O blog Apocalipse Motorizado propõe uma discussão interessante sobre a nefasta presença do automóvel na sociedade contemporânea. Para conhecê-lo, acesse AQUI.17 de junho de 2007
Apocalipse Motorizado
O blog Apocalipse Motorizado propõe uma discussão interessante sobre a nefasta presença do automóvel na sociedade contemporânea. Para conhecê-lo, acesse AQUI.Neve em Dubai
É impressionante! Isso só prova o quanto a estupidez desses potentados árabes não tem limites. Eles devem pensar que Alá lhes garantirá o petróleo para todo o sempre e assim podem desperdiçar os recursos advindos da exploração dessa riqueza. Investir esse dinheiro na pesquisa de geração de energia a partir do sol, do vento, na dessalinização da água do mar e outras tecnologias alternativas, deve ser para eles tão impensável, quanto nevar no Dubai. Idéia idiota por idéia idiota, provavelmente sairia mais barato pagar férias para toda a população do Emirado numa estação de inverno na Europa. Nada como a visão de longo prazo dessa "elite".
O que me impressiona no mundo muçulmano é que, quando eles resolvem imitar o ocidente, o fazem naquilo que ele tem de pior: é corrida de fórmula um, é malabarismo com carros e outras bobagens do gênero que são levados para lá a peso de ouro para deleite de uma "elite" debilóide. Aí não se vê a população nas ruas queimando bandeiras e embaixadas por conta dessa nefasta influência ocidental, que dilapida a riqueza desses povos.
Já, quando alguém faz uma charge sobre o profeta...
O que me impressiona no mundo muçulmano é que, quando eles resolvem imitar o ocidente, o fazem naquilo que ele tem de pior: é corrida de fórmula um, é malabarismo com carros e outras bobagens do gênero que são levados para lá a peso de ouro para deleite de uma "elite" debilóide. Aí não se vê a população nas ruas queimando bandeiras e embaixadas por conta dessa nefasta influência ocidental, que dilapida a riqueza desses povos.
Já, quando alguém faz uma charge sobre o profeta...
Informe Cultural
Estimada amiga Claudia Cardoso e Família, saudações fotográficas!É com muita satisfação que envio para vocês o convite para o coquetel de abertura da mostra fotográfica "Doando Vida". Em nome do grupo de "fotógrafos/voluntários" desta causa, onde através da fotografia tentamos sensibilizar o outro/outros na questão da doação, agradeço a participação de vocês neste grande momento e a divulgação desta idéia; pois este é o nosso modo de fazer fotografia.
Abraços cordiais do amigo,
Walter Karwatzki.
PS1: Claudinha, por favor, envie para sua lista de amigos este convite!
PS2: A minha foto no convite é a da direita na primeira linha. Ele se chama Paulinho, é de Diamantina (MG) e recebeu parte dos pulmões dos pais. Ele quer ser jogador de futebol, mas vai estudar medicina para agradar a "vó Marina"!
Diga SIM, informe sua família!
Sou a autora das frases que compõem a exposição fotográfica, idéia e convite do meu grande amigo Walter. Foi um sufoco, pois tive 24 horas para bolar 26 frases com festa de abertura do XV Salão de Desenho para Imprensa no Tutti Giorni naquela noite! O Hals registrou o momento concentração total. No fim, deu tudo certo. Mais informações no Coletiva.net AQUI. 

15 de junho de 2007
Informe: Cotas na UFRGS
Aos Lutadores, Guerreiras, Militantes e Sonhadoras!!!Nesta 6ª feira, 15/06 finalmente será votado a proposta de COTAS na UFRGS. Indígenas, Negros e os Pobres em geral serão os beneficiados desta importante, embora pequena, REPARAÇÃO AOS ERROS COMETIDOS durante séculos no país. É a instituição governamental que reconhece a exploração e tenta reparar minimamente a opressão que a nação cometeu sobre o povo africano, indígena e a populaçao empobrecida.
Neste momento é fundamental a presença de todos que militam e apoiam esta causa para pressionar e influir no voto dos componentes do Conselho Universitário da UFRGS. que irão apreciar e votar.
LOCAL: REITORIA DA UFRGS
HORA: 19 horas
É necessária a presença de tod@s companheiros em mais esta luta. Para que possamos garantir a aprovação da Resolução de Cotas para o vestibular de 2008.
Comissão de Mobilização Pró Cotas
14 de junho de 2007
"Lula e a Imprensa"
O Eduardo Guimarães, nosso companheiro do SIVUCA, escreveu um artigo bem interessante, cobrando postura, por parte do Presidente Lula, a respeito do tratamento daddo ao seu governo pela mídia e faz um alerta:"Lula, evidentemente, pensa diferente. Contemporiza, contemporiza e vence eleições. Ele está certo? Os resultados das estratégias da oposição midiática e da do presidente, mostram que sim. Mas a questão não é só a das vitórias eleitorais. Elas beneficiam Lula, mas o país só se beneficiará delas se Lula puder governar, e não está governando como poderia porque as sabotagens da oposição e da imprensa, não param."
Para ler o artigo Lula e a Imprensa na íntegra, clique AQUI.
Apoio à Classificação Indicativa
Recebi mensagem por endereço eletrônico sobre o Apoio à Classificação Indicativa. Eu e o Eugênio já enviamos a nossa correspondência ao Ministro Tarso Genro. Conclamamos às nossas leitoras e aos nossos leitores fazerem o mesmo.
Para enviar seu apoio à política de Classificação Indicativa, basta reencaminhar este e-mail para snj@mj.gov.br, digitando seu nome e CPF logo no início do corpo da mensagem.
EU APOIO A CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
Será que as emissoras de televisão devem ter o direito de veicular os conteúdos que bem desejarem, a qualquer hora do dia? Ou a sociedade pode exigir que sejam definidos os horários mais adequados para a exibição de determinados programas?
Esse é um debate que vem sendo travado no Brasil ao longo dos últimos 2 anos e cujo desfecho deve acontecer até o dia 27 de junho de 2007. Este é o prazo para que o Ministério da Justiça decida sobre a adoção de uma nova política de Classificação Indicativa – nome dado ao mecanismo que obriga as empresas de comunicação a identificarem se o programa que irá ao ar contém cenas inapropriadas para crianças e adolescentes. A idéia é sinalizar claramente para as famílias se uma determinada atração não é recomendada para certas faixas etárias, definindo também quais os horários adequados para sua exibição (porém nunca proibindo que o programa seja levado ao ar).
O Ministério da Justiça quer colher a opinião da sociedade em relação a esse tema, logo a participação de todos os cidadãos e cidadãs no processo é fundamental. Um amplo grupo de instituições, especialistas e autoridades de diversas áreas entregou ao Ministro da Justiça, no dia 30 de maio, uma Carta Aberta detalhando as razões que fazem da Classificação Indicativa um valioso instrumento democrático, adotado hoje em um grande número de países com elevado grau de desenvolvimento humano e social.
O conteúdo da carta e a relação das entidades e personalidades signatárias se encontram logo a seguir. A sua adesão a essa mobilização pode fazer uma grande diferença, garantindo que os direitos de crianças, adolescentes e suas famílias prevaleçam nessa importante decisão que o governo brasileiro terá de tomar.
PARTICIPE E REPASSE TAMBÉM ESTE E-MAIL PARA OS SEUS CONTATOS!
Leiam a CARTA ABERTA AO MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA e as entidades que a assinaram AQUI.
Para enviar seu apoio à política de Classificação Indicativa, basta reencaminhar este e-mail para snj@mj.gov.br, digitando seu nome e CPF logo no início do corpo da mensagem.
EU APOIO A CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
Será que as emissoras de televisão devem ter o direito de veicular os conteúdos que bem desejarem, a qualquer hora do dia? Ou a sociedade pode exigir que sejam definidos os horários mais adequados para a exibição de determinados programas?
Esse é um debate que vem sendo travado no Brasil ao longo dos últimos 2 anos e cujo desfecho deve acontecer até o dia 27 de junho de 2007. Este é o prazo para que o Ministério da Justiça decida sobre a adoção de uma nova política de Classificação Indicativa – nome dado ao mecanismo que obriga as empresas de comunicação a identificarem se o programa que irá ao ar contém cenas inapropriadas para crianças e adolescentes. A idéia é sinalizar claramente para as famílias se uma determinada atração não é recomendada para certas faixas etárias, definindo também quais os horários adequados para sua exibição (porém nunca proibindo que o programa seja levado ao ar).
O Ministério da Justiça quer colher a opinião da sociedade em relação a esse tema, logo a participação de todos os cidadãos e cidadãs no processo é fundamental. Um amplo grupo de instituições, especialistas e autoridades de diversas áreas entregou ao Ministro da Justiça, no dia 30 de maio, uma Carta Aberta detalhando as razões que fazem da Classificação Indicativa um valioso instrumento democrático, adotado hoje em um grande número de países com elevado grau de desenvolvimento humano e social.
O conteúdo da carta e a relação das entidades e personalidades signatárias se encontram logo a seguir. A sua adesão a essa mobilização pode fazer uma grande diferença, garantindo que os direitos de crianças, adolescentes e suas famílias prevaleçam nessa importante decisão que o governo brasileiro terá de tomar.
PARTICIPE E REPASSE TAMBÉM ESTE E-MAIL PARA OS SEUS CONTATOS!
Leiam a CARTA ABERTA AO MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA e as entidades que a assinaram AQUI.
13 de junho de 2007
Carta ao Pilla Vares
No Diário Gauche, ocorre um debate sobre artigo escrito por Luiz Pilla Vares na ZH do dia o7/o6/07 sobre o cancelamento da concessão da RCTV.
Abaixo, a carta que enviei ao Pilla Vares:
Sr. Pilla Vares,
não só o senhor não está vendo as coisas em preto e branco, como as está vendo por lentes que lhe causam enorme distorção. O fechamento da RCTV, fato esse que o senhor relaciona como uma "maneira autoritária com que Chávez tirou do ar a maior TV venezuelana", é, para mim, "sem nenhuma falsa modéstia", um dos fatos políticos mais importantes da América Latina nas últimas décadas. Pela primeira vez, alguém resolveu peitar os barões da mídia e mostrar a eles que não podem se escudar atrás do esfarrapado discurso da liberdade de imprensa para fazer o que bem entende, inclusive e principalmente o que eles mais gostam: articular golpes de estado. Se o senhor tivesse escrito esse texto infeliz na Carta Maior ou na Caros Amigos, já seria uma aberração. Mas na RBS???!!!
A sua memória anda tão ruim, quanto os seus olhos, pois o senhor já esqueceu o papel que este monopólio de mídia fez contra o único projeto político que este estado já teve e do qual o senhor participou? O senhor já esqueceu do bordão ridículo e da CPI-armação que a grande mídia articulou contra esse projeto progressista? O seu texto só me confirma uma coisa que venho repetindo há muitos anos: o quanto a nossa esquerda é recalcitrante e anacrônica ao não conseguir estabelecer a óbvia relação entre mídia e poder.
O senhor consegue enxergar num ato legítimo do estado venezuelano, respaldado na Constituição, uma "maneira autoritária", mas não consegue enxergar o autoritarismo, este sim verdadeiro, que está logo abaixo do seu nariz. Para o senhor que é tão zeloso da ordem democrática, não me custa dizer-lhe que o Grupo RBS incorre em várias ilegalidades, tais como: monopólio, propriedade cruzada e funcionamento de emissoras com concessões vencidas. Portanto, não serão os patrões da mídia e, particularmente, os da RBS que cresceram à sombra da ditadura, que torturou e matou - não custa lembrar - que nos dirão o que é e o que não é democracia.
Se não for por respeito ao seu passado, pelo menos em consideração às pessoas que lutam pela democratização das comunicações, que eu lhe recomendo uma passada de olhos pelo meu blogue e pelos os de várias outras pessoas que denunciam diuturnamente a "vocação democrática" da nossa grande mídia. Talvez seja pedagógico o senhor fazer uma visita nessa relação de endereços aí abaixo para saber o que pensa a moderna esquerda, não revisionista, sobre o que é poder no mundo contemporâneo. Caso contrário, o senhor continuará acreditando que poderá ganhar eleições, no Terceiro Milênio, só distribuindo "santinhos".
De um intelectual como o senhor, eu esperaria uma mobilização dentro do seu letárgico partido, "corinho" da mídia, a fim de organizar um grande fórum para discutir o tema mídia e poder. Mas tudo o que temos, é este texto chinfrim...
E, no mais, quem tem Internet, não pode, sob hipótese nenhuma, se deixar pautar pela grande mídia.
Eugênio Neves
Artista Gráfica
http://dialogico.blogspot.com (Por este endereço, o senhor poderá acessar os demais blogues.)
12 de junho de 2007
"ZH: 40 anos manipulando informações"
Em 2004, escrevi este artigo abaixo. Na época, pretendia escrever mais sobre o assunto, coisa que não pude fazer e produzi apenas dois textos. Em virtude do tema ter voltado à tona, com a publicação do editorial do jornal O Globo no blog, mais as publicações no RSurgente (aqui e aqui), achei melhor contribuir para o debate. É bom lembrar, que a Zero Hora só passou definitivamente para a família Sirotsky em 1970, quando Maurício Sirotsky Sobrinho compra a parte de Ary de Carvalho.
“Houve a extinção do Última Hora por razões políticas e o seu sucedâneo, é claro, deveria estar afinado com as contingências da ditadura. Mesmo os seus pró-homens nunca negaram as raízes do jornal. Zero Hora, indiscutivelmente, foi concebido como cria do autoritarismo. (Guareschi e Ramos, 1992, p.70)
Zero Hora nasce num momento histórico de derrubada do Estado democrático, permanecendo de mãos dadas com os donos do poder político.”
A idéia inicial era a de compilar as capas de Zero Hora do mês de maio de 1964 e, a partir delas, fazer uma análise do seu alinhamento político com a ditadura recém imposta ao povo brasileiro. Porém, toda idéia inicial encerra desdobramentos que vão além do seu foco e, ao folhear os exemplares dos dias quatro, cinco e seis de maio do respectivo ano, deparamo-nos com um universo rico para a nossa pesquisa. Em seus três primeiros exemplares, o embrião já está formado: manipulação de informações, autopromoção, manchetes que não condizem com o conteúdo da matéria publicada na mesma edição, alinhamento com o poder instituído, “defensor” do seu público leitor.
No expediente, consta:
Zero Hora: Editora Flan S/A
Rua 7 de setembro, 738.
Fones: 4978 e 5864
Diretor Responsável: Ary de Carvalho
Conselho de Administração: Dante de Laytano, Ricardo Eichler. Otto Hoffmeister e Evaristo Ribas Soares[2]
Conforme Biz[3],
“Ary de Carvalho adquire o jornal, muda o nome para Zero Hora. No primeiro editorial, de 4 de maio de 1964, conforme Galvani (1995, p. 461), lemos:
‘Nasce hoje um novo jornal, autenticamente gaúcho. Democrático. Sem compromissos políticos. Nasce com um único objetivo: servir ao povo, defender seus direitos e reivindicações, dentro do respeito às leis e às autoridades.’
A partir de 1965, a empresa passa a se chamar Empresa Jornalística Sul-Rio- Grandense. Dois anos mais tarde, Maurício e Jayme Sirotsky compram a participação do grupo que está associado a Ary de Carvalho e, a partir de 1970, adquirem a parte do fundador do Zero Hora. O jornal muda o logotipo, moderniza-se e altera os padrões administrativos.”
Como é do conhecimento de todos e de todas, o Grupo RBS detém, atualmente, a hegemonia da comunicação aqui no estado do Rio Grande do Sul, com os seus jornais, redes de televisão, TV a cabo, provedor de Internet, em desacordo ao artigo 220, parágrafo 5º da Constituição Brasileira de 1988[4], mas isso é assunto para outros artigos. A família Sirotsky permanece na condição de dona da empresa.
Neste artigo, iremos transcrever, na íntegra, o editorial de Zero Hora do dia 4 de maio de 1964 (capa) e a carta do Gen. Mário Poppe de Figueiredo, o comandante do III Exército, do dia 6 de maio de 1964, p. 7, para ilustrar o que foi dito até agora.
Editorial:
“Servir ao povo é o nosso lema”
Nasce hoje um novo jornal, autenticamente gaúcho. Democrático. Sem compromissos políticos. Nasce com um único objetivo: servir ao povo, defender seus direitos e reivindicações, dentro do respeito às leis e às autoridades.
O aparecimento de Zero Hora, totalmente desligada da Rede Nacional de jornais que anteriormente editava Última Hora, somente foi possível com a compra do controle acionário da Editora Flan S.A. por um grupo de representantes das diversas classes sociais.
A par de sua orientação, Zero Hora se manterá na linha de defesa dos princípios cristãos e de apoio a todos que, sem medir esforços ou sacrifícios, lutam para impedir a implantação em nosso país de ideologias contrárias às nossas tradições democráticas.
Zero Hora conserva alguns redatores e colunistas do jornal anterior, pela posição que esses profissionais desfrutam na imprensa gaúcha, bem como nomes realmente expressivos e já consagrados pelo público.
Ao entregar o 1º exemplar de Zero Hora, queremos agradecer às agências de publicidade e a todos anunciantes que prestigiam o lançamento deste jornal. Ao mesmo tempo, asseguramos aos leitores dar o máximo de nossos esforços para manter a melhor qualidade possível ao novo rebento da imprensa gaúcha.
Agora, vejamos: sem compromissos políticos e A par de sua orientação, Zero Hora se manterá na linha de defesa dos princípios cristãos e de apoio a todos que, sem medir esforços ou sacrifícios, lutam para impedir a implantação em nosso país de ideologias contrárias às nossas tradições democráticas. Mesmo afirmando o contrário no seu primeiro parágrafo de editorial, Zero Hora assume uma postura política sim no seu terceiro parágrafo. E essa empresa, através de seus vários veículos de comunicação, continua escamoteando do público a sua ideologia política, com discursos de empresa imparcial, que está a serviço do povo até os dias de hoje. Continuando, insiste na tese de ser um jornal democrático, mas traz, na raiz do seu editorial, a conjuntura de um país com Presidente da República deposto, governado por uma Junta Militar, cujas primeiras providências são as de iniciar o processo de cassação dos políticos da bancada do ex-Presidente, entre eles o então Prefeito de Porto Alegre, Sr. Sereno Chaise (ZH, 5/5/64, p. 4): a implantação em nosso país de ideologias contrárias às nossas tradições democráticas.
Finalizando esse artigo, a carta escrita pelo próprio punho do Gen. Mário Poppe de Figueiredo, estampada na capa de ZH do dia 6/5/1964 e reescrita na página 7, acompanhada dos seguintes título e texto:
“Gen. Poppe: Propugnará pelo ideal democrático”
O Gen. Mário Poppe de Figueiredo, comandante do III Exército, redigiu, de próprio punho, sua mensagem a ZH. “Recebi com muita simpatia o aparecimento de Zero Hora – escreveu. Com a orientação de propugnar pelos ideais cristãos e democráticos do povo brasileiro, será mais uma voz a conduzir a opinião pública no Rio Grande do Sul nos rumos tradicionais de nossa formação histórica. Auguro a Zero Hora uma longa e próspera existência.” Na foto, o momento em que o Gen. Poppe redigia sua mensagem de saudação.
A bênção que faltava: a do militar golpista, a autoridade maior, já que a autoridade civil brasileira estaria subordinada aos mandos e desmandos do governo militar imposto goela abaixo. E uma bênção para lá de profética: conduzir a opinião pública no Rio Grande do Sul. O jornal e os demais veículos do Grupo RBS, não contentes em ser formadores de opinião pública, ainda conduzem esta opinião, de acordo com os seus interesses econômicos até os dias de hoje. Como prova disto, temos a divulgação de pesquisa eleitoral manipulada pelo IBOPE nas últimas eleições para Governo do Estado do RS, que deu a vitória em dois turnos a Germano Rigotto e razão da existência do Midi@ética.
Nos próximos artigos, mostraremos mais exemplos desse alinhamento da Zero Hora com o Regime Militar, ainda sob a direção de Ary de Carvalho e já sob a direção dos Sirotsky. É o Midi@ética assumindo o seu compromisso junto à sociedade na luta pela democratização da comunicação. Demonstraremos que o jornal Zero Hora e o Grupo RBS jamais estiveram na defesa de um projeto realmente democrático de sociedade, quando prefere ficar sempre ao lado dos grupos mais poderosos. Mudou a forma do ano de 1964, séc XX, para 2004, séc. XXI, mas não mudou o conteúdo.
Midi@ética.
www.zerofora.hpg.com.br
zerofora@ig.com.br
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GUARESCHI, Pedrinho & BIZ, Osvaldo (org.). Diário gaúcho: Que discurso, que
responsabilidade social?- Porto Alegre: Evangraf, 2003.
ZERO HORA. 4 de maio de 1964.
ZERO HORA. 5 de maio de 1964.
ZERO HORA. 6 de maio de 1964.
[1] GUARESCHI, Pedrinho & BIZ, Osvaldo (org.). Diário gaúcho: Que discurso, que responsabilidade
social?- Porto Alegre: Evangraf, 2003.
[2] ZERO HORA, 4/5/1964, p. 4.
[3] In Diário Gaúcho, p. 34.
[4] “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.”
Zero Hora: 40 anos manipulando informações.
Este é o primeiro de uma série de artigos que o Midi@ética irá escrever sobre a origem do jornal Zero Hora, que completa 40 anos de existência no dia quatro de maio de 2004. O nosso objetivo é mostrar à sociedade o contexto em que este veículo, hoje do Grupo RBS (Rede Brasil Sul de Comunicações), surgiu. Segundo Biz[1] (p. 35):“Houve a extinção do Última Hora por razões políticas e o seu sucedâneo, é claro, deveria estar afinado com as contingências da ditadura. Mesmo os seus pró-homens nunca negaram as raízes do jornal. Zero Hora, indiscutivelmente, foi concebido como cria do autoritarismo. (Guareschi e Ramos, 1992, p.70)
Zero Hora nasce num momento histórico de derrubada do Estado democrático, permanecendo de mãos dadas com os donos do poder político.”
A idéia inicial era a de compilar as capas de Zero Hora do mês de maio de 1964 e, a partir delas, fazer uma análise do seu alinhamento político com a ditadura recém imposta ao povo brasileiro. Porém, toda idéia inicial encerra desdobramentos que vão além do seu foco e, ao folhear os exemplares dos dias quatro, cinco e seis de maio do respectivo ano, deparamo-nos com um universo rico para a nossa pesquisa. Em seus três primeiros exemplares, o embrião já está formado: manipulação de informações, autopromoção, manchetes que não condizem com o conteúdo da matéria publicada na mesma edição, alinhamento com o poder instituído, “defensor” do seu público leitor.
No expediente, consta:
Zero Hora: Editora Flan S/A
Rua 7 de setembro, 738.
Fones: 4978 e 5864
Diretor Responsável: Ary de Carvalho
Conselho de Administração: Dante de Laytano, Ricardo Eichler. Otto Hoffmeister e Evaristo Ribas Soares[2]
Conforme Biz[3],
“Ary de Carvalho adquire o jornal, muda o nome para Zero Hora. No primeiro editorial, de 4 de maio de 1964, conforme Galvani (1995, p. 461), lemos:
‘Nasce hoje um novo jornal, autenticamente gaúcho. Democrático. Sem compromissos políticos. Nasce com um único objetivo: servir ao povo, defender seus direitos e reivindicações, dentro do respeito às leis e às autoridades.’
A partir de 1965, a empresa passa a se chamar Empresa Jornalística Sul-Rio- Grandense. Dois anos mais tarde, Maurício e Jayme Sirotsky compram a participação do grupo que está associado a Ary de Carvalho e, a partir de 1970, adquirem a parte do fundador do Zero Hora. O jornal muda o logotipo, moderniza-se e altera os padrões administrativos.”
Como é do conhecimento de todos e de todas, o Grupo RBS detém, atualmente, a hegemonia da comunicação aqui no estado do Rio Grande do Sul, com os seus jornais, redes de televisão, TV a cabo, provedor de Internet, em desacordo ao artigo 220, parágrafo 5º da Constituição Brasileira de 1988[4], mas isso é assunto para outros artigos. A família Sirotsky permanece na condição de dona da empresa.
Neste artigo, iremos transcrever, na íntegra, o editorial de Zero Hora do dia 4 de maio de 1964 (capa) e a carta do Gen. Mário Poppe de Figueiredo, o comandante do III Exército, do dia 6 de maio de 1964, p. 7, para ilustrar o que foi dito até agora.
Editorial:
“Servir ao povo é o nosso lema”
Nasce hoje um novo jornal, autenticamente gaúcho. Democrático. Sem compromissos políticos. Nasce com um único objetivo: servir ao povo, defender seus direitos e reivindicações, dentro do respeito às leis e às autoridades.
O aparecimento de Zero Hora, totalmente desligada da Rede Nacional de jornais que anteriormente editava Última Hora, somente foi possível com a compra do controle acionário da Editora Flan S.A. por um grupo de representantes das diversas classes sociais.
A par de sua orientação, Zero Hora se manterá na linha de defesa dos princípios cristãos e de apoio a todos que, sem medir esforços ou sacrifícios, lutam para impedir a implantação em nosso país de ideologias contrárias às nossas tradições democráticas.
Zero Hora conserva alguns redatores e colunistas do jornal anterior, pela posição que esses profissionais desfrutam na imprensa gaúcha, bem como nomes realmente expressivos e já consagrados pelo público.
Ao entregar o 1º exemplar de Zero Hora, queremos agradecer às agências de publicidade e a todos anunciantes que prestigiam o lançamento deste jornal. Ao mesmo tempo, asseguramos aos leitores dar o máximo de nossos esforços para manter a melhor qualidade possível ao novo rebento da imprensa gaúcha.
Agora, vejamos: sem compromissos políticos e A par de sua orientação, Zero Hora se manterá na linha de defesa dos princípios cristãos e de apoio a todos que, sem medir esforços ou sacrifícios, lutam para impedir a implantação em nosso país de ideologias contrárias às nossas tradições democráticas. Mesmo afirmando o contrário no seu primeiro parágrafo de editorial, Zero Hora assume uma postura política sim no seu terceiro parágrafo. E essa empresa, através de seus vários veículos de comunicação, continua escamoteando do público a sua ideologia política, com discursos de empresa imparcial, que está a serviço do povo até os dias de hoje. Continuando, insiste na tese de ser um jornal democrático, mas traz, na raiz do seu editorial, a conjuntura de um país com Presidente da República deposto, governado por uma Junta Militar, cujas primeiras providências são as de iniciar o processo de cassação dos políticos da bancada do ex-Presidente, entre eles o então Prefeito de Porto Alegre, Sr. Sereno Chaise (ZH, 5/5/64, p. 4): a implantação em nosso país de ideologias contrárias às nossas tradições democráticas.
Finalizando esse artigo, a carta escrita pelo próprio punho do Gen. Mário Poppe de Figueiredo, estampada na capa de ZH do dia 6/5/1964 e reescrita na página 7, acompanhada dos seguintes título e texto:
“Gen. Poppe: Propugnará pelo ideal democrático”
O Gen. Mário Poppe de Figueiredo, comandante do III Exército, redigiu, de próprio punho, sua mensagem a ZH. “Recebi com muita simpatia o aparecimento de Zero Hora – escreveu. Com a orientação de propugnar pelos ideais cristãos e democráticos do povo brasileiro, será mais uma voz a conduzir a opinião pública no Rio Grande do Sul nos rumos tradicionais de nossa formação histórica. Auguro a Zero Hora uma longa e próspera existência.” Na foto, o momento em que o Gen. Poppe redigia sua mensagem de saudação.
A bênção que faltava: a do militar golpista, a autoridade maior, já que a autoridade civil brasileira estaria subordinada aos mandos e desmandos do governo militar imposto goela abaixo. E uma bênção para lá de profética: conduzir a opinião pública no Rio Grande do Sul. O jornal e os demais veículos do Grupo RBS, não contentes em ser formadores de opinião pública, ainda conduzem esta opinião, de acordo com os seus interesses econômicos até os dias de hoje. Como prova disto, temos a divulgação de pesquisa eleitoral manipulada pelo IBOPE nas últimas eleições para Governo do Estado do RS, que deu a vitória em dois turnos a Germano Rigotto e razão da existência do Midi@ética.
Nos próximos artigos, mostraremos mais exemplos desse alinhamento da Zero Hora com o Regime Militar, ainda sob a direção de Ary de Carvalho e já sob a direção dos Sirotsky. É o Midi@ética assumindo o seu compromisso junto à sociedade na luta pela democratização da comunicação. Demonstraremos que o jornal Zero Hora e o Grupo RBS jamais estiveram na defesa de um projeto realmente democrático de sociedade, quando prefere ficar sempre ao lado dos grupos mais poderosos. Mudou a forma do ano de 1964, séc XX, para 2004, séc. XXI, mas não mudou o conteúdo.
Midi@ética.
www.zerofora.hpg.com.br
zerofora@ig.com.br
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GUARESCHI, Pedrinho & BIZ, Osvaldo (org.). Diário gaúcho: Que discurso, que
responsabilidade social?- Porto Alegre: Evangraf, 2003.
ZERO HORA. 4 de maio de 1964.
ZERO HORA. 5 de maio de 1964.
ZERO HORA. 6 de maio de 1964.
[1] GUARESCHI, Pedrinho & BIZ, Osvaldo (org.). Diário gaúcho: Que discurso, que responsabilidade
social?- Porto Alegre: Evangraf, 2003.
[2] ZERO HORA, 4/5/1964, p. 4.
[3] In Diário Gaúcho, p. 34.
[4] “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.”
10 de junho de 2007
Ameaça de morte
O jornalista Júlio Prates encaminha mensagem, na qual relata ameaça de morte sofrida no dia 7 de junho por parte de Sergio Oliveira, Secretário de Indústria e Comércio do Município de São Francisco de Assis. Segue a sua mensagem:
'Comunico que hoje dei ciência as autoridades estaduais e federais do pais que fui ameaçado de morte pelo Sec. Indústria e Comércio de São Francisco de Assis. Também cientifiquei a REDE DE DEFESA DA LIBERDADE DE IMPRENSA DA UNESCO e demais órgãos afins, afinal o conflito envolvendo os ditos processo de florestamentos e aquisiçoes de terras, na fronteira-oeste do Rio Grande do Sul, pelo grupo sueco-finlandês STORA ENSO estão tomando um rumo preocupante. Depois de ter escrito uma crítica a linha dos painelistas de um seminário, em São Francisco de Assis, onde todos os painelistas têm um único pensamento, fui ameaçado de morte pelo Senhor Secretário de Indústria e Comércio do Município Sérgio Oliveira. Registrei a ocorrência policial na DP de Santiago, sob n° 2731/2007. Afora o cerceamento da liberdade de imprensa e de expressão, tais movimentos não estão mais tolerando divergências de pensamento, chegando a ponto a que chegaram. Meu blog é www.julioprates.blogspot.com.
Peço providências, pois tal ameaça envolve os interesses de uma empresa transnacional e não é uma simples ameaça de morte a um jornalista. Peço que todos se manifestem.'
JULIO PRATES
Reg. Jornalista 11.175 MTb-RS
Para saber mais:
SEMINÁRIO DE MANIPULAÇÃO EM SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Advogado Nelson Goelzer Filho lidera mobilização em defesa da liberdade de imprensa e de expressão
Ameaças ao Blog são denunciadas
ÍNTEGRA DA CARTA QUE ENVIEI AO MINISTRO TARSO GENRO
Moções de solidariedade (...)
Vereadora Giovanna Vargas, de Alegrete (...)
'Comunico que hoje dei ciência as autoridades estaduais e federais do pais que fui ameaçado de morte pelo Sec. Indústria e Comércio de São Francisco de Assis. Também cientifiquei a REDE DE DEFESA DA LIBERDADE DE IMPRENSA DA UNESCO e demais órgãos afins, afinal o conflito envolvendo os ditos processo de florestamentos e aquisiçoes de terras, na fronteira-oeste do Rio Grande do Sul, pelo grupo sueco-finlandês STORA ENSO estão tomando um rumo preocupante. Depois de ter escrito uma crítica a linha dos painelistas de um seminário, em São Francisco de Assis, onde todos os painelistas têm um único pensamento, fui ameaçado de morte pelo Senhor Secretário de Indústria e Comércio do Município Sérgio Oliveira. Registrei a ocorrência policial na DP de Santiago, sob n° 2731/2007. Afora o cerceamento da liberdade de imprensa e de expressão, tais movimentos não estão mais tolerando divergências de pensamento, chegando a ponto a que chegaram. Meu blog é www.julioprates.blogspot.com.
Peço providências, pois tal ameaça envolve os interesses de uma empresa transnacional e não é uma simples ameaça de morte a um jornalista. Peço que todos se manifestem.'
JULIO PRATES
Reg. Jornalista 11.175 MTb-RS
Para saber mais:
SEMINÁRIO DE MANIPULAÇÃO EM SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Advogado Nelson Goelzer Filho lidera mobilização em defesa da liberdade de imprensa e de expressão
Ameaças ao Blog são denunciadas
ÍNTEGRA DA CARTA QUE ENVIEI AO MINISTRO TARSO GENRO
Moções de solidariedade (...)
Vereadora Giovanna Vargas, de Alegrete (...)
Informe Cultural
Lançamento doO livro sai num momento onde se vive mais uma polêmica midiática na Venezuela, com o caso RCTV. Não entro propriamente em tal debate, mas creio que o livro ajuda também a entender essa questão. Roberto Rovai."
Dia: 14 de junho de 2007
Local: Rua Medeiros de Albuquerque, 471. Vila Madalena - SP - Fone (11) 38 13 68 14
Sobre a Venevisión e Chávez
Eduardo Guimarães traz uma luz sobre o tema. Buscará informações que contradigam o senso comum de que a Venevisión virou "chavista". Na sua hipótese, Cisneros deixou de ser golpista ao perceber que o plano de 2002 não deu certo. Só isso. Continua a fazer oposição e o Eduardo pretende provar, a partir de material gravado na própria Venezuela.
Só há um modo eficaz de defender pontos de vista: corajosamente. Quando os que têm idéias próprias - ou encampadas com base em reflexões e em fatos e não em preconceitos - abraçam uma causa, devem se dispor a não fazer de conta que não ouvem as contra-argumentações consistentes. É preciso coragem para encarar de frente argumentos fortes que se opõem aos nossos, seja para encontrar-lhes o ponto fraco ou para reconhecer que aquilo em que acreditamos não é bem aquilo que pensávamos.
Até agora, o único argumento forte contra a não-renovação da concessão da RCTV pelo governo da Venezuela foi dito pelo coordenador do Observatório da Imprensa, Alberto Dines, e por mais alguns poucos que deixaram de lado a superficialidade nesse tema. À diferença de dúzias de formadores de opinião da grande mídia que fogem de reconhecer que a RCTV não era apenas "a maior e mais popular emissora venezuelana" e, sim, um grupo empresarial que cometeu crimes previstos em praticamente todos os arcabouços legais do mundo inteiro, Dines reconheceu as ações criminosas da emissora de Marcel Granier. Vejam:
"É verdade que a RCTV embarcou no golpe que tentou derrubar Hugo Chávez em 2002, mas também é verdade que a Venevisión, de Gustavo Cisneros, foi igualmente golpista e hoje desfruta de todos os privilégios do governo de Chávez. Significa que há golpistas que interessam a Hugo Chávez e golpistas que precisam ser calados."
Dines é esperto. Tocando num ponto das justificativas de Chávez que de fato as contradizem, ele dá informações imprecisas, não confirmadas e, provavelmente, inverídicas, e ninguém diz nada porque, até agora, ninguém conseguiu uma explicação para a contradição aparentemente verdadeira que o observador "da imprensa" apontou no discurso de Chávez. Afinal de contas, por que é que a Venevisión, que talvez tenha tido uma participação mais ativa no golpe de 2002, não teve sua concessão cassada? E mais: é certo Chávez punir um golpista e não punir o outro?
Para responder essas questões precisamos, primeiro, analisar o direito constitucinal do governo venezuelano - ou de governos de vários outros países sob regimes democráticos, como o Brasil - de renovar ou não uma concessão pública. A Constituição venezuelana, tanto quanto a brasileira, concede à subjetividade do governante de turno o direito de decidir sobre a renovação de uma concessão de faixa no espectro radioelétrico. Nem seria preciso que a RCTV tivesse enveredado pelo caminho da criminalidade para ter sua concessão cassada.
A diferença entre a RCTV e a Venevisión, portanto, é a seguinte: ambas cometeram crimes que incluem incitação à violência, o que mostra bem o documentário dos repórteres irlandeses Kim Bartley e Donnacha O’Brien "The revolution will not be televised" (A revolução não será televisionada), que mostrou que em 2002 as TVs incitaram a parte da sociedade venezuelana contrária a Chávez a ir às ruas confrontar os chavistas sabendo que fazê-lo provocaria um banho de sangue, que acabou ocorrendo. Além disso, as duas emissoras integraram o complô que seqüestrou o presidente constitucional da Venezuela e desmantelou todas as instituições de Estado. Contudo, a emissora de Gustavo Cisneros abdicou do golpismo depois que Chávez retomou o poder.
Tanto falam do "autoritarismo" de Chávez, mas omitem que ele, no sentido de pacificar a sociedade venezuelana, depois de derrotado o golpe abriu mão do direito (ou dever?) de prender os golpistas e de cassar imediatamente a concessão das emissoras responsáveis por uma terrível mortandade. Ninguém pode negar que as TVs privadas venezuelanas, nos momentos que precederam o golpe, no momento em que ocorriam confrontos a tiros nas ruas de Caracas veicularam reiteradas chamadas convocando a população a sair às ruas, quando deveriam pedir às pessoas que não se expusessem à violência e que não cometessem atos violentos. Em qualquer país civilizado, os donos dessas emissoras deveriam ser presos. E ninguém pode negar a incitação à violências das TVs privadas porque há horas de gravações dessas incitações.
Chávez optou por não adotar o caminho mais radical, mesmo sendo o mais correto, e esperou que as TVs golpistas retrocedessem do golpismo. Venevisión e Televén agiram nesse sentido; a RCTV e a Globovisión, não. Assim, grupos privados, que já haviam provado que podem usar uma concessão do Estado para cometer crimes, continuaram na linha do golpismo, apresentando programas que continuaram incitando a violência, a intolerância e o confronto e calando as divergências.
Ninguém duvida de que não são puramente idealistas e éticas as razões de Gustavo Cisneros (dono da Venevisión) para abdicar do golpismo e de fazer um jornalismo equilibrado - sim, equilibrado, pois é mentira que a Venevisión não faz críticas ao governo Chávez e pretendo provar isso quando viajar para a Venezuela em outubro deste ano gravando em vídeo programas da emissora que desmentem tal afirmação. Mas, no fim das contas, as razões de Cisneros não interessam, o que interessa é que sua emissora parou de atentar contra a sociedade venezuelana.
Voltando a Alberto Dines, ele diz que "a Venevisión, de Gustavo Cisneros, foi igualmente golpista e hoje desfruta de todos os privilégios do governo de Chávez". Afinal, que "privilégios" são esses? Essa frase, colocada dessa forma, induz as pessoas à crença em fatos que não se sabe quais são. Afirmar isso assim, sem explicações, não é correto, para dizer o mínimo.
Esta questão não termina aqui. Pretendo desmontar essa falácia de que a Venevisión e a Televén passaram a produzir um jornalismo oficialista e que estão sendo subornadas pelo governo Chávez para fazê-lo. Pretendo conseguir provas de que as duas emissoras simplesmente passaram a fazer um jornalismo equilibrado, que para os padrões golpistas da mídia venezuelana alguns consideram "insuficiente", mas que é, apenas, um jornalismo correto, em que há pluralismo em lugar de manipulação. E farei isso quando for à Venezuela, de onde trarei provas cabais que desmontarão, uma por uma, todas as mentiras que têm sido ditas aos brasileiros por seus meios de comunicação.
8 de junho de 2007
Cartunista ucraniano faz contato com Dialógico
Recebemos de Alexei Talimonov, cartunista e ilustrador nascido na Ucrânia, dois cartuns que refletem o panorama da Europa Ocidental. Trabalho interessante de quem já publicou no Izvestiia, Pravda, Krokodil, entre outros.
Abaixo, o texto em inglês que ele nos enviou para o endereço do Dialógico, bem como dois cartuns de sua autoria.
Ukrainian born Alexei Talimonov is a successful and award-winning cartoonist and illustrator. He is a member of The Cartoonists’ Club of Great Britain and the FECO. Alexei has exhibited his works worldwide. His cartoons have been published in newspapers and magazines since 1978. Four books of his cartoons were published in Russia, Ukraine and UK. Also Alexei has illustrated several books. More then 5,000 of his drawings have been published in various newspapers and magazines in the UK, Russia, Ukraine, USA, Canada, Germany, Italy, Iran, China and other countries. Amongst the British periodicals publishing his works are The Lancet, New Statesman, The Oldie, The Spectator, Prospect, Ethical Consumer Magazine, Writers’ Forum, Music Teacher and others. In Russia Alexei Talimonov’s cartoons have been published in the leading newspapers and magazines of the country, such as Izvestiia, Pravda, Trud, Literaturnaia Gazeta, Krokodil, Zdorov’e, Argumenty i Fakty and others. Alexei Talimonov regularly participates in international exhibitions and contests. He himself is well known for his support of artists in Russia and other countries of the CIS. In 1994 Alexey Talimonov was awarded the International Goncharov Award as “The Patron of Arts.

Editorial de O Globo após o golpe militar, 2 de abril de 1964.

O Heitor Reis encaminhou mensagem com a íntegra do editorial do jornal O Globo de 2 de abril de 1964. Um primor! Em tempos de choros, gritos, manipulações e mentiras a favor da RCTV golpista na Venezuela do "ditador" Hugo Chávez (sic), vale a pena visitar o passado da Globo e seus editoriais, verdadeiras odes à "democracia".
A Globo continua no mesmo tranquito de 64 e parece que lá ninguém se dá conta de que hoje não se precisa ir mais a museus e hemerotecas para se pesquisar o passado. Sem levantar da cadeira, apertando um botão, a História vem aos borbotões nos assombrar e as farsas se desfazem por encanto numa tela luminosa. Alguém precisa avisar, aos Marinho, que existe uma coisa chamada computador que se conecta a outra coisa chamada Internet.
RESSURGE A DEMOCRACIA
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.
Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.
RESSURGE A DEMOCRACIA
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.
Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.
Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, "são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.
Mais editorias da época, clique AQUI.
7 de junho de 2007
Que tal a verdade sobre a RCTV?*
Da mesma forma como ainda esconde sua participação há 34 anos na trama para difamar o governo chileno de Salvador Allende, acusado de ameaçar a liberdade de imprensa e o jornal El Mercurio, a grande mídia do Brasil, acompanhando a dos Estados Unidos, teima em esconder a verdade sobre a rede RCTV e a decisão do governo venezuelano de não renovar sua licença, expirada domingo.Recordei em coluna anterior como nossa mídia corporativa - de O Globo dos Marinho à Veja dos Civita & Mainardi, passando pelo Estadão, Folha, etc. - fez a mesma coisa na campanha a favor de El Mercúrio. Agustín Edwards, dono desse jornal chileno, fez várias reuniões em Washington com o presidente Richard Nixon e o próprio diretor da CIA, Richard Helms, preparando o golpe militar.
Consumada a operação e instalado o ditador militar Augusto Pinochet, veio o banho de sangue que horrorizou o mundo - e aí sim, fim da liberdade de imprensa. El Mercurio, que se apresentava como herói da liberdade, o que fez? Virou porta-voz oficioso da ditadura - papel semelhante ao das organizações Globo no Brasil pos-1964. Será o que agora querem El Mercurio e O Globo para a Venezuela?
Aquele "Dossiê El Mercurio"
O problema em situações assim é que os veículos da grande mídia mentem e o governo dos Estados Unidos também. Os primeiros jamais o admitem, mesmo depois do fato consumado. Já em Washington existe uma prática saudável, hoje encorajada ainda pela Foia, Lei da Liberdade de Informação: o levantamento, às vezes antes do prazo oficial, do sigilo sobre documentos secretos da diplomacia e da espionagem.
Isso permite que a verdade apareça, não graças à mídia. O "Dossiê El Mercurio" foi publicado em 2002, 29 anos do golpe do Chile, pelo pesquisador americano Peter Kornbluh na Columbia Journalism Review, de Nova York. Antes mesmo de Allende tomar posse, segundo os documentos, o dono de El Mercurio já se reunia com o diretor da CIA, discutindo o momento mais oportuno para ser desfechado o golpe.
Detalhe revelador no complô contra Allende na mídia, que denunciava a ameaça ao El Mercurio e à liberdade de imprensa, foi a participação da SIP, a entidade dos donos de jornais do continente). Esta distribuía material, até editoriais prontos. O Globo, talvez o mais diligente participante da campanha, é um dos que o recebiam. Nunca fez autocrítica, jamais contou ao leitor que estava no complô da CIA.
O Roberto Marinho de lá
Fair (Fairness and Accuracy In Reporting), a mais atuante e profissional das organizações dedicadas a monitorar a grande mídia dos Estados Unidos, mostrou no último dia 25 como os diferentes veículos foram unânimes na avaliação e na conclusão, idênticas às da mídia brasileira: ao negar a renovação da licença da RCTV, disseram, o governo Chávez age com brutalidade contra a liberdade de imprensa.
Mas os jornalões, no Brasil e nos Estados Unidos, omitem deliberadamente um detalhe ao retratar a situação da Venezuela, onde aquela rede de TV tinha, como a Globo até há pouco tempo, 80% da audiência. Em 2002 a RCTV fraudou a realidade (como fizera a Globo no escândalo Proconsult, na edição do debate Collor-Lula de 1989 e em outros momentos). Seu apoio ao golpe seria punido da mesma forma em qualquer país sério.
Milhares de artistas e profissionais choraram, diante das câmeras, a perda do emprego, manipulados pelo espertalhão Marcel Granier (o Roberto Marinho de lá). Esse criminoso se lixou para os artistas ao aliar-se aos golpistas que violaram a Constituição e as leis do país, derrubando o presidente Hugo Chávez, eleito pela maioria esmagadora dos venezuelanos. E ainda mentiu ao noticiar que ele tinha renunciado.
As organizações Globo parecem sugerir que o fato de ser a RCTV, como a rede Globo no Brasil, líder absoluta de audiência na Venezuela, lhe confere autoridade para passar por cima da lei, falsificar notícias e fraudar a realidade. Ela fez tudo isso na ânsia de ganhar para o golpe, em 2002, o apoio do povo, conclamado a ir às ruas. Mas a volta de Chávez, 24 horas depois, é que fez o povo festejar, enquanto a RCTV silenciava.
A arrogância e a impunidade
A RCTV tinha uma concessão. Novelas, mesmo com 100% de audiência, não conferem papel político e nem o direito de desinformar. O povo que vê novela repudiou o golpe. Ao votar, reelegeu Chávez com 64% dos votos - como no Brasil rejeitou a campanha do impeachment, bancada pela Globo, e depois foi às urnas contra o candidato dos Marinho e reelegeu Lula com 60% dos votos.
Na raiz do problema pode estar a arrogância da grande mídia. Impune depois de praticar crimes contra a democracia e os interesses do país, julga-se autorizada, pela própria impunidade, a continuar confrontando a Constituição e as leis. Governantes não podem deixar-se intimidar pela arrogância dela, mesmo quando é invocada a acusação de praxe, "ameaça à liberdade de imprensa".
Do contrário os Marcel Granier de toda parte se sentirão convidados a usurpar as funções de governo. O corrupto Berlusconi na Itália ou o apátrida Murdoch nos Estados Unidos são exemplos eloqüentes. O grupo Edwards, totalmente impune, é hoje o maior do Chile. Granier correria o risco de chegar lá. E teríamos de esperar 30 anos para saber, pelos papéis da CIA, como conspirou com potência estrangeira contra a democracia e o país.
* Argemiro Ferreira é jornalista
Fonte: Vermelho.org

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