Alagoas e Sergipe - em processo de desmilitarização, ainda que apenas fática. As reintegrações de posse são cumpridas de forma pacífica, negociada. As pessoas afetadas pelo cumprimento do mandado judicial são reconhecidas pela polícia como portadoras de direitos em busca da efetivação dos mesmos e não como criminosos. O resultado foi manifesto: em apenas duas ocasiões – dentre mais de 500 – o uso da força foi colocado em prática. Sem feridos. Muito diferente da Polícia Militar Gaúcha, para quem notoriamente os sem-terra são criminosos. Esta postura só poderia ter o resultado que, hipocritamente, foi lamentado.

A mídia do Estado contribui para a construção de um imaginário coletivo que justifica a Polícia que temos. Em enquete promovida por um programa televisivo – de maior audiência no estado e de conhecida oposição ao MST– 80% dos participantes apoiou a ação da BM, ou seja, absolvem homicídios estatais em desocupações de sem-terra. São contra os valores que estão dispostos na constituição de seu próprio país.

E por fim, o Ministério Público Estadual – presente na desocupação – classificou a atuação da Brigada militar como “extremamente profissional”. Diante dos fatos e dos erros reconhecidamente ocorridos (inclusive pela própria Brigada Militar), o parecer ministerial é revoltante. Traz a indignação saltar pelas veias de qualquer jurista minimamente comprometido com os princípios republicanos e soa como deboche à dor dos familiares da vítima e do movimento.

Os argumentos expostos nos permitem ter, no mínimo, duas conclusões. A imprudência, omissão e negligência dos atores estatais – juiz, governadora e Comando da Brigada Militar - são clarividentes e confirmadas pelo seu resultado. Assim, o homicídio de um sem-terra não foi comum. Estamos diante de um crime contra o Estado Democrático de Direito. O manifesto uso da função e agentes públicos para fins privados e antidemocráticos: combater grupo político de posição ideológica radicalmente diversa mediante a violência estatal – inclusive física e letal – de forma cruel – vale lembra que várias mulheres e crianças saíram feridas por mordidas de cachorros usados na ação pela Brigada Militar.

A segunda é em resposta à primeira: a urgência da Justiça de Transição no país. Um de seus pontos é justamente a transformação das instituições estatais de matriz autoritária em democráticas. Ao perceber a conduta do poder Judiciário, do Executivo e do Ministério Público observa-se que a democracia e o reconhecimento de que todos os cidadãos são portadores de direitos e dignidade – mesmo aqueles com opiniões diferentes ou que cometem qualquer crime – continua por ser feita e distante de lograr êxito.

No caso específico de São Gabriel, não será pelo simples afastamento de um oficial e acusação ao executor do crime. Passa pela responsabilização destes agentes públicos como atores – de forma ativa ou passiva - de crimes de responsabilidade e de lesa-humanidade previstos no ordenamento jurídico brasileiro1. Além da urgente desmilitarização da polícia e na democratização da própria instituição do Judiciário.

Pelo exposto, oferece-se denúncia pública ao Ministério Público Federal e à toda comunidade internacional contra os agentes públicos envolvidos: Juiz Estadual, Promotoria de São Gabriel, Comando da Brigada Militar e governadora do Estado do Rio Grande do Sul. O Estado – embora devendo ser provocado e cobrado – não fará justiça. Mas será a luta incessante por igualdade e dignidade para todos – da qual Eltom Brum da Silva e o MST são exemplares – que dará sobrevida à própria humanidade.

Rodrigo Lentz.
www.caedunisinos.wordpress.com
www.ecosol.org
www.principioativo.blogspot.com

[1] Refere-se à Lei 1.079/50:

Art. 74. Constituem crimes de responsabilidade dos governadores dos Estados ou dos seus Secretários, quando por eles praticados, os atos definidos como crimes nesta lei.

Art. 7º São crimes de responsabilidade contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais:

9 - violar patentemente qualquer direito ou garantia individual constante do art. 141 e bem assim os direitos sociais assegurados no artigo 157 da Constituição;

Art. 9º São crimes de responsabilidade contra a probidade na administração:

3 - não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição;


Arte: Hupper

27 de agosto de 2009

Lasier é flagrado na ALERGS

Denúncia, no blog do Agente65, de como atua um celetista do Grupo RBS que recebe salário para exercer a sua indignidade:

Hoje o "jornalista" Lasier Martins esteve na Assembléia Legislativa para entrevistar Stela Farias (PT) e Coffy Rodrigues (PSDB). Conhecido por suas luzes, Lasier esqueceu que não estava nos estúdios da RBS e sem saber quem o rodeava, cometeu um ato falho gravíssimo.
Ao entrevistar Coffy, antes de entrar no ar, Lasier anunciou ao deputado que iria perguntar sobre o Plano de Trabalho e disparou:
- Aí tu diz que vai subordinar ao colegiado... (no caso, a CPI)
Ou seja, antecipou a pergunta e ensaiou a resposta com o entrevistado! Que exemplo de jornalismo! A mesma reverência Lasier não teve com a deputada Stela Farias, muito pelo contrário. Diga-se de passagem, nem perguntou sobre o tal plano de trabalho para ela, estranho pelo fato de ela ser a presidente da CPI.
A canalhice da RBS vai continuar e só noticiará os fatos mais retundantes. A opinião pública vai ter de se manifestar e pressionar os deputados para que a pizza não seja o prato principal da NOSSA CPI.

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Que tal, hein?

Uma conferência que sai por força de chantagem

Já é do conhecimento de algumas pessoas, de que a Comissão Organizadora Nacional [CON] da 1ª Conferência Nacional de Comunicação [CONFECOM] definiu, depois de reunião de 5 horas de duração, a proporcionalidade para eleição de delegadas/os dos segmentos "sociedade civil", "empresários da comunicação" e "governo": 40-40-20% respectivamente. E, como esta conferência é tratada diferente das demais promovidas pelo Governo Federal, o quorum qualificado para aprovar "temas sensíveis" será de 60% + 1 [não riam, ou chorem sras. e srs. matemáticas/os].

O incrível, desta história, foi a pressão exercida pelo Governo Federal sobre o segmento da sociedade civil na CON representante de entidades que lutam pela democratização das comunicações no Brasil. Mesmo com a saída de 5 entidades empresariais no dia 13 de agosto; mesmo com o segmento empresarial sendo o único a fazer exigências nas reuniões, o Governo Federal jogou a responsabilidade pela não realização da CONFECOM sobre os ombros da sociedade civil! Ou esta acatava a proposta governamental, ou a Conferência seria cancelada.

Não adiantaram notas de entidades e estados, reclamando da proporcionalidade e do quorum qualificado. O Governo sequer negociou o quorum, estabelecendo o que é de praxe: 50% + 1. Ou eram atendidos os interesses empresariais, ou nada!

Isso tem nome: chama-se chantagem. E a sociedade civil viu-se numa sinuca de bico: há anos suas entidades lutam pela Conferência. Como não participar dela?

A sociedade civil terá voz; irá debater seus temas, marcará posição. Mas, dificilmente, aprovará temas que envolvam renovação das concessões públicas, controle social, fim do monopólio das comunicações por exemplo. Com o agravante, de que talvez não impeça a aprovação de temas muito caros à mídia corporativa, como a manutenção de seu poder, ou ingresso de capital estrangeiro, ou controle da Internet. Com um Governo que age, descaradamente, a favor da mídia corporativa, qual a segurança de que tal coisa não aconteça? Mesmo que as proposições ainda dependam do Congresso Nacional, não haverá dúvidas de que as demandas empresariais serão aprovadas em tempo recorde, digno de livro Guiness.

Numa perspectiva otimista, poderá ocorrer uma espécie de "empate temático": aprovam-se "perfumarias" que atendam aos interesses ora da sociedade civil, ora do empresariado com o apoio governamental, mas que não significarão avanços reais para a democratização das comunicações.

Mas, porém, ainda, há uma brecha a explorar: 40% do empresariado. Como definir quem é empresário de comunicação? Atenção empresas de comunicação voltadas para a cidadania: é chegada a sua vez de participar! Mais importante do que participação em segmento "sociedade civil", é no segmento empresarial que jornais de bairro, rádios comunitárias, revistas alternativas, empresas de publicidade, produtores independentes, sítios de Internet, entre outros, terão espaço para lutarem pelos seus interesses. Além de melarem os interesses da mídia corporativa dentro do seu próprio segmento...

Seria lindo de ver!!!

Arte: Inquisição de Eugênio Neves. Exposição "Somos Todos Bonecos".

26 de agosto de 2009

Mais uma grave denúncia contra a BM

Um dia após o assassinato do sem terra Elton Brum da Silva, provavelmente por um oficial da BM, a corporação agiu com discriminação racial e violência.
Leiam a grave denúncia de Adailton B. G. Ferreira [Zapata] sobre a agressão sofrida, junto com a Secretária Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Leopoldo, Sra. Márcia Fernandes. Tal denúncia se soma aos acontecimentos de São Gabriel e de Canoas.
Realmente, a BM perdeu o rumo na administração tucana de Yeda Rorato Crusius!

À luz do Farol: Liderenças do Movimento Negro Gaúcho são agredidos pela BM em São Leopoldo – RS

Entre o final do século XIX e início do século XX o estudioso Nina Rodrigues forneceu as bases ideológicas, no campo da Medicina Legal ou Criminal e da Antropometria, orientadoras do tratamento cruel dispensados aos africanos e seus descendentes pelas instituições jurídicas e de repressão e controle social ou de classe, promovendo dessa forma a continuidade dos maus-tratos e perseguições do período escravocrata. Segundo Nina Rodrigues, é fato a inata inferioridade cultural e moral dos negros brasileiros, bem como a degenerescência e tendência ao crime dos negros e mestiços, então, em '1894 publicou um ensaio no qual defendeu a tese de que deveriam existir códigos penais diferentes para raças diferentes', entendia que os negros e mestiços de africanos 'se constituíam na causa da inferioridade do Brasil'. (para mais informações consulte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_Rodrigues).

Embora, aparentemente, a estruturação jurídica brasileira não tenha instituído códigos penais diferenciados como propôs Rodrigues, na prática diária do fluxo da vida cotidiana 'a lei aqui é outra', fala mais alto o dragão do ódio, da inveja, do mêdo e da hipocrisia institucional, todo mundo sabe (embora alguns bastardos não queiram admitir) que no Brasil a (in)justiça e a violência da repressão pesa sobretudo sobre os negros e as classes empobrecidas, claramente, no Rio Grande do Sul NÃO é diferente, relatarei mais um caso nojento de racismo e injúria da Brigada Militar gaúcha e como não pretendo fazer aqui tão somente um texto-denúncia nem muito menos um texto-espetáculo segue um escrito analítico e propositivo, pois atinge no peito de alguns problemas renitentes da violência vivida nesse país e sugere mais atenção no recorte racial do atual Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania do Governo Federal – Pronasci.

No último sábado, dia 22 de agosto do ano em curso, saímos para fazer um reconhecimento de campo nos bairros da cidade de São Leopoldo lugares onde o projeto Farol – Oportunidades em Ação pretende atuar no município, esse projeto é produto de convênio entre a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR da Presidência da República com o Ministério da Justiça no âmbito do Pronasci e objetiva desenvolver Ações Afirmativas acesso à bens sociais e coletivos – educação e trabalho – e contribuir para reduzir a violência e degradação sofrida pela juventude negra brasileira, com o intuito então de qualificar a elaboração do projeto da cidade, a equipe formada pela secretária de promoção da igualdade racial, a senhora Márcia Fernandes, decidiu visitar a área de intervenção para conversar com os/as jovens, terreiras de matriz africana, associações comunitárias, grupos de religiosos jovens, líderes e etc, em fim, saber um pouco das demandas e apresentar o espaço para os técnicos envolvidos na elaboração da proposta quando fomos AGREDIDOS pela Brigada Militar - BM em diligência no local, o bairro Vicentina e arredores.

Dentro do carro estava a equipe, a própria secretária Márcia Fernandes no volante, no carona Carlos Eduardo Ferreira (Du) (convidado para nos acompanhar por ser morador do bairro, jovem negro atuante no Primeiro Encontro da Juventude Negra Gaúcha – Enjune RS em 2007, funcionário da prefeitura na Secretaria do Orçamento Participativo e mobilizador cultural e político em sua comunidade); Tiago Maia (Jovem negro, estagiário da Diretoria de Promoção da Igualdade Racial – Dimppir do município e ativista da cultura Hip Hop, acadêmico de Geografia da Universidade Luterana do Brasil/ULBRA); Emir Silva (Produtor Cultural e Técnico de Projetos convidado, expert em políticas para o povo negro e Coordenador Estadual do Movimento Negro Unificado – MNU) e, por último, Eu mesmo, essa pessoa que vos escreve (Pesquisador e Técnico de Projetos convidado, expert em políticas para o povo negro e políticas de identidades, articulador do Encontro Nacional de Juventude Negra – Enjune e Coordenador do Primeiro Encontro Estadual de Juventude Negra – Enjune RS, membro do Forum de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Vale a pena salientar que a elaboração desse projeto vêm se dando em regime de trocas e qualificação com os outros municípios no âmbito do Forum de Gestores em Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Vale do Rio dos Sinos e Região Metropolitana de Porto Alegre, quando colaborei na definição de diretrizes por pedido e indicação de articuladores da organização da juventude negra gaúcha.

Indo ao sinistro, então, estávamos dentro do veículo saindo da vila e em direção a avenida João Correa e o carro da BM 6893 de placa JBM 2831 com quatro policiais de operações 'especiais' logo após passar por nós na vila voltou e nos seguiu até a avenida mandou parar o carro apontou as armas para a gente e, aos gritos, ordenou que os homens ficassem no fundo do carro com as mãos na cabeça, tentamos informar quem somos e o que fazíamos ali e os gritos dos policiais aumentavam para que ficássemos de pé e com as mãos na cabeça, os policiais falavam que erámos supeitos naquele bairro, a secretária Márcia Fernandes tentou explicar e se apresentar e mesmo depois de mostrar documento que comprova seu lugar de secretária de governo municipal teve sua bolsa toda revistada e ao seu carro de cima abaixo, com tanta agressão assim nós mostramos nossa indignação alertando para os policiais que aquilo que estavam fazendo era um ato de discriminação, preconceito pelo fato de sermos todos negros em um carro novo, aí a truculência, o despreparo e o racismo da brigada mostrou ainda mais sua face leviatã, a população da comunidade encheu a rua para assistir aos atos de humilhação dos policiais com a equipe, primeiro durante a revista com os homens, o jovem Carlos Eduardo tentou falar que estávamos em serviço para produção de projeto da prefeitura e mais uma vez não teve eco, então eu falei que isso era por puro preconceito e um policial abusou por demais de sua suposta autoridade se colando frente a minha face e disse que eu falava isso porque estava maconhando e me chamando de drogado, falei que procuraria meus direitos, logo após o Emir Silva reclama dos abusos e os policiais com topete arrogantes indo embora para o carro ao ouvirem Emir dizer que são racistas, o mesmo policial que incidiu na minha face sai do carro, ad baculum, vai pra frente do Emir com tom de ameaça, perguntando o que Emir queria, o meu colega de equipe pergunta então se ele iria bater nele e reafirma que o ato era racista sim, enquanto isso os outros policiais saem também do carro com armas em mãos como se fossem usa-lás a qualquer momento!!

Foram feitas imagens e ainda essa semana estaremos diponibilizando-as para o público!!

Os moradores ficaram assistindo ao evento grotesco estarrecidos e logo após a saída da BM (que pode ser entendida como batalhão da morte!!) passaram a manifestar apoio a nós em caso de ação judicial e a relatarem as ações truculentas dessa instituição no local, coisas que todos sabemos mas não podemos falar!!

Bom, ou melhor, mau, isso foi o fato em acontecendo, vamos agora para as imagens que motivaram essa agressão da BM: primeiro, era um carro novo (um Renault/Clio RL 1.0 de cor branca) com cinco negros dentro, três adultos e dois jovens, passando por um bairro da periferia, quem dúvida que para a 'cabeça' dos policiais só poderia se tratar de chefes ou traficantes? Isso a crer que os policiais não conhecem os sujeitos no campo que atuam e circulam; segundo, uma mulher negra não tem como ser concebida como uma gestora de governo, isso com certeza não faz parte do imaginário da instituição policial, afinal, não adiantou nada a Márcia Fernandes se apresentar, era apenas mais uma mulher negra, para o bem da verdade, tida como mulher do chefão, 'do dono da boca' 'o patrão', só para usarmos termos êmicos, nesse caminho violento, certamente eu e os outros dois jovens éramos traficantes de baixo escalão sendo os mais jovens, o policial (des) preparado (qualificado, instruído e formado pela agência do governo do estado) disse que meus olhos estavam pequenos por que tinha fumado maconha que eu sou um drogado, esse é o ambiente único para cinco pessoas negras dentro de um carro em uma vila de pessoas humildes das classes empobrecidas, estar fora de cogitação a possibilidade de sermos uma equipe de profissionais em trabalho, em trabalho para aquela comunidade, prestando serviço para projetos do município e, justamente e por ironia trágica, atuando na redução à violência perpetrada contra a juventude negra local, no combate ao racismo portanto, fomos vítimas in loco daquilo que buscávamos sanar. O dragão uma vez mais mostrou a dor da sua face, quanto tempo mais?

O inquérito estar aberto, estamos em busca dos nossos direitos, afinal, isso aqui é um Estado-de-Direito e ninguém pode ser culpado antes que o prove (isso na poética do direito, como disse!) , porém, o que exatamente na equipe nos torna suspeitos para sofremos abordagens e tamanha agressão e desrespeitos além do fato de sermos todos negros? Quero dizer, além do fato de carregarmos a marca de Cam, a cor púrpura de nossas peles? Qual são os elementos, nas 'cabeças' dos policiais, que produzem a suspeição da inocência antes que prove o contraditório jurídico?

Será que cinco brancos (alemães ou outros da mesma raça/cor) em um carro Renault/Clio 1..0 seria tomados como grupo suspeito ou como uma equipe bem vestida de profissionais sérios e experientes do quadro e em parceria de governo?

Me permitam afirmar categoricamente que NÃO, cinco 'alemães'/brancos em um Renault/Clio 1.0 não seria tomado nas 'cabeças' dos policiais da BM como uma equipe ou grupo suspeito, muito menos em uma cidade de maioria descendentes de europeus, a velha questão é que nessa cidade também há povo negro de origem africana e isso muito antes da chegada dos alemães, não ao azar há uma instituição no governo municipal para promover políticas específicas para o povo negro local e para combater a cultura arraigada do racismo nas relações sociais da cidade.

Para finalizar proativamente, o que esse evento nos informa e nos reafirma é a urgência de investimento para erradicar das instituições de justiça e de segurança pública o dado inconteste do racismo institucional que vêm grassando a vida do povo negro desse país, ou seja, pelo jeito e pela forma Nina Rodrigues continua 'bem vivo' entre nós ou então sua 'alma' (esse egun) fez casa nas corporações policiais brasileiras, dados de homicídios sobre os homens negros e a cor dos presídios brasileiros sustentam sem embargo essa assertiva, isso nos mostra, só pra repetir, a urgência no âmbito do Pronasci de um Programa de Combate ao Racismo Institucional no campo do judiciário e da segurança pública, isso com urgência se desejamos por fim a tantas mortes de jovens negros e tantas humilhações sofridas por nós, povo afrobrasileiro, afrogaúcho, afroleopoldense ...

Como podemos perceber, não resolve apenas tentando ressocializar jovens negros na educação nem muito menos assegurando-lhes lugar no mercado de trabalho, precisamos de um programa que eduque as instituições que se sentem no direito de matar e humilhar esses jovens, se fosse assim a equipe com as qualificações supracitadas não passaria por essa humilhação, os policiais não perguntam se são trabalhadores, são culpados antes que provem o contrário, a conhecida 'bala perdida' também não pergunta nada, ela mata apenas e apenas se acha em corpos de peles cor púrpura, almas e corpos de jovens negros descendentes de africanos que carregam a marca de Cam, assim, os parcos 3,3 milhões disponibilizados pelo projeto Farol – Oportunidades em Ação da Seppir/Pronasci não faz jus a uma juventude que figura na metade populacional desse país, também não honra o tamanho da dor expressa nessa gente, nesses corpos cansados de cinco séculos de violências nem corresponde aos índices de homicídios onde o jovem negro é campeão absoluto, recordista imbatível. Enquanto se gasta bilhões para 'modernizar' os aparelhos de repressão a juventude negra que é a vítima número um da truculência e do descaso vai ter que se contentar com um pequeno 'cala-a-boca' ou se não com a bala da BM de Yeda Crusius (Cruz Credo!!), vide o recente assassinato de um militante negro do MST gaúcho levado a cabo pela BM que a mando do governo tem promovido um ambiente de terrorismo no estado.

Aqui exorcizo minha raiva dessa realidade, pretendo enterrar Nina de uma vez por todas, chega de tanta dor, humilhações e perseguições a um povo que lutou muito para construir esse quiprocó civilizatório que chamamos de Brasil, é preciso mais seriedade no combate a violência, sei que corpos mortos não votam, mas os corpos a morrer sim, ainda podem votar, é imperioso mais atenção com a segurança pública não com os aparelhos de repressão, é necessário de fato promover a vida e não a morte, mais atenção no recorte de raça nessa suposta nova propaganda de nova política de nova segurança pública no país, assim, para que então garantir educação e trabalho para a juventude negra se ainda assim ele e ela vai morrer nas mãos de policiais como aqueles que nos agrediram na cidade tida 'como o berço da colonização alemã no estado'? Para que nos qualificarmos se ainda continuaremos sendo 'bichos' em alvo de uma caçada virulenta das corporações policiais? Para que então tanta formação em cidadania para os jovens negros se mesmo assim continuaremos carregando a marca de Cam?

Muita atenção meu povo, o barco segue seu rumo!!

Intolerância política em Santa Maria, RS


Notícia do blog Interpretações de um Sujeito:

Sede do PSOL-SM é alvo de ações por parte de defensores do governo Yeda

De acordo com informações encaminhadas pelo amigo e colega Henrique Cignachi, hoje pela manhã (25 de agosto) a sede do Partido Socialismo e Liberdade de Santa Maria foi alvo de ações por parte de defensores do governo Yeda, que colaram nas paredes uma série de adesivos com a frase "Governo Yeda, o Rio Grande, grande de novo". Os cartazes do PSOL com os dizeres "Fora Yeda" também foram rasgados e danificaram a pintura da porta. Integrantes do partido fizeram ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Santa Maria.

Segue abaixo, a nota de repúdio do PSOL:


Nota de repúdio – Partido Socialismo e Liberdade/Santa Maria Hoje, dia 25 de agosto de 2009, pela manhã, encontramos a sede municipal do Partido Socialismo e Liberdade (rua Dr. Pantaleão, nº74) coberta de adesivos “Governo Yeda, o Rio Grande, grande de novo”. Esta ação foi certamente realizada pelos apoiadores e cúmplices do governo que possui a pior avaliação nacional de desempenho, visto os sucessivos ataques aos serviços públicos do estado, envolvimento no maior esquema de corrupção estabelecido em nosso estado, truculência no tratamento do movimento sindical e social – das quais temos a morte do sem-terra nesta sexta-feira passada em São Gabriel -, dentre outras mazelas. Realizamos ocorrência policial na 1ª Delegacia de Polícia e esperamos que o ato não se repita e que nossos opositores nos enfrentem através de argumentos no embate político as claras e não com agressões materiais e ameaças, fato que já ocorreu em 2007 na antiga sede do partido, que havia sido invadida e extraviada (sem, porém, ter sido consumado roubo). O PSOL reitera sua posição de oposição a este governo corrupto e truculento e não iremos descansar enquanto esta terra improdutiva que constitui o governo estadual não seja ocupada por um governo compromissado com o povo trabalhador e pobre.

Sandra Feltrin
Presidente PSOL-SM

Henrique Cignachi
Secretário de juventude PSOL-SM

Crédito das fotos: Henrique Cignachi
Arte: Hupper
Atualizado em 27/08/09 às 00h25min.

24 de agosto de 2009

Comissão do Rio Grande do Sul organiza ato público pela realização da I Confecom


Nesta terça-feira, dia 25 de agosto, a Comissão Pró Conferência do Rio Grande do Sul organiza ato público pela realização da I Conferência Nacional de Comunicação. Para o ato, a comissão mobiliza não somente as instituições que fazem parte da comissão estadual, mas também toda a sociedade que é usuária dos meios de comunicação e interessada na discussão.

“Porque você ouve rádio, vê televisão, navega na internet, usa o telefone, lê jornal, vai ao cinema e ao teatro, tem um blog, escreve cartas, ouve músicas e lê livros. Porque a TV e o jornal não mostram o lugar onde você mora do jeito que você gostaria. Porque você tem idéias e opiniões e gostaria de comunicá-las” , explica a Comissão para a sociedade em geral.

Além do ato público com plenária das entidades e panfleteação na esquina democrática em Porto Alegre, vai haver também o lançamento do livro “A Ditadura da Mídia”, de Altamiro Borges e um momento de formação com o jornalista e autor do livro sobre “A mídia no Brasil”.

Programação (25 de agosto)

10h: Plenária das entidades
Local: Cpers sindicato (Av. Alberto Bins, 480, 9° andar)

12h: Ato público - Panfleteação
Local: (Esquina democrática)

18h30: Palestra “A mídia no Brasil” com o jornalista Altamiro Borges
Local: Cpers sindicato (Av. Alberto Bins, 480, 9° andar)

Após lançamento do livro A Ditadura da Mídia, de Altamiro Borges
Cpers sindicato (Av. Alberto Bins, 480, 9° andar)

Consulta Popular: NÃÃÃÃOOOOOO!!!!!!!!!!


Arrasadora vitória política!
Vitória contra o poder econômico; vitória contra o Fogaça; vitória contra a bancada do concreto; vitória contra a mídia.
E vitória da nossa ação na Internet. Agora, é continuar infernizando os concretoscos.
Cabe ressaltar, que os 80% dados ao "Não" seja algum indicativo da consciência política da população.
Não podemos esquecer, que os portoalegrenses votaram no Fogaça e na bancada do concreto da Câmara de Vereadores.
Provavelmente, quem votou na consulta popular, foram as poucas pessoas que tem consciência política.
Talvez, aí, esteja uma resposta aos limites da democracia representativa: o fim da obrigatoriedade do voto.

Imagem: Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba,
Porto Alegre RS, incansável na luta!

21 de agosto de 2009

Imagem:
http://www.mp.rs.gov.br/atuacaomp/noticias/id10654.htm

NOTA PÚBLICA DO MST



NOTA PÚBLICA SOBRE O

ASSASSINATO DE ELTON BRUM PELA BRIGADA MILITAR

DO RIO GRANDE DO SUL

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público, manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:

  1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.

  1. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.

  1. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.

  1. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.

  1. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.

  1. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

  1. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.

  1. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.

Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!

Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

Imagem: Alma da Geral

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E a chinelagem da Yeda "conseguiu" igualar-se ao chinelo antecessor Rigotto: a BM matou um trabalhador!

Ato Público: I CONFECOM

Fonte: Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação

Altamiro Borges em Porto Alegre


Para a 1ª Formação da Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação:



Após, lançamento de seu livro "A Ditadura da Mídia".


Apareçam!

Morte do Sem Terra


Um governo corrupto, caindo de podre; uma desocupação em andamento e um tiro nas costas.

Barbárie, rebaixamento moral, chinelagem, gangsterismo, nojeira, repugnância: que coisas mais horríveis presenciamos neste RS pós-ditadura civil-militar!

Leiam mais no Tomando na Cuia e Biruta do Sul.

Atualizado em 21/08/09 às 13h05min.

19 de agosto de 2009

Sobre o Previmpa


Fica o registro da nossa indignacao com a proposta indecorosa da reforma da previdencia do funcionalismo municipal portoalegrense, promovida pelos cupinchas do Prefeito Fogaca e a turma de traidores de parte do funcionalismo municipal.

Enquanto o pais ruma para um estado republicano, portoalegrenses de certa cepa recusam-se a sair do patrimonialismo do seculo XIX.
Mais informacoes no RSurgente.

17 de agosto de 2009

Que tal fechar a tramela, senador Pedro Simon?

Por Renato Rovai, em seu blog.

Por muito tempo respeitei o senador Pedro Simon. Ele me parecia íntegro e sério. Hoje tenho dúvidas em relação à primeira qualidade. E certeza de que estava errado em relação à segunda.

Digo que tenho dúvida em relação à primeira, porque não me parece íntegro quem trabalhe para esconder casos gravíssimos de suspeitas de corrupção no governo do seu Estado, o Rio Grande do Sul, onde o seu partido faz parte da administração.

Isso não é atitude de alguém íntegro. E sem dúvida não é algo sério, por isso já me convenci do meu erro nesse quesito

Hoje, talvez pra tentar sair do foco em relação às suas idiossincrasias em relação ao governo Yeda, decidiu mandar o presidente Lula calar a boca. Isso porque não gostou das declarações do presidente em relação ao imbróglio Lila e Dilma.

É uma atitude esperta. Fazendo isso, continua mantendo-se em alta com a imprensa anti-lulista, a mesma que o poupa e não lhe cobra seriedade e coerência em relação às acusações de corrupção no governo gaúcho.

Você não acha que quem deveria calar a boca em relação a qualquer cobrança no plano federal enquanto não fizer a lição de casa no seu estado é o senador Pedro Simon? Pois eu acho.

Não sou mal-educado e por isso não lhe mandarei passar o zíper nos lábios, até porque o senador tem quase idade para ser meu avô. E aprendi com dona Clô que devemos respeitar os mais velhos.

Mas como também aprendi que perguntar não ofende, colocarei o assunto em forma de questionamento. Que tal, hein senador, não dá pra fechar a tramela? Pega muito mal para alguém da sua idade sair por aí fazendo esse tipo de circo. Mandar um presidente da República calar a boca não é só deselegante, é tosco.

Se frase semelhante fosse dita por uma mulher de esquerda, certamente ela seria acusada histérica e desequilibrada. Como é de um gaúcho crítico do governo Lula, trata-se de algo corajoso. Os tais pesos e medidas.

Aliás, a Yeda Crusis já andou dizendo por aí que se o PMDB lhe der uma banana no Rio Grande, vai mostrar que boa parte das acusações de corrupção contra o seu governo tem as digitais de gente do partido.

E aí, senador, foi por isso que na última reunião do PMDB gaúcho os senhores decidiram continuar dando sustentação ao governo dela? É medo? Porque o senhor não mandou ela calar a boca?

PS: Voltei das férias. Foram ótimas. Consegui desligar do celular e do computador, por isso não respondi emails neste período. Agora estou fazendo isso aos poucos. Depois de 20 dias, tinha mais de 5 mil mensagens na minha caixa.

O que a gente não sabia da Confecom...

Deve existir, em algum cartório, um acordo assinado entre Governo Federal e as entidades representadas pela ANJ [Associação Nacional de Jornais] e ABERT [Associação Brasileira de Rádio e Televisão], que garanta o alinhamento de tais entidades à pré-candidata à Presidência da República Ministra Dilma Rousseff.

Pois apenas este acordo assinado, justificaria a obstinada intenção do Governo Federal em manter 40% de delegados para o segmento empresarial da comunicação na I Confecom - Conferência Nacional de Comunicação, mais o voto qualificado de 60% para os temas sensíveis desta Conferência. Mesmo depois da saída da ANJ e da ABERT da Comissão Organizadora Nacional...

Não conseguimos vislumbrar outra razão, senão a eleitoral, para garantir a presença de um segmento da sociedade civil, que não possui tal representatividade, na I Confecom. Provavelmente, uma barganha: o Governo garante uma Conferência com o jeitinho do empresariado e, no dia seguinte, jornais, rádio e tv passarão a adotar a política "Amamos a Dilma!".
Justificar
Só pode ser isso! Acordo assinadinho: a Conferência beneficiando os empresários e a Dilma é eleita com "aquela" ajudinha!

16 de agosto de 2009

São Gabriel, RS

São Gabriel, RS, agosto de 2009.

Depois de serem despejados violentamente da prefeitura municipal pela Brigada Militar, com 26 pessoas feridas, quando policiais militares usaram, inclusive, o choque elétrico para torturar, integrantes do MST ocupam área anexa a assentamento para pressionar governos federal, estadual e municipal a atenderem suas demandas.

A ocupação da prefeitura foi uma tentativa de denunciar o descaso com as famílias assentadas no município e reivindicar direitos. Até agosto, 400 crianças permanecem sem escola e outras três morreram por falta de atendimento médico.

Assista no link abaixo um vídeo com depoimentos de assentados sobre a situação em São Gabriel e imagens do acampamento no sábado, 15 de agosto:


14 de agosto de 2009

RSurgente ao vivo hoje!

La Vieja anuncia:

Marco Aurélio Weissheimer participa, hoje,
na Rádio Guaíba, do programa Espaço Aberto, capitaneado pelo jornalista Gustavo Motta. O entrevistado será Fábio Medina Osório, advogado da governadora Yeda Crusius (PSDB).

O programa inicia às 13h15min e vai até às 14h30min. Ouça aqui.

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No FSM de 2005
, numa daquelas atividades autogestionadas do Fórum, Pedrinho Guareschi provocouo Mario Lio [Via Campesina], no bom sentido, de que, ao vivo, é importante dar entrevistas. Se tem gente que ainda não sabe, o MST tem, por norma, não dar entrevista para nenhum veículo da mídia corporativa, porque sabem que as reportagens serão editadas do jeito que o patrão do jornalista manda - ou seja, desqualificação total do movimento.

Outra situação complexa, é dar legitimidade para empresa de comunicação da mídia corporativa, através da presença do movimento social. O convite ao Weissheimer não é por acaso: denota reconhecimento do seu trabalho na Internet [o apresentador Gustavo Barreto provocou o Sen. Parlapatão com a dupla moral, recordam?] e temor pelo conteúdo que ele apresenta ao público, através desse espaço. Isso é positivo.

Por outro lado, deveremos prestar atenção ao espaço reservado ao Marco para as suas perguntas ao advogado da Governadora. É aí que a
porca torce o rabo e a intenção da empresa passar por "democrática" se expressa, ao não o deixarem falar.

Temos absoluta certeza que o Marco compreende essa complexidade, saca a intenção da RBS, mas arrisca a oportunidade. Sabem como é, ao vivo não há edição que segure e só uma pergunta bem feita é o suficiente!

Ato em frente ao Piratini

SEXTA FEIRA 14/08 COBERTURA DOS PROTESTOS AO VIVO DE PORTO ALEGRE, TRANSMISSÃO ABRAÇO-RS PELO http://www.abracors.org.br

Chantagem?


Do blog O Partisan:

Importante ler atentamente esse trecho da degravação de uma conversa entre dois denunciados pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa (pg. 1043/1044). Essa conversa também dificilmente será noticiado ou terá evidencia no oligopólio midiático regional.
O acusado Flávio Vaz Neto conversa com Andréia, a qual reclama do assédio de uma jornalista chamada "Rosane". A jornalista estaria ameaçando noticiar que Andréia seria amante de Vaz Neto.
Mas o fundamental é o motivo do assédio promovido pela jornalista. Diz a interlocutora do acusado "eles não querem atingir a mim, nem a ti, nem quem quer que seja. Eles querem atingir o relatório". O relatório em questão é o da CPI do DETRAN.
A preocupação principal desse veículo de comunicação, fica claro, não é informar seus leitores. O objetivo é produzir factóides convergentes com seus interesses, manipulando a opinião e percepção da sociedade acerca dos fatos.
Como já dito aqui, ainda há muito para contar sobre a relação do oligopólio midiático com os principais personagens dessa quadrilha de alta periculosidade.

CICLO DE DEBATES: PORTO ALEGRE E O GUAIBA – O FUTURO DE UMA RELAÇÃO


Primeiro Encontro

A cidade e o Guaiba: encontro ou enfrentamento?

A quem pertence à orla do Guaiba? O que a população quer fazer com ela? É possível um planejamento que evite as intervenções isoladas e imprevistas?

Local: Plenário Ana Terra - Câmara de Vereadores da Prefeitura de Porto Alegre

Dias: 18 e 20 de agosto de 2009

Horário: Das 14h00min às 17h30min

11 de agosto de 2009

Conversa ao pé da orelha com o Nelson?

Essa notícia foi pescada no blog O Partisan:
Esse trecho muito interessante da degravação de uma conversa entre dois denunciados pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa (pg. 195) dificilmente será noticiado ou terá evidencia no oligopólio midiático regional.

O Deputado José Otávio Germano se queixa de uma matéria do jornal Zero Hora para Dornel Maciel. Depois faz o seguinte encaminhamento: "Tem que pegar aí um grupo que não esteja diretamente envolvido e ir lá falar com o Nelson, viu".

Falar com o Nelson da RBS.

No que diz respeito as relações com a mídia, o modus operandi dos acusados de saquear os cofres públicos é muito similar nos casos que envolveram o banqueiro Daniel Dantas e os denunciados na Operação Rodin. Trata-se de cuidar da imagem dos seus integrantes perante a opinião pública, para confundi-la, passando uma imagem de lisura e idoneidade. Para tanto, aproximam-se de jornais, agências de publicidade e de profissionais da área de comunicação, investindo em versões favoráveis aos seus interesses ou projetos.

Uma história que ainda aguarda para ser contada.

Não é agora que ela cai...


Está lá no Portal Terra: A Juíza Federal de Santa Maria Simone Barbisan Fortes negou o pedido de afastamento de Yeda Rorato Crusius do cargo, solicitado pelo MPF, por se tratar de assunto pretérito à assunção ao cargo e pela complexidade do processo. Avaliou que a permanência da Governadora não influenciará na produção de provas. A Juíza Fortes liberou a divulgação de parte do processo, menos as que dizem respeito às informações bancárias, financeiras e fiscais [hoje, de conhecimento público, uma vez que o processo vazou na rede mundial de computadores].

Era de se esperar. A situação institucional no RS é gravíssima. Aceitar o pedido de afastamento, agora, daria margem para uma luta judicial, cujo mérito seria o afastamento, não as suas razões. Além disso, baixaria o terror* no Estado. Agora, a alegação de este ser um tema pretérito foi um pouco longe demais, pois até o reino mineral já sabe que a Senhora Crusius continuou se beneficiando da fraude do Detran depois de eleita. Parece que a Juíza optou por uma justificativa mais "técnica", baseada no início da fraude, de fato, anterior ao Governo de Yeda Crusius [PSDB] - gestão do então Secretário de Segurança José Otávio Germano [PP], durante o Governo Germano Rigotto [PMDB, 2003-2006].

Yeda permanece um pouco mais em seu cargo no Executivo, escorada, evidentemente, pois não o exerce há muito tempo...

Imagem: "O Início" do Hupper


*Salve, Katarina!

10 de agosto de 2009

Tarso Genro e o efeito Mampituba

Rio Mampituba

Fez bem o Ministro Tarso Genro em cobrar, do Senador Parlapatão Pedro Simon, provas sobre aquilo que ele afirma em relação ao trabalho da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.

Mas o que nos chamou a atenção, foi a sua declaração final, grifada mais abaixo. Tal como Simon, Tarso também sofre do efeito Mampituba: parece que desconhece a História recente do RS. Isso de esperar que o debate não seja pautado pelo tema corrupção e de que outros governadores passaram pelo que a Yeda passa, é, no mínimo, uma leviandade. Que história é essa?

Primeiro, porque as gestões PMDB de Antonio Britto e de Germando Rigotto passaram de lombo liso. Segundo, porque Olívio Dutra foi massacrado pela oposição impiedosamente [entenda-se mídia corporativa articulando a campanha]. Yeda Crusius, por outro lado, e com muito esforço, só, agora, tem sua gestão desnudada.

Então, não venha Tarso Genro bancar o bom moço a la Rigotto. As eleições de 2010 serão uma das mais sujas da nossa História republicana. A mídia demonstra, todos os dias, de que lado está nesse pleito, mesmo quando são tornadas públicas as provas de corrupção dos governos que ela sempre apoiou.

Não é o momento para bom mocismo, para campanha política aguada, onde ninguém levanta a voz, com medo de que algum âncora imbecil da mídia corporativa sentencie, após cada debate, com toda a empáfia que lhes é peculiar: foi uma baixaria...

Qual o problema, que tem Tarso Genro, em tratar de corrupção na campanha de 2010? O Ministro tem alguma ilusão de que a mídia e a direita não requentarão, com a maior desfaçatez, a CPI da Segurança e o "mensalão"?

O debate político sério, contundente precisa acontecer, precisa ser recuperado, doa a quem doer. Quem tem que fazer a política, são os políticos. Chega de marqueteiros e suas afetações.

Abaixo, a matéria do Estadão:

Simon e a ética do Mampituba
- Blog Viomundo [do Estadão]

PORTO ALEGRE - O ministro da Justiça, Tarso Genro, criticou hoje o senador Pedro Simon (PMDB-RS) por ele ter apresentado, em sua opinião, "uma ética em Brasília" e outra diferente no Rio Grande do Sul. "O senador Simon inaugurou a ética do Mampituba", afirmou o ministro. Mampituba é um rio que faz a divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o nome em tupi-guarani significa "rio de muitas curvas" e é uma expressão muito usada pelos gaúchos para diferenciar o que ocorre no Estado e no resto do País. "Lá em Brasília, ele tem uma ética, fala uma linguagem", declarou. "Aqui no Rio Grande do Sul, ele fala outra ética", criticou Tarso.

Na avaliação do ministro da Justiça, Simon defendeu, em Brasília, uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar operações contábeis da Petrobras que permitiriam redução de impostos. No Rio Grande do Sul, foi contrário à criação de uma CPI para investigar o governo Yeda Crusius (PSDB) - que ganhou as assinaturas necessárias para ser instalada na semana passada, depois que o Ministério Público Federal ingressou com ação de improbidade administrativa contra a governadora e mais oito pessoas.

Tarso também questionou o que considerou "acusações implícitas" feitas por Simon ao comportamento da Polícia Federal no Rio Grande do Sul e disse que solicitou, há uma semana, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que acionasse o controle interno do órgão "para verificar se houve algum tipo de indução por parte do Ministério da Justiça".

Com a abertura do procedimento, Simon terá oportunidade de apresentar provas ao procurador, "se não quiser passar por uma pessoa irresponsável", avaliou o ministro. Em maio, Simon havia responsabilizado Tarso por ações da PF que estariam criando "confusão" no Estado, em sua visão. Hoje o ministro voltou a defender a conduta da PF e disse esperar que o senador apresente ao procurador provas de qualquer tipo de "descontrole", sob pena de "passar por falastrão".

Questionado sobre sua expectativa para a campanha eleitoral no Estado, Tarso defendeu que o debate não seja pautado pelo tema da corrupção. "Não deve ser uma eleição radicalizada", analisou, após participar de lançamento de programa de prevenção ao uso de drogas, que começa por cinco regiões metropolitanas, incluindo Porto Alegre. "Isso que a governadora (Yeda) está passando aqui outros governadores já passaram e o processo político não se alterou", comparou o ministro, indicado como pré-candidato ao governo por seu partido.

Baile no Piratini, só de perneira

Quando a governadora Yeda Crusius alega que existe um serpentário no Palácio Piratini, essa afirmação parece uma declaração de quem perdeu o controle de suas faculdades mentais.

Mas a história de ex-ocupantes daquela Casa e de certos aspirantes demonstra que a sua afirmação não é tão estapafúrdia, quanto parece!

Ao que tudo indica, a destreza em manipular ofídios tornou-se condição sine qua nom para ocupação desse cargo.

Yeda, talvez por não dominar esta arte, encontra-se em situação tão delicada...



Ou, quem sabe, por não dominar as malícias dos seus ex-aliados. Mas, mesmo não dominando tais malícias, a prudência deveria ter falado mais alto com a governadora tomando a providência elementar de exterminar os ninhos das tais serpentes.

Depois de ter levado umas boas picadas, ela, por sua vez, também se tornou peçonhenta e mandou recado para quem quiser ouvir: Não vou cair sozinha.

E segue o baile...

Imagens: Hupper e Internet.

8 de agosto de 2009

Memória

Contraponto

Corrupção no PSDB: dois pesos, duas medidas

Do blog FBI - Festival de Besteiras da Imprensa:

Dois pesos, duas medidas: Organizações Serra exuberam na defesa da imagem dos tucanos acusados de corrupção!

A cobertura das Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) sobre os escândalos, irregularidades, ilegalidades e crimes cometidos pelos tucanos de bico longo, mais que uma grande besteira, é uma vergonha para os brasileiros!

A mais recente ação do Ministério Público em relação à super-denunciada Governadora Yeda Crusius, sobre irregularidades e desvio de dinheiro do DETRAN gaúcho, levou a TV Globo a sair em socorro da imagem da tucana, muito diferente do que faz quando o alvo é o presidente Lula, seu governo ou seus aliados.

Vejam um trecho do Jornal Nacional e entenderão o que estou dizendo:

Diz o Bonner:

A governadora Yeda Crusius, do PSDB, disse hoje que vai fazer uma reclamação ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, sobre a atuação dos Procuradores da República, que pediram o afastamento dela do cargo, por improbidade administrativa.

Em Porto Alegre, os procuradores divulgaram os nomes de Yeda e de mais oito suspeitos de envolvimento de desvio de dinheiro do Detran, mas não detalharam as acusações contra cada um, alegando segredo de Justiça.

Ato seguinte, apresenta a governadora espinafrando o Ministério Público (com o apoio tácito da Globo).

Se fosse o contra o presidente Lula, como já cansamos de ver e ouvir, seria mais ou menos assim:

Presidente Lula é acusado, pelo Ministério Público, por desvio de dinheiro do Denatran. Senador Pedro Simon pede CPI do Denatran e diz que é caso de impeachment.

E aí, ao invés de dar voz ao acusado, como fez com a governadora Yeda, daria voz ao Procurador e, em seguida, ao eloquente senador do PMDB, que falaria as mesmas besteiras de sempre.

No dia seguinte, manchete do Globo:

Oposição pede o impeachment do presidente Lula, por desvio de dinheiro do Denatran!

Vocês já viram esse filme várias vezes, não?

Como diz o Boris Casoy: UMA VERGONHA essas Organizações Serra!