25 de maio de 2009

Ainda sobre a dupla moral - 2

Recebemos carta aberta do Prof. Althen Teixeira Filho, UFPEL, na qual ele refresca a memória do Senador Vitalício:

Ilustre senador Pedro Simon

Envio-lhe esta correspondência aberta por vários motivos, mas citaria como principal a liderança que Vossa Senhoria desempenha nos fatos políticos do RS. Também, por conhecê-lo pessoalmente, sei da sua óbvia preocupação com a região, por conta das várias conversas cordiais que tivemos no seu gabinete em Brasília, escutando atentamente muitos dos fatos que levaram à greve os professores das universidades federais brasileiras.

Numa destas ocasiões, tive a oportunidade de receber em seu gabinete o livro do qual reproduzo a capa abaixo, cujo título é: “O boicote às CPI facilitaram a corrupção”.

Assim, sem mais delongas e objetivamente, venho exortar-lhe a estimular os deputados estaduais peemedebistas, que apóiem o processo investigativo sobre os acontecimentos descabidos e jamais registrados na história de qualquer governo do nosso Rio Grande do Sul. As justificativas que os titubeantes e relutantes deputados oferecem são ofensivas ao bom senso da população, que repele abismada tais tergiversações e embromações, as quais, certamente, servirão de referência na escolha dos candidatos em processos eleitorais futuros. Já não bastassem as surpresas e sobressaltos vergonhosos que os políticos vêm oferecendo à nação, agora, mimetizando o título do seu livro “O boicote às CPI facilitaram a corrupção”, optam por um malabarismo político de acobertamento de fatos que exigem o necessário esclarecimento.

Assumirá o PMDB gaúcho a peja de sombrear episódios que exigem aclaramento? Por acaso o PMDB boicota esta investigação por estar no amálgama deste processo?

Mais uma vez somos gratos pela receptividade que sempre tivemos da sua parte e dos seus assessores, a quem enviamos cordiais saudações.

Prof. Dr. Althen Teixeira Filho*
Professor Titular
Universidade Federal de Pelotas
Instituto de Biologia
Disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos

[*Telefones e endereços eletrônicos suprimidos nessa postagem por decisão nossa.]

Sobre o bairro Cristal

E as transformações nele ocorridas... Do blog Alma da geral:

Ainda sobre dupla moral...

Lemos, no RSurgente, artigo de Saulo Bartini que deve ser retransmitido e guardado nos favoritos!

Simon, a cara hegemônica do Rio Grande

Saulo Bartini escreve:

A primeira necessidade é admitir: o projeto de Brizola não conseguiu se enraizar nacionalmente e hegemonizar o país. E o PT gaúcho – mesmo reunindo Olívio, Tarso e Raul Pont – nem sempre conseguiu influenciar decisivamente os rumos do PT nacional. Por isto mesmo, um político como Pedro Simon é a cara hegemônica da política gaúcha no cenário nacional.

Afora o período do governo do Rio Grande, que até hoje causa arrepios ao “senador eterno” e ao povo gaúcho, e de um curto período de governo Itamar; Simon esteve sempre na oposição. Governar nunca foi com Simon: gemia, tossia, gesticulava e sofria muitíssimo com todas as dúvidas. O quê fazer, como fazer, por onde ir? Muitas dúvidas, nenhuma solução. Depois deste período – de 87 a 90, onde as sinetas do CPERS atormentavam sua vida – o alívio: o Senado e suas sessões, onde Pedro podia dormir à vontade. E, de vez em quando, bradar, atirar os dedos frenéticos, fazer um teatrinho contra a corrupção e reclamar da saudade do “velho MDB”.

Política com “P” maiúsculo, uma grande articulação nacional, um projeto consistente para o estado ou país, alguma relevância em alguma bandeira como educação, saúde, desenvolvimento, cultura, ciência e tecnologia? Nada! Tudo isto é muito complicado, dá muito trabalho, exige esforço, paciência e vontade. Tudo que Pedro não tem.

E quando alguém o acusa de ser o que realmente é – cansado, falso-moralista, elitista, discriminatório, silente com a direita privatista e duro com o PT – Pedro se atira num canto e murmura: ”este cidadão não tinha o direito de fazer o que fez”. Ao norte de Torres, Simon pontifica: “CPI é um direito das minorias”. Abaixo do Mampituba, CPI é coisa do PT, de briguinha eleitoral, de quem não quer investigar nada, só quer fazer luta política.

Infelizmente Simon é a cara hegemônica da atual política riograndense: enrugada, envelhecida, auto-referente, que se vangloria de um passado que é mais mito do que fato. Uma cara marcada pela irrelevância das propostas e pelo talvez acobertamento e, talvez conluio, com as talvez mais nefastas práticas políticas do último período. Ou será que todos esquecemos do Simon patético elogiando Duda Mendonça na CPI dos Correios quando o mesmo Duda afirmava ter feito a campanha de Pedro gratuitamente quando ele se elegeu senador em 1998?! Ah se as pedras do Piratini e as línguas de Antonio Britto e Eliseu Padilha falassem! Hoje Simon acusa Tarso de vazar gravações que comprometem mais e mais seus aliados políticos. Hoje Pedro defende esta vergonha política chamada Yeda Crusius. Até quando teremos Simon como expressão hegemônica da política gaúcha? Ou será que é isto mesmo que merecemos?

Charge: Eugênio Neves

Hoje, Ato contra o AI-5 da Internet na ALERGS*

O PL Substitutivo do Senador Azeredo, em seu cerne, atende aos interesses do capital. Isto ficou bem ilustrado no discurso do Sr. Ministro de Comunicação Hélio Costa, na abertura do Congresso da Abert, no qual ele afirmou que os jovens devem se "despendurar da Internet" e "devem" assistir TV e ouvir rádio.

Mais do que a preocupação com o que se baixa da Internet, esse projeto mira é no que se sobe nesse espaço, que se tornou ferramenta de participação direta e produção de conteúdo. Por exemplo, o ato pelo impedimento do Ministro do STF Gilmar Mendes foi transmitido, ao vivo, via Internet, através de uma câmera de um celular. Outros exemplos: pautas, que não são tratadas pelo Grupo RBS ou Rede Globo e pelos demais representantes da mídia corporativa, só são encontradas na Internet, como detalhes dos escândalos de corrupção envolvendo Daniel Dantas, Camargo Correa e, no campo político, os da nossa "casa": Governos Yeda Crusius e José Fogaça.

Evidentemente, propugnamos por legislação que garanta os Direitos Civis da Internet. Em última instância, a Constituição Federal e o Código Penal brasileiro já dão conta do que é crime a ser aplicado na Internet. Mas denunciamos a criminalização da participação direta da população na produção de conteúdo, na manifestação de seu pensamento, estes sim, a grande preocupação das corporações que não suportam qualquer resquício de democracia, pois isso atenta aos seus interesses privados.

Conclamamos, para que fiquem atentos a 1ª Confecom e participem das suas instâncias municipais e estaduais. É a primeira vez, que a população brasileira é chamada para discutir a Comunicação Social neste país. Como disse Herbert de Souza, o Betinho, o termômetro da democracia é a participação da população na comunicação.

Arte: Hupper
*Esta foi a nossa manifestacao, em nome da Comissao RS de Mobilizacao da I Conferencia Nacional de Comunicacao, no Ato realizado na ALERGS. Atualizado em 25 de maio de 2009, 19h30min.

Para não esquecer

Em ano pré-eleitoral...

Marcha pela Educação



Ocorrida no dia 22 de maio de 2009, como atividade do XI Fórum Leituras de Paulo Freire, ocorrido na Faculdade de Educação da UFRGS.

Este ano, o tema do Fórum foi Educação e Movimentos Populares Urbanos e Rurais.

Imagens: Claudia Cardoso

22 de maio de 2009

Documentário na Fabico


Ainda há tempo para se organizar e assistir ao filme "O Mundo Segundo a Monsanto" na Fabico, uma promoção do blog Jornalismo B.





Vambora!!!

21 de maio de 2009

Ato contra o AI-5 da Internet em Porto Alegre


Do blog Meganão:

A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade da autorização de nenhum governo ou corporação. Através dela foi democratizado o acesso à informação, que e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural, constituindo-se, assim, a maior expressão da era da informação. Devido ao seu caráter interativo, ela assume um papel de destaque como espaço democrático, fomentador do envolvimento social e humano, ferramenta mediadora da criação coletiva, oportunizando diversas possibilidades de manifestação cultural nos âmbitos locais e planetários.

A Internet reduz as barreiras de entrada para o trânsito de informações, para a disseminação de conhecimentos, e isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, eles se unem, para retirar da Internet, as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de conhecimento.

Um projeto de lei do governo conservador do presidente francês Nicolas Sarkozi, foi aprovada pelo Senado Francês, que agora passa pelo Conselho Constitucional e a esta lei irá bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos (as) de prática criminosa todos (as) os (as) seus (suas) usuários (as).

No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet, defendido pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), e já aprovado pelo Senado, será votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é “criminalizar” práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas e reforçar o DRM (DRM = Gestão de direitos digitais que consiste em impor mecanismo fisicamente nos equipamentos, para restringir cópias de conteúdos digitais como o objetivo de assegurar e administrar os direitos autorais e marcas registradas), o que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto também quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada, colocando em risco a privacidade dos (as) internautas e, se aprovado, elevando o já alto custo da comunicação no Brasil.

Além disso, os projetos de inclusão sociais, sejam Telecentros, Casas Brasil, Pontos de Cultura e Cidades Digitais, que proporcionam Internet livre para a população, serão prejudicados, reduzindo, desse modo, sua capacidade de expansão.

Para as propostas serem coletivas é preciso criar espaços públicos para a elaboração de sugestões que assegurem os direitos civis na internet. Ainda é necessário que Comitê Gestor da Internet no Brasil – CgiBr em conjunto com a sociedade, elabore propostas para serem debatidas nas conferências municipais e estaduais de comunicação.

Por isso, gostaríamos de convidá-la (o) a participar do ato público que será realizado no dia 25 de maio, às 14h:

- EM DEFESA DA LIBERDADE NA INTERNET;
- CONTRA O VIGILANTISMO NA COMUNICAÇÃO EM REDE;
- CONTRA O PROJETO DE LEI SUBSTITUTIVO DO SENADOR EDUARDO AZEREDO;
- PELO DEBATE SOBRE A GOVERNANÇA DA INTERNET NAS CONFERÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO.

- EM DEFESA DE UMA LEI DOS DIREITOS CIVIS NA INTERNET

LOCAL: ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RS – Sala Maurício Cardoso – 4º andar
Praça Marechal Deodoro, 101, Centro, Porto Alegre.

O ato também terá cobertura em tempo real pelo Twitter e pelo Facebook.

Primeira Convocatória já conta contamos com presenças de: Deputado Estadual Elvino Bohn Gass, Deputado Federal Pepe Vargas, Deputada Federal Manuela D’Ávila, Deputado Estadual Raul Pont, Deputado Estadual Ronaldo Zulke, Deputado Estadual Daniel Bordignon, Deputada Estadual Marisa Formolo.

Sindicatos, Entidades e Projetos:

Associação de Mulheres “Vitória-Régia”, Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Pontão Cultura Digital Minuano, Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, Ponto de Cultura Odomodê, Sindicato dos Bancários de POA, Movimento Música para Baixar, Ponto de Cultura Voluntário “Vitória-Régia” e Rede de Trocas Solidárias do RS, União Nacional dos Estudantes, Central de Movimentos Populares de Porto Alegre – CMP-POA, POA TV – Canal Comunitário de Porto Alegre, Conrad – Conselho Regional de Rádios Comunitárias, DIST-Brasil – Democracia, Inclusão Social e Trabalho, Comissão do Rio Grande do Sul Pró-Conferência Nacional de Comunicação, ASL – Associação software livre.org), PSL – Projeto Software Livre Brasil, CATARSE – Coletivo de Comunicação,Coletivo Ciberativismo.

Última atualização em Sáb, 16 de Maio de 2009 02:29

Site oficial Internet Livre!!!

O Ministro, os jovens e a TV

Pelo Animot:


Certa tarde de domingo, os desafortunados espectadores do Domingão do Faustão assistiram a mais ou menos o seguinte diálogo inusitado entre o apresentador Fausto Silva e a cantora Adriana Calcanhoto:
Fausto: Você gosta de música?
Adriana: Não, eu não gosto de música. Eu odeio música!
O diálogo acima foi inusitado pela resposta irônica da entrevistada, a qual é bem inteligente. Mas não é inusitado pela pergunta estúpida do apresentador. No Faustão, geralmente os entrevistados fazem cara séria, e respondem às perguntas estúpidas como se fossem perguntas inteligentes. Poucos não suportam a estupidez e chutam o pau da barraca, como Adriana Calcanhoto fez.

Programas de TV são povoados por perguntas e pressupostos estúpidos como os que regem a escolha de perguntas de Fausto Silva. (Lembre do "Homer" visualizado pelo jornalista responsável pelo Jornal Nacional.) A doutrina por detrás dessa escolha é que o incompreensível afasta o público, o compreensível o atrai. E a TV quer público em quantidade, pois é remunerada pela quantidade de público. Assim, o pessoal da TV faz perguntas estúpidas na TV e apresenta programas estúpidos porque assim supostamente mantém a audiência dos que não são estúpidos, pois esses podem compreender uma estupidez, e não afasta a audiência dos estúpidos, pois esses compreendem o que é suficientemente estúpido para seu nível de compreensão.

A doutrina acima é perversa, pois estimula a estupidez, e essa não é um bem social, nem deve ou precisa ser estimulada. Podemos chamar tal doutrina da TV de doutrina da estupidez. Se essa doutrina está certa, então os mais estúpidos não são afastados, e os mais espertos aguentam o que é estúpido, pois isso ao menos é compreensível, e todos querem o conforto do conhecido, todos têm medo do desconhecido.

Bem, mas a doutrina está errada, pois nem todos têm medo do desconhecido, e os mais espertos preferem programas mais espertos. Eis porque, com a vulgarização do acesso à internet e a outras mídias onde todos podem produzir conteúdo, e há mais inteligência, houve migração e transformação de espectadores da TV para agentes do universo da web. E assim a TV e outras mídias que se regem pela doutrina da estupidez perderam público.

Entra o ministro das comunicações do Brasil, o sr. Hélio Costa. Ele está muito preocupado com o faturamento das empresas de rádio e TV, nem um pouco preocupado com a nocividade da estupidez para os jovens, como mostra a seguinte notícia:
“Juventude tem que “despendurar” da internet e voltar a ver TV, diz ministro

A abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Abert, nesta terça-feira, 19, contou com um comentário inusitado do ministro das Comunicações, Hélio Costa. O ministro fez uma defesa arraigada do setor de rádio e televisão, e sugeriu que os jovens devem usar menos a internet e assistir mais programas de TV e de rádio.

“Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”, afirmou o ministro em seu discurso, após relembrar a distância entre o faturamento da radiodifusão e das telecomunicações. “O setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está”, provocou o responsável pelas comunicações do país.” (Teletime)
O Hermenauta comenta:
Vejam que o Ministro não está dizendo que os jovens têm que largar a internet e ir namorar, ou estudar, ou praticar esportes. Está dizendo que os jovens têm que despendurar da internet -- que é uma indústria de telecomunicações -- e se pendurar na televisão -- que é uma outra indústria de telecomunicações, mas é mais próxima ao Ministro.
E, por que os jovens têm que voltar para a TV? Ora, porque o setor de rádio e TV fatura apenas 13 bilhões/ano de um total de 110 bilhões/ano faturado pelo setor de comunicações, só por isso!

Ainda bem que Hélio Costa não é ministro da saúde, pois ele poderia ser convidado a palestrar em um congresso da indústria farmacêutica, e acabaria reclamando das pessoas que abandonam o cigarro e não desenvolvem câncer e das pessoas que abandonam o açucar e não desenvolvem diabetes.

Inicia o XI Fórum de Estudos "Leituras de Paulo Freire"


Dia 21/05/09 - quinta-feira - 20 horas
Painel: Movimentos Sociais Urbanos
Diálogos freireanos: trabalho, movimentos sociais e educação

Dia 22/05/09 - sexta-feira - 17h30min
“Marcha em defesa da Educação”
Saída: UFRGS
Chegada: Mercado Público

TODAS E TODOS LÁ!
LEVEM SUAS FAIXAS!


Programação completa AQUI.

Manifestação contra o espigão da Lima e Silva

Clique na imagem para ampliá-la.

19 de maio de 2009

Municiparios em Campanha Salarial


Muito bom este cartaz do SIMPA: associa o jornaleco da Azenha à política partidária, à Governadora Yeda Crusius e ao Prefeito José Fogaça, ambos envolvidos em escândalos de corrupção, ambos com políticas salariais que prejudicam os servidores públicos.

Acertou na dose! Só falta, agora, preparar atos de mobilização em frente ao Grupo RBS...

Atualizado dia 20 de maio de 2009, às 01h34min.

12 de maio de 2009

mobilização pelo impeachment de Yeda Crusius, terça, às 10h,

Do blog Caras Pintadas:

O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS chama para um ato nessa terça-feira, dia 12 de maio, com concentração às 10h na Esquina Democrática. Esse será uma semana de mobilizações. Vamos exigir o impeachment da governadora. Nem um minuto a mais para Yeda Crusius!
Foto: Débora Birck

Municipários em Campanha Salarial - Errata

Dia 12 de maio, 16 horas*, no Centro de Eventos do Parque da Harmonia, acontece Assembleia do SIMPA para tratar da campanha salarial de 2009.

COMPAREÇA!!!
* Atualizado às 13h07min, 12/05/09. Na página do SIMPA, ainda consta 14 horas.

11 de maio de 2009

Além da chinelagem da RBS, o que pretende a Veja?

Sábado, vimos imagens inacreditáveis. A RBS TV tem um jornal que passa no início da noite e a pauta era uma entrevista com a desgovernadora Yeda Crusius [PRBS-PSDB] sobre algum escândalo [não sabíamos ainda da reportagem da revista não-Veja], com direito a imagens da casa da rua Araruama. Ficamos extremamente chocados com a cara-de-pau da RBS, em abandonar o navio tal qual os ratos do ditado: caem fora primeiro.

Mas não adianta a RBS se fazer de boazinha neste exato momento. Está mais do que sabido o seu envolvimento na campanha eleitoral 2006 pró-Yeda Crusius, bem como a blindagem que promoveu, até Fogaça [PRBS-PMDB] aparecer, informalmente, como futuro candidato desta coligação ao Governo do RS. O descaramento da RBS já aparece, quando, ao se reeleger, dias depois, Fogaça posa como suposto nome ao Piratini nas páginas do jornaleco da Azenha.

E em se tratando de apoio da RBS à então candidata Yeda Crusius [PSDB], o Dialógico estampou a formação de subjetividade pró-Yeda, graças às imagens fornecidas pelo amigo do blog A Carapuça, num debate promovido pela TV COM em outubro de 2006:

Na época, escrevemos:

Soubemos, depois, que da metade do debate em diante, mudaram o enquadramento.
Provavelmente, a reclamação foi grande e, antes que e empresa pudesse ser responsabilizada por crime eleitoral, trataram de suspender o golpe.

Mas o que causa estranheza é o papel da revista não-Veja nessa história do depoimento de Magda Koenigkan, muito bem documentado no blog RSurgente [1, 2, 3, 4, 5, 6.] O PSOL já havia feito essas denúncias anteriormente, e a RBS preferiu ignorá-las na ocasião [agora, até imagens da casa aparecem na TV!]. Por isso, para quem se informa na blogosfera, tais palavras de Magda não causam surpresa.

Na nossa hipótese, acreditamos que há dedo do PSDB nacional nessa confusão. Não é de hoje, que há rumores de descontentamento dos dirigentes nacionais com a desgovernadora. Escândalos de corrupção, às vésperas de eleição para Presidência da República, é tudo que José Serra e cia. temem, pois podem atrapalhar a campanha. Já bastou a cassação de Cássio Cunha Lima [PSDB/PB].

Como a revista dos Civita perdeu de vez a credibilidade; como o RS perdeu prestígio nacional; como é preciso desviar a atenção do Governador José Serra [PSDB/SP] frente aos que ainda se prestam a ler essa publicação do PIG; pautar os escândalos do desgoverno Yeda Crusius, pelos Civita, é uma boa saída para angariar simpatias, "sanear" o PSDB e partir para uma eleição tucana em 2010, com tudo "ético" [sic].

Nós desconfiaremos sempre das atitudes da imprensa golpista. Essa gente tem lado, e é o lado do capital financeiro. Como a "fruta" Yeda está podre, é bem provável que a árvore "PSDB" queira extirpá-la para bem não contaminar a eleição de 2010 de seu provável candidato. Nada mais "natural" que a Veja sirva de meio para acabar de vez com o reinado da rainha das pantalhas.

8 de maio de 2009

Blog RSurgente no Blogspot

Gente, o RSurgente deve ser acessado pelo endereço http://rsurgente.blogspot.com.

Segundo o Marco, "surrupiaram" o rsurgente.net.

Não houve perda do conteúdo.

Então, tá, né? Nossa hipótese é a de que esse episódio se assemelha a estes aqui.

Verdades e mentiras sobre o fim dos jornais

Por Julio Daio Borges para o Digestivo Cultural:

"Os jornais não vão acabar" — Os jornais estão acabando. Até a Veja já sabe. É natural que jornalistas — e demais envolvidos na cadeia produtiva de um jornal — neguem a evidência até a morte. Mas, ao mesmo tempo, espera-se que tenham o mínimo de honestidade para informar, ao público leitor, quando a realidade se torna absolutamente incontrastável. Assim, na próxima vez que você encontrar um jornalista, e ele tentar te convencer do contrário, só existem duas alternativas: ou ele está mentindo deslavadamente (para preservar sua posição) ou ele está imperdoavelmente mal informado.

"Uma mídia não substitui a outra, assim como a TV não substituiu o rádio etc." — É muito bonito esse discurso, mas ele é falacioso. Ninguém, em sã consciência, nega que o jornal perdeu espaço para o rádio (na primeira metade do século XX); que, por sua vez, perdeu espaço para a TV (na segunda metade do século XX); que, por sua vez, está perdendo espaço para a internet (no começo do século XXI). Estamos falando do tempo das pessoas — e, como qualquer grandeza física, ele não é infinito. Historicamente, e culturalmente, se você quiser pensar: qual rádio tem hoje a penetração que a Rádio Nacional teve nos anos 30? E qual televisão tem hoje a penetração que a TV Record teve nos anos 60? Quem é maior, a Globo ou o Google?

"Mas o CD não acabou com o LP; e o download não acabou com o CD" — OK, não acabou. Mas quantos CDs você comprou ultimamente? E quantos LPs? Nenhuma mídia física precisa ser varrida da face da Terra para que seja decretada oficialmente a sua extinção. Estamos falando num sentido mais amplo. O CD, para a circulação de música, tornou-se irrelevante. E, mesmo com o download pago, a indústria fonográfica não se reergueu como antes. É lógico que os jornais não vão sumir da nossa vista para sempre — mas se tornarão, como veículos, cada vez menos relevantes; como o CD, no caso da música, não serão mais centrais para a circulação da informação.

"A crise dos jornais é dos EUA, e não chegará ao Brasil" — Mentira, porque já chegou. E chegou antes da crise atual. Você sabe quanto a Folha — então "o maior jornal do País" — vendia nos anos 90? Nos tempos gloriosos dos brindes dominicais, chegava a vender algo na casa do milhão. E, recentemente, você sabe qual a circulação do jornal que ultrapassou a Folha e se tornou "o maior do País"? 300 mil exemplares. Menos de um terço do recorde dos anos 90. E você sabe quais são os números do primeiro trimestre de 2009? O Globo (260 mil), O Estado de S. Paulo (217 mil), Diário de S. Paulo (61 mil), Correio Braziliense (52 mil) e Jornal da Tarde (50 mil).

"Mas os jornais não vão simplesmente acabar, eles vão encontrar uma solução" — Meu amigo, nem o New York Times — indiscutivelmente, o mais importante jornal do mundo — encontrou. Por que, então, você acha que a solução vai surgir aqui no Brasil? A verdade é uma só: a publicidade na internet não tem como sustentar as redações dos velhos tempos (dos jornais). Nem o Google tem como sustentar. Nem Warren Buffett — um dos maiores administradores de empresas de todos tempos — tem uma solução para os jornais. Os administradores das empresas jornalísticas tiveram desde os anos 90 para se adaptar, economicamente, à Web — e seu tempo se esgotou.

"Os jornais físicos podem acabar, mas as empresas jornalísticas continuam"Nem sempre. Vale repetir: mesmo os sites mais lucrativos da internet no mundo não têm como pagar a conta das redações de jornal. Logo, os jornais têm duas opções: ou morrem, como veículos, com suas redações inchadas; ou se resumem à versão on-line, cortando a velha redação e se reestruturando com uma nova redação (enxuta). De qualquer forma, a relevância de um jornal impresso — que era quase um monopólio em muitas cidades do mundo — cai indiscutivelmente quando o veículo se resume à sua versão na internet, junto com zilhões de outros sites, blogs etc.

"O problema é que os blogueiros, no fundo, vivem de parasitar os jornais" — Se você lê a blogosfera mais desenvolvida da internet, aquela escrita em inglês, você sabe que não é verdade. Você já leu o TechCrunch? Você sabia que ele é "fonte" para todos os cadernos de informática e internet que você lê aqui no Brasil? Você sabia que o TechCrunch já fez subir e descer as ações do Yahoo, quando este ameaçava ser comprado por uma das maiores empresas do mundo, a Microsoft? Você sabia que o TechCrunch está lançando um concorrente para o Kindle da Amazon? E você sabia que o TechCrunch começou como um blog?

"Mas é só em tecnologia que os blogueiros dominam" — Vou dar só mais um exemplo do TechCrunch: foi ele, e não a imprensa cultural norte-americana, que revelou o plano das grandes gravadoras para a música: manter o CD vivo só até 2011. Você leu isso em algum outro lugar? Aposto que nem mesmo num "caderno de cultura" de jornal brasileiro! Sem falar na blogosfera política. Por que você acha que o Obama era chamado de "o candidato da internet"? Porque ele arrecadou, graças à Web, como nenhum outro candidato antes na história (durante sua campanha). Você acha que existe algum limite para uma mídia que pode eleger o homem mais poderoso do mundo?

"No fundo, no fundo, os blogueiros estão loucos para publicar em jornal" — Pense bem: você acha que o Michael Arrington, do TechCrunch, com milhões de visitantes por mês, e milhões de dólares no banco, prefere — na verdade — ser "editor do tecnologia" do New York Times? Ora, c'mon! Você acha, mesmo, que ele vai querer ser menos influente, e ganhar menos dinheiro, só para publicar no New York Times? Ele, provavelmente, já deve ter publicado em todas as mídias que uma dia desejou e já deve ter recebido todos os convites do mainstream jornalístico — mas ele prefere fazer do TechCrunch uma das principais fontes de informação do mundo (e não só em matéria de tecnologia). Não é tão difícil de entender, vai... Até um jornalista, no lugar dele, preferiria!

"Mas não existe nenhum blogueiro, no Brasil, em situação parecida" — Você já ouviu falar do Interney? Você acha que o Edney Souza, mesmo não sendo nenhum TechCrunch, preferia trocar o blog dele, rendendo dezenas de milhares de reais/mês, por um "cargo" no Estadão, na Folha ou no Globo, que, além de nunca pagar o que ele já ganha, não lhe conferiria a mesma exposição em todos estes anos? E o Inagaki — você acha que, na realidade, ele preferiria ser editor do "Caderno2" ou da "Ilustrada"? Veja bem: nem o Noblat, que trocou um lugar na redação pela blogosfera, quer voltar para trabalhar em jornais. Nem o Pedro Doria, que defendia com unhas e dentes as redações de papel, agora deixa de empreender na internet.

"Quando os jornais acabarem, você vai se arrepender: as noticias vão acabar" — Quanta bobagem. Há muito tempo que os jornais vivem das notícias que recebem das ... agências de notícias! Tudo bem que, no Brasil, muitas delas coincidem com as próprias empresas jornalísticas (Agência Estado, por exemplo). Mas as agências de notícias, ao contrário dos jornais, não morrem, sobrevivem. E você sabe por quê? Porque elas vendem notícias para os portais de internet, que não vão acabar como os jornais. Aliás, foi esse fenômeno que permitiu o crescimento das agências de notícias, ao mesmo tempo que os jornais foram diminuindo, diminuindo...

"Quando os jornais acabarem, todo mundo vai sentir falta, inclusive você" — Agora talvez caiba um testemunho pessoal. Eu não leio mais nenhum jornal diário desde 2006. Você sentiu alguma diferença no que eu escrevo aqui, para o Digestivo Cultural? Embora brigue todos os dias com as assessorias de imprensa, elas me fornecem muitas informações (e elas não vão acabar como os jornais). Na minha área, como eu já conheço as pessoas, obtenho muitas informações diretamente também, falando com as próprias "fontes" (autores de livros, discos, filmes etc.). A imprensa foi uma referência para mim, mas, agora, não é mais. A internet é a minha referência.

"Mas quem trabalha com informação (como você) é a exceção e, não, a regra" — Pode ser, mas em quem você acha que as novas gerações vão se espelhar? Será que vão preferir se agarrar a uma mídia que está sucumbindo, ou vão querer participar de algo que está crescendo e que podem construir — mesmo não sendo jornalistas, mesmo não adotando a Web como profissão? Por que as novas gerações vão querer sustentar uma "casta", que lhes diga o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é ruim, quando podem meter a mão na massa, fazer ouvir sua voz, criar os veículos do futuro? Eu não pensaria duas vezes se fosse jovem. E olha que eu nem sou mais...

São Paulo, 7/5/2009

Consulta popular contará com 330 urnas na cidade

6/5/2009
Representantes da prefeitura de Porto Alegre e do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE) se reuniram ontem à tarde, na sede do órgão, para definir os detalhes da consulta popular sobre o projeto Pontal do Estaleiro, que autoriza construções residenciais no terreno do antigo Estaleiro Só, na Ponta do Melo, zona Sul da Capital.
Ao invés de 300 urnas eletrônicas, como previsto inicialmente, ficou acordado o uso de 330 terminais de votação, que serão distribuídos em 90 pontos da cidade. De acordo com o vice-prefeito José Fortunati, que irá coordenar o processo, o número é 10% superior ao empregado nas eleições dos conselheiros tutelares, que serve como modelo para a consulta do Pontal do Estaleiro.
Outra novidade é a concentração de urnas nos bairros que serão mais atingidos pelo empreendimento, como Cristal, Cidade Baixa e Menino Deus. "Essa região ganhará reforço devido ao impacto da proposta, que será maior ali do que em outras partes do município. No entanto, toda a cidade terá a oportunidade de participar", garantiu o vice-prefeito.
Além de oficializar a parceria, os representantes da prefeitura e do TRE decidiram formar um grupo técnico para operacionalizar a consulta. O Tribunal irá emprestar as urnas eletrônicas, fornecer o cadastro oficial dos eleitores e prestar assistência técnica à prefeitura.
"Aproximadamente 40 pessoas, entre técnicos da área de informática e servidores de cartório, irão se envolver na consulta, mas a supervisão do processo eleitoral será todo administrado pela prefeitura. Nossa participação se limita ao assessoramento", explicou o diretor-geral do TRE, Antônio Portinho da Cunha, ao lembrar que o órgão não responderá por eventuais problemas, como boca de urna.
Segundo o vice-prefeito, a totalização dos votos será feita pela Procempa, e o resultado deve ser conhecido no mesmo dia - mas o Executivo ainda não tem uma estimativa de custos.
Fortunati disse que pretende se reunir com o prefeito José Fogaça na próxima semana para definir a data da votação, que deve ocorrer na primeira quinzena de agosto. Neste encontro, também deve ser anunciada a composição da comissão eleitoral, que será formada por entidades da sociedade civil.
"Convidaremos instituições representativas como CUT, Força Sindical, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sindilojas, OAB, União das Associações de Moradores de Porto Alegre, entre outras", exemplificou.
Outro ponto que precisa ser detalhado é como se dará a "campanha" entre os defensores e os contrários à proposta ou como os moradores da Capital serão informados sobre o tema. Uma das ideias do vice-prefeito é solicitar a ajuda dos meios de comunicação. "Vamos fazer um apelo para que a mídia disponibilize espaços igualitários para ambas as partes."

Fonte: Jornal do Comércio

Sobre fonte$$$

Fora Mendes!

TUDO SOBRE A MOBILIZAÇÃO DO DIA 6 DE MAIO AQUI.

7 de maio de 2009

Gerdau tem prejuízo no 1º Trimestre de 2009

Lemos no Valor Online de hoje:

Lucro da Gerdau desaba de R$ 1,09 bilhão para R$ 35 milhões
Valor Online - 07/05/2009 12:28

SÃO PAULO - A queda na produção bateu forte nos resultado da Gerdau nesse primeiro trimestre de 2009. A companhia fechou o período com lucro líquido de R$ 35 milhões, uma pequena fração do R$ 1,09 bilhão obtido em igual período de 2008.

Apenas as operações no Brasil geraram ganho para a empresa. O lucro por aqui foi de R$ 472 milhões, queda de 9,8% no comparativo anual. Já nos Estados Unidos, o trimestre encerrou com prejuízo de R$ 78 milhões, contra lucro de R$ 310 milhões. Na América Latina, a perda foi de R$ 232 milhões, revertendo ganho de R$ 95 milhões. No segmento de aços especiais, o resultado foi negativo em R$ 127 milhões, depois de ganho de R$ 162 milhões um ano antes.

Entre janeiro e março, a receita líquida da siderúrgica caiu 22%, totalizando R$ 6,96 bilhões. O custo do produto vendido recuou apenas 9,3%, para R$ 6,177 bilhões.

As vendas consolidadas somaram 3,06 milhões de toneladas, montante 38% inferior àquele registrado um ano antes. Todos os segmentos - vendas internas, externas, operação dos EUA, América Latina e ações especiais - apresentaram contração.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) fechou o trimestre em R$ 599 milhões, ou 70% abaixo d o R$ 1,98 bilhão registrado em igual período do ano passado. A margem desabou de 22,2% para 8,6%

Fora as menores vendas, a empresa também teve maior despesa financeira e perda de 33 milhões com derivativos. Mas esses gastos foram compensados, em parte, por um ganho líquido de R$ 148 milhões com variação cambial.
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Prestemos atenção a possíveis demissões, às isenções fiscais e ao financiamento de campanha em 2010...

6 de maio de 2009

Fora Gilmar Dantas!



Vídeo, de celular**, da mobilização em frente ao STF.

Foto do G1. Autor: Marcello Casal Jr*.

Mais fotos AQUI.
*Atualizado em 7/5/09 às 19h10min. / **Atualizado em 8 de maio às 17h06min.

RS e a [des]educação

Recebemos correspondência a respeito da reporcagem, do jornaleco da Azenha, sobre o novo projeto de lei que altera a grade curricular das escolas estaduais do RS, tanto para o ensino fundamental, quanto do médio.

A moderninha Secretária Estadual Mariza Abreu, ao tratar da interdisciplinaridade no tal projeto, apresenta a seguinte política pública: professor e professora de uma determinada formação acadêmica e concurso específico, poderá se aventurar a dar aula de outra disciplina, mas pertencente à mesma área do conheicmento. Bastando para isso, claro, um treinamento anterior.

Por exemplo: pessoa habilitada em letras, com habilitação em língua portuguesa e em literatura, poderá dar aula de inglês, sem sequer saber a língua, pois receberá treinamento anterior.

A reporcagem cita fontes inspiradoras desse novo projeto, segundo Abreu: escolas paulistas, mineiras, argentinas e também o Colégio Aplicação.

Nosso interlocutor assim se manifesta:

A ZH estava hoje com uma matéria tosca sobra a nova política da secretaria de Educação do RS, e usou o Colégio de Aplicação [CAp] da UFRGS como exemplo de como essa política pode dar certo. Eu trabalho no CAp e afirmo que eles mentiram quando falaram que o CAp já adota o a proposta da SEC. da educação. As aulas são em blocos, para serem interdisciplinares, mas cada professor dá aula da sua disciplina junto com outros professores. Jamais um professor vai dar aula de uma disciplina que não é a sua. Essa proposta da Sec. é para sucatear ainda mais a educação, sobrecarregando os professores com tarefas que não são as correspondentes às de sua formação, além de servir de justificatica para contrarar menos professores, e pasteurizar ainda mais as aulas.

Ou seja, tudo bem que seja complicado [!!!!] obter informações sobre grade curricular de escolas paulistas, mineiras, argentinas e portuguesas. Mas o Colégio Aplicação fica em Porto Alegre! A Coordenação Pedagógica poderia muito bem explicar como se dá a Interdisciplinaridade [necessária, diga-se de passagem, mas jamais nesses termos] naquela escola padrão.

Sobram jornalismo chapa branca e sabujos na Ipiranga 1075!

Leiam também o Cloaca News sobre o mesmo tema.

As barragens da bacia do rio Santa Maria e a seca do verão-outono de 2009

Por Eduardo Lanna em seu blog Notícias do Pampa:

O grave evento de seca por que passa o estado do Rio Grande do Sul certamente será usado para tentar justificar a construção de cerca de 14 grandes barragens na bacia do rio Santa Maria, das quais 2 já foram iniciadas: as dos arroios Jaguari e Taquarembó. Por isto há necessidade de se colocar algum esclarecimento com base técnica para confrontar a argumentação oportunista dos que acreditam ou apregoam ser essa a solução para enfrentamento desse evento meteorológico.

Os benefícios de uma barragem

Inicialmente cabe comentar que os efeitos eventualmente benéficos de uma barragem se restringem às regiões onde a água nela armazenada alcançará. Isso insere as áreas marginais de jusante (ou rio abaixo) e as áreas no entorno do lago formado. Áreas mais distantes, para serem beneficiadas, demandarão a construção de canais de derivação que são caros e de custosa manutenção. Isso limita grandemente as áreas beneficiáveis por uma barragem. Em especial, as áreas localizadas à montante (ou rio acima) dificilmente terão acesso às águas, pois além de canais demandarão recalques, tornando-se absurdamente oneroso esse atendimento. Como regra geral, apenas para abastecimento humano, por meio de adutoras (condutos fechados sob pressão), será viável se cogitar em levar água para regiões de montante do reservatório.

A desproporção entre o consumo de água na irrigação do arroz e para abastecimento humano

A bacia do rio Santa Maria é caracterizada por ter grandes áreas dedicadas à irrigação do arroz, o maior usuário de água. Algumas cidades da bacia podem ter seus abastecimentos afetados nos períodos de irrigação do arroz, que ocorrem no verão. Para solucionar esse problema bastaria ou incentivar uma maior eficiência do uso de água na irrigação do arroz, para que sobre água para o abastecimento, ou construir pequenas obras de regularização.
Cabe comentar a desproporção entre o uso de água para irrigar arroz e para abastecer uma cidade. Grosso modo, em um hectare, uma lavoura de arroz relativamente eficiente consome durante sua temporada de cultivo (uns 100 dias) 10.000 m3 de água. Isso seria suficiente, no mesmo período de 100 dias, para abastecer 700 pessoas. Desta forma, com base nas estimativas do IBGE a respeito das populações municipais em 1/7/2008 (urbana e rural), a redução de apenas 60 hectares de arroz irrigado permitiria o abastecimento no verão dos municípios de Rosário do Sul ou Dom Pedrito, e a supressão de apenas 12 ha de arroz permitiria abastecer Lavras do Sul, pretensamente beneficiadas pelas barragens do Jaguari e do Taquarembó.

O custo da barragem do Jaguari

Por outro lado entra a questão da eficiência econômica da construção de obra desse porte para irrigar arroz. Segundo o jornal Zero Hora de 6/5/2009 a barragem do Jaguari custará R$ 85.000.000 e irrigará 17.000 ha com seu armazenamento de 152.000.000 m3 havendo, portanto, um investimento de R$ R$5.000 por hectare irrigado de arroz a ser implantado. Possivelmente essa informação vem de fontes oficiais do governo do estado. Qualquer técnico da área verificará que o custo está subestimado e que a área irrigada inflacionada.
Essa barragem tem problemas sérios de fundação, com rochas fraturadas, que exigirão medidas de consolidação caras. A argila necessária para formação de seu núcleo não é encontrada nas proximidades e deverá ser transportada de distâncias consideráveis. Haverá necessidade de um canal de derivação para levar água às áreas beneficiadas, com cerca de 40 km de comprimento, que encarecerá sobremaneira o arranjo final – barragem e canal – cujo custo aparentemente não está sendo considerado. Pode-se esperar que o custo final, se ela for construída, será o dobro do que é anunciado ou mais.
Sobre a área irrigada, sabendo-se que o volume utilizável de um reservatório é inferior ao volume total, verifica-se claramente que os 17.000 ha não poderão vir da irrigação do arroz. Apenas outras culturas, com menor consumo de água, permitiriam atingir esse montante. Observa-se que elas ainda não estão consolidadas na região e, quando e se o forem, poderiam ser supridas por barragens menores, com menores custos e impactos ambientais.

Breve análise econômica da barragem do Jaguari

Sob o ponto de vista econômico, a obra é nitidamente inviável. Informação do Instituto Riograndense do Arroz, na revista Lavoura Arrozeira edição de março de 2009, mostra que o custo anual variável da irrigação do arroz no verão 2008/09 foi da ordem de R$3.775/ha sendo o custo anual fixo da ordem de R$773/ha, resultando em cerca de R$4.548/ha de custo anual total. Supondo uma produtividade média de 140 sacos/ha/ano a um preço de R$ 35/saco (acima do preço de 6/5/2009: R$27/saco), obtém-se uma receita bruta de R$ 4.900/ha/ano e, portanto, uma receita líquida de R$352/ha/ano.
Construindo-se um fluxo de caixa com um investimento inicial de R$ 5.000/ha (custo por hectare irrigado da barragem do Jaguari, que está claramente subestimado) e uma receita líquida de R$ 352/ha/ano, é obtida uma rentabilidade negativa até o 13º ano, e esta se estabiliza no 41º ano em apenas 7%, muito abaixo dos 12% que geralmente é considerado um valor minimamente atraente (ou a taxa social de desconto). A conclusão óbvia é que se trata de um péssimo investimento para a sociedade gaúcha!

Conclusões

Desta forma, um governo que é liderado por uma experiente economista e por um secretário setorial de irrigação que também assim se julga, realiza um investimento sem qualquer racionalidade econômica, para, no caso da barragem do Jaguari, implantar 17.000 ha de arroz, segundo dados oficiais, que beneficiarão pouquíssimos proprietários. Se for suposto que cada proprietário irrigue apenas 100 ha serão somente 170 os "eleitos". Mais grave ainda, esses investimentos drenam recursos que poderiam ser aplicados na construção de um grande número de pequenos açudes, que beneficiariam um número muito maior de pessoas, onde são necessários, ou seja, no noroeste do RS, ou mesmo na bacia do rio Santa Maria, injetando recursos na agricultura familiar e viabilizando um grande número de pequenas propriedades rurais. Segundo dados da imprensa, a Secretaria de Irrigação anunciou a construção de 6.000 micro açudes e de 1.550 cisternas a um custo de R$ 46 milhões. Com os investimentos apenas da barragem do Jaguari poderia construir o dobro disso; somados aos da barragem do Taquarembó, o quádruplo. Supondo, sempre por baixo, que cada micro-açude e cisterna beneficiará apenas um único proprietário, seriam 15.000 os beneficiados com o investimento (subestimados) da barragem do Jaguari, ou quase 100 vezes mais do que os 170 hipotéticos privilegiados dessa barragem!!!
Essa proposta de micro-açudagem poderia rapidamente alterar o perfil produtivo do meio rural gaúcho, e promover gradualmente uma efetiva proteção contra as secas sazonais, como a que ocorre nesse momento.
Curiosamente, um governo que alegadamente teve coragem de resolver os problemas financeiros do estado, adequando o perfil de sua dívida pública, não leva em consideração questões básicas de eficiência econômica na realização de investimentos que são anunciados como os mais importantes em décadas na área de recursos hídricos e irrigação. Desconsidera oportunidades de promoção social, comprovando as acusações de que governa para as grandes corporações e para os mais bem situados na escala sócio-econômica do estado. Isso sem falar nos enormes impactos ambientais dessas obras, tão mal considerados nos Estudos de Impactos Ambientais, como esse blog relata em suas diversas inserções.
Às futuras gerações caberá o ônus de pagar essa conta gerada por maus investimentos e ainda ver o Pampa gaúcho cada vez mais descaracterizado e o meio rural em contínuo processo de empobrecimento e esvaziamento. O RS perde uma oportunidade de promover um crescimento econômico ambientalmente sustentável e socialmente justo, por razões que - talvez - apenas a Polícia Federal poderá esclarecer.

Preservem os bugios

Germano Rigotto [PMDB] e Yeda Crusius [PSDB] são os responsáveis pela febre amarela em nosso estado, graças à falta de política pública promovida pelo Secretário Estadual da Saúde Osmar Terra. Aliás, a desgovernadora, na campanha, denunciava problemas na saúde da gestão PMDB. E, quando assumiu, manteve o mesmo secretário. Evidentemente, o déficit zero foi a gota d'água, para que a população riograndense esteja sofrendo de pestes como a dengue e a febre amarela.

O mais terrível de tudo isso, é que grande parte da classe médica do estado vota nesse tipo de político.




A Palestina está à venda em Jerusalém: "Excelente localização"

Tradução: Caia Fittipaldi

Daphna Golan*, 5/4/2009, Haaretz, Telavive

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1083089.html


Esperemos que a Casa Branca seja assinante dos jornais de Jerusalém, e leia-os antes da chegada de Benjamin Netanyahu a Washington. Basta passar os olhos pelos anúncios gigantes de 'novos empreendimentos imobiliários', para que se economizem quantidades consideráveis de dinheiro, tempo e lamentações dos contribuintes norte-americanos e israelenses.

Há anos Israel promete que não haverá novas construções nas colônias na Cisjordânia. O presidente Shimon Peres reiterou essa promessa recentemente ao primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, que atualmente ocupa a presidência da União Europeia. Topolanek, por sua vez, prometeu trabalhar para melhorar as relações entre Israel e a Europa. Netanyahu, em sua visita aos EUA, certamente repetirá as mesmas mentiras já mentidas por Peres.

Essa semana, um jornal de Jerusalém noticiou que qualquer fábrica de propriedade de propriedade de cidadão israelense que deseje transferir-se para a colônia de Ma'aleh Adumim terá vantagens de três tipos.

Primeiro, a "excelente localização", a dez minutos de Jerusalém. O mapa mostrado no anúncio só indica colônias israelenses como locais recomendados para instalações de fábricas – nenhuma comunidade palestina, sequer as localizadas ao lado, porta com porta, das colônias israelenses.

A segunda vantagem anunciada é a acessibilidade. Caso os norte-americanos não entendam, aí está dito que Israel construiu estradas para uso exclusivo de israelenses, de modo que possam viver e trabalhar nos territórios ocupados sem jamais cruzarem com palestinos.

A estrada 443 foi pavimentada, para dar mais 'acessibilidade' até Ma'aleh Adumim. O Estado afirmou, ante a Alta Corte de Justiça, que a estrada – construída em terra expropriada de palestinos – visava a beneficiar a "população local". Estranhamente, comprovando exatamente o contrário disso, a estrada é vedada aos palestinos e só israelenses transitam ali.

Terceiro, o anúncio promete as mesmas deduções de impostos que se oferecem para construções na chamada "Área A, de Prioridade Nacional", e acrescenta: "a área industrial na colônia de Ma'aleh Adumim é a maior reserva de terra em toda a área de Jerusalém. Os lotes estão à venda por preços módicos."

É exatamente a mesma área na qual Israel prometeu que não haveria novas construções, para que, algum dia, os palestinos pudessem movimentar-se livremente entre o norte e o sul da Cisjordânia.

Se alguém na Casa Branca ou nos EUA ainda pensa que as novas construções em Ma'aleh Adumim seriam exceção à regra, os enormes anúncios publicitários publicados nos jornais de Jerusalém comprovam que, sim, há projeto já em andamento para novas construções em todos os territórios ocupados à volta de Jerusalém.

Há, por exemplo, anúncio de "oportunidade de ouro" em Har Homa, mas nenhuma informação sobre os palestinos em cujas terras as novas casas estão sendo construídas.

O anúncio tampouco fala da vila de Nuaman que ali existia e cujas terras foram anexadas a Israel, mas cujos moradores têm documentos de identidade palestinos e, portanto, são classificados como residentes ilegais... dentro de suas próprias casas e em terrenos de sua propriedade.

O muro da separação aprisiona os moradores de Nuaman e os separa, simultaneamente, tanto de Jerusalém – cidade à qual absolutamente não podem chegar – como, também, da Cisjordânia. Só podem entrar na Cisjordânia quando os pontos de fronteira estão abertos.

Outro anúncio, de construção "nascida numa colher de prata", exibe um prédio e apartamento modelos, mas sem dizer que estão localizados na área das cidades de Sur Baher, Umm Tuba, Abu Dis e Beit Sahour. São cidades e vilas palestinas, algumas delas incluídas na jurisdição municipal de Jerusalém, que foram varridas, não apenas do mapa exibido nos anúncios publicitários desses novos 'empreendimentos imobiliários', mas também da consciência do governo de Israel, o qual tampouco jamais ofereceu aos palestinos qualquer plano de zoneamento que lhes permitisse pensar em construir moradias, pavimentar estradas e construir escolas.

Hoje, quando os contribuintes norte-americanos estão obrigados a sobreviver às dificuldades da crise econômica, Israel bem poderia poupar-lhes o dinheiro que investem na construção e na manutenção das colônias ilegais.

Em vez de torrar tempo e recursos tentando entender por que Israel insiste em construir estradas, 'projetos imobiliários' e colônias exclusivas para israelenses, a Casa Branca bem poderia providenciar uma assinatura dos jornais de Jerusalém.

Ali os norte-americanos seriam facilmente informados – e poderiam informar o primeiro-ministro de Israel e sua trupe – de que só seriam bem-vindos, para discutir o apoio dos EUA, se, e se somente se, os israelenses realmente pararem de construir 'empreendimentos imobiliários' ilegais nos territórios palestinos ocupados.

* Professor de Direito, na Universidade Hebraica de Jerusalém.

5 de maio de 2009

Saia às ruas e não volte ao STF, Gilmar Dantas

O Dialógico já disponibilizou banner [ao lado] para a mobilização de afastamento de Gilmar [Dantas] Mendes do STF, amanhã, em Brasília, às 19 horas. Em várias cidades, ocorrerão manifestações, mas não sabemos de alguma em Porto Alegre. De qualquer modo, fica a dica de acender uma vela, no mesmo horário, na janela de casa.
Abaixo, reproduzimos entrevista de um dos organizadores dessa mobilização em Brasília, João Francisco, a Paulo Henrique Amorim:

Saia às ruas, Gilmar ! E não volte ao Supremo


5/maio/2009 13:13

Uma organização que se chama de “Saia às ruas, Gilmar” vai promover amanhã, às 19 horas, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, uma manifestação para pedir que Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, acate conselho de seu colega, Ministro Joaquim Barbosa, e saia às ruas (e não fique, apenas, na mídia).

Barbosa deu o conselho numa reunião do Supremo em que afirmou que Gilmar tirou a credibilidade da Justiça e trata os colegas como se fossem seus (dele, Gilmar) capangas de Mato Grosso.

Leia também:
Joaquim Barbosa enfrenta Gilmar.Nem todo mundo engole em seco

O movimento “Saia ás ruas, Gilmar” pede que os cidadãos cheguem à Praça dos Três Poderes com uma vela acesa.

É uma tentativa de iluminar a Justiça brasileira, segundo João Francisco, um dos coordenadores do movimento.

Ele coincidirá com o lançamento, em Brasília, de um anuário, organizado pela FAAP e uma “publicação” que faz parte do Sistema Dantas de Comunicação, e cujo dono foi uma espécie de padrinho de casamento de Gilmar Mendes.

Os promotores do evento anunciam que Gilmar Mendes marcará presença no ágape.

Ouça a entrevista ou leia abaixo a íntegra da entrevista:

Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com o João Francisco, coordenador do “Movimento Saia à rua, Gilmar”. João Francisco, além de Brasília que terá o lançamento de um anuário jurídico patrocinado pelo Conjur e pela FAAP, vocês, aparentemente, resgatarão o movimento Saia às ruas, Gilmar. Você poderia nos descrever isso?

João Francisco – Claro. Então, a gente está chamando a população do Brasil todo para sair às ruas na mão com uma vela. A gente vai estar se concentrando às 19h00 na Praça dos Três Poderes para uma vigília para uma nova luz no Judiciário. A gente acha que o Judiciário no Estado brasileiro iniciou um processo árduo de redemocratização nos últimos 30 anos, mas um processo que não alcançou o Judiciário. E a gente acha que o ministro Presidente do STF, Gilmar Mendes, é um símbolo do pensamento não-democrático, do pensamento autoritário, parcial e elitista do Judiciário do nosso País. É o símbolo do Judiciário que não se democratizou. Então, a gente está pedindo ao ministro Gilmar Mendes sair às ruas e não voltar ao Supremo e a gente está pedindo para a população sair às ruas com uma vela mostrando que ela não aceita um Judiciário nas trevas ainda, um Judiciário que não se modernizou. Esse é o mote do nosso ato amanhã e uma pauta positiva indicando o que não pode ser na nossa democracia e o que não pode ser no nosso Judiciário. A gente faz a pauta negativa e a gente quer montar uma mensagem de esperança. Quer levantar um movimento partidário, um movimento formado por cidadãos comuns unidos, né, que une diversas causas sociais e diversas ações sociais.

PHA – Deixa eu te perguntar uma coisa. Vocês vão fazer a movimentação na Praça dos Três Poderes ou no local onde o evento se realizará?

JF – Não, a gente vai fazer na Praça dos Três Poderes às 19h00. Por que existem outros eventos amanhã lá em Brasília, da OAB e da AJUFE, que são voltados eventos voltados para questão mais técnica. Então, a gente acha que tem pautas em comum, mas a gente está chamando o ato específico para a Praça dos Três Poderes. Então o ato é voltado ao Judiciário e à saída do ministro Gilmar Mendes do STF. E aí a gente tem vários apoios.

PHA – Então esse é um movimento pelo impeachment do presidente do Supremo?

JF – Sim, um movimento pela saída do presidente do Supremo.

PHA – É um movimento Saia à rua Gilmar e não volte ao Supremo. É isso?

JF – Isso, isso. É um movimento de muitos sentidos. É para que a população saia às ruas. A gente quer revigorar a energia das Diretas, a energia do impeachment, onde a população saia. Então a gente acha o seguinte. A fala do ministro Joaquim Barbosa não é uma fala entoada. A gente não é um movimento pró algum ministro específico ou outro. Mas a gente acha que aquela fala foi muito importante. Então, o conjunto da população está muito incomodado com a presença do ministro Gilmar Mendes como presidente do Supremo. Então chamamos essa parte da população que está incomodada que saia às ruas para manifestar seu descontentamento. Sair às ruas para pedir que o Gilmar Mendes saia do Supremo, mas que não volte mais.

PHA – Ta. Última pergunta. Que movimento é esse? Como se organiza, quem são os membros, como se financia? O que você pode dizer sobre isso?

JF – É um movimento de cidadãos e cidadãos comuns. Ele tem apoio de algumas entidades sociais. A gente fez uma união aqui com a UNE, a CUT DF está apoiando, o MST, organizações sociais e movimentos sociais da sociedade brasileira. Mas a gente não está fechado em nenhuma classe e Estado específico, não. Em nenhum partido ou movimento. É um acordo formal que nasce de um conjunto de entidades, mas a gente tem principalmente um diálogo direto com o cidadão comum. O cidadão que não é vinculado a nenhuma organização social e está indignado com a situação do Brasil. Então é um movimento do cidadão para o cidadão com o apoio de um conjunto de organizações sociais financiado integralmente com o apoio de seus apoios e por uma organização de pessoas que fazem parte de movimentos.

PHA – Contribuição voluntária?

JF – É, contribuição voluntária.

PHA – Ta ótimo. Muito obrigado pelas informações.

JF – Jóia, eu que agradeço. Então queria aproveitar e deixar o convite para a população: amanhã, quarta-feira, às 19h00, na Praça dos Três Poderes. E leve sua vela!

Informe Cultural: Murilo César Ramos na Fabico

MSTem ação direta de cidadania no RS

Do blog Coletivo Catarse:

400 famílias sem-terra, que estão acampadas em Nova Santa Rita [RS], permanecem mobilizadas contra a ordem de despejo do Ministério Público Federal. Parte dessa resistência foi para a cidade protestar, numa ação direta de cidadania. Na manhã do 4 de maio de 2009, 30 integrantes do MST acamparam em frente a sede do Ministério Público Federal de Porto Alegre. As famílias do acampamento Jair da Costa afirmam que o despejo do acampamento, que está dentro de um assentamento, é uma ação política e parte do processo de criminalização que os movimentos sociais sofrem no Rio Grande do Sul.


Sobre cinismo e hipocrisia

Mesmo com o adiamento da visita do Presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad*, cabe a publicação do excelente texto do Idelber Avelar para o seu blog o Biscoito Fino e a Massa. Ele recupera a moderna História do Irã para contrapor ao cinismo e à hipocrisia de ocasião que emanam dos que criticam a visita do Pres. Ahmadinejad ao Brasil. Idelber toca num tema que o Ocidente e, particularmente, os EUA não querem ver nem pintado de ouro, ou de como as chamadas "democracias coidentais" inviabilizaram todas as tentativas de se consolidarem, naquela região, governos laicos e democráticos.
Claro, o Ocidente sempre teve bons motivos para isso. A idéia sempre foi a de saquear o petróleo do Oriente Médio. E governos nacionalistas e democráticos não combinam com entreguismo e roubo.
Segue o texto, é de guardá-lo nos favoritos, porque essa história ainda não terminou. As ameaças israelenses de atacar o Irã estão cada vez mais evidentes.


A histeria da direita com a visita de Ahmadinejad

Mahmoud-Ahmadinejad303.jpg A julgar pelos gritinhos da República Morumbi-Leblon, pareceria que o Brasil nunca recebeu a visita do chefe de um estado autoritário. A julgar pelos videozinhos, você imaginaria que somente líderes de democracias tolerantes e liberais têm permissão de visitar o Brasil. É curioso que pessoas que não deram um pio acerca do inominável massacre israelense em Gaza venham agora posar de defensores dos direitos das mulheres iranianas. Não me consta, aliás, que alguém nessa turma tenha dito nada quando o Brasil recebeu a visita de Bush, responsável por uma guerra baseada em mentiras, pela adoção da tortura como política de estado, pelo campo de concentração de Guantánamo, pela morte de centenas de milhares de iraquianos.

Quando você vir alguém dessa turminha dizendo que Ahmadinejad propõe a exterminação dos judeus, faça algo muito simples: peça o link. Pergunte qual é a fonte. Pergunte quem traduziu o texto do persa. Porque o líder iraniano jamais disse isso. O que ele disse foi: "o regime que ocupa Jerusalém (een rezhim-e ishghalgar-e qods) deve ser apagado da página do tempo (bayad az safheh-ye ruzgar mahv shavad)." A tradução é de um dos maiores especialistas em Oriente Médio da contemporaneidade, Juan Cole, confirmada por dois outros tradutores do persa. Leia a entrevista de Ahmadinejad e confira você mesmo. Sobrando um tempinho, assista ao vídeo da palestra de Ahmadinejad em Columbia University, cujo presidente o recebeu com uma grosseria que até hoje envergonha a nós, acadêmicos americanos.

Suponho não ser necessário esclarecer que eu acho muita coisa no discurso de Ahmadinejad absolutamente repugnante, especialmente as declarações sobre o homossexualismo. Não defendo o que ele diz. Mas há que se corrigir as mentiras. A calúnia de que Ahmadinejad ameaçou “varrer Israel do mapa” -- e, a partir daí, a afirmativa mais delirante ainda de que ele propõe a exterminação de judeus – tem uma longa história, que se remonta a uma tradução manipulada do New York Times. É, meu chapa, quando se trata de Oriente Médio e do lobby pró-ocupação israelense, até as traduções devem ser minuciosamente revisadas.

Não custa lembrar, claro, que o Irã não invadiu país nenhum. O Irã não tem uma história de agressão contra seus vizinhos. Na guerra Irã-Iraque, o agredido foi ele, na época em que o depois demonizado Saddam Hussein era amiguinho de Donald Rumsfeld. Sim, é evidente que a situação dos direitos humanos no Irã é grave. Ela é quase tão grave como a situação na Arábia Saudita, país onde sequer existem eleições nacionais, mas cuja monarquia visita e faz polpudos negócios no Ocidente sem que se ouça um pio dos nossos preocupadíssimos democratas da República Morumbi-Leblon.

Qual é o país do Oriente Médio que ocupa ilegalmente terras de outrem há mais de quarenta anos, com uma história de sistemática agressão contra seus vizinhos e de desrespeito às resoluções das Nações Unidas? Qual é o país do Oriente Médio que infiltra espiões até mesmo no território de seu maior aliado? Não é o Irã.

Aceito debater o Irã com qualquer membro da República Morumbi-Leblon que me ofereça um ou dois parágrafos articulados acerca de como era mesmo maravilhosa a situação no país persa entre 1954 e 1979. Afinal de contas, a julgar pelos horrorizados chiliques, você imaginaria que antes da Revolução Islâmica as coisas andavam muito bem por lá. Na verdade, a única vez em que o Irã esteve perto de chegar a um regime aberto e tolerante foi um pouco antes de 1954, quando a Frente Nacional de Mohammed Mossadeq nacionalizou a indústria do petróleo. Mossadeq foi logo depois removido por um golpe de estado preparado pela CIA, naquilo que Robert Fisk, em sua obra monumental, chamou de primeira operação americana desse tipo durante a Guerra Fria (pag. 99). Com sua implacável verve britânica, Fisk acrescenta: pelo menos nós nunca afirmamos que Mossadeq tinha armas de destruição em massa.

O golpe de 1954 inaugura um período caracterizado por Fisk como de “monarquia absoluta” do Xá, controlada pela sua temida polícia política que, ao custo de assassinatos, tortura e supressão da oposição, garantiu a estabilidade necessária para que se exportassem 24 bilhões de barris de petróleo nos 25 anos que se seguiriam. A Revolução Islâmica canalizou a revolta da população iraniana, num momento em que muita gente ainda sonhava com a possibilidade de uma esquerda nacionalista e secular no mundo árabe. Essa foi uma opção que existiu durante algum tempo, com Nasser e cia., mas que sucumbiu ante os golpes de estado e as invasões americanas, assim como as sistemáticas agressões israelenses – com o apoio dos mesmos direitecas que agora acusam os críticos do sionismo e do imperialismo de serem cúmplices do bicho-papão islâmico.

Eu me pergunto se esses direitecas que histericamente gritam que Ahmadinejad quer “aniquilar” Israel sabem que o presidente do Irã sequer é o comandante-em-chefe das Forças Armadas do país. Quem tiver curiosidade arqueológica, que consulte a grande imprensa americana entre, digamos, 1998 e 2002. Naquele período, em que o reformista moderado Mohammad Khatami dava declarações de aproximação aos EUA e ao Ocidente, esses gestos eram descartados com o argumento de que o presidente do Irã não tem poder real – o mesmo fato do qual agora eles convenientemente se esquecem, para que possam apresentar Ahmadinejad como comedor de criancinhas.

Etiquetar Ahmadinejad como “ditador do Irã” é ridículo. Ele foi eleito. É verdade que sua vitória foi conquistada com os mesmos métodos de George Bush. Mas se quiserem entender o clima que possibilitou sua eleição, há que se estudar um pouco a enorme frustração dos setores jovens iranianos com Khatami, que tentou e tentou se aproximar do Ocidente, sendo sistematicamente rechaçado.

A tarefa da esquerda é dupla. Desmascarar a mentirada e a hipocrisia da República Morumbi-Leblon e do lobby pró-Israel ao mesmo tempo em que oferece solidariedade aos setores da sociedade civil que estão lutando no Irã – e também na Arábia Saudita! – contra regimes que são, sim, bastante opressivos. Há que se fazer um coisa sem perder de vista a outra. Mas a iniciativa de querer expulsar Ahmadinejad do Brasil, vinda de gente que recebeu Bush sem dar um pio, tem um só nome: hipocrisia.

Portanto, sem prejuízo nenhum ao meu apoio aos que, no Irã, lutam por uma democracia real, não posso deixar de retrucar: Bem vindo, Ahmadinejad. Tome sua cachacinha com Lula (sim, sim, sei que é proibido...), visite algumas das maravilhas desse que é um dos mais belos países do globo e não ligue para a meia dúzia que protesta. Estão em vergonhosa minoria. Já não sabem em que se agarrar. Na última eleição, o candidato deles não conseguiu sequer repetir no segundo turno a votação que havia tido no primeiro. É compreensível que estejam tão histéricos.

*Atualizado às 15h10min.

1 de maio de 2009

A chinelagem do Gilmar Dantas



Via blog Saia Gilmar

P2 e as manifestações: a chinelagem do Governo Yeda [PRBS-PSDB]

Ato Concessões de Rádio e TV: Quem manda é você! em frente ao Grupo RBS, dia 5/10/2007.
Foto: Blog A Carapuça

Marcha do MST, 24/07/2008
Foto: Blog Ponto de Vista


Marcha Fórum dos Servidores Públicos Estaduais do Rio Grande do Sul (FSPE/RS) e outras entidades, 30/04/2009
Fotos: Blogues Cel3uma e RSurgente